sexta-feira, julho 29, 2011

Chico Buarque 3










Os tempos eram realmente bicudos. Todo mundo era censurado. Chico, porém, sofreu uma perseguição impiedosa da censura, a ponto de lhe proibirem as músicas mais inocentes. Criou então um compositor fictício chamado Julinho da Adelaide, sob cujo pseudônimo compôs a obra prima Acorda Amor, e a gravou num LP somente com músicas de outros autores. Passou pela censura sem problemas. Se você quiser saber mais sobre esse personagem clique aqui – tem um longa entrevista com Chico sobre essa época.


Em 1975 a censura começou a abrandar, mas não muito. E proibiu a letra da música que Chico fez alusiva à revolução socialista que houve em Portugal (Revolução dos Cravos). Seguem as duas versão da música Tanto Mar, a original que foi proibida e a versão que passou, vídeo esse com explicações do próprio autor.



Segundo o próprio Chico, nem tudo o que acham que ele colocou nas suas letras tinha intenção política. Para ele, da mesma forma que a censura procurava pelo em ovo, o outro lado também se esforçava por achar o que não existia.

E ainda havia muita gente exilada, como o teatrólogo Augusto Boal, para quem Chico e Francis Hime compuseram a música Meu Caro Amigo, com a letra em forma de carta. A coisa ainda tava preta.


Voltando ao universo feminino de Chico, Mulheres de Atenas é uma obra prima.


Olhos nos Ollhos é outra.


Compositor maduro, sem mais nada a provar para ninguém nem satisfações para dar à censura, Chico voltou ao teatro e escreveu a Ópera do Malandro, baseada na Ópera dos Três Vinténs, de Bertold Brecht. Dessa peça vem a música Folhetim.


Da parceria com Francis Hime, saíram mais duas músicas memoráveis, Pivete e Trocando em Miúdos.


Em 1981, Chico lançou o LP Almanaque. Uma de minhas favoritas é Vitrines. “... passas sem ver teu vigia catando a poesia que entornas no chão...”.


Outra parceria que deu certo foi com Edu Lobo, com o qual compôs Moto Contínuo.


E Beatriz, que fez parte da peça O Grande Circo Místico, aqui na voz de Mônica Salmaso.


Para ver a primeira parte dessa série clique aqui.
Para ver a segunda parte dessa série clique aqui.

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quinta-feira, julho 28, 2011

Dica: 9º Bourbon Street Fest

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sexta-feira, julho 22, 2011

Chico Buarque 2













A Ditadura começava a apertar o cerco em quem ela considerava subversores da ordem e nessa altura o Chico já estava a dar trabalho a ela. Compôs uma música em homenagem ao Marquês de Tamandaré, heroi da Marinha brasileira que emprestava sua efingíe para a nota de CR$ 1 (um cruzeiro). A música foi proibida, pois aludia à recente desvalorização da moeda e a Marinha ofendeu-se com a homenagem.


Em paralelo às composições, Chico escreveu a peça teatral Roda-Viva. O argumento da peça nada tinha de político, tratava da vida de um artista que era engolido pelo esquema da televisão. Porém, numa montagem em São Paulo, o teatro foi invadido por um grupo de militantes da direita que quebrou a casa e agrediu os atores. A música Roda-Viva foi inscrita no III Festival da Música Popular Brasileira na TV Record. Ficou em terceiro lugar, atrás de Ponteio, de Edu Lobo, e Domingo no Parque, de Gilberto Gil.


Chico nunca deixou de lado as músicas românticas, como Carolina, por exemplo:


Alertado por amigos que a coisa ia ficar ainda pior para ele, auto-exilou-se na Itália por um ano. Não sem antes deixar mais uma pérola cutucando as autoridadess de plantão. Inexplicavelmente, a música Apesar de Você acabou passando pela censura, mas foi posteriormente proibida e os discos recolhidos.


Em 1971, Chico lançou o quinto e um de seus melhores LPs, que tinha as músicas Desalento, Minha História, Samba de Orly, Valsinha, Deus Lhe Pague e outros clássicos da MPB, como Construção, em que ele brinca com as palavras de uma forma genial.


A mulher sempre foi bem compreendida pelo compositor (embora ele negue isso). São exemplos disso Com Açúcar, com Afeto, de seu primeiro disco, e Atrás da Porta, maravilhosamente gravada por Elis Regina.


