terça-feira, junho 28, 2011

Michael Jackson passado a limpo


Dia 25/06 (Sábado), completou 2 anos da morte de Michael Jackson, "rei do pop" e um dos maiores ícones musicais que já existiu. Dias desses li um artigo muito bacana de Guilherme Bryan, sobre os clipes de MJ e, reproduzo logo abaixo na íntegra:



Neste sábado, 25 de junho, completam-se dois anos da morte do “rei do pop” Michael Jackson, em sua casa, em Los Angeles, nos Estados Unidos, vítima de uma overdose de comprimidos para dormir, sendo o último o anestésico Propofol. O mundo ficou abalado com a perda do astro que, entre outros méritos, transformou o videoclipe num formato fundamental para a divulgação de uma música e de seu artista. Abaixo relembraremos dez videoclipes indispensáveis em qualquer biografia do cantor.

1 – Don’t Stop ‘Til You Get Enough (1979). Direção: Nick Saxton
Em 1978, Michael Jackson lançava-se na carreira solo, após grande sucesso como integrante do grupo Jackson Five, com o álbum “Off The Wall”. Para lançá-lo, foi realizado o marcante videoclipe “Don’t Stop ‘Til You Get Enough”, em que o cantor aparece dançando diante de chroma-key, que passa a sensação de que ele está flutuando num céu azul e no meio de vários objetos que passam atrás dele, em diferentes cores, principalmente azul, amarelo e roxo. Em 1980, esse álbum já era o mais vendido na história da Black music.



2 – Billie Jean (1983). Direção: Steve Baron.
Em novembro de 1982, era lançado o álbum “Thriller”. Foi graças a esse videoclipe que Michael Jackson se tornou o primeiro artista negro a ser exibido pela MTV norte-americana, que havia sido inaugurada em 1981. Essa produção começa com imagens em preto e branco, e elas só se tornam coloridas depois que o cantor aparece. A sequência inicial dele pisando nos ladrilhos de uma calçada, que se acendem ao seu toque, tornou-se bastante emblemática.





3 – Thriller (1983). Direção: John Landis.
Paródia de um filme de terror, dirigida por John Landis, o mesmo do longa-metragem “Um Lobisomem Americano em Londres” (1981) e com narração do ator Vincent Price, esse videoclipe tornou-se um dos maiores fenômenos da história do formato. Com a duração de um curta-metragem, quase quatorze minutos, ele fez com que o álbum de mesmo nome se tornasse um dos mais vendidos da história e foi lançado, em março de 1984, numa fita VHS, que vendeu 4 milhões de cópias e tornou-se a mais vendida de todos os tempos, até ser superada pelo filme “Titanic”, de James Cameron, em 1997. A sequência dos mortos-vivos tornou-se uma das mais copiadas da história dos videoclipes.




4 – We Are The World (1985). Direção: Quincy Jones
Michael Jackson se uniu a Lionel Richie e Quincy Jones, em 1985, com a missão de gravar uma canção cujos lucros seriam revertidos para a campanha USA for Africa, cujo objetivo era reduzir os índices de mortalidade pela fome no continente africano. Assim nasceu “We Are The World”, que reuniu 44 astros da música numa gravação que se tornou febre na televisão da época, rendendo 200 milhões de dólares em discos vendidos. Entre os astros, estavam, além do trio, Cyndi Lauper, Diana Ross, Ray Charles, Stevie Wonder, Bruce Springsteen, Paul Simon e Bob Dylan.
 


5 – Bad (1987). Direção: Martin Scorsese
Dirigido pelo famoso cineasta Martin Scorsese (“Touro Indomável”, “Cassino”, “Gangues de Nova York” e “Os Infiltrados”), esse videoclipe tem duração de quase 8 minutos e custo de 2,2 milhões de dólares, um dos mais caros da história. O enredo era uma espécie de versão mais moderna do clássico musical “Amor, Sublime Amor” (1961), dirigido no cinema por Jerome Robbins e Robert Wise. Michael Jackson é o líder de uma gangue que luta com outra no estacionamento de um prédio. Mais uma vez a coreografia do cantor foi copiada à exaustão. Uma curiosidade é que essa produção foi escrita pelo romancista e roteirista Richard Price.





