quarta-feira, setembro 28, 2011

Lot Lorien

Lot Lorien é uma banda búlgara que mistura a tradição do folclore de seu país com a música clássica, jazz e rock progressivo.

A banda muitas vezes classificada como world fusion, começou em 1996, fã de Tolkien, deram ao grupo o nome do reino dos Elfos. 

Sua música evoca imagens de contos de fadas, e por muitas vezes, os repórteres os chamam de Elfos de Varna, uma alusão à obra de Tolkien e por ter sido nessa cidade o primeiro concerto da banda.

Em 2000 a banda fez sua primeira turnê mundial com várias apresentações de sucesso, chamando a atenção de gravadoras e promotores ao longo da Europa. 


A forte influência da música clássica transformou seu som em música de câmara, gradualmente os integrantes foram acrescentando inspirações do jazz, rock progressivo. Em 2003, a banda fez um show ao vivo em Ohrid na Macedônia, transformando-se em seu segundo álbum. 

Gradualmente, a banda começou a excursionar no exterior com mais freqüência, apresentando as suas composições originais e interpretações de músicas do folclore búlgaro. 

Com um estúdio em casa, os integrantes da banda começaram um projeto chamado Lot Lorien and Friends, que contou com a presença de vários músicos como: Roman Stolyar (Rússia): flauta; Latif Bolat (Turquia / EUA): vocais; Nikolay Yordanov: flauta; Dragni Dragnev: gaita e kaval ; Petya Dragneva: assinatura popular; Maryana Cvetanova-Milanova e Dilyana Cvetanova: violino; Christian Nedelchev: Rabeca. O álbum foi lançado no início de 2007



Em 2007 Lot Lorien decidiu juntar-se You Are Not Alone iniciativa de apoio as enfermeiras búlgaras presas na Líbia. 

Informações retiradas do site oficial da banda AQUI

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segunda-feira, setembro 26, 2011

Motörhead no Rock in Rio 2011

Ola Musicolatras de plantão

Bom ontem o rock finalmente deu o ar da graça no Rock in Rio 2011. Foi um dia especial para os rockeiros e metaleiros que estiveram lá, ou que puderam acompanhar pela internet. No palco secundário se apresentaram a banda Korzus, o Angra com participação da vocalista Tarja Turunen, Sepultura e o grupo de percussão francês Tambours Du Bronx, um show muito interessante por sinal, mesmo com as limitações do palco Sunset.

Já no palco principal a expectativa era grande, pois iria se apresentar Metallica eos deuses do rock Motörhead. Entre um show e outro, tivemos a banda paulista Glória, que foi vaiada do começo ao fim, os caras da Coheed and Cambria e Slipknot.

No meu caso o show mais aguardado era o do Motörhead, nesse show sim, eu senti inveja de quem estava no Rock in Rio. O trio ingles subiu ao palco pouco depois das 21:30hrs, o que posso dizer é que Lemmy, Phil Campbell e Mikkey Dee, fizeram jus aos 36 anos de estrada e trouxeram para o rock in rio um show impecável e avassalador.

Sem mais delongas, segue o video do show na integra. Uma oportunidade e tanto para quem perdeu e para aqueles que assistiram, não custa nada ver outra vez.

MOTÖRHEAD !! \m/



Set List

01. Iron Fist
02. Stay Clean
03. Get Back In Line
04. Metropolis
05. Over the Top
06. One Night Stand
07. I Know How to Die
08. The Chase Is Better Than the Catch
09. In the Name of Tragedy
10. Going to Brazil
11. Killed by Death
12. Ace of Spades
13. Overkill

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Rock In Rio

Bom, aqui vai uma opinião totalmente pessoal, esse foi o melhor show do Rock In Rio! Afinal quantas vezes podemos ver Ed Motta, Andreas Kisser, Rui Veloso, Otavio Rocha entre outros dividindo o palco! Com um repertorio de classicos do Rock Setentista. Como um bom musicólatra que sou não poderia deixar essa passar, sem mais delongas deixo vocês com esse grande show!

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domingo, setembro 25, 2011

Johnny Winter

Olá Musicólatras...

Bom, a um tempo atrás eu fiz um post sobre o grande guitarrista de blues e rock and roll Johnny Winter (caso você não tenha visto o post clique AQUI e confira). Semana passada eu encontrei esses videos de uma apresentação recente (de 2010) do guitarrista e vale muito a pena dividir com vocês! Afinal de contas Johnny Winter nunca é demais!
Enfim, vamos aos videos.















Enfim, espero que tenham gostado dos videos. Boa semana a todos!

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sexta-feira, setembro 23, 2011

KT Tunstall

A escocesa KT (Katie) Tunstall é conhecida no Brasil principalmente pela música Suddenly I See. A cantora e compositora, no entanto, é dona de um repertório próprio muito interessante e diversificado, que infelizmente não tem a divulgação que merece. Fã de Billie Holliday, Lou Reed e James Brown, seu estilo alternativo pode ser colocado entre o Pop e o Indie Rock, mesclando belas melodias e letras instigantes. Há tempos eu queria dedicar um espaço a ela no Musicólatras, então lá vai!

Para esquentar, começo com a citada Suddenly I See, de seu primeio álbum, Eye to the Telescope:


Também do primeiro álbum é Black Horse & The Cherry Tree. Nesta versão usa um equipamento chamado loop pedal (que ela chama de “the wee bastard pedal”), em que ela vai gravando sons que se repetem ao longo da música.


Aqui KT mostra seu lado ambientalista:


Do seu segundo álbum Drastic Fantastic, vem Hold On:


E de seu terceiro e (por enquanto) último álbum, Tiger Suit,  escolhi a música com o estranho nome de Uummannaq Song:

É isso aí! Espero que tenham gostado! Bom final de semana a todos!