Chico voltou às atividades teatrais e escreveu com Ruy Guerra a peça Calabar, que foi totalmente proibida pela censura. Mesmo o LP com as músicas da peça teve que sofrer várias adaptações para passar. A palavra Calabar foi proibida. Em vez do disco se chamar Chico Canta Calabar, saiu só Chico Canta. As fotos foram substituídas por um fundo branco. Porém, na música Cala a Boca, Bárbara, ele não passou vontade: repete várias vezes o refrão “CALA a boca, BARbara!”

Aliás, o jogo de palavras sempre foi o forte de Chico, como na música Cálice (cale-se). Veja essa apresentação no show Phono 73, em que Chico e Gil não cantam a letra proibida  da música, apenas a cantarolam. Mesmo assim os microfones são cortados.


Para ver a primeira parte dessa série clique aqui.

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domingo, julho 17, 2011

Celso Blues Boy



Não são muitos os artistas que podem se gabar de ter criado uma linguagem musical. Robert Johnson, Frank Sinatra, Chuck Berry, Elvis, Hendrix, Marvin Gaye, Miles Davis, os Beatles, Kraftwerk, Black Sabbath, Ramones, o Faith No More - a lista não avança muito a partir daí. Nesse seleto grupo de excepcionais, Celso Blues Boy arruma uma vaguinha por ter dado um sotaque brasileiro ao blues, um gênero americano (ou africano, em suas raízes mais profundas) por excelência, e com ele feito sucesso avassalador ao ponto de ser, ao mesmo tempo, lenda, ídolo e referência, ainda mais quando o papo recai sobre aquele instrumento de seis cordas chamado guitarra.

Exagero? Nada. Erro seria desprezar sua contribuição para a música brasileira. Os gringos o reconheceram: a revista Backstage colocou Celso entre os 20 maiores guitarristas da história; BB King, expressão máxima do blues, o reverenciou ao dividir palcos e estúdio com ele e o convidar para fazer carreira nos EUA; tocou no célebre Festival de Montreaux, na Suíça; The Commitments, a banda do filme cult de Alan Parker, chamou Blues Boy para se integrar a ela (e ele gentilmente recusou). Se Celso não foi alçado ao mesmo patamar glorioso de Tom Jobim, João Gilberto, Caetano Veloso e outras sumidades nacionais, não cabe aqui buscar explicações.

Fato é que Celso vem fazendo história desde a metade dos anos 70. Com apenas 17 anos, por exemplo, integrou o grupo de Raul Seixas. Acompanhou uma penca de veneráveis nomes da MPB (Renato e Seus Blue Caps, Sá & Guarabira, Luiz Melodia...) e arregimentou fãs ao empunhar a guitarra nas bandas Legião Estrangeira e Aero Blues, considerado o primeiro grupo de blues do Brasil e dono de performances memoráveis na lendária casa de shows Apa Loosa, no Rio de Janeiro.



Esses mesmos fãs viram Celso galgar os degraus da fama nos anos 80. Sua estréia solo, em 1984, com "Som na Guitarra", é um clássico absoluto, não só pelos hits que contém ("Aumenta que isso aí é rock'n'roll", "Blues Motel"), mas por espalhar aos quatro cantos do país a notícia de que havia bom blues sendo feito no Brasil. Junte isso ao talento nas seis cordas, a voz rouca, a boa aparência e canções de qualidade e se tem um astro instantâneo. Foi o que aconteceu.

A década de 80 foi mesmo pródiga para o guitarrista - é dessa época outros hits como "Marginal" (ao lado de Cazuza), "Damas da Noite", "Tempos Difíceis", "Fumando na Escuridão", "Sempre Brilhará" e as trilhas de "Rock Estrela" e "Bete Balanço" -, tanto que ele está entre os artistas-símbolo do período. Mas jamais ficou restrito a ele. Tanto é que foi na década de 90 que ele gravou o excepcional "Vivo" no Circo Voador (RJ). Foi também quando passou a se apresentar regularmente na Europa, virou amigo de BB King - a quem homenageia no nome artístico e que empresta seu toque único a "Mississipi", faixa do álbum "Indiana Blues", de 95 - e recebeu o convite para integrar os Commitments. Isso sem falar na agenda lotada de shows pelo Brasil.

Vale um aparte para a participação de Celso no Festival de Montreaux, na Suíça, em 1995. Seu apartamento ficava em frente ao lendário The Duke's, bar onde todas as feras do evento fazem questão de dar canjas.

Nos anos 2000, Celso Blues Boy segue incansável na estrada, de aeroporto em aeroporto, pelos palcos afora.

A biografia completa e muito mais estão no site oficial do guitarrista.
Site Oficial: www.celsobluesboy.com.br



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sexta-feira, julho 15, 2011

Chico Buarque 1

Chico Buarque 1

Após o trauma do suicídio do Presidente Getúlio Vargas em 1954 e uma grande instabilidade política, o Brasil começou a viver um período de renascimento. O Presidente Juscelino promoveu uma grande mudança no país, a começar pela capital do país, que ele encasquetou de mudar do Rio de Janeiro para o planalto central. Depois, com seu plano de desenvolver o Brasil “cinquenta anos em cinco”, criou condições para que o setor industrial brasileiro construísse a base do que é hoje. Esse desenvolvimentismo todo teve seu preço a pagar, mas isso é outra história. No mundo das artes, Vinícius de Moraes, Tom Jobim e João Gilberto davam forma ao que ficou conhecido mundialmente como Bossa Nova.

Nesse ambiente, o menino Chico Buarque de Hollanda viveu sua adolescência. Indeciso se queria ser escritor ou músico, optou pela último ao ouvir João Gilberto cantando de um jeito que ele poderia cantar também. Aliás, até mesmo o imitava nas rodas de músicas com os amigos. Entrou para a faculdade de arquitetura 1963, de onde restou apenas o episódio relatado abaixo de forma hilária por ele:

Mas o negócio do Chico era mesmo a música. A que ele considera sua primeira composição pra valer foi Tem Mais Samba, de 1964.

Ainda sem pensar muito a sério em se profissionalizar como músico, participou de alguns programas de televisão e inscreveu uma música, Sonho de Um Carnaval no I Festival da Música Popular Brasileira da TV Excelsior, de São Paulo. Quem ganhou foi Arrastão, de Edu Lobo, defendida por Elis Regina. Veio depois sua composição Pedro Pedreiro, que já mostrava algo diferente chegando à música brasileira.

Increveu sua música A Banda, composta em um único dia, no II Festival da Música Popular Brasileira na TV Record. Na verdade, ele queria inscrever Morena Dos Olhos D’água, mas achou que A Banda pegaria mais fácil no gosto do público. Foi uma disputa acirradíssima, mas finalmente ele ganhou da Disparada, de Geraldo Vandré. O grande sucesso obtido pelo artista converteu-se no seu primeiro LP.


Mas acho que já me estendi demais por um dia só. Semana que vem tem mais.


Nota:

Já estava devendo para mim mesmo um post só para o Chico, um dos artistas brasileiros que mais admiro. Só que é impossível resumir o Chico em um único post. Sabe-se lá quantos vão render.

Referências bibliográficas:

Wagner Homem, Histórias de Canções - Chico Buarque – Texto Editores Ltda – 2009
Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello, A Canção no Tempo – Editora 34 – 5ª Ed. – 1998
Mais: Wikipedia, YouTube, capas de CD, memórias pessoais etc.

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segunda-feira, julho 11, 2011

Os Reis do Rock!

No dia 13 de julho, quarta-feira agora, comemora-se o Dia Mundial do Rock. Eu, particularmente, comemoro o dia prestando homenagem aos caras que fizeram isso acontecer (não os que participaram do festival que deu origem à data), mas aos pioneiros, os jovens dos anos 1950 que ousaram na música popular, misturando country com o rhythm & blues, e criaram o estilo mais controverso, amado, criticado, morto e ressuscitado da História da Música: o Rock'n'Roll.

Quando falamos em "rock" e em "anos 50", a primeira pessoa que nos vem em mente é o eterno rei, Elvis Presley. Mas Presley teve seus colegas e antecessores, que são tão dignos de homenagem quanto ele. Vou apresentar aqui alguns deles, para aqueles que não conhecem; e que os roqueiros das novas gerações aprendam a respeitá-los, como as grandes lendas que são!


