sexta-feira, outubro 26, 2012

Dick Farney

Se há um artista no Brasil que merecia ser mais reconhecido, esse artista é o carioca Farnésio Dutra (1921 – 1987), tido como o primeiro jazzista brasileiro. Claro que com um nome desses jamais poderia tocar jazz (ou qualquer outro tipo de música, convenhamos), daí ter optado por algo mais sonoro, Dick Farney. Era o tempo dos cassinos no Brasil, onde suas apresentações ao vivo viriam a preencher o vazio existente para os apreciadores da música americana.

Coincidindo com a proibição dos cassinos no Brasil, em 1946, Dick Farney foi para os EUA com um contrato para 52 semanas para participação em um programa de rádio na NBC. E não é que deu certo? Logo ganhou dois horários exclusivamente seus na rádio e ainda gravou novidades como Tenderly. Enquanto isso, no Brasil, a gravadora Continental ia lançando a contagotas algumas músicas que ele havia gravado antes de viajar, como Copacabana e Marina.

Apesar de todo seu sucesso por lá, retornou ao Brasil em 1948 sem dar maiores explicações, ou, pelo menos, ninguém levou muito a sério quando ele disse que “não me adaptei à comida” ou “estava com saudades da minha mãe”.

Pianista de primeira qualidade, possuia um toque sutil e foi um grande improvisador. Era também um cantor romântico e sua voz era a sua assinatura. Cantava suave, como se sussurrasse no ouvido da namorada, o que era radicalmente diferente da forma como os demais cantores românticos de então o faziam. Fez parte, sem dúvida, do embrião da Bossa Nova que surgiria alguns anos depois e da qual seria um dos seus grandes intérpretes.

Nas décadas de 60 e 70 excursionou por diversos países e comandou alguns programas de televisão no Brasil, além de ser proprietário de duas boates em São Paulo. Nos seus últimos anos de vida passou a dedicar-se também à pintura.

Dick Farney. Esse nome não pode ser esquecido.



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sexta-feira, janeiro 13, 2012

Quanto a pirataria prejudica a economia?

Pirateei o texto abaixo do Freakonomics (clique aqui para ver o original, caso não aprecie a minha tradução livre). O objetivo do texto, tanto no original quanto aqui no Musicólatras, não é estimular a pirataria nem dizer que a consideramos com algo correto, mas dar uma nova perspectiva à discussão.

Os defensores mais ferrenhos da propriedade intelectual - tais como aqueles por trás da nova lei Stop Online Piracy (SOPA) e Protect IP Act (PIPA) - argumentam que a pirataria on-line é um grande problema que custa à economia dos EUA entre US $ 200 e $ 250 bilhões por ano, e é responsável pela perda de 750.000 empregos americanos.

Estes números parecem realmente trágicos. Uma perda de US $ 250 bilhões por ano representa quase 800 dólares para cada homem, mulher e criança nos Estados Unidos. E 750.000 postos de trabalho é duas vezes o número de pessoas empregadas em toda a indústria cinematográfica em 2010.

A boa notícia é que os números estão errados - como explica Juliano Sanches, do Instituto Cato. Em 2010, o Government Accountability Office divulgou um relatório indicando que estes números "não podem ser fundamentados ou rastreados até uma fonte de dados básica ou metodologia", que é a forma educada do governo falar que "estes números foram compostos a partir do nada."

Mais recentemente, uma estimativa mais modesta - $ 58 bilhões - foi feita pelo Institute for Policy Innovation (IPI). Mas essa estimativa do IPI, já que ambos Sanchez e jornalista de tecnologia Tim Lee apontaram, está repleto de problemas metodológicos, incluindo dupla e tripla contagem, que incham consideravelmente a estimativa de perdas com a pirataria.