6 – Black Or White (1991). Direção: John Landis
Com cerca de dez minutos de duração, esse videoclipe se tornou famoso por inúmeras razões. A primeira delas é a participação do ator mirim Macaulay Culkin, que se tornou ali amigo de Michael Jackson. A segunda é a reprodução de danças típicas da África e da Rússia. A terceira é a utilização da então nova técnica denominada morphing, que transformava o rosto de uma pessoa no da outra de maneira quase imperceptível. A quarta é a controvérsia que os últimos quatro minutos provocaram ao mostrar uma pantera se transformando no astro pop, que dança na chuva e destrói um automóvel.




7 – Jam (1992). Direção: Michael Jackson e David Kellogg 
Além de ser um dos poucos videoclipes dirigidos pelo próprio Michael Jackson, “Jam” reuniu os dois maiores astros afro-americanos da década de 1990, o próprio cantor e o jogador de basquete Michael Jordan, numa produção que prima pela qualidade da fotografia, em tons escuros, e da edição. Os dois astros não se fizeram de rogados e, numa espécie de galpão abandonado, ensinaram um ao outro o que sabiam fazer de melhor. Jordan ensinou Jackson a jogar basquete e, em troca, aprendeu a fazer os complicados passos do moonwalk.




8 – Remember The Time (1992) – Direção: John Singleton
Estrelado pelo ator Eddie Murphy e pelo jogador de basquete Magic Johnson, esse videoclipe tem mais de nove minutos de duração e conta com inúmeros efeitos especiais, a começar pela imagem da ampulheta, que se transforma em célebres imagens egípcias. O enredo gira em torno de um dançarino, interpretado por Michael Jackson, que surge a partir de um líquido prateado e tenta agradar o rei, Eddie Murphy, antes desagradado por vários artistas, que viram comida de leão.




9 – Scream (1995). Direção: Mark Romanek
Realizado em preto-e-branco, esse videoclipe marcou o dueto de Michael Jackson com a irmã Janet Jackson, mas ficou mais famoso por ser o mais caro da história até então, custando cerca de 7 milhões de dólares, sendo certificado pelo Guinness World Records em 2006. Em tom futurista, essa produção mostra os dois cantores flutuando dentro de uma nave espacial perdida no espaço sideral. Há várias imagens simulando gravidade zero, com os artistas girando e flutuando dentro da tal aeronave.




10 – They Don’t Care About Us (1996). Direção: Spike Lee
Dirigido pelo cineasta norte-americano Spike Lee (“Faça a Coisa Certa” e “Malcolm X”), esse videoclipe teve duas versões. Uma delas se tornou muito especial para nós, brasileiros, pois foi filmada no Morro Dona Marta, no Rio de Janeiro, e no Pelourinho, em Salvador, com a percussão da banda Olodum e vários anônimos. A segunda mostra várias cenas de violência pelo mundo, com Michael Jackson num presídio, na companhia de dançarinos interpretando presidiários.



Continue Lendo.... >>


sexta-feira, junho 24, 2011

Lester Young

Lester Young

Lester Young (1909-1959) foi um dos mais influentes saxofonistas de todos os tempos. Ele marcou a transição entre o swing e o bebop desenvolvendo um estilo mais enxuto, cool. Ele foi criado próximo a New Orleans e tocava em grupos formados em sua própria família. Deixou sua casa cedo e começou a viver profissionalmente de música, inicialmente juntando-se a Art Bronson e depois com Walter Page. Aos 25 anos foi recrutado por Count Basie, mas toucou pouco tempo com ele, preferindo juntar-se à banda de Fletcher Henderson, mas seu jeito tímido e sua maneira pouco ortodoxa de tocar fez com que ficasse segregado do grupo. Voltou então a tocar com Basie e fez algumas gravações em seu próprio nome e outras acompanhando Billie Holiday. O relacionamento entre Young e Holiday era totalmente platônico, mas a química entre eles era fantástica. Ele a chamava de “Lady Day” e ela o chamava de “President” ou “Pres”, apelidos pelos quais ficaram conhecidos no meio musical. O último vídeo dá uma leve ideia do que eram esses encontros. Divirtam-se!


Lester Young é o segundo a solar

A quem se interessar em ir mais fundo, recomendo uma visita ao blog parceiro Pintando Música que tem um ótimo post sobre Lester Young (clique aqui).

Continue Lendo.... >>


quinta-feira, junho 23, 2011

Kitty Daisy and Lewis


Os três irmãos ingleses dispensam comentários quando o assunto é rockabilly. Fazem um som como poucos tocam clássicos e compõem musicas com muita maestria e personalidade. Suas referências musicais e habilidades estão enraizadas na tradição antiga, onde canções e música são pronunciadas, interpretado e apreciado em reuniões de família e amigos. A banda é composta pelos três irmãos junto de seus pais e ainda sempre contam com participações especiais para apimentar ainda mais os espetáculos. O que os torna uma banda ainda mais fora dos padrões são suas influencias e suas vestimentas que fazem da banda um resgate historico das atigas bandas de rockabilly e country existentes no inicio do século XX. 