• Bill Haley



Junto com seus cometas, foram a primeira banda de membros brancos a espalhar o rock'n'roll pelos Estados Unidos e o resto do mundo, ainda em 1952. O Bill Haley & His Comets só parou em 1981, com a morte do seu frontman. Emplacaram muitos hits, sendo o maior deles a Rock Around The Clock:



Carl Perkins



O nome dele talvez não traga muitas lembranças aos leigos, mas suas canções foram incansavelmente regravadas por outros artistas. Um exemplo disso é seu clássico, Blue Suede Shoes, mais conhecido na voz de Elvis Presley.



Elvis Presley



Difícil falar de Elvis em um parágrafo, mas o Rei foi um dos mais populares no gênero, desde sua época até os dias de hoje. Se tornou um ícone em vários níveis, tanto por seu visual, quanto por sua voz versátil e sua performance ousada para a época.



Little Richard



Little Richard foi o primeiro a misturar outros estilos da música negra americana ao rock'n'roll, como o soul e o funk. Fez sucesso por sua maneira de tocar o piano e influenciou as seguintes gerações de roqueiros com o seu vocal gritado. E está alive & rocking até hoje!



Chuck Berry



Outro que influenciou as futuras gerações, com seus solos de guitarra e temática em torno da juventude. Chuck foi preso muitas vezes por diversos motivos, mas entre uma prisão e outra, foi aprimorando o rock'n'roll e continua firme até hoje.



Fats Domino



Além de também ter sido influência no rock, Domino é exemplo em outros campos. Em 2005, quando o furacão Katrina arrasou New Orleans, nos EUA, todos acreditaram que Fats havia morrido, pois morava lá. A população estava de luto, mas não sabiam que ele e sua família haviam sido resgatadas. Desde então, Fats lançou um álbum e realizou concertos em prol das vítimas do furacão.



Gene Vincent



Gene queria era ser marinheiro. Até tentou, e estava indo bem, apesar de uma ou outra confusãozinha. Mas usou seu primeiro salário para comprar uma motocicleta, e acabou se acidentando. O acidente quase lhe tirou uma perna, mas a amputação não foi necessária, apesar de ter ficado com sequelas e uma dor extenuante que lhe acompanhou pelo resto da vida - além de ter destruído o sonho de servir na Marinha. E então, Gene encontrou seus Blue Caps e se tornou mais uma lenda do rock.



Eddie Cochran



Dizem que Eddie imitava Elvis, o que até podia ser visualmente verdade, mas Cochran era multiinstrumentalista e experimentou técnicas de gravação que eram incomuns na época, como overdubbing e multitracking. Faleceu muito jovem, aos 21 anos, devido a um acidente de carro; mas suas canções também foram incansavelmente regravadas por inúmeros artistas, do classic rock ao punk rock.



Jerry Lee Lewis



A vida de Lewis foi amplamente marcada por escândalos, desde sua criação musical, tocando músicas gospel em ritmo de rock'n'roll e sendo consequentemente expulso da escola por isso, até ter posteriormente se casado com uma prima de apenas 13 anos. Apesar disso, Lewis reinventou a maneira de tocar piano no rock'n'roll e tem até hoje uma das performances mais dinâmicas do gênero, pelo qual garantiu seu lugar no hall das lendas.



Buddy Holly



Responsável por influenciar alguns dos principais músicos da história, como os Beatles, os Rolling Stones, Bob Dylan e Eric Clapton, seu sucesso durou apenas um ano e meio. Holly morreu, aos 22 anos, na queda do avião que também levou outros músicos, no dia que ficou conhecido como "O Dia Que a Música Morreu". Holly também foi responsável, junto dos demais artistas que citei, por unir a música branca com a música negra.



Ritchie Valens



Esse filho de mexicanos, que foi o precursor do rock latino, só desfrutou de oito meses de sucesso. Valens morreu no mesmo acidente de avião que levou Buddy Holly, mas deixou de legado a inesquecível La Bamba:





That's why I go for that rock and roll music,
Any old way you choose it.
It's got a back beat, you can't blues it,
Any old time you use it.
It's gotta be rock and roll music,
If you wanna dance with me ♪

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domingo, julho 10, 2011

Jeff Beck

Olá Musicólatras...

Estava procurando videos do guitarrista Jeff Beck, e acabei me deparando com esse longo video, que na verdade conta com 7 muicas! Infelizmente eu não sei maiores informações sobre o video como onde foi, data ou mesmo informações sobre a banda que acompanha o guitarrista (Se alguem souber por favor compartilhe as informações). Apenas vi e gostei muito! Bom, sem mais delongas segue o video e o set-list da apresentação.

1) Race With The Devil
2) Crazy Legs
3) Train Kept A Rollin''
4) My Baby Left Me
5) Matchbox
6) Baby Blue
7) Honky Tonk



É isso ai Musicólatras, espero que gostem! Bom domingo a todos

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sexta-feira, julho 08, 2011

Comece a sua coleção de jazz!

Adquiri recentemente o The Penguin Guide to Jazz Recordings, em sua 9ª edição. Como o próprio nome diz, trata-se de um guia com (não devem ser) Penguim 9ª ediçãotodas as gravações de jazz disponíveis em CD, pelo menos no mercado europeu e americano. São pelo menos 14.000 CDs abordados na análise de seus autores, Richard Cook e Brian Morton.

Não é exatamente um livro para ser lido de cabo a rabo como um romance, mesmo porque são 1.646 páginas, mas é uma ótima fonte de consulta. Além de curtas biografias do artista principal de cada CD, traz comentários sobre os melhores álbuns, além de destacar os 200 que eles consideram essenciais para uma boa coleção de jazz (Core Collection). Os autores deixam bem claro os critérios pelos quais os CDs foram escolhidos para figurarem nesse top 200, mas listas são sempre polêmicas.

Mas, polêmicas à parte, aproveitei que estou em férias e compilei a lista para dividir com os amigos musicólatras. Claro está que ninguém, salvo colecionadores compulsivos, vai sair comprando os 200 CDs, mas trata-se de uma boa referência caso você esteja procurando aumentar a sua coleção. Eu, por exemplo, não perdi meu tempo avaliando se tal CD deveria estar ou não na lista. Tratei de verificar os que eu já tinha (11) e classificar os demais com *** para orientar as minhas próxima aquisições. Bom, a lista está aí, use-a como quiser:

ARTISTA

ÁLBUM

Abdullah Ibrahim

Yarona

Ahmad Jamal

At The Pershing / Complete Live At The Pershing Longe

Air (grupo)

Air Song

Live Air

Air Mail

Albert Ayler

Spiritual Unity

Alexander von Schlippenbach

Swinging The Bim

Andrew Hill

Point Of Departure

Anthony Braxton

Eugene

Archie Shepp

Four For Trane

Arne Domnérus

Face To Face

Art Blakey

A Night At Birdland - vols. 1 a& 2

Art Farmer

Portrait Of Art

Art Pepper

Meets The Rhythm Session

Art Tatum

The Tatum Group Masterpieces Vol.8

Arthur Blythe

Lenox Avenue Breakdown

Artie Shaw

Self Portrait

Barry Harris

Magnificent!

Ben Webster

Music For Loving

Bennie Goodman

At Carnegie Hall 1938 - Complete

The Complete Small Group Sessions

Bennie Moten

Band Box Shuffle 1929-1932

Benny Carter

Further Definitions

Bill Evans

The Complete Live At The Village Vanguard 1961

Bill Frisel

Have A Little Faith

Billie Holiday

Lady Day Swings!

Bix Beiderbecke

Bix and Tram

Bob Brookmeyer

New Works / Celebration

Bobby Watson

Love Remains

Bobo Stenson

Serenity

Brad Mehldau

The Art Of The Trio Volume 1

Bud Powell

The Amazing Bud Powell: Volume 1

The Amazing Bud Powell: Volume 2

Bunk Johnson

Bunk's Brass Band And Dance Band 1945

Cannonball Aderley

Something Else

Cecil Taylor

Jazz Advance

For Olim

The Tree Of Life

Charles Gayle

Touchin' On Trane

Charles Mingus

Pithecanthropos Erectus

Charles Mingus Presents Charles Mingus

Charlie Parker

Charlie Parker On Dial: The Compelte Sessions

Charlie Parker

The Quintet - Jazz At Massey Hall

Chico Freeman

Destiny's Dance

Chris Barber

The Complete Decca Sessions 1954/55

Chris Connor

Chris Connor

Clark Terry

Memories Of Duke

Coleman Hawkins

The Stanley Dance Sessions

Count Basie

The Original American Decca Recordings

The Complete Atomic Mr. Basie

Dave Brubeck

Time Out

Dave Douglas

Convergence

Dave Holland

Conference Of The Birds

David Liebman

Drum Ode

David Murray

Ming / Home

Dexter Gordon

Our Man In Paris

Dick Hyman

Forgotten Dreams

Dizzie Gillespie

Birks Works

Django Reinhardt

The Classical Early Recordings In Chronological Order

Duke Ellington

Never No Lament

Ellington At Newport 1956

New Orleans Suite

Eddie Condon

Eddie Condon 1927-1938

Eddie 'Lockjaw' Davis

Very Saxy

Edward Vesala

Lumi

Ella Fitzgerald

The Cole Porter Songbook

Eric Dolphy

Out To Lunch

Errol Garner

Concert By The Sea

Evan Parker

The Snake Decides

Fats Navarro

The Complete Fats Navarro On Blue Note And Capitol

Freddie Hubbard

Open Sesame

Gary Burton

Hotel Hello

George Lewis

Jazz In The Classic New Orleans Tradition

Jazz Funeral In New Orleans

George Russell

Jazz Workshop

George Webb

Yellow Fields

Gerry Mulligan

The Original Quartet

Gil Evans

Out Of The Cool

Grahan Collier

Hoarded Dreams

Grant Green

The Complete Quartets With Sonny Clark

Helen Merril

Helen Merril With Clifford Brown And Gil Evans

Henry 'Red' Allen

Henry 'Red' Allen & His Orchestra 1929-1933

Herbie Hancock

Head Hunters

Horace Silver

Blowin' The Blues Away

Humphrey Lyttelton

The Parlophones Volumes One-Four

Ishmael Wadada Leo Smith

The Kabell Years / Divine Love

J. J. Jonhson

The Eminent Jay Jay Johnson: Volumes 1 & 2

Jackie McLean

Let Freedom Ring

James Blood Ulmer

Odyssey

Jan Garbarek

Dis

Jimmy Smith

Grooving At Smalls' Paradise

Joe Coltrane

Giant Steps

A Love Supreme

Joe Henderson

The State Of The Tenor Volumes one & two

Joe 'King' Oliver

King Oliver's Creole Jazz Band - The Complete Set

Joe Pass

Virtuoso

John Scofield

Quiet

John Surman

A Biography Of Rev. Absalom Dawe

John Zorn

The Big Gundown

Julius Hemphill

Flat-Out Jump Suite

Keith Jarrett

The Köln Concert

Ken Colyer

Club Session With Colyer

Kenny Burrell

Ellington Is Forever - vol.1

Kenny Dorham

Round About Midnight At Café Bohemia

Kenny Wheeler

Music For Large And Small Ensembles

Kid Thomas Valentine

Kid Thomas-George Lewis Ragtime Stompers

Larry Young

Unity

Lee Konitz

With Warne Marsh

Motion

Lee Morgan

The Sidewinder

Lennie Tristano

Lennie Tristano

Lester Young

The Complete Aladdin Sessions

Lionel Hampton

Lionel Hampton 1937-1938

London Jazz Composers Orchestra

Ode

Louis Armstrong

Hot Fives & Sevens (box 4 CDs)

Louis Armstrong 1926-1927

Louis Armstrong 1946-1947

Complete Town Hall Concert 1947

Complete New York Town Hall And Boston Symphony Hall Concerts

Maria Schneider

Concert In The Garden

Marian McPartland

In My Life

Mario Pavone

Deez To Blues

Mary Lou Williams

Free Spirits

Max Roach

Alone Together

We Insist! Frredom Now Suite

Maxine Sullivan

Close As Pages In A Book

McCoy Tyner

The Real McCoy

Time For Tyner

Meade Luz Lewis

Meade Luz Lewis 1927-1939

Michel Petrucciani

Solo Live / The Complete Concert In Germany

Miff Mole

Slippin' Around

Mike Westbrook

On Duke's Birthday

Miles Davis

Milestones

Kind Of Blue

In A Silent Way

Modern Jazz Concert

The Complete Last Concert

Mose Allison

The Word From Mose

Muggsy Spanier

Muggsy Spanier 1939-1942

Nat Cole

After Midnight

Noah Howard

The Black Art

Original Dixieland Jazz Band

The Original Dixieland Jazz Band 1917-1921

Ornette Coleman

At The Golden Circle, Stockholm: vols. 1 & 2

Oscar Peterson

Night Train

Exclusively For My Friends

Oscar Pettiford

Nonet & Octet 1945-55

Paul Blay

Time Will Tell

Paul Motian

Sound Of Love

Peter Brötsmann

Machine Gun

Phil Woods

Phil Woods / Lew Tabackin

Rahsaan Roland Kirk

Rip, Rig And Panic / Now Please Don't Cry, Beautiful Edith

Ran Blake

The Short Life Of Barbara Monk

Ron McClure

Soft Hands

Roscoe Mitchell

Sound

Composition / Improvisation Nos. 1, 2 & 3

ROVA

Bingo

Roy Eldridge

Heckler's Hop

Sarah Vaughan

Sarah Vaughan

Serge Chaloff

Blue Serge ou Blue Serge / Boston Blow Up

Sheila Jordan

Portrait Of Sheila

Shorty Rogers

The Sweetheart Of Sigmund Freud

Sonny Criss

Sonny's Dream

Sonny Rollins

Saxophone Colossus

A Night At The Village Vanguard

This Is What I Do

Spontaneous Music Ensemble

Quintessence

Stan Getz

Focus

Stan Kenton

City Of Glass

Stéphane Grappelli

Tivoli Gardens, Copenhagen, Denmark

Steve Lacy

5 x Monk 5 x Lacy

Sun Ra

Jazz In Silhouette

The Magic City

Teddy Charles

The Teddy Charles Tentet

Thad Jones

Consummation

Thelonious Monk

The Complete Blue Note Recordings

Brilliant Corners

Tomasz Stanko

Leosia

Tony Williams

Life Time

Vic Dickenson

Nice Work / The Essential

Warren Vaché

2gether

Wayne Shorter

Speak No Evil

Weather Report

Mysterious Traveller

Wes Montgomery

Incredible Jazz Guitar

Woody Herman

Blowin' Up A Storm

Wynton Marsalis

J Mood

Zoot Sims

If I'm Lucky

Se você se deu ao trabalho de contar, já percebeu que tem um pouco menos de 200 CDs nessa lista, mas é que alguns álbuns têm versões duplas – bom, é possível também que eu tenha pulado alguma página Alegre durante a compliação, lamento se for esse o caso.

Bom final de semana e boa sorte na coleção!

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quarta-feira, julho 06, 2011

Royal Crown Revue

Assim como varias bandas ganharam destaque na era Neo Swing durante a década de 90, não poderia faltar uma banda que fez parte constante do movimento alem de desencadear mais ainda essa nova geração. Royal Crown Revue.
Surgiu oficialmente em 1991 lançando seu primeiro álbum intitulado "Kings of Gangster Bop" sendo a primeira banda a embarcar na era Swing que viria surgir com o passar do tempo, cheios de pompa e elegância caracterizando ainda mais os antigos gangster da década de 40. Poucos meses depois, a banda estava tocando em casas lotadas, criando um auê em torno de LA e mostrando aos músicos  influentes de Hollywood interessado em ver como o velho poderia ser feito novo novamente. observador Quem não se lembra do filme O Máskara daquela banda que tocava no Cocobongo enquanto Jim Carey e Cameron Diaz dançavam loucamente. Esse filme fez com que "Hey Pachuco", seu novo hit , mesmo sem uma decolagem considerável, tivesse um tremendo impacto na cultura pop americana. O sucesso logo se espalhou e em 1995 lançando o álbum "Mugzy's Move" com musicas que tiveram reconhecimento internacional e que arrancaram elogios ate da banda KISS e de Neil Diamond. Assinaram com a gravadora Warner Record's e assim consolidaram ainda mais a carreira de sucesso que ate hoje ostentam com muito orgulho.

Por tudo isso, a banda provou ser igualmente hábeis em energização. Com o lançamento do The Contender, RCR continua a empurrar as fronteiras da música clássica americana, mantendo um compromisso sólido para compreender suas raízes e levar o a todas as partes do mundo o quão importante foi para a musica americana e internacional o movimento Swing da década de 90. 

O mais recente lançamento foi o Álbum natalino "DON'T BE A GRINCH THIS YEAR" que mantendo a tradição de toda banda de Swing lança um álbum natalino misturando clássicos da musica americana à musicas de sua própria autoria, sem duvida a diversão é garantida. É só afastar o sofá colocar no som da sala e começar a balançar.


SITE DA BANDA: http://www.rcr.com/

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