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quarta-feira, setembro 21, 2011

Albinoni


Tomaso Albinoni ficou famoso em sua época como compositor de óperas, sendo tão popular quanto Corelli e Vivaldi.

Compôs mais de 50 óperas para a vida musical de Veneza, concertos para oboé e violino, 30 cantatas,

J.S Bach estudou suas obras e escreveu 3 fugas inspiradas em temas de Albinoni.

O compositor italiano é conhecido hoje pelo seu adágio que foi trilha sonora de alguns filmes.

Grande parte de seu trabalho se perdeu por causa de um bombardeio a Biblioteca de Dresden em fevereiro de 1945.

Franz Liszt Chamber Orchestra



Jacques Chambon


Concerto n°2 - Segundo Movimento: Andante

Marcello Lopes

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sábado, setembro 17, 2011

Qual é a sua playlist ??


Olá musicólatras de plantão.

Com a popularização do mp3 e o aumento dos equipamentos eletrônicos compatíveis com esse formato de áudio, ouvir música ficou ainda mais fácil. Tempos atrás escrevi um artigo sobre o fone de ouvido e nele mencionei algo parecido. Não importa onde você está, ao olhar para o lado certamente irá ver alguém com um fone de ouvido e curtindo uma música. Claro com exceção dos funkeiros que insistem em ouvir aquele lixo em alto e péssimo som no ônibus, bom mais isso não vem ao caso agora.

A grande verdade é que se o MP3 é motivo de várias discussões, por outro lado ele trouxe comodidade para o usuário. Se antigamente quando usava o walkman ou discman, eu precisava carregar comigo algumas fitas K7 ou CDs (que com o uso do estojo facilitava), hoje em dia isso não é mais necessário. Até para trocar de álbum, era uma dificuldade, tinha que tirar o CD, colocar outro e tudo mais, e se você tivesse no meio da rua, era algo inviável.

Com a chegada do MP3 tudo mudou, hoje você leva quantas músicas quiser com você, claro dependendo da capacidade de memória do seu equipamento, troca de álbuns quantas vezes achar necessário e tudo com um simples toque no botão. E não importa se você usa um celular, um mp3 player, um mp4, um ipod, enfim são inúmeros modelos e o que todos tem em comum: É o poder de poder levar a suas músicas para onde você for.

E a pergunta desse tópico é muito simples e ao mesmo tempo digamos inutil. Aviso que isso não mudará em nada a sua vida (risos). Mais como sou fissurado por música, desde os tempos do walkman, quando montava uma éspecie de "playlist" com minhas fitas K7 e depois aconteceu o mesmo com os meus discmans, eu sempre tive curiosidade em perguntar isso para as pessoas.

Bom agora é com você. Use o espaço dos comentários para responder quatro perguntas básicas, ok?

01. Qual é a sua playlist atualmente ? (Cite os álbuns)
02: A sua playlist é formada por quantas músicas ?
03. Em qual aparelho você ouve suas músicas ?
04. Você consegue sair de casa sem levar as suas músicas ?

É isso ai. Vamos interagir uns com os outros e rir também.

Abraço a todos.

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segunda-feira, setembro 12, 2011

Herbie Hellis

Falar sobre o guitarrista Herb Hellis é chover no molhado, então sem mais delongas deixo para o deleite de vocês, um DVD completo que encontrei no Youtube desse mestre da guitarra jazz/blues.



Boa Audição.

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sábado, setembro 10, 2011

Iron Maiden no Rock in Rio 1 (1985): o histórico e atrapalhado show.

Caros leitores do músicolatras.

Bom já faz um certo tempo que não apareço por aqui, primeiramente por falta de tempo e depois por alguns motivos pessoais. E aproveito o clima agradável de sábado a noite, para trazer até vocês uma postagem do site Minuto HM , publicada pelo autor Eduardo Bianchi Rolim e que autorizou gentilmente que eu postasse o conteúdo aqui no Musicólatras. Para ilustrar melhor a postagem, eu utilizei duas fotos que foram postadas no Blog Fligth 666 .

Como estamos no clima do Rock In Rio, a postagem será sobre o show do Iron Maiden na primeira edição do festival em 195, que alias foi um dos melhores na minha opinião em questão dos shows. Bom sem mais delongas, aproveite e leia com atenção esse post repleto de informação sobre esse lendário show da Donzela em terras tupiniquins.

Por Eduardo Bianchi Rolim

Galera,

faz tempo que estou para falar desta histórica apresentação da banda aqui no blog, dívida esta que tenho comigo e falei no post que fiz especificamente sobre o Rock In Rio 1 (que recomendo a leitura antes mesmo da deste post, caso ainda o caro leitor ainda não a tenha feito). Sei também que devo muitas coisas por aqui, mas vamos pagando com calma


Portanto, o foco aqui será falar um pouco do que temos disponível no segundo DVD oficial do Live After Death (oficial = oficial mesmo, não aquele que foi lançado aqui no Brasil e ficou por um tempo nas bancas de jornais, fato este que chegou ao conhecimento da banda que, por sua vez, acionou os responsáveis aqui no Brasil para interromperem imediatamente as vendas – e pedindo aos que compraram para efetuar a devolução do item não-autorizado. Aliás, tem até legenda das letras das músicas naquele DVD, hoje item de colecionador).