Atualmente Kitty Daisy and Lewis estão lançando o seu novo álbum intitulado ‘Smoking In Heaven’ com composições próprias e regravações de clássicos do rockabilly. A irreverência e a simplicidade dentro dos palcos talvez seja o que mais atrai fãs e entusiastas de todos os estilos musicais, trazerem de volta as características tão marcantes desenvolvidas no inicio do movimento rockabilly façam deles um tremendo sucesso.

Fica um video do novo sucesso do álbum ‘Smoking In Heaven’ 
 


Continue Lendo.... >>


sexta-feira, junho 17, 2011

Mary Lou Williams

Mary Lou Williams

Não sei bem o porquê – deve haver inúmeros estudos a respeito, mas não os conheço – mas ao longo da história as mulheres sempre desempenharam um papel menor no jazz, não em qualidade, mas em quantidade. De certa forma é compreensível, pois no início do século passado a música e, em particular, o jazz era visto como coisa de marginais, devia ser muito mais difícil para as mulheres. Isso como instrumentistas, porque como cantoras foram insuperáveis. Uma das primeiras mulheres jazzistas que me vêm à mente é Lil Harding (1898 – 1971), pianista do grupo de Fletcher Henderson, que acabou se casando com o jovem Louis Armstrong e teve um papel importantíssimo no início da carreira dele. O casamento durou pouco, mas ela é protagonista para mim de uma das histórias mais comoventes do jazz: algumas semanas após a morte de Armstrong, Lil fez um concerto em Chicago em homenagem ao ex-marido; após tocar o último acorde de St. Louis Blues, um dos clássicos de Armstrong, ela teve um ataque cardíaco e morreu imediatamente no palco.

Mas deixemos as tragédias e voltemos a Mary Lou Williams (1910-1981). Ela começou sua carreira em Kansas City, no final dos anos 1920, época em que o jazz rolava solto e quente naquela cidade, substituindo Count Basie na banda da Andy Kirk. Ela teve uma boa formação musical, tendo estudado piano, composição e harmonia, e foi logo reconhecida como um grande talendo num mundo dominado pelos homens. Mas não foi fácil. Até tornar-se pianista full time de Kirk, ela dirigia o ônibus da banda e fazia bicos de manicure para os próprios músicos. Construiu uma sólida reputação como musicista criativa e progressista, tendo militado no hard bop e no free jazz, este em colaboração com Cecil Taylor.

Roll Em é um boogie Woogie composto por ela

Ouçam que beleza de solo, aos 70 anos de idade

Bom final de senana a todos!

Continue Lendo.... >>


terça-feira, junho 14, 2011

O show inesquecível do John Pizzarelli no Bourbon Street.

(Fotos: Alexandre)

Ola Músicolatras.

Depois de algumas semanas sem aparecer, devido a falta de tempo (já que arrumei emprego), estou aqui novamente para tentar contar sobre o que aconteceu há duas semanas atrás. Sei que a essa altura a riqueza de detalhe não será a mesma, já que eu não tenho uma memória confiável, mas espero poder relatar um pouco desse momento especial que eu vivenciei.

Primeiro preciso dizer que não esperava que 2011 seria tão especial e marcante, no sentido de realizar dois sonhos (antigos) em um espaço tão curto de tempo. Digo isso em relação aos shows. Para quem acompanha o Musicólatras, deve ter visto a postagem sobre o show do Iron Maiden, no dia 26 de Março, em São Paulo.

Pois bem. Tudo começou enquanto navegava na internet e fiquei sabendo (sem querer) que o John Pizzarelli em breve voltaria ao Brasil. Isso na penúltima semana de maio e o show marcado para junho. Naquela altura, fiquei triste por saber que não iria conseguir ir ao show outra vez (pela quinta vez). O que eu não esperava, era que tudo estava prestes a mudar. Semanas antes, tinha feito uma parceria envolvendo o meu outro blog, com uma empresa, para poder divulgar promoções para os leitores. Passou uma semana e a moça entrou em contato comigo falando sobre a primeira promoção que seria divulgada e para minha surpresa era justamente sobre o show do John Pizzarelli em São Paulo. Bom divulguei a promoção da Telefônica, que estava sorteando os ingressos, inclusive fiz isso aqui no Musicólatras, depois ainda fiz uma promoção exclusiva para os leitores do meu blog sorteando um par de ingressos. Resumindo, como parte disso, acabei ganhando um par de convite para ir ao show do Pizzarelli. Estava tudo bem, resolvido, a ansiedade aumentando. Porém na mesma semana arrumei um emprego, claro que fiquei muito feliz, mais não teve como não pensar no show (risos).

O show seria na quinta feira (02) e os dias que antecederam o show foram de pura ansiedade e planos de como chegar a tempo em São Paulo. O show estava marcado para as 22:00 horas, eu saí do serviço as 18:00 horas, porém era preciso dirigir 150 km até a casa da minha noiva em Guarulhos e depois até o Bourbon Street. O detalhe é que eu não conheço nada em São Paulo e para chegar ao destino final a ajuda da minha sogra foi providencial. A viagem transcorreu muito bem, meu irmão me acompanhou, já que eu disse que ele teria que voltar dirigindo (risos).

A preocupação era grande por um motivo. Eu iria receber via correio o convite, e para o meu desespero, até a quinta a tarde não havia chegado nada, para minha sorte eu não precisa dele para entrar na casa de show, mais por segurança eu queria ter o convite em mãos. Para minha sorte, o carteiro entregou o envelope uma hora antes de pegar a estrada.

Resumindo, eu e minha noiva chegamos ao Bourbon Street por volta das 21:00 horas. Estar ali já era um motivo de alegria, já que eu sempre ouvi falar daquela casa de show e nunca consegui ir. Fiquei maravilhado quando entrei, de cara me deparei com a guitarra do BB King, um dos itens de decoração do ambiente.

(Guitarra do B.B.King)

A casa em si não era grande, porém muito bem arrumada. Os seguranças muito educados também. Depois restava procurar a mesa e esperar. Não foi fácil. (risos). Por fim encontramos a mesa e lá estava o Alexandre e a esposa, ele foi o ganhador da promoção do meu blog.

O ambiente do Bourbon Street é diferente de tudo que eu já presenciei. O lugar estava lotado. Lá pelas 22:00 horas começou o show de abertura, com a cantora brasileira Patty Ascher. Foi um show curto e agradável. Apesar de não conhecer o trabalho dela, achei bem interessante, é uma cantora afinadíssima e muito bem acompanhada, destaque para o maestro e pianista Marcos Pontes. Não lembro com precisão quantas músicas ela cantou.

Patty Ascher

É difícil lembrar certos detalhes com exatidão, devido ao tempo que passou e por eu não ter uma boa memória mesmo (risos). Assim que acabou o show da Patty, não demorou muito para o palco começar a ser preparado para o show principal da noite. Enquanto o palco e os instrumentos eram preparados, os músicos Tony Tedesco, Martin Pizzarelli e Larry Fuller subiram no palco para afinar o instrumento e dar os últimos ajustes.

Em poucos minutos John Pizzarelli subiu ao palco, o público o recebeu com muitas palmas. Da mesa onde eu estava consegui assistir o show sem problemas, já que todo mundo ficou sentado (civilizadamente) durante o show. Na esperança de tirar algumas fotos, acabei passando raiva com a câmera digital, já que o local era escuro e para meu desgosto as fotos saíram péssimas. Porém, o Alexandre e a esposa, levaram uma maquina profissional e assim conseguiram ótimas fotos (que depois ele me enviou gentilmente).

Infelizmente não vou lembrar quantas músicas o John tocou, mais foram muitas. Músicas do álbum “Rockin' In Rhythm A Duke Ellington Tribute” e de outros. E entre uma música e outra, ele conversava com o público e arriscava algumas palavras em português, sempre muito simpático. Inesquecivel era ele falando “A seguir”, ou então perguntando para as pessoas da primeira fila como falava tal palavra em português. Muito engraçado. Eu já imaginava isso, o fato dele ser muito simpático e carismático, e consequentemente arrancar gargalhadas do público. Eu infelizmente não sei inglês (apesar de já ter começado o curso), mais fiquei impressionado, já que consegui entender pelo menos o contexto das conversas dele com o público. De todas as músicas que ele tocou, algumas foram instrumentais, diga-se de passagem de tirar o fôlego, ele sola rápido demais, é impressionante como ele domina a guitarra, e claro outras várias músicas cantadas. Como é de praxe em seus shows, não poderia faltar a “I Like Jersey Best” e uma história engraçadíssima no inicio e depois as imitações maravilhosas que ele faz, inclusive do João Gilberto.



O show teve duração de 1 hora e meia, mais como sempre passou voando, em um certo momento eu não tinha mais noção de quantas músicas ele tinha tocado, talvez por não acreditar que eu estava finalmente no show do John Pizzarelli.


Masssss, o principal ainda estava para acontecer. Quando acabou o show, os músicos foram para o camarim, exceto o baterista Tony Tedesco que continuou no palco. Foi então que eu disse para minha noiva: “Ahh eu vou tentar tirar uma foto com ele...”. Quando eu vi já estava na beira do palco. Foi nesse momento que eu percebi duas pessoas entrando no camarim e eu tive a ideia de tentar ir até lá. Porém tinha um segurança no caminho. E eu pensei comigo: “Vou pedir, o máximo que eu posso ouvir é um NÃO !”. E lá fui eu, cheguei no segurança, falei se teria como eu ir no camarim tirar uma foto com o Pizzarelli, disse que tinha vindo de muito longe para assistir o show e que eu era muito fã dele. Para minha surpresa o segurança foi muito gente boa e disse que iria tentar. Foram intermináveis 5 minutos de espera, até que ele voltou e disse que eu poderia entrar. Parece bobagem, mais eu não acreditava. Quando minha noiva e eu entramos no camarim, vi o John, o Martin e o Larry sentados. O John logo levantou e veio apertar minha mão, naquele momento eu só consegui dizer que não falava inglês e pedi desculpa por isso, ele riu e brincou dizendo que também não falava. Apesar de estar ali, eu sabia que se eu falasse inglês poderia conversar com ele por alguns minutos. O fato é que ele viu a câmera na mão da minha noiva e perguntou se eu queria tirar uma foto, eu disse que sim. Depois chamei o irmão dele, o Martin para tirar uma foto, e nisso o John chamou minha noiva e tiramos uma foto. Agradeci a ele e sai. Depois antes de ir embora, ainda consegui tirar uma foto com o Tony Tedesco.

(Clique para ampliar)


Eu sinceramente não esperava que tudo isso pudesse acontecer. Desde conseguir ir ao show (que eu esperei tantos anos) e depois a inacreditável oportunidade de poder conhecer e tirar uma foto com o Pizzarelli, foi algo sem explicação. Digo isso, por um simples motivo, se hoje eu curto jazz, devo isso ao John Pizzarelli, e eu queria falar inglês para dizer isso a ele, mais não foi possível.

Enfim. Prometi que no próximo show (que deve ser o ano que vem), eu vou estar lá de novo e e dessa vez falando inglês para poder conversar um pouco com ele. Não custa sonhar. O primeiro passo para isso eu já iniciei, estou fazendo curso de inglês e o segundo passo é o John Pizzarelli voltar ao Brasil.

Espero que tenham gostado da postagem, infelizmente não lembrei maiores detalhes, fico devendo para a próxima, prometo que anoto os nomes das músicas durante o show (risos). É isso ai. Boa Noite a todos.

Continue Lendo.... >>


domingo, junho 12, 2011

Joe Pass

Olá Musicólatras...

Bom, infelizmente essa semana não tive muito tempo de preparar um post, mas não queria deixar passar em branco! Então vou dividir com vocês alguns videos que ando vendo com frequencia do brilhante guitarrista de Jazz Joe Pass.







Boa semana a todos!

Continue Lendo.... >>


sexta-feira, junho 10, 2011

Classic’n roll

Vanessa Mae


Ontem estava voltando de ônibus para casa escutando um álbum da Vanessa Mae. Confesso que nunca tinha prestado muita atenção na artista, que me parecia extremamente comercial. Por sinal, a foto acima não ajuda a desfazer essa impressão. Nem sua aparição num Domingão do Faustão. No entando, para minha surpresa, gostei de algumas coisas que ouvi. Como, por exemplo, Storm, que você pode curtir no vídeo abaixo.

Outro motivo pelo qual eu gostei, é que me lembrou uma fase nos anos 70 em que algumas músicas clássicas passaram por um processo de releitura, numa espécie de fusion com o rock, como já havia acontecido nos anos 1950 com o jazz através do Modern Jazz Quartet. Nem sempre o resultado foi um primor, mas uma que eu sempre gostei muito, e gostaria de compartilhar com os Musicólatras mais novos, é essa versão de Assim Falou Zaratustra, composição de Richard Strauss, feita por Eumir Deodato, em que ele misturou elementos do jazz e do rock.

Veja só as feras que estão nessa gravação:

Eumir Deodato – piano e teclados
Ron Carter e Stanley Clarke – baixo
Billy Cobham – bateria
John Tropea – guitarra
Jay Berliner – violão
Airto Moreira – percussão
Ray Barretto - congas
Hubert Laws – flauta


Bom, lembrar de Assim Falou Zaratustra é lembrar de 2001, Uma Odisséia no Espaço, filme de Stanley Kubrick. Olha aí, que boa pedida para rever nesse final de semana!

Continue Lendo.... >>


quinta-feira, junho 09, 2011

Tom Maxwell

Quem ouve como eu constantemente os discos dos Squirrel nut zippers, tenta encontrar da onde pode ter surgido tanta criatividade e talento para se fazer o melhor do neo swing norte americano. A resposta pode estar provavelmente em Tom Maxwell. Pode não parecer mais as grandes obras criadas pelos squirrels saíram de acordes e letras criadas por ele como, por exemplo, a musica Hell, Trou Macacq e Put a lid on it sem duvida marcaram e ainda marcam que quer que ouça.

Nem tudo são flores no mundo da musica problemas de relacionamento com integrantes fizeram com que ele e Ken Mosher ( saxofone, Guitarra e Back Vocal ) deixassem a banda causando um enorme buraco no grupo perfeito que os squirrels faziam.

Juntos partiram para carreira solo aonde usaram e abusaram de toda a criatividade e a genialidade conquistada com todos os anos de estrada. Em 2000, Tom Maxwell lança sem primeiro álbum solo intitulado: Samsara, que atraiu varios fans para sua carreira solo fazendo diversos shows por todo os Estados Unidos.

Em 2005 Tom e Ken se juntam para lançar seu primeiro álbum juntos depois de todos os anos longe. Como o próprio nome do álbum  já diz Maxwell/Mosher é sem duvida sinônimo de irreverência e criatividade. Misturando antigas gravações com musicas novas compostas pela dupla formam sem duvida um álbum que todos os fãs deveriam ter.

Atualmente Tom esta se dedicando para o lançamento de seu novo álbum chamado Kingdom Come e de seu livro contando a vida que passo desde os tempos de Neo swing nos Squirrel nut zippers, passando a grave doença que seu filho teve, a sua recuperação e a volta aos palcos. Quem se interessar em conhecer mais esse grande gênio do Neo swing basta acessar o seu novo projeto pelo Kickstarter no link abaixo e fazer a doação.







KICKSTARTER CAMPAIN: http://kck.st/iPACLU

OFFICIAL WEB SITE: http://www.tommaxwell.com/

Continue Lendo.... >>


domingo, junho 05, 2011

Blues Etílicos

Olá Musicólatras...

Hoje vu dar uma dica de DVD, pra ser mais exato um DVD do Blues Etilicos gravado no Bolshoi Pub (Goiânia) lançado em 2010. Deixo vocês com um pequeno texto que esta no site do Bolshoi Pub



"Um ano depois das gravações no Bolshoi Pub, a maior banda de blues do Brasil retorna à casa para mostrar o resultado daquela noite mágica. O show, que foi todo registrado pela equipe da Sambatango em parceria com a Heineken, Up Music e a Monstro Discos, mostra a banda num momento único, com o público goianiense cantando e incentivando a banda do início ao fim. Com mais de 20 anos de estrada, a Blues Etílicos vem agora lançar este DVD e reviver aquela noite, apresentando clássicos como Dente de Ouro, Misty Mountain, Terceiro Whiky e Cerveja".







Continue Lendo.... >>


sexta-feira, junho 03, 2011

Duke Ellington no Festival de Jazz de Newport - 1956

Duke Ellington

Dentre os inúmeros títulos nobliárquicos do jazz (King, President, Lady, Count, Earl e outros), talvez o que melhor se aplique pelo conjunto da obra e importância para a música americana é o de Edward Kennedy Ellington, o Duque, Duke Ellington.

O pianista iniciou sua carreira na década de 20 e em pouco tempo já comandava sua própria orquestra. A Duke Ellington Orchestra durou até a década de 90, tocada pelo seu filho Mercer, após a morte de Duke em 1974. Ele não era o melhor pianista do pedaço (embora fosse muito bom) e nunca foi considerado o Rei do Swing (Benny Goodman), mas suas composições, arranjos e experimentações na música ