domingo, agosto 28, 2011

Pais e Filhos

O que de mais importante um pai pode deixar para seu filho? cada um diria uma coisa, alias, seria um assunto bem longo! Mas alguns dos maiores nomes do blues elétrico deixaram além de suas historias e sua musica: seu blues! Nesse post vamos ver mais especificamente os musicos Muddy Waters, Elmore James e Luther Allison.

A memoria de Muddy Waters continua viva nos trabalhos de seus filhos
Mud Morganfield




Big Bill Morganfild



Já o rei do slide guitar Elmore James deixou seu lagado a seu filho Elmore James Jr.



E para encerrar (e diga-se de passagem muito bem!) vamos ver o trabalho de Bernard Allison filho do genial Luther Allison




Boa Semana a todos!

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sexta-feira, agosto 26, 2011

Ivan Lins e Chucho Valdés

Ivan Lins e Chucho Valdés

Dizzie Gillespie uma vez disse que o futuro da música passava pela união das sonoridades dos EUA, de Cuba e do Brasil. A inclusão de músicos latino americanos trouxe sangue novo ao jazz na década de 40. No início dos anos 60, o mesmo se deu com a bossa nova, com uma revoada de ótimos músicos brasileiros para os EUA, alguns em ação ainda hoje, e consagrados artistas americanos se rendendo ao ritmo e sonoridade brasileiros. Isto posto, sempre há grandes chances de rolar um som redondíssimo quando se juntarem músicos brasileiros e cubanos.

Principalmente se o brasileiro é Ivan Lins, reconhecido por diversos músicos americanos como um dos compositores mais criativos da música brasileira, e dono de uma riqueza melódica e harmônica que conquistou artistas de várias correntes musicais, e for completado pelo maestro e pianista cubano Chucho Valdés e sua banda Irakere. A admiração mútua resultou em um show em Cuba, em 1996, no qual foi gravado um álbum e do qual extraí as músicas abaixo para o deleite dos musicólatras que aqui pousarem.

Dinorah, Dinorah


La Explosión


Ai, Ai, Ai, Ai, Ai


Bom final de semana!

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quinta-feira, agosto 25, 2011

Poder de um jovem - OST




Realizado em 1992, o filme O Poder de um Jovem conta com uma trilha sonora impecável assinada por Hans Zimmer (Último Samurai e O Rei Leão). 

Não há muito o que acrescentar desse álbum, todas as faixas são assinadas por Zimmer em parceria com o músico sul-africano Lebo, com o uso de corais percussão e instrumentos de sopro.



O filme é sensacional e a trilha vale a pena baixá-la aqui.

Espero que gostem da trilha.

Marcello Lopes

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domingo, agosto 21, 2011

Ry Cooder



Ry Cooder (ou Ryland Peter Cooder ) nasceu em Los Angeles em 1947, atuou como produtor e compositor mas ganhou sua reputação pelo grande trabalho como guitarrista, principalmente por seu domínio da técnica do slide guitar.

Cooder tocou em diversos projetos (bandas) ao longo de sua carreira, entre elas a Magic Band Captain Beefheart e acompanhou artistas de renome como Eric Clapton, Rolling Stones, B.B. King, Albert King, John Lee Hooker entre outros.

Apesar de ter o blues como influencia principal Ry Cooder já gravou diversos estilos como a musica Country, folk, Calypso, musica havaiana, gospel, salsa, jazz e ragtime. Pode se dizer que o guitarrista é um pesquisador de estilos. Ao decorrer de sua carreira Cooder foi sempre citado como um musico que trouxe de volta as tradições da World Music.

Ry Cooder também fez trilhas para cinema, um de seus trabalhos mais importantes foi no filme “A Encruzilhada”, onde a maior parte dos dedilhados na guitarra do ator Ralph Macchio foram dubladas por ele. Alias fica a dica desse filme, vale a pena!