Com base nas imagens feitas na época pela Rede Globo, o show disponibilizado neste DVD não traz o setlist completo da noite executado pela banda que pela primeira vez aterrissava em nosso país (na verdade, na América do Sul). A qualidade da imagem é também compatível com o quem viveu a era dos VHS – e, para tentar me fazer bastante claro, a gravação em “EP”. A qualidade do som segue a mesma linha, é irregular em termos de volume. Em resumo, o material é bastante precário mas obviamente é um registro de suma importância para a banda, fãs e até mesmo para o nosso país em termos musicais.

De qualquer forma, temos sempre o YouTube, não? E, assim, vou também trazer um pouco das outras músicas do show, para felicidade geral da nação que curte um “rock pauleira do satânico Iron Maiden”. Calma, leia o texto para entender este comentário…

O Iron Maiden, que foi a única banda internacional que se apresentou apenas uma vez no evento, teve a honra de abrir para um dos shows mais marcantes da história de todas as edições do Rock in Rio e, por que não dizer, do Brasil: o Queen. Mas isso é papo para uma outra oportunidade (nem podemos considerar como uma pendência minha, hein? Hehehe).

A Wikipedia gringa informa que o show do Maiden começou exatamente “2 Minutes To Midnight”, ou, como me refiro sempre carinhosamente à música, “23:58 PM”. A banda estava simplesmente na World Slavery Tour 84/85, do disco Powerslave (1984), em uma tour que foi gigantesca em todos os sentidos ajudou a banda a se consolidar (ainda mais) não só na cena heavy metal, mas na música como um todo.

Os fatos que apresentarei abaixo (não posso aqui falar de algo que ocorreu quando eu tinha 3 anos de idade, então o que será apresentado são apenas fatos que podem ser vistos no vídeo em questão – claro que quem viveu esta época e quiser contribuir comentando neste post, é sempre muito bem-vind0) estarão mais focados em um dos membros da banda: o Bruce.

Explico: os pontos que falarei abaixo envolvem diretamente o Air Raid Siren e podem, talvez, serem “justificados”, “explicados” de várias maneiras, que tentarei fazer mais ao final do post. Antes que voem tomates e afins em mim, para quem não me conhece, saiba que o texto não tem qualquer objetivo de CRITICAR o homem que admiro e considero até mesmo uma grande inspiração de vida para mim. Mas os fatos estão lá e hoje chegam a ser engraçados…

Foto: Blog Flight 666

Sem mais delongas, vamos lá: o Iron Maiden ganha o palco com a primeira faixa do seu lançamento da época, Aces High. A banda estava vestida como se vestiu durante toda esta tour (as clássicas roupas dos anos 80, que praticamente todas as bandas usavam): Bruce com sua calça amarela, com meias por cima, correntes em um cinto de caveira, aparentando ansiedade. Seu vocal está ainda contido (em relação ao que se ouve na sequência do show) e até mesmo um pouco tímido nestes primeiros minutos no palco (comparando-se com o Bruce que conhecemos), coisa que praticamente some durante esta própria primeira música da noite.

Depois do segundo solo da música, Bruce não está tão perto assim do microfone, pois foi interagir com o enorme público que recebia muito bem a banda… ele calcula o tempo e corre para buscá-lo e continuar, claro, cantando. Ele volta, fica perto do Nicko e, quando vai pegar seu microfone, apesar de não ter chegado tão em cima da hora, ele vê Adrian bem colado ao pedestal, atrapalhando-o. Bruce dá um cutucão no guitarrista, que trocam olhares do tipo “que foi?” (Adrian) e “sai daí” (Bruce). Era um sinal da noite atrapalhada que ainda viria…



Minuto Hora de 2 Minutes To Midnight. Bruce bate palmas e suas palmas são respondidas por um empolgado público. Ele parece estar bem mais solto e aquela ansiedade inicial parece ter ficado para trás. “Cantem comigo”, grita Bruce para abrir o refrão…

No solo de Murray, Bruce aproveita para soar o nariz… estaria Bruce resfriado / gripado na noite? A verdade é que Bruce parece estar um pouco fanho neste show – em alguns momentos dá para notar isso – o que não compromete seu alcance vocal. O solo de Adrian chega e Nicko toca a música em um estilo bem diferente do de hoje, levantando a mão esquerda para marcar na caixa. Muito interessante.

As guitarras, que estão excelentes como no disco de estúdio, começam a se destacar, algo que se notou por todo o show.



Bruce diz “boa noite” e mexe com o público, sua marca característica. Anuncia a próxima música, desta vez do “Piece of Mind album for ya”…

A música é The Trooper: Bruce diz algo talvez em Português (“louco todo”?) e a banda incendeia o público e entrega uma linda versão da música, com a banda dando uma verdadeira aula em suas atribuições. Mas é no meio do solo de Adrian que vem a curiosidade: Bruce começa a chamar alguém (JT?), no microfone aberto mesmo, em tom de reclamação. A reclamação continua e invade o solo de Murray. “Turn up my mic, I’m talking to you, you stupid (?)…”.

Bruce pede que algo seja ligado, mexido, em seu microfone, aparentemente, culminando em um xingamento final de Bruce. Alguém se candidata a comentar o acontecimento e as falas de Bruce por ali? Algum problema mesmo em seu microfone, visto que Bruce praticamente engole o “cabeção” nos gritos finais…

Ele brinca rapidamente com uma pequenina bandeirinha do Reino Unido (fãs atuais nem imaginam esta cena, talvez) e nitidamente se “embanana” com seu pedestal na hora de pegá-lo para o movimento final da música. Mas cabe ressaltar como Bruce cantou esta música, em uma palavra: espetacular!



Já na (outra) obra-prima da noite, Revelations, que já falamos tanto por aqui no blog, Bruce chega pulando o retorno com uma guitarra em mãos. Sim, uma guitarra. Na época da clássica formação da banda, com “apenas” 2 guitarristas, ele fazia uma simples base da música enquanto os guitarristas dobram o maravilhoso início desta maravilhosa música deste maravilhoso disco.

Foto: Blog Flight 666

Mas convenhamos: Bruce mostra que como guitarrista é mesmo uma das maiores vozes do heavy metal (entre inúmeros outros talentos) . Até ajeitar a palheta ele ajeita, de maneira meio desengonçada, o que é muito engraçado. Ao término desta introdução, Bruce agita o público para gritar nas pausas da música… aquela parte do “tan, tan, tan… YEAH… tan, tan, tan, YEAH”. Ele faz isso levantando sua guitarra para indicar ao público o momento exato para participação. Bruce sempre foi brilhante nesta conexão com o público. Mas nesta noite, em uma dessas levantadas, Bruce bate a cabeça da guitarra em seu rosto, fazendo sangrar imediatamente. Ele sai correndo e volta ainda meio tonto, com sangue escorrendo, para continuar cantando a música. Engraçado e METAL ao mesmo tempo, hehehe.

Ele bota primeiro a mão direita perto do olho e nota que está sangrando… ele grita seu “Hey” e olha para a outra mão, com sangue, e neste momento é possível ver o corte entre o olho esquerdo e o nariz, enquanto o sangue continua escorrendo até quase a boca e ele cantando a sua música de maneira espetacular… um grande momento do show, sem dúvida. O cinegrafista global deve ter percebido isso, pois a câmera fica em close nele por bastante tempo. Em tempo: coitado do Bruce!

As duas fotos abaixo foram tiradas da minha TV mesmo, para tentar mostrar o resultado da “guitarrada”. Graças ao bom Deus Metal que não foi no olho dele.


O público parece ter aprendido o momento de gritar e responde muito bem a Bruce, desta vez sem guitarra… a imagem da Globo filma Murray ao invés de Adrian, durante o solo deste último.



Com a maravilha do YouTube, hoje temos acesso inclusive ao material que não foi colocado no DVD, como Flight Of Icarus. Esta música eu particularmente já tive a chance de ouvir Bruce cantando na última tour solo dele no nosso país (com Adrian Smith na banda), tour esta do disco Chemical Wedding, no Via Funchal, em São Paulo, em 1999).

Ainda, eu adoraria ver o Maiden voltar a incluir em um setlist atual – que tal no lugar de Fear Of The Dark, principalmente em cidades onde a banda se apresenta com mais frequência? Enfim, muito bom ter acesso a este material, já que a música foi outro ponto alto do show. E lá está Bruce de novo, de frente para a bateria, olhando para sua direita e falando “Hello?” no microfone, enquanto os maravilhosos solos de guitarra se iniciam. Nitidamente, ele não está feliz o técnico de som e seu microfone...



… coisa que se confirma na épica e mais longa música da banda (até hoje): Rime Of The Ancient Mariner. Bruce continua inconformado com o volume de seu microfone e, logo no início da música, ele pede por 3 vezes um “up” em seu mic.

Pouco se ouve o baixo de Harris na parte que temos a narração. Ouve-se alguns sons metálicos meio estranhos. A lembrança, de qualquer forma, é de emocionar, bem como a boa resposta do público. As explosões nitidamente surpreendem o público brasileiro e a performance geral da banda é magnífica. Grande momento. Bruce dá um show a parte com seu vocal em excelente forma, mas as guitarras gêmeas e a cozinha mostram a coesão desta fantástica banda.



Bruce já se posiciona estrategicamente para descer a escadinha para a abertura de outra obra-prima, a faixa-título do então álbum de trabalho lançado. Na época, inclusive conferindo a versão da música na Long Beach Arena, do Live After Death, a característica explosão / fogo ao lado direito do palco (esquerdo do público) não acontecia logo que Bruce começa a cantar a música, como a banda fez nos shows da Somewhere Back in Time Tour, mas sim quando chegava o refrão. Na dúvida, confiram a versão em vídeo no Live After Death.

E o que deveria ter acontecido não ocorre nos instantes que antecedem o refrão. Bruce canta “Tell me why I had to be a Powerslave… I don’t wanna die, I’m a God, why can’t I live on?” e ainda não aparece na parte elevada do palco. Ele solta um “come on” como se fosse dando o sinal (“vai agora, pô”) e finalmente a explosão acontece para ele surgir com a também tradicional máscara.

O público responde bem, gritando, mas ainda é tempo para mais duas surpresas / trapalhadas do nosso amado vocalista: Bruce deixa o microfone cair ao ficar brincando de passá-lo de uma mão para outra, e perde o tempo da música…ele pega o microfone, ainda com um pouco de fogo no chão…

… fogo? Mas AINDA? Ainda. Aquelas chamas, que já deveriam ter sumido há um certo tempo, não se apagaram por completo e Bruce, cantando o refrão da música, olha para baixo, como se não conseguisse acreditar naquilo dando errado, e começa a pisar para apagar o foguinho que ainda estava por ali, com seu pé direito… ele se estica para apagar um que estava mais longe bem na parte do “and he will die toooo – se estica e demora a cantar – OOOOHHH”. A cena é, no mínimo, hilária.

Mas Bruce ainda iria se embananar um pouquinho mais em Powerslave. A música se desenvolve, os solos, o milagre da volta / do retorno , tudo… Bruce volta e… ele erra a parte da música, voltando a cantar “When I was living this lie” ao invés de “Now I am cold but a ghost”. Ele se liga nesse erro muito rapidamente e emenda um “Now I’m in my veins”, sem perder o tempo da música, e volta a cantar corretamente… “Silent the terror”… hehehe!

Mais para o final, Bruce acena para provavelmente o mesmo que reclamara em The Trooper, mas acena positivamente, como indicando que seu problema com o microfone estava resolvido. Nem moral ele teria mais para reclamar naquele momento, né? Hahaha.

O show também possui um raro solo de guitarra (o Maiden não inclui mais solos há muito anos) de Murray – solo este excepcionalmente técnico, com Nicko jogando baquetas a um público em êxtase – e depois fazendo um acompanhamento na bateria meio, sei lá, escola de samba? Não entendo até hoje o que Nicko tentou fazer / preencher ali com Murray. Outro momento no mínimo estranho…



Hora do satanismo, da música do diabo (calma, já está chegando a hora disso ficar esclarecido no texto): 666. A introdução da música é respondida de maneira empolgante pelo público, que vibra com a chegada do clássico, seguindo a euforia com a chegada do fantástico riff e da perna esquerda de Bruce que não para de se mexer. Falando no Bruce, após o primeiro refrão com uma resposta muito alta do público, Bruce deve estar realmente exausto, com muito calor, pois dá aquela respirada / assoprada no microfone, nitidamente recuperando o fôlego. O que se ouve é um belo “assoprão” no microfone, hehehe. Depois, enquanto os riffs que antecedem os solos tomam conta do palco, ele ajeita seu microfone no pedestal, fazendo com que o barulho dessa “ajeitada” seja ouvido muito claramente.

Outro grande momento do show é o Bruce indo buscar o Murray para colocá-lo em seus ombros, logo após o solo dele, para delírio do público, enquanto Adrian abre o segundo solo e a banda se reúne no centro do palco. Uma cena espetacular!

A música vai chegando ao final.. “666, the one for you and me…”. Mas ainda é tempo para mais um probleminha envolvendo Bruce. Ele até conseguiu cumprir o que cantaria – “I will return…” – mas somente após o fio do microfone ser devidamente encaixado de volta, fazendo-o perder mais uma vez o tempo da música e o “I’m coming back”. O microfone ainda dá uma falhada em “possess your body”, talvez com ele novamente mexendo no fio (a imagem não está nele neste momento).



A banda emenda Hallowed Be Thy Name, aquela música que ponho a mão no peito sempre que começa – um hino do heavy metal. Bruce senta estilo “indiozinho” e despeja sua potente e contagiante voz nesta música incrível. Mas, mais uma vez, Bruce pede “up”, “up” em seu microfone. Ele vai ao microfone, fala algo e não sai nada. Ele volta a cantar e manda, mais uma vez, um “up”, abaixa a cabeça e faz um “mini-discurso”, mostrando todo seu descontentamento… “otherwise”, “somebody else” e “all right?” são as únicas coisas que consigo ouvir, pois as guitarras estão muito altas. Alguém se arrisca a comentar o que ele discursou ali?

Ele grita um “yeah” que a música não tem e continua lá balbuciando, reclamando. Simplesmente ele não para de falar e falar, reclamar e reclamar, enquanto a banda continua tocando a música de maneira impecável. Bruce aparenta estar morto de cansaço no momento que volta a cantar.

Ele volta a abaixar a cabeça e falar (!!!). Desta vez, um “don’t worry, don’t apologize, it’s all right” e mais alguma coisa- estaria ele, então, com um ponto? O papo, de qualquer forma, continua… Bruce solta aquele famoso “scream for me, Rio… scream for me, scream for me…” e, depois, comanda a reação / gritos do público, como ele faz de maneira ímpar.



Em Iron Maiden, não encontrei nada “gritante”. E como é legal ver o Bruce ainda cantando bem perto do chefe Steve, acompanhado da entrada da histórica encarnação do Eddie múmia pulando pelo palco. Grande momento!

Agora, bom mesmo é o vídeo global que achei, que segue a mesma linha da entrevista histórica com Freddie Mercury, em que a Globo faz uma “entrevista” com um tal “Brian” Dickinson, o vocalista do Iron Maiden. Certo, Globo? Mais uma? A reportagem é aberta com o famoso “e agora, rock pauleira – para os metaleiros, um pouco mais do satânico Iron Maiden, com a participação especial e muito bem humorada de Eddie, o monstro”.



A banda volta para o bis. “Eu quero todo mundo louco este noite”, grita Bruce para introduzir Run To The Hills. A resposta do público nesta música é incrível, com todos com os braços para os lados, girando camisetas, camisas e tudo que está por perto. E cantando a música também, claro, com Bruce incentivando com seu “cantem comigo” em duas oportunidades.

Reparem na velocidade que Harris imprime com sua mão direita alucinada durante o solo de Murray. É de dar gosto… apenas o final da música é um pouco diferente…



“Todo mundo, hey”… Running Free é talvez a melhor música para se ter idéia da quantidade de gente que estava naquela mágica noite. Bruce separa o público para gritarem com ele… o público canta “Ruuuun”, ao invés de gritarem mesmo. Bruce tenta pronunciar algumas palavras em nossa língua que simplesmente não é possível entender. Imaginem nesta época, ao-vivo, para um público ainda não acostumado. Mas a coisa vai bem, principalmente para gritarem o nome da música.



A última música da banda foi Sanctuary, com a tradicional parada para Bruce mostrar toda sua potência vocal. Ele aproveita para ganhar de vez o público, provocando-o para cantar com ele o “yeah” (coisa que Freddie Mercury fez de monte na noite também) – de novo: já pararam mesmo para pensar que, em uma noite neste país, Bruce Dickinson e Freddie Mercury dividiram um palco, ambos em grandíssima fase? Bruce continuou interagindo com o público de maneira singular, com seu “cantem comigo”.

O show termina com Bruce e os “boys” agradecendo a banda. Bruce está visivelmente esgotado. O público grita “Iron, Iron, Iron” e as imagens que se seguem são de um tradicional festival de heavy metal, com muito empurra-empurra e pessoas indo de um lado para o outro, além de muita gente desmontando o palco da Donzela e preparando o terreno para a seguinte magistral apresentação da noite, que seria comandada pelo genial Freddie Mercury e Cia. Ltda.



E assim chegava ao fim a brilhante primeira apresentação do Iron Maiden em solo nacional. Os apontamentos que fiz acima, hoje engraçados, mostram, para mim, que havia sim muita ansiedade, nervosismo e pressão atrás da banda. A banda estava estranhando o clima brasileiro, não há como negar. Os ingleses não estavam acostumados com nada parecido com o que viram por aqui, inclusive considerando as questões climáticas.

Bruce e seu técnico de som não tiveram a noite mais brilhante da vida deles, coisa que acontece com todo mundo. Somam-se aí outros fatos, como o cansaço acumulado da extensa World Slavery Tour. Alguns pontos também podem ser considerados, hoje em dia, meio amadores.

Mas é muito importante dizer que, apesar de “trapalhadas” da noite, este registro da banda é, até hoje, um dos mais importantes do heavy metal em nosso país, não apenas em termos de Rock in Rio, mas em termos de música em geral, além de ser considerado pela própria banda como um dos shows mais importantes e marcantes de toda a carreira, até hoje.

O Rock in Rio 1 teve uma importância direta e indireta muito grande na sociedade da época e abriu caminho para grandes festivais que passaríamos a ter por aqui.

E, graças a ele, a banda conheceu e gostou do nosso país, local que hoje considera fundamental para suas tours. Ainda bem!

Up The Irons!

Setlist - Iron Maiden / Rock in Rio - 11 de janeiro de 1985

Intro – Churchill’s Speech
Aces High
2 Minutes To Midnight
The Trooper
Revelations
Flight Of Icarus
Rime Of The Ancient Mariner
Powerslave
Guitar Solo (Dave Murray) + Nicko McBrain
The Number Of The Beast
Hallowed Be Thy Name
Iron Maiden
Run To The Hills
Running Free
Sanctuary

Eduardo Bianchi Rolim
Minuto HM - http://minutohm.com


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segunda-feira, setembro 05, 2011

Freddie Mercury - 65 anos



Hoje é aniversário de Freddie Mercury, um dos maiores cantores que já passaram por esse planeta, e se não fosse sua morte trágica, faria 65 anos e provavelmente estaria nos palcos comemorando.

Vocalista da banda Queen, uma das mais importantes dos anos 70 e 80, dono de uma poderosa voz Freddie é dono de uma das maiores apresentações do mundo do rock, no concerto Live Aid, cantou e tocou para 72 mil pessoas. 

Só quem viveu os anos 80 para saber o peso e a importância que essa banda tinha no cenário mundial do rock, foram mais de 100 milhões de álbuns vendidos no mundo inteiro. 

Who wants to live forever 



Freddie Mercury nasceu em Zanzibar, uma ilha próxima à costa leste da África, em 5 de setembro de 1946, tendo sido batizado como Farokh Bulsara. 

Aos 17 anos, Freddie e a sua família, mudaram-se para Inglaterra, após terem de fugir de Zanzibar por questões de segurança, aproveitando que seu pai era um funcionário da embaixada inglesa 

Quis o destino que Freddie conhecesse o baixista Tim Satffell, seu colega de quarto no Ealing College of Art, quando cursava ilustração gráfica, Tim tinha uma banda chamada Smile, e tinha entre seus integrantes Brian May e Roger Taylor.

Freddie costumava assistir e participar dos ensaios, e isso fez com que ele quisesse participar de uma banda de rock, daí pra frente participou de bandas como Ibex, Sour Milk Sea, mas quando Tim largou a formação do Smile para formar outra banda, Freddie se uniu aos integrantes Brian e Roger, e mudaram o nome da banda para Queen. 



Ainda nos anos 70 Freddie conheceu Mary Austin, com quem se relacionou por 5 anos, e depois do rompimento continuaram amigos, sendo que a música Love of my Life é uma homenagem à ela.



Achei pela net algumas curiosidades sobre Freddie Mercury :


  • Morreu no mesmo dia que o baterista da banda Kiss, Eric Carr.
  • Reza a história que os Queen jamais viajavam juntos de avião. Os quatro integrantes viajavam de dois em dois em aviões separados, porque assim, se o avião caísse, a banda poderia continuar com os outros dois integrantes.
  • John Deacon, baixista da banda, era muito próximo de Freddie, tendo dividido várias composições de sucesso com o cantor. Em homenagem ao amigo decidiu retirar-se do mundo da música após o final dos Queen. 
  • O muro todo pintado e repleto de pixações de homenagens de fãs do mundo inteiro que aparece no vídeo "Champions Of The World" é da casa de Freddie.
  • Fã assumido de Freddie, Akira Toriyama, o criador do anime Dragon Ball, fez o professor de baseball de Gohan em homenagem a Freddie

Como não se emocionar com Love of My Life cantado por milhares de brasileiros no Rock in Rio ??? Infelizmente eu só tinha 11 anos de idade, quem sabe no plano espiritual ainda não consigo assistir um pocket show ?

Parabéns Freddie, mas o show tem que continuar.












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sábado, setembro 03, 2011

Irlanda - Música Tradicional


Um surpreendente aspecto da música tradicional irlandesa é como ela sobreviveu ao longo dos séculos quase como um organismo vivo. Por que a Irlanda se manteve essencialmente como um país agrícola até meados dos anos 60 e também por causa de 3 séculos de imigração constante, a música tradicional conseguiu com sucesso se transferir da zona rural para a área urbana de todos os modos possíveis.

A música tradicional pura que vemos hoje em shows ou em pubs sofreu inúmeras mutações devido à influência de outras culturas, exemplos conhecidos no mundo musical é a música de Van Morrison se misturando com o R&B, o grupo de rock Moving Hearts mesclando gaitas de fole com o rock, The Pogues fazendo uma fusão de tradições com punk e até mesmo o grupo Afro-Celt Sound System no final dos anos 90 quando misturou música africana, eletrônica, technno e música celta.

Afro Celt Sound System 



A maioria das músicas instrumentais irlandesas eram ouvidas como acompanhamento das danças, ou seja, a música era composta apenas para as pessoas dançarem. Era um repertório dos trabalhadores rurais e fazia parte da expressão cultural da comunidade.

Essa música era composta para acompanhar celebrações, geralmente interpretadas em celeiros ou nos campos quando o clima permitia, essas celebrações podiam ser casamentos, feiras, dias santos. Por séculos essa foi a principal fonte de recreações para os irlandeses e até hoje existe esse tipo de celebração pelo país.

Van Morrison - Astral Weeks



A dança tradicional irlandesa não era em sua essência uma apresentação, quase não havia pagamento envolvido, não existia expectativa de um show propriamente dito, e a música e dança eram dois elementos em meio à uma série de outras atrações, como canto, contação de histórias, jogo de cartas e outros tipos de jogos.

Pouco se sabe ou se gravou da música tradicional e da dança antes do século 17, mas é bastante claro que o repertório tradicional conhecido hoje tenha entre 200 e 300 anos.

The Pogues - If I Should Fall From Grace with God



O poder da música tradicional é a possibilidade de um músico recriar a música a cada performance, utilizando a técnica e a habilidade para decorar a diferentes variações de uma mesma música, é a criatividade que ajuda a interpretar canções de outros músicos reproduzindo seus fraseados e entonações.

A maioria dessas músicas para dança são reels e jigs, mas muitas músicos tocam polkas, mazurcas e músicas escocesas. Na Irlanda, o número desse tipo de música de repertório nacional ultrapassa 6.000, a tradição oral foi mantida por músicas passadas de um cantor ou instrumentista para outro durante apresentações, e o repertório é constantemente adulterado à medida que novas músicas são incluídas e outras compartilhadas.

The Dubliners - Fiddlers Green



Na Irlanda atualmente os pubs são amplamente usados como os lugares para apresentações de músicas tradicionais. O fenômeno do pub irlandês se tornou mundialmente conhecido, sendo encontrado em grandes cidades ao redor do mundo.

Os pubs estão relacionados com a música desde os anos 60, e a 1° sessão musical em um pub não foi realizada na Irlanda, mas sim em Londres no ano de 1947, com a reconstrução da cidade, dezenas de irlandeses foram trabalhar na indústria da construção, e nos pubs londrinos se encontravam para beber, matar a saudade de sua pátria, de sua família.

Como suas casas temporárias eram muito pequenas, os pubs ofereciam uma oportunidade de se encontrarem e tocarem com informalidade, esse desenvolvimento teve implicações ao longo dos anos para a música tradicional irlandesa.

Irish Reels - Naomh Pádraig Céilí Band 



Esse novo ambiente propiciou a saída da música tradicional do ambiente doméstico ou da comunidade e dividiu a música da dança, anteriormente inseparáveis por causa da proibição em alguns pubs. A música nos pubs influenciou economicamente a indústria da bebida.

Em 10 anos, os pubs se espalharam por toda a Irlanda, e viraram sinônimo de música tradicional.

Gaita de Fole - Johnny Doran

Foi sem dúvida o maior músico de gaita de fole da Irlanda nas décadas de 30 e 40, influenciou a maioria dos músicos desse instrumento, alguns de renome internacional como Davy Spillane e Paddy Keenan.



Nesse vídeo do Youtube, Paddy Keenan e Davy Spillane juntos.


Harpa - Máire Ni Chathasaigh


Uma das principais harpista irlandesas, seu sucesso se deve ao fato de ter conseguido adaptar as músicas de dança irlandesas para a harpa.


Máire Ni Chathasaigh e Chris Newman no Shrewsbury Folk Festival em 2008





Gaita Irlandesa ou Uilleann pipe

Uma das mais conhecidas gaitas da Irlanda e talvez do mundo por ter sido utilizada em diversas trilhas sonoras, a gaita irlandesa é a mais difícil de ser tocada tanto que existe um ditado que diz : "7 anos aprendendo, 7 anos praticando e 7 anos tocando" é o que precisa para ser considerado um mestre nesse instrumento.

As gaitas existem na Irlanda desde o século dezoito, e chegaram nesse formato que conhecemos hoje em 1890, usados por músicos das cortes e também pelos músicos itinerantes que se apresentavam em diversas cidades participando de feiras e eventos.

Um dos maiores instrumentistas desse tipo de gaita é Liam O´Flynn com trabalhos na música tradicional e com compositores clássicos irlandeses como Shaun Davey.

Liam O´Flynn - Dark Slender Boy



Bodhrán 

Instrumento de percussão irlandês, muito usado em músicas tradicionais irlandesas sendo introduzido na música pop irlandesa em meados dos anos 60 pelo músico Sean Ó Riada  trazendo ao interesse de músicos de outros países.

O instrumento ficou conhecido mundialmente depois que Caroline Corrs o usou no The Corrs Unplugged.

The Corrs - Toss The Feathers



Flautas 


Um dos maiores músicos de flauta na Irlanda é Matt Molloy, mais conhecido pelo seu trabalho no tradicional grupo The Chieftains, além de músico Matt possui um pub na cidade de Westport onde reúne sempre grandes artistas para apresentações musicais.

Matt Malloy and The Chieftains - The Mason´s Apron 



Fiddles

Fiddles é qualquer instrumento tocado com um arco, inclusive o violino, mas essa denominação fiddle é sempre usada quando associada a música tradicional irlandesa. 

Na Irlanda esse instrumento é muito popular e em muitas áreas do país existe um modo de tocar de acordo com as características regionais de estilo e repertório. 

Liz Carroll - Jigs


Bouzouki, Violão e Acordeão

1) Bouzouki 

Á primeira vista parece estranho listar um instrumento de origem grega na lista de instrumentos irlandeses, mas por causa de sua melodia foi inserido na música folk por Johnny Moynihan em meados dos anos 60 e popularizado por Donal Lunny. O instrumento sofreu diversas transformações, perdendo sua forma original e seu som ficou mais parecido com o do bandolin. 

2) Violão 

O papel do violão na música tradicional irlandesa é de acompanhamento e hoje em dia existem muitos músicos que o colocam como instrumento principal em suas apresentações. 

3) Acordeão

É um instrumento muito importante na música tradicional, encontrado em quase todas as grandes bandas irlandesas, conta com uma vasta lista de músicos, tendo destaque para Sharon Shannon. 

4) Concertina 

É um outro tipo de acordeão também muito popular na Irlanda, principalmente nas fazendas no começo do último século, principalmente na cidade de Claire que produziu alguns dos melhores músicos desse instrumento como Mary MacNamara e Noel Hill. 

Nomos - I Am Going to Set you Free


Alguns outros nomes da música tradicional irlandesa : 

Altan 

Grupo formado em Belfast nos anos 90, a cantora Mairéad Ni Mhaonaigh e o instrumentista Frankie Kennedy, seu melhor álbum é o Island Angel seguindo uma tradição de outras bandas irlandesas como Clannad e The Chieftains, gravado antes da morte de Frankie, esse álbum permanece um clássico que merece ser ouvido.

Mary Black

Uma das mais conhecidas e importantes cantoras irlandesas, se apresentando e cantando no país desde os anos 70, seu melhor álbum é o Holy Ground de 1993. 

Davy Spillane 

Davy é um dos principais músicos de gaita de fole atualmente, membro do grupo Moving Hearts que mescla rock e música tradicional, tem trabalhado com diversos músicos, inclusive com Steve Winwood e Kate Bush.

Afro-Celt Sound System

Um projeto musical que visa fundir diversos estilos música africana, celta, irlandesa e ritmos eletrônicos, formado em 1996 com uma formação eclética que incluía Sinead O´Connor (ainda não conhecida mundialmente) e músicos africanos como Moussa Sissokho.

The Chieftains 

Um dos mais importantes grupos de música irlandesa, conhecido mundialmente, sob a liderança do instrumentista Paddy Maloney, já tocou com Sting, Alisson Krauss e muitos outros.

Anúna 

Michael McGlynn formou e dirige um dos mais respeitados grupos vocais da Irlanda, são 22 cantores que mesclam músicas tradicionais irlandesas, músicas latinas polifônicas e composições em celta do próprio Michael.

Clannad

Grupo da cidade de Donegal nos anos 80, ficou mais conhecido por participar da trilha sonora da mini-série inglesa chamada Harry´s Game, levando a música título ao 1° lugar nas paradas Britânicas e Irlandesas.

Não quis colocar aqui alguns grupos que são mundialmente conhecidos como U2 e The Corrs, ou até mesmo The Frames por que seria como chover no molhado, no entanto, ao escrever esse texto traduzindo alguns livros de música tradicional irlandesa que eu comprei, aprendi e conheci diversos outros músicos e bandas desconhecidos do público brasileiro. Para quem quer se aprofundar no assunto e conhecer mais sobre a música e a cultura celta, leio sempre um blog muito legal chamado Celtas Today, vale a pena.

Tenho alguns textos traduzidos sobre instrumentistas irlandeses, à medida que conseguir vou postando aqui. Ainda preciso aprender como disponibilizar meus cds irlandeses e celtas para vocês musicólatras, espero conseguir em breve uma maneira de compartilhar com vocês sem sermos taxados de criminosos. 

Espero que tenham gostado, volto com músicas de outros países em 30 dias.

Texto: Marcello Lopes
Vídeos: Youtube

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sexta-feira, setembro 02, 2011

Mulheres de Hollanda

Mulheres de Hollanda


Ana Cuba, Eliza Lacerda, Malu von Krüger, Marcela Mangabeira e Karla Boechat (que também assina a direção do grupo) formam o quinteto vocal Mulheres de Hollanda, que se dedica a pesquisar, estudar e cantar o feminino na obra de Chico Buarque de Hollanda.

O resultado é que em seus sempre lotados espetáculos, Mulheres de Hollanda leva a plateia do riso às lágrimas, da introspecção ao sorriso, num espetáculo intenso, divertido e muito emocionante.

(texto extraído do blog do grupo: Mulheres de Hollanda)

Com vocês, sem mais delongas, as simpáticas e competentíssimas Mulheres de Hollanda!

Roda Viva

Você Vai Me Seguir

Sem Fantasia

Trocando em Miúdos

Site oficial: Mulheres de Hollanda

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