Então, qual é o número real? Nós simplesmente não sabemos. E isso nos leva a uma segunda discusão: o problema não são os dados que deram origem às estimativas, mas seus reais efeitos econômicos. Há certamente muitas pessoas que fazem downloads de músicas e filmes sem pagar. É claro que, pelo menos em alguns casos, há a substituição de um produto legítimo por um pirata - por exemplo, uma pessoa que teria comprado um DVD de filme ao invés de baixá-lo de graça. Por outro lado há pessoas que baixam um filme ou música, mas jamais o teriam comprado de forma legal. Isto é especialmente verdadeiro se o consumidor vive em um país relativamente pobre, como a China (e Brasil), e é incapaz de pagar por filmes e música.

Devemos contar esta última categoria de downloads como "vendas perdidas"? Não, se formos honestos.

E há outra questão: mesmo nos casos em que a pirataria na Internet resulta em uma venda perdida, como é que essa venda perdida pode afetar o mercado de trabalho? Enquanto empregos podem ser perdidos na indústria do cinema ou música, eles podem estar sendo criados em outro. O dinheiro que um pirata não gastar com filmes e músicas é quase certo que será gasto em outro lugar. Digamos que seja gasto em skates - o mesmo dólar perdido pela Sony Pictures pode foi ganho pela Alien Workshop, uma empresa que fabrica skates.

Como Mark Twain escreveu uma vez, há três tipos de mentiras: mentiras, malditas mentiras e estatísticas. As estatísticas podem ser particularmente complicadas quando elas são usadas para avaliar os efeitos da pirataria na internet. Ao contrário de roubar um carro, copiar uma música não causa necessariamente uma perda tangível para alguém. Estimar a perda exige pressupostos sobre o que o mundo teria sido se a pirataria nunca tivesse acontecido - e, claro, os mais afetados tendem a assumir sempre o pior cenário.


E você, o que acha disso?

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sexta-feira, dezembro 16, 2011

Tom Zé no Jô

Uma aula de música. E outras coisas.

Bom final de semana!

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quinta-feira, dezembro 15, 2011

Despedida, Feliz Natal e próspero ano novo

Musicólatras,

Estou aqui apenas para me despedir desse espaço que eu tanto gosto, por algum tempo pude compartilhar os meus (estranhos) gostos com vocês,e aprender um pouco com os ritmos e gêneros que fazem a cabeça de vocês.

2012 será um ano de (re)começos, de foco nos estudos, então estou me afastando um pouco da net, fico apenas com o facebook, para que eu possa estudar e assim, colocar meus projetos em ordem.

Fica aqui o meu muito obrigado à todos os que me acompanharam nesse espaço.

Aqui fiz amigos e aprendi muito, então não me arrependo de nada.

Desejo um santo Natal, que não nos esqueçamos de quem faz aniversário no dia 25, e que no ano novo possamos passar em paz, revendo atitudes, criando novos projetos e crescendo com os acertos e erros de 2011.

Abraços e cuidem-se.

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sexta-feira, dezembro 09, 2011

Última palavra em som para carros!

Recebi um e-mail essa semana com uma curiosidade que vale a pena ser reproduzida.

Na década de 50 ainda não havia muitos carros com rádio. Além disso, as opções de emissoras não eram tão grandes quanto as de hoje. Em casa pelo menos tinha-se a opção de colocar um disco na vitrola e ouvir a música que se quisesse. No carro, porém, a única opção era o motor do carro.

Em 1956, um criativo americano chamado Peter Goldmak inventou um modelo do toca-discos para ser utilizado em automóveis! Geralmente ficava embaixo do porta-luvas e tocava apenas compactos simples, o que chamamos em português hoje de single. Na década de 60 alguns desses modelos aportaram no Brasil.

Fico imaginando nas nossas estradas esburacadas como devia portar-se o toca-discos. Devia ser um horror! Sem contar que a cada música tinha-se que trocar ou virar o disco. Quantos acidentes não deve ter causado. E tem gente que reclama que só cabem 200 a 300 músicas em um pequeno mp3 player…

Confira alguns dos modelos vendidos na época.