Em 1996 Cooder produziu o importante cd “Buena Vista Social Clube” envolvendo músicos cubanos de vanguarda, que haviam, em grande parte, caído no ostracismo. O nome se deve a uma antiga casa de shows cubana onde diversos músicos cubanos se apresentaram, que já havia deixado de existir nos anos 50.
A idéia do produtor era reunir em um disco os maiores artistas cubanos, como se formasse um grupo que, na verdade, nunca havia existido concretamente - os artistas, em geral, tinham suas próprias carreiras, ou tocaram em épocas diferentes. (Mas esse é assunto para um outro post)
Pra quem quiser conhecer mais sobre a carreira desse grande musico aqui vai a sua discografia, confesso que não conheço todos os álbuns, mas todos os que eu já tive a oportunidade de escutar gostei muito!



• Rising Sons featuring Taj Mahal and Ry Cooder (gravado em 1965/1966, lançado em 1992)
• Ry Cooder, (1970)
• Into the Purple Valley, (1971)
• Boomer's Story, (1972)
• Paradise and Lunch, (1974)
• Chicken Skin Music, (1976)
• Showtime, (1976)
• Jazz, (1978)
• Bop Till You Drop, (1979)
• The Long Riders, (1980)
• Borderline, (1980)
• The Slide Area, (1982)
• Paris, Texas, (1985)
• Music from Alamo Bay, (1985)
• Blue City, (1986)
• Crossroads (1986)
• Why Don't You Try Me Tonight', (1986)
• Get Rhythm, (1987)
• Johnny Handsome (1989)
• Little Village (1991)
• Trespass, (1992)
• A Meeting By The River, (1993) (com VM Bhatt)
• Geronimo, An American Legend, (1993)
• King Cake Party, (1994) (com a The Zydeco Party Band)
• Talking Timbuktu, (1994) (com Ali Farka Touré)
• Music by Ry Cooder, (1995)
• Last Man Standing, (1996)
• Enf of Violence, (1997)
• Buena Vista Social Club (1997)
• The End of Violence, (1997)
• Mambo Sinuendo, (2003)
• Chávez Ravine, (2005)
• My Name Is Buddy, (2007)






Nesse video Ry Cooder toca ao lado de outro mestre da guitarra, nada mais nada menos que Carlos Santana

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sexta-feira, agosto 19, 2011

Weather Report

O álbum Bitches Brew, de Miles Davis, lançou as bases para o movimento fusion Jazz-Rock. O próprio Miles, no entanto, não se interessou muito pelo que acabara de criar e dedicou-se a tentar uma nova revolução. O fusion, porém, seguiu seu caminho próprio, e muitos dos integrantes do grupo de Miles, sairam para formar suas próprias bandas, como foi o caso de Chick Corea, John McLaughlin, Jack DeJohnette, Wayne Shorter e Joe Zawinul. Os dois últimos juntaram-se no grupo Weather Report, que tornou-se um dos mais populares e influentes grupos musicais da época.

Ambos iniciaram suas carreiras em meio à era hard-bop. O saxofonista Shorter trabalhou com Art Blakey e Zawinul com Cannonball Adderley. Com formação clássica, Zawinul utilizava seus inúmeros teclados eletrônicos para criar uma composição mais orquestral do que as demais bandas fusion da época. Além deles, também faziam parte do Weather Report os guitarristas/baixistas Jaco Pastorious, Victor Bailey e Alphonso Johnson, o baterista Peter Erskine e o genial percussionista brasileiro Airto Moreira.

Com vocês, o som do Weather Report! Começando pelo clássico Birdland, um dos maiores sucessos do grupo.


Bom fim de semana a todos! Afinal, a previsão é de tempo bom ao som do Weather Report.

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domingo, agosto 14, 2011

Warren Haynes

Olá Musicólatras...

O post de hoje vai agradar em cheio aos amantes do southern rock, eu confesso que acabei ficando viciado no estilo (acabei me deixado levar pela serie de post´s sobre o assunto no blog Jazz e Rock). Bom, indo direto ao assunto, eu estava procurando informações sobre musicos do estilo e acabei encontrando esse formidável texto sobre o guitarrista do Allman Brothers Band e Gov’t Mule, Warren Haynes. Deixo vocês com essa biografia (bem completa diga-se de passagem) desse grande guitarrista!

Infelizmente eu não sei o autor do texto, então fico devendo a informação.


Este americano, considerado pela revista Rolling Stone como o 23º melhor guitarrista de todos os tempos, nasceu e se criou na cidade de Asheville, na Carolina do Norte e tem como principal característica a dedicação total de sua vida à música. Não é à toa que muitos comentam que ele é um dos músicos mais trabalhadores da cena do Blues e do Rock & Roll. Warren Haynes começou a gostar de música com 06 anos de idade, quando escutava nas rádios americanas sons intitulados de “black gospel”, basicamente por influência de seu pai que ouvia Merle Haggard e Bill Monroe. Mas, seus irmãos mais velhos também lhe “apresentaram” Miles, Coltrane, Muddy Waters, Howlin’ Wolf, Dylan e Van Morrison. Com 12 anos Haynes descobriu o Rock e disse para seu pai que gostaria de tocar guitarra, seguindo os seus ídolos / heróis Eric Clapton e Jimi Hendrix. Com o tempo e apoiado por seus irmãos, Haynes embarcou numa viagem musical, conhecendo os grandes nomes do Rock e do Blues e expandindo seus conhecimentos musicais. Aos 20 anos, após muitos estudos, Warren Haynes já tinha uma performance sólida e sua maneira de tocar já começava a despertar interesse dentro da cena musical.

Nesta época o cantor e compositor country David Allan Coe chamou Haynes para tocar em sua banda e esta parceria rendeu 09 álbuns e 04 anos de turnês entre Estados Unidos e Europa. Num destes shows, em 1981, eles foram abrir o espetáculo da famosa banda Allman Brothers, no Teatro Fox, em Atlanta. Lá, Warren encontrou Dickey Betts (Allman Bros.) e isto mudou sua vida para sempre, pois alguns anos depois, em 1986, eles se reencontraram em Nashville e em 1987 Dickey Betts convidou Warren para participar do álbum Pattern Disruptive (1988) como co-autor das músicas.

Em 1989, Haynes se tornou músico fixo da Allman Brothers Band e em toda sua carreira nesta banda produziu 04 álbuns de estúdio, 03 álbuns ao vivo e 02 DVD’s. Nestes trabalhos destaca-se a parceria com o produtor Michael Barbiero no álbum “Hittin’ The Note”, no cd duplo ao vivo “One Way Out” e no DVD “Live at the Beacon Theatre” (este é simplesmente espetacular, vale a pena assistir!). E não foi só isso, em 1995 ganhou junto com a banda o Grammy de melhor Rock Instrumental com a música “Jessica”.


Mesmo com tudo dando certo em sua carreira, paralelamente Warren Haynes buscava fazer um trabalho solo e em 1993 gravou o álbum “Tales of Ordinary Madness”, onde contou com a ajuda de Chuck Leavell (Rolling Stones / Eric Clapton) e Bernie Worrell (P-Funk) nos teclados. Sua carreira solo teve mais dois álbuns (veja discografia abaixo) e continua até hoje! No mesmo período (carreira solo e Allman Bros.), em 1994, Haynes e o baixista da Allman Bros., Allen Woody, queriam montar um trio para voltar ao rock mais pesado e chamaram o baterista Matt Abs, que tocava com Dickey Betts, formando o embrião da nova banda chamada “Gov’t Mule”. O “power trio” gravou seu 1º cd, chamado de “Gov’t Mule”, em 1995 e até o ano de 2004 lançou mais 09 cd’s (veja discografia abaixo), entre eles o cd duplo, ao vivo, “Live with a little help from our friends” que teve a participação de Chuck Leavell (Rolling Stones), Derek Trucks (Derek Trucks Band e Allman Bros.), Jimmy Herring (Aquarium Rescue Unit), Marc Ford (Black Crowes), Yonrico Scott (Derek Trucks Band) e Randall Brambett (Traffic). Este encontro também foi uma homenagem à morte de Allen Woody, que foi substituído por Andy Hess, ex-baixista do Black Crowes. Quem já acompanhava a banda desde o ano 2000 era o tecladista Danny Louis.


Agora, uma curiosidade: em 1996 Warren Haynes esteve no Brasil para tocar no Nescafé Blues Festival e depois deu uma passeada pelo Rio de Janeiro, onde foi visitar a loja de cd’s chamada Big Fat Music, dos músicos da banda Big Allanbik (Big Gilson, Ugo Perrotta, Beto Werther, Allan Ghreen e Ricardo Werther). Na loja, quem estava “atendendo” sozinho era o meu amigo Ugo que, quando viu o Warren entrando, não acreditou! Pediu para ele esperar, subiu as escadas da loja e foi falar para o Big Gilson que o Warren Haynes, da Allman Bros e Gov’t Mule, estava lá embaixo! Rá, Rá, Rá foi a resposta dada pelo Big. No fim, acabaram indo conhecer as praias do Rio, comer uma feijoada e tomar um monte de caipirinhas. O “troco” veio alguns anos depois quando a Big Allanbik fez uma turnê nos Estados Unidos e o Warren Haynes retribuiu a hospitalidade!! Bacana isso, né?

Pois é, resumidamente em 03 etapas esta é a história de Warren Haynes, um guitarrista dedicado, com técnica apurada, com muito feeling, trabalhador e eclético, pois vocês podem ouvi-lo em músicas de sua carreira solo, onde já tocou ao vivo para mais de 60.000 pessoas, no Festival de Bonnaroo, apenas com sua voz e violão, ou podem ouvi-lo na Allman Brothers Band cantando e fazendo “duelos” de guitarra incríveis com o Derek Trucks, ou ainda escutar o som pesado, o som “porrada” da banda Gov’t Mule, que é imperdível!!

Para finalizar, uma citação do Warren Haynes: “Na minha cabeça, cantar, compor e tocar guitarra é tudo a mesma coisa, têm tudo o mesmo peso. Basicamente, sou grato por ter as 03 na minha vida!”



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sexta-feira, agosto 12, 2011

Tal pai, tal filho(a)

É sempre notável quando um músico famoso vê seu talento passado de alguma forma, por transferência genética ou mero convívio, a um ou mais de seus filhos. E como domingo que vem é Dia dos Pais, resolvi dedicar meu post semanal aos pais que compartilharam seu talento musical com seus filhos e filhas.

Nem sempre o talento é igual. Muitas vezes nem o instrumento que tocam é o mesmo. Em comum, os filhos têm entre si logo de saída a facilidade de contar com a experiência familiar no meio e o sobrenome famoso. E vem daí, talvez, seu grande obstáculo, enorme no início de sua carreira mas que sempre o acompanhará: provar que é tão bom quanto seu pai (ou mãe, claro) e que está ali por seu talento próprio. Tem que ter muita personalidade pra enfrentar essa barra.

Começo por Maria Rita, com quem todo mundo logo de cara associa à grande Elis Regina, mas nem sempre se lembra de seu pai, Cesar Camargo Mariano, um músico excepcional, que também é pai de Pedro Mariano.


Aliás, a MPB está cheia de exemplos. Dorival Caymmi gerou Dori, Danilo e Nana Caymmi. Tom Jobim teve Paulo e Daniel. Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, nos deixou Gonzaguinha, que nos deixou tão cedo. Bebel é filha de João Gilberto. Peri Ribeiro é filho do compositor Erivelto Martins. E não nos esqueçamos de Xororó, pai da Sandy & Junior (sim, por que não?)


Mas esse nepotismo musical não é novo e nem uma exclusividade brasileira. O compositor clássico Johann Sebastian Bach teve vinte filhos, quatro dos quais também foram compositores, Wilhelm Friedemann, Carl Philipp Emanuel, Johann Christoph Friedrich e Johann Christian, sendo Carl Philipp o que atingiu maior reconhecimento. Também, com vinte filhos, um tinha que vingar, né? Assim, até eu.


No jazz temos o pianista Ellis Marsalis, que é pai do trompetista Winton, do saxofonista Brandford, do trombonista Delfeayo e do baterista Jason. Com vocês, a família Marsallis.


Deixei para o final, só pra fazer suspense para o Daniel, Bucky Pizzarelli, pai de John, ambos guitarristas.

São incontáveis os exemplos, esses são apenas alguns que me ocorreram de imediato (bom, confesso que consultei a grafia de alguns nomes no Google, principalmente os dos filhos de Bach, mas acho que me compreendem…) Se alguém se lembrar de mais algum, é só deixar nos comentários.

Para finalizar, aproveito para desejar um feliz Dia dos Pais a todos Musicólatras que por aqui passam e deixar um lembrete: curtam-se, pais e filhos(as), em todos os momentos possíveis.

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domingo, agosto 07, 2011

Son House


Nascimento: 21 de março de 1902 em Riverton, MISSISSIPI.
Morte: 19 de outubro de 1988 em Detroit, MICHIGAN.



Considerado uma das grandes figuras do Blues, Son House foi um dos Blueseiros que deram origem ao Blues do Delta. Juntamente com Charley Patton e Willie Brown, House definiu o Blues do delta entre os anos de 1920 e 1930, com seu estilo furioso estilo de tocar seu violão e seu vocal extremamente emocional. O estilo de Son House era tão emotivo e profundo que ele se tornou uma forte influência para Blueseiros lendários como Robert Johnson e Muddy Waters.
House cantou e tocou seu violão com muita convicção e força. Seu estilo foi moldada com, ao mesmo tempo, a fé de um religioso e com a descrença de um ateu, esta marca era sentida em suas canções que pareciam batalhas entre Deus e Diabo ou entre a redenção e o pecado.
House nasceu em uma plantação do Delta. Desde cedo ele era levado para a igreja e acabou se tornando pastor Batista aos 20 anos de idade. Mas ele acabou não levando a sério o mundo sagrado e religioso que o conduziu a problemas com as mulheres e álcool. Ele também tinha descoberto o poder do blues. Depois de passar algum tempo em Louisiana na década de 1920, House retornou ao Delta em 1926 e aprendeu a tocar guitarra. Ele trabalhou em Juke Joints locais e algumas festas até 1928, quando ele atirou e matou um homem, alegando legítima defesa. House foi enviado a Parchman Farm, uma infame penitenciária de Mississipi. Um ano depois, um juiz reexaminou o seu caso e o libertou da prisão.



House trocou Clarksdale por Lula, Mississipi onde ele conheceu Charley Patton e Willie Brown. Ele tocou e viajou com eles para Grafton, Wisconsin, em 1930, onde todos os três músicos de Blues gravaram faixas para a Paramount records. Uma das canções gravadas de House cujo nome era "Preachin' the Blues" era uma poderosíssima canção onde ele mostra como o blues roubou a sua alma da igreja Batista.
House continuou tocando em ocasiões com Patton e Brown até a morte de Patton em 1934. Como remanescente de seu tempo no Mississipi, House trabalhou em jukes joints e em casas de danças com Willie Brown e como artista solo. Em 1941, Alan Lomax realizou gravações de House para a Biblioteca de Congresso. Lomax retornou ao Mississipi em 1942 e prosseguiu com as gravações de House uma segunda vez. House no ano seguinte se mudou para Rochester, Nova Iorque, e simplesmente desapareceu da cena de blues até 1964. Tido como o maior bluesman vivo do Delta, House se tornou um herói para o jovem, o branco, e toda a multidão de Blueseiros dos anos 60. Ele tocou em 1964 no Newport Folk Festival; um ano mais tarde House tocou no Carnegie Hall e assinou um contrato com a CBS Records. O seu álbum Father of the Folk Blues (mais tarde renomeado para Dead Letter) foi um sucesso de critica e o levou a participar dos maiores festivais de Folk e blues no Estados Unidos e na Europa. Em 1969 ele era o assunto de um documentário de blues, simplesmente Son House.
Por volta de 1971 House começou a Ter problemas de saúde. Embora ele tenha participado de ocasionais festivais na década de 70, sua carreira de bluesman começava a acabar. Em 1976 se muda para Detroit. Ele passou a fazer parte do Blues Foundation's Hall of Fame em 1980. House morreu em 1988.





Bom domingo a todos, abraço.

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sexta-feira, agosto 05, 2011

Chico Buarque 4












Chico estava tentando acertar o refrão de um samba chamado Getúlio, que faria parte de uma peça de Dias Gomes, quando a partir de umas linha melódicas paralelas começou a se desenhar um novo samba. Inicialmente pensou em dividi-lo com outros compositores, cada um fazendo um pedaço, mas afinal acabou ficando somente com Francis Hime. Vai Passar virou meio que um hino do final do período do governo militar.



Para o filme A Ópera do Malandro, Chico compôs A Volta do Malandro, utilizando pela primeira vez efeitos eletrônicos em suas músicas.



A primeira parceria de Chico com Tom Jobim foi em Retrato em Branco e Preto, logo no início de sua carreira. Nos anos 80, A TV Globo encomendou a Tom uma música para o seriado Anos Dourados. A parceria seria com Chico, mas este se demorou muito para fazer a letra. O seriado estreou com a música sem letra mesmo. Chico garantiu que não foi ele quem atrasou, mas o seriado que adiantou. Falando sério, valeu a pena esperar pela letra de Anos Dourados.



Outra música cuja letra mostra toda a sensibilidade de Chico é Todo o Sentimento, dele com o pianista Cristóvão Bastos.



Nos anos 90 a produção musical de Chico diminuiu um pouco, mas ainda traria boas surpresas, como em Futuros Amantes.



Ou essa homenagem à Mangueira, chamada Chão de Esmeraldas.



Na semana passada comprei o novo CD do Chico, lançado pela Biscoito Fino. Ainda estou curtindo as músicas, mas já adianto que tem coisas lindas, como Sinhá, que ele canta com seu parceiro na composição, João Bosco.



Quanto à dúvida que Chico Buarque tinha quando jovem entre ser escritor ou músico, ele acabou ficando com as duas atividades. Além das peças de teatro mencionadas ao longo desses posts, lançou Fazenda Modelo, Estorvo, Benjamim, Leite Derramado e Budapeste, este último meu preferido.

Agradeço a companhia dos que me acompanharam nessa viagem Buarquiana. Espero que tenham gostado.

Para ver a primeira parte dessa série clique aqui.
Para ver a segunda parte dessa série clique aqui.
Para ver a terceira parte dessa série clique aqui.

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quarta-feira, agosto 03, 2011

Albânia - música

Após algum tempo sem postar, eu estou de volta, e iniciarei uma série de posts sobre World Music, falando sobre artistas europeus, africanos, e orientais.

Muitos desses artistas não possuem álbuns conhecidos pela maioria dos brasileiros, outros são um pouco mais comerciais e estão em listas de diversos álbuns de New Age ou de World Music.

Não nenhum álbum lançado aqui no Brasil, todas as referências sonoras desses post vieram por intermédio de álbuns importados ou downloads em sites especializados em músicas do mundo. O primeiro continente é a Europa, com um pouco de história sobre o país e suas origens, cultura e principalmente a música.

Aprendi a gostar de todos os tipos de música na Fnac Pinheiros, onde eu era responsável pela área de World Music no depto. de Música.


Nome oficial: República da Albânia 
Nacionalidade: albanesa.
Data nacional: 28 de novembro (Independência).
Capital: Tirana.
Cidades principais: Tirana (244.200), Durrës (85.400), Elbasan (83.300), Shkodër (81.900) (1990).
Idioma: albanês (oficial), dialetos regionais (principais: guegue e tosco). 
Religião
: islamismo 70%, cristianismo 9% (ortodoxos 6%, católicos 3%), outras 21% (1996).
GEOGRAFIA:  Localização: sudeste da Europa. 
Hora local
: +4h. 
Área
: 28.748 km2.
Clima: mediterrâneo. 
Área de floresta
: 10 mil km2 (1995).

POPULAÇÃO: Total: 3,1 milhões (2000), sendo albaneses 90%, gregos 8%, outros 2% (1996).  
Densidade
: 107,83 hab./km2.
População urbana
: 40% (1998).
População rural: 60% (1998). 
Crescimento demográfico
: -0,4% ao ano (1995-2000). 
Fecundidade
: 2,5 filhos por mulher (1995-2000). 
Expectativa de vida M/F
: 70/76 anos (1995-2000). 
Mortalidade infantil
: 30 por mil nascimentos (1995-2000). 
Analfabetismo
: 17% (1998). 
IDH (0-1
): 0,713 (1998).

POLÍTICA:Forma de governo: República parlamentarista. 
Divisão administrativa
: 36 distritos subdivididos em 309 comunas. 
Principais partidos
: Socialista da Albânia (PSS), Democrático da Albânia (PDS), Social-Democrático da Albânia (PSDS).  
Legislativo
: unicameral - Assembléia do Povo, com pelo menos 140 deputados eleitos por voto direto para mandato de 4 anos - a atual legislatura conta com 155 deputados. 
Constituição em vigor
: 1998.

ECONOMIA:  
Moeda
: lek novo. 
PIB
: US$ 3 bilhões (1998). 
PIB agropecuária
: 54%(1998). 
PIB indústria
: 25% (1998). 
PIB serviços
: 21% (1998). 
Crescimento do PIB
: 2,3% ao ano (1990-1998). 
Renda per capita
: US$ 810 (1998). 
Força de trabalho
: 2 milhões (1998). 
Agricultura
: trigo, batata, milho, sorgo, cevada, beterraba. 
Pecuária
: suínos, ovinos, caprinos, aves. 
Pesca
: 1,1 mil t (1997). 
Mineração
: cromita, minério de cobre. 
Indústria
: produção de energia (principal: hidrelétrica), alimentícia, construção, química. 
Exportações
: US$ 190 milhões (1998). 
Importações
: US$ 780 milhões (1998). 
Principais parceiros comerciais
: Itália, Grécia, Alemanha.



Música 

A maior força desse povo se encontra na música albanesa, pouco conhecida do público, mas bela e profunda como nenhuma outra. No país existem três grandes grupos étnicos com diferentes estilos musicais, no norte os Ghegs, e no sul os Tosks e Labs, na capital do país, Tirana, a música tradicional tem forte influência turca.

O que une esses estilos diferentes entre si é a intensidade como os albaneses interpretam a sua música, de uma forma patriótica e como veículo narrativo de sua história oral.

Os músicos e compositores albaneses estão sempre  interessados sobre a situação política do país, imprimindo em suas músicas o efeito do cotidiano albanês.

A música tradicional do grupo Lab é particularmente conhecido com muitos grupos folclóricos. Muitos espetáculos especiais são organizados para a apreciação dos turistas. O grupo mais popular é a banda Polyphonic Vranisht.

A banda também usa um instrumento musical chamado Duyara, feita de madeira ou de mármore, produzido apenas em Laberia, e este instrumento é que contribui para a banda extrair raros e únicos sons polifônicos.

Esse tipo de música polifônica caracteriza-se por canções formadas de 3 partes : 2 solos e uma melodia com contralto e coral. Existe uma canção com 4 partes, mas muito rara de ser encontrada hoje em dia e geralmente interpretada pelo grupo étnico Labs.

Kaba me klarinet-Laver Bariu




Laver Bariu é um dos mais importantes músicos albaneses, filho de um cantor e instrumentista de llaute (alaúde albanesa), desde pequeno tocou instrumentos usados ou construídos por ele mesmo, Bariu levou uma vida de estudos e apresentações amadoras até o momento que a Alemanha invadiu a Albânia, anos se passaram sem música até que Bariu conheceu um clarinetista grego que fugiu do conflito Itália e Grécia,e o contratou para tocar em um clube local.

REMZI LELA



Texto: Marcello Lopes
Fotos: Google
Vídeos: Youtube

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segunda-feira, agosto 01, 2011

Proposta de Lei visa criminalizar o MP3, entre outras coisas.

Não sei quem aqui está por dentro desse assunto, creio que poucos, afinal está longe de ser prazeroso acompanhar o que se passa dentro daquele antro, chamado Congresso Nacional. O nosso dever como patriotas (não de copas do mundo), seria fiscalizar o trabalho de deputados e senadores, algo que infelizmente não acontece, até pelo desinteresse, entre outros fatores.

Na semana passada, enquanto lia as noticias na internet, algo me chamou a atenção. Era uma matéria sobre a proposta do Projeto de Lei 84/99 (conhecido como PL Azeredo). O Musicólatras não tem um espaço destinado a política, mas ao ler a matéria e ficar indignado, achei que tal assunto é de interesse público e todos devem estar cientes de quão prejudicial e arcaica é esse projeto, que por muito tempo circulou no câmara, porém agora, tramita em caráter de urgência.

Segue na integra a matéria extraida do Blog Combate Rock, do Estadão.

Avança no Congresso proposta que criminaliza MP3.

Por Saulo Luz

Cadeia para quem compartilhar sua rede de banda larga de internet wi-fi com os vizinhos, compartilhar músicas pelo bluetooth do aparelho celular ou usar softwares para desbloquear mídias de DVDs e assisti-las no computador. É isso o que pode acontecer caso seja aprovado na Câmara o Projeto de Lei 84/99 (conhecido como PL Azeredo) que tramita em caráter de urgência e pode ser votado a partir da terça-feira.

O PL nasceu no Senado, onde foi aprovado rapidamente e de forma obscura. Quando chegou na Câmara, recebeu o apelido de AI-5 digital e foi posto como substitutivo a um projeto do ex-deputado Luiz Piauhylino.

“O preocupante é que, agora, a proposta tramita com urgência. Isso significa que já entra na pauta de votação assim que a Câmara voltar do recesso parlamentar – ou seja, na próxima terça, quando recomeçam as sessões. Se for aprovado, o que representaria um retrocesso, iria direto para sanção presidencial”, diz Guilherme Varella, advogado do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) – que ) lançou uma campanha contra o projeto, com abaixo-assinado (na página) www.idec.org.br/campanhas/facadiferenca.aspx?idc=24

Polêmica

O PL é bastante polêmico ao limitar a disseminação de informações na rede. A proposta trata de crimes cibernéticos e criminaliza práticas comuns de internautas como digitalizar e guardar suas músicas num MP3 player ou computador – mesmo que o consumidor tenha passado para computador as músicas de um CD que comprou.

“Além disso, seria considerado criminoso o consumidor que compartilhasse com seus vizinhos seu acesso à internet através de redes Wi-Fi ou que utilizasse plenamente serviços de voz sobre IP na rede, como o Skype”, diz Guilherme Varella.

Até a prática e usa softwares para destravar e poder assistir a DVDs bloqueados (que só rodam no DVD player) no computador seria crime. “Nesse caso, a proposta prevê detenção de 1 a 3 anos para quem fizer isso. Ou seja, o consumidor não teria nem a permissão para usar como deseja o produto que comprou.”

Para juntar provas necessárias para incriminar o consumidor, o projeto prevê ainda que os provedores de internet retenham mais que o necessário das informações sobre os históricos de navegação dos consumidores na rede.

“Em caso de ‘crimes ou violações’ da lei, os provedores teriam a responsabilidade de denunciar o consumidor, que passaria a ser um criminoso. Isso é preocupante no cenário brasileiro em que inexiste uma lei de proteção de dados pessoais. Vale lembrar que, na internet, praticamente todas as ações passam por relações de consumo (desde o comércio eletrônico até às redes sociais). Portanto, devem valer os princípios do Código de Defesa do Consumidor de transparência e boa-fé, e não de monitoramento e restrição de direitos, como quer o projeto”, diz o advogado Varella.

Além do Idec, a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste) também teme que a proposta limite a liberdade dos consumidores na internet. “Lógico que é importante se monitorar a segurança na internet, violações aos direitos autorais, mas sem abusos. Mas não se pode criminalizar práticas comuns dos internautas, como digitalizar músicas. Antes, é preciso uma discussão do assunto com a sociedade”, diz Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Pro Teste.

Varella concorda: “É essencial garantir os direitos na internet antes de criminalizar as condutas. Assim, antes do PL 84/99, é preciso aprovar o Marco Civil da Internet e a lei de proteção de dados”.

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