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sexta-feira, novembro 25, 2011

Bob Dylan

Outro dia me dei conta, tardiamente, de que Bob Dylan completou 70 anos de idade. Foi lendo uma reportagem da revista Rolling Stone do mês passado. Li, gostei e resolvi relembrar suas músicas. Fui procurar um CD e cadê? Não tinha. Tive que comprar um (sim, eu sou daqueles que compra CDs…) Estranho não tê-lo, porque gosto muito dele.

Bob Dylan nasceu Robert Allen Zimmerman, em 24 de maio de 1941, e aprendeu a tocar piano e guitarra sozinho, ainda na adolescência. Arrebentou durante os anos 60 com músicas que hoje são clássicas, como Like a Rolling Stone, que a revista de mesmo nome elegeu como a melhor música de todos os tempos. Se não é a melhor, deve ser uma das melhores. Com sua voz característica e seu som pendendo para o folk, com letras sempre inteligentes e instigantes, Bob Dylan foi gravado por inúmeros artistas, que fizeram tanto sucesso que às vezes nem nos damos conta que a música é dele.

Vamos ouvi-lo!

 

 

 

Joan Baez

 

Para completar, tive uma grata surpresa ao redescobrir uma música que eu gostava muito, mas nem me lembrava que ela existia, It Ain’t Me Babe. Numa época em que eu não sabia nada de inglês, dediquei essa música a uma namorada que por causa disso brigou comigo. Agora que compreendo a letra, descobri que era isso mesmo que eu queria dizer a ela.

Nancy Sinatra

 

Atendendo a uma sugestão da Manu, If Not for You, com Bob Dylan e George Harrison.

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sexta-feira, novembro 18, 2011

Celso Salim & Rodrigo Mantovani

Boa Noite a todos.

A postagem de hoje será apenas uma breve dica, de um álbum que eu comprei na semana passada. O álbum "Diggin' The Blues", do guitarrista de blues Celso Salim e o baixista Rodrigo Mantovani.

A principio não vou fazer nenhuma resenha, deixarei isso para outra oportunidade, mas depois de ouvir esse álbum maravilhoso, não poderia deixar de postar os dois videos promocionais e mais um gravado ao vivo.

O Trabalho é inteiro acústico e teve sua maior parte gravada ao vivo, com um estúdio móvel montado na casa do próprio guitarrista Celso Salim. No repertório estão canções compostas entre as décadas de 30 a 60 de autores como Big Bill Broonzy, Willie Dixon, Muddy Waters e Blind Boy Fuller entre outros.

Celso Salim & Rodrigo Mantovani - "300 hundred pounds of joy" (Willie Dixon)


Celso Salim & Rodrigo Mantovani - "16 Tons" (Merle Travis)


Celso Salim & Rodrigo Mantovani - "Travelin' Girl" (Salim/Douro Moura)


Assistiu o video e gostou ??? COMPRE O ÁLBUM. Vale cada centavo.

Para saber como, acesse o site oficial do Celso Salim: Clique Aqui

Postado originalmente no Blog Jazz & Rock

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sexta-feira, novembro 04, 2011

Trio da Paz

O Trio da Paz é formado pelos músicos Romero Lubambo (violão e guitarra), Nilson Matta (baixo acústico) e Duduka Da Fonseca (bateria). Radicados nos EUA, começaram a tocar juntos por puro divertimento em 1985, mas o trio existe oficialmente desde 1989. Acostumados a acompanhar alguns dos mais conceituados músicos americanos, possuem um repertório de clássicos da música brasileira e conseguem juntar o que esta e o jazz têm de melhor.

Manhã de Carnaval – Luiz Bonfá
 
Corcovado – Tom Jobim e Vinícius de Moraes
 
Hino Nacional Brasileiro – Joaquim Osório Duque Estrada (instrumental)

Aquarela do Brasil – Ary Barroso

Vera Cruz – Milton Nascimento e Márcio Borges

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domingo, outubro 30, 2011

Son House & Buddy Guy

Pesquisando algumas raridades na internet acabei encontrando essa maravilha.
Buddy Guy e Son House e precisa mais!!!

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sexta-feira, outubro 28, 2011

Cartum do Biratan

O Biratan é um cartunista paraense que eu curto muito. Confira o grande trabalho dele no blog Biratan Cartoon (clique aqui). Trago aqui uma pequena amostra de seu desenho dentro da temática do Musicólatras. Divirtam-se!

Biratan - Músicos 02 - SanfoneiroBiratan - Músicos 04 - Fuga

Biratan - Músicos 03 - PianistaBiratan - Músicos 01 - Saxofonista

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sexta-feira, outubro 21, 2011

Bailarinas

Jogos PanamericanosSe você é desses cujo dial (#coisadevelho) da TV fica cicatrizado na Globo, provavelmente não sabe que em Guadalajara, México, estão ocorrendo os XVI Jogos Panamericanos. Para quem gosta de esporte é um prato cheio. Mas, mesmo quem não gosta, é difícil ficar indiferente a algumas das modalidades, como o balé da ginástica rítmica. É tão bonito que a gente não consegue nem torcer contra as adversárias. Chega a dar pena quando cometem um erro ou deixam cair um dos aparelhos. Não devia nem ser competição, só exibição. Mas como esse blog é de música e não de esportes (tem um Esportólatra por aí?), meu tema de hoje é uma homenagem a essas fantásticas ginastas-bailarinas.

E porque estamos no mês da criança, começo com Lucinha Lins cantando A Bailarina, de Toquinho e Mutinho:


A seguir, Elis Regina interpreta Vida de Bailarina, de Américo Seixas e Chocolate:


Aqui, Chico Buarque e Edu Lobo interpretam a linda Ciranda da Bailarina:


Oswaldo Montenegro canta O Blues da Bailarina, dele mesmo:


Eu ia encerrar por aqui, mas decobri que a música Bandolins foi comporta por Oswaldo Montenegro e José Alexandre para dar de presente a uma amiga bailarina que estava doente. Não podia ficar de fora dessa seleção:

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domingo, outubro 16, 2011

Blog Action Day 2011: Comida!

O Blog Action Day é um evento anual em que os blogs inscritos postam sobre um tópico pré-determinado. Esse ano o assunto é: comida! Pode-se falar qualquer coisa sobre o tema, a fome mundial, a comida predileta, ser vegetariano ou não, ou que mais aprouver ao blogueiro. Escolhi então apresentar músicas clássicas da MPB, que mencionam algumas de nossas comidas mais típicas. Bom apetite!

 
 

E, para não dizer que falei só de flores,

Tag: #bad11

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terça-feira, outubro 11, 2011

Entrevista Exclusiva: Celso Salim

É com grande prazer que o blog Musicólatras trás mais uma entrevista exclusiva. Nessa entrevista o guitarrista Celso Salim fala sobre sua carreira, técnica e o quanto gosta do blues! Celso Salim, grande guitarrista e grande sujeito!


Por Thiago Teberga e Daniel Faria

Celso conte-nos como foi o seu inicio na musica?

CS
: Comecei a ter aulas de violão aos 6, com 12 comecei a tocar guitarra.

E o blues quando entrou na sua vida?

CS
: Com 12 anos quando comecei a ter aulas com o guitarrista brasiliense Eduardo Brito. Ele gravava muita coisa em cassete para mim: Muddy Waters, BB King, Robert Johnson, Arbert King, Johnny Winter entre outros. Fiquei viciado e as aulas passaram a ser voltadas para o estilo. Mas o principal foi o desenvolvimento do ouvido, em casa passava horas tirando solos nota por nota.

Quais foram as suas primeiras influencias?

CS
: Antes de conhecer o blues não tinha nada que eu realmente gostasse, os primeiros que ouvi foram Muddy Waters, Freedy King, BB King, Albert Collins, Robert Johnson, Albert King, Johnny Winter e muitas coletâneas de Blues. Depois Hendrix, Clapton, SRV, Lynyrd Skynyrd, Allman Brothers, ZZ Top.

Os seus discos solo “Lucky Boy” e “Going Out Tonight” tem uma sonoridade com influencias da musica country. Quem são seus “heróis” da guitarra country?

CS
: Albert Lee, Danny Gatton, Jerry Reed, Chet Atkins, Merle Travis, Tony Rice, Brent Mason, Jerry Douglas, e também bandas como Asleep at the Wheel, The hellecasters,Quando fui para o GIT, em Los Angeles, comecei a ouvir muito country, bluegrass e southern rock. Ví o show do Albert Lee 11 vezes num bar próximo a minha casa.

Já o seu álbum “Big City Blues” apresenta uma sonoridade mais blueseira, esse caminho para o blues mais tradicional foi natural ou você quis fazer um registro de um álbum de blues mesmo?

CS
: Foi bem natural e esse é o caminho que tenho seguido, estou preparando um novo cd elétrico de blues para 2012. Mas as influências do rock, country e de outros estilos sempre aparecem.

Já que estamos falando em álbuns fale um pouco sobre o seu novo trabalho “Salim & Mantovani – Diggin’the Blues” (o qual eu já tive a oportunidade de escutar e posso dizer sem medo de errar que é um dos melhores álbuns do estilo já lançado no Brasil)

CS
: Eu e o Rodrigo tocamos semanalmente com essa formação há 3 anos. Ai tivemos a idéia de gravar um cd só nós dois, com um repertório de Blues dos anos 30 – 60. Fiquei bem satisfeito com o resultado.

Fale um pouco sobre o seu trabalho com o pianista e organista Ari Borger, como surgiu essa parceria tão produtiva?

CS
: Quando estava produzindo o cd Big City Blues convidei o Ari para gravar, foi assim que nos conhecemos. Algum tempo depois ele me chamou para integrar seu quarteto. É um grande prazer tocar com um músico do nível dele.


Você é um musico muito versátil, uma vez que além do seu trabalho com o blues você tem fluência em outros estilos tais como o country, o jazz e o soul. Você é um estudioso da guitarra ou um musico mais intuitivo?

CS
: Um pouco dos dois, sempre aprendi muito de ouvido mas estudei também. Tive aulas particulares dos 6 aos 16, depois estudei 3 anos no GIT. Até hoje estudo, mas geralmente tirando novos sons de ouvido mesmo.

O seu trabalho de slide guitar é um dos melhores do Brasil, quais afinações você costuma utilizar para tocar slide?

-D aberto(variando tons com o capo)
-G aberto(variando tons com o capo)
-G menor aberto(variando tons com o capo)
-Afinação normal
- Drop D (só muda a 6ª corda para D)

Qual seu equipamento de estúdio e de palco?

CS
: No momento estou trocando de amplificador , devo comprar um vibrolux. Mas usei por algum tempo Fender deville ao vivo, em gravações geralmente alugo uns melhores como Princeton reverb, Vibrolux. Instrumentos: Dobro 1974, Fenders Telecaster e Stratocaster, Ibanez GB(com Ari Borger Quartet). Pedais: Tube screamer, Cry Baby 535Q, Rotovibe, phase90, fuzz hendrix, Afinador BOSS. O preço dos equipamentos no Brasil não ajudam vc ter um equipamento top. Assim nós ficamos sem acesso as coisas boas.

Como você vê o atual cenário da musica no Brasil?

CS
: Acredito que assim como todo o pais, cresceu muito os espaços e têm mais grana rolando para todos, no caso do cenário de Blues acho que cresceu Tb. Muitos festivais rolando, SESCs Tb dão muita oportunidade. Mas como é um estilo importado sempre teremos limitações.

Música vs Internet: Com base na sua experiencia musical, como você vê o impacto da internet no cenário musical ? De que forma - positivamente/negativamente - isso afetou a sua carreira no decorrer dos anos?

CS
: Minha carreira fonográfica já começou com a internet na ativa. Através da internet vc consegue divulgar o trabalho em lugares eram difíceis de alcançar, faz contatos importantes com facilidade, principalmente para artistas independentes, como eu, que fazem a própria produção. Temos que nos adaptar né. A venda de CDs caiu para todos, mas vender muitos CDs em lojas nunca foi minha realidade, vendo cd mesmo em shows!!!


Nas ultimas entrevistas, inauguramos uma nova coluna no BLOG. É uma cópia descarada (risos) de uma coluna da Cover Guitarra. Indo direto ao ponto:

Pra você qual é o melhor álbum da história?

CS
: Difícil heim? Juro que não sei responder....

Qual disco você tem ouvido bastante na última semana?

CS
: Têm tempo que não ouço discos inteiros mas tenho ouvido muito Country Blues como: Blind Willie Mc Tell, Josh White, Big Bill Broonzy, e muitos outros desta época.

Qual disco você curte, mas tem vergonha de admitir?

CS
: Vergonha.....acho que nenhum...rsrs

Celso quero agradecer a oportunidade da entrevista , sem dúvida uma oportunidade de conhecer o seu trabalho e um pouco da sua história e trajetória musical. Desejo muito sucesso para você ! Grande Abraço !

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domingo, outubro 09, 2011

Ry Cooder & The Moula Banda Rhythm Aces

Olá Musicólatras...



Pra quem ainda não conhece muito bem o trabalho de Ry Cooder esse é o momento! Hoje vou postar o dvd "Let´s Have A Ball, Live At Santa Cruz, Califórnia, 1987". Um dos melhores shows de Cooder que ja tive a oportunidade de ver, a banda impecável e a guitarra slide de Ry Cooder muito inspirada! Enfim vale muito a pena!

Set List:
01 Let's Have A Ball
02 Jesus On The Mainline
03 How Can A Poor Man Stand Such Times And Live?
04 Jesus Hits Like The Atom Bomb
05 Down In Mississippi
06 Maria Elena
07 Just A Little Bit
08 The Very Thing That Makes You Rich (Makes Me Poor)
09 Crazy About An Automobile
10 Chain Gang
11 Down In Hollywood
12 Good Night Irene



A Banda:
Ry Cooder - guitarra, vocal; Jim Keltner - bateria; Van Dyke Parks - teclado; Jorge Calderon - baixo; Flaco Jimenez - acordeon; Miguel Cruz - percussão; Steve Douglas - sax; George Bohannon - trombone; Vocais: Bobby King, tenor; Terry Evans, baritono; Arnold McCuller, tenor; Willie Green Jr, baixo

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sexta-feira, outubro 07, 2011

Clóvis Graciano

Resolvi variar um pouco hoje para compensar minha frequência atualmente incerta por aqui, devida um pouco à falta de tempo e muito à falta de inspiração mesmo.

Então escolhi como tema Clóvis Graciano. Pintor, desenhista, cenógrafo, figurinista, gravador e ilustrador, Clóvis Graciano nasceu em 1907, em Araras – SP, e morreu em 1988. O que o trás como convidado ao Musicólatras é o seu trabalho com os tema “músico”. Espero que gostem.

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domingo, outubro 02, 2011

Nuno Mindelis - Instrumental Sesc

Olá Musicólatras...



Bom, falar que Nuno Mindelis é um ícone do blues e um dos melhores guitarristas do gênero seria dizer aquilo o que todo mundo ja sabe!. Enfim, no dia 6/6/2011 Mindelis gravou o tradicional programa Instrumental SESC, e como não consegui achar o show completo (em um unico video) vou postar varios videos! Serão varios videos, mas vale a pena!











Bom, espero que gostem dos videos, e se bater aquela curiosidade é só acessar o site do Instrumental SESC clicando AQUI e confira não só esse show mas varios que estão disponiveis no site!
Boa semana a todos.

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Jarle Bernhoft

Multiinstrumentista norueguês, que utiliza do looping para criar diversas intervenções em suas apresentações.

Ouçam e aproveitem sem moderação.

So many faces + A Bad place to Reside



Cmon Talk



Choices 







Para baixar o álbum do artista clique AQUI

Marcello Lopes

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quarta-feira, setembro 28, 2011

Lot Lorien

Lot Lorien é uma banda búlgara que mistura a tradição do folclore de seu país com a música clássica, jazz e rock progressivo.

A banda muitas vezes classificada como world fusion, começou em 1996, fã de Tolkien, deram ao grupo o nome do reino dos Elfos. 

Sua música evoca imagens de contos de fadas, e por muitas vezes, os repórteres os chamam de Elfos de Varna, uma alusão à obra de Tolkien e por ter sido nessa cidade o primeiro concerto da banda.

Em 2000 a banda fez sua primeira turnê mundial com várias apresentações de sucesso, chamando a atenção de gravadoras e promotores ao longo da Europa. 


A forte influência da música clássica transformou seu som em música de câmara, gradualmente os integrantes foram acrescentando inspirações do jazz, rock progressivo. Em 2003, a banda fez um show ao vivo em Ohrid na Macedônia, transformando-se em seu segundo álbum. 

Gradualmente, a banda começou a excursionar no exterior com mais freqüência, apresentando as suas composições originais e interpretações de músicas do folclore búlgaro. 

Com um estúdio em casa, os integrantes da banda começaram um projeto chamado Lot Lorien and Friends, que contou com a presença de vários músicos como: Roman Stolyar (Rússia): flauta; Latif Bolat (Turquia / EUA): vocais; Nikolay Yordanov: flauta; Dragni Dragnev: gaita e kaval ; Petya Dragneva: assinatura popular; Maryana Cvetanova-Milanova e Dilyana Cvetanova: violino; Christian Nedelchev: Rabeca. O álbum foi lançado no início de 2007



Em 2007 Lot Lorien decidiu juntar-se You Are Not Alone iniciativa de apoio as enfermeiras búlgaras presas na Líbia. 

Informações retiradas do site oficial da banda AQUI

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segunda-feira, setembro 26, 2011

Motörhead no Rock in Rio 2011

Ola Musicolatras de plantão

Bom ontem o rock finalmente deu o ar da graça no Rock in Rio 2011. Foi um dia especial para os rockeiros e metaleiros que estiveram lá, ou que puderam acompanhar pela internet. No palco secundário se apresentaram a banda Korzus, o Angra com participação da vocalista Tarja Turunen, Sepultura e o grupo de percussão francês Tambours Du Bronx, um show muito interessante por sinal, mesmo com as limitações do palco Sunset.

Já no palco principal a expectativa era grande, pois iria se apresentar Metallica eos deuses do rock Motörhead. Entre um show e outro, tivemos a banda paulista Glória, que foi vaiada do começo ao fim, os caras da Coheed and Cambria e Slipknot.

No meu caso o show mais aguardado era o do Motörhead, nesse show sim, eu senti inveja de quem estava no Rock in Rio. O trio ingles subiu ao palco pouco depois das 21:30hrs, o que posso dizer é que Lemmy, Phil Campbell e Mikkey Dee, fizeram jus aos 36 anos de estrada e trouxeram para o rock in rio um show impecável e avassalador.

Sem mais delongas, segue o video do show na integra. Uma oportunidade e tanto para quem perdeu e para aqueles que assistiram, não custa nada ver outra vez.

MOTÖRHEAD !! \m/



Set List

01. Iron Fist
02. Stay Clean
03. Get Back In Line
04. Metropolis
05. Over the Top
06. One Night Stand
07. I Know How to Die
08. The Chase Is Better Than the Catch
09. In the Name of Tragedy
10. Going to Brazil
11. Killed by Death
12. Ace of Spades
13. Overkill

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Rock In Rio

Bom, aqui vai uma opinião totalmente pessoal, esse foi o melhor show do Rock In Rio! Afinal quantas vezes podemos ver Ed Motta, Andreas Kisser, Rui Veloso, Otavio Rocha entre outros dividindo o palco! Com um repertorio de classicos do Rock Setentista. Como um bom musicólatra que sou não poderia deixar essa passar, sem mais delongas deixo vocês com esse grande show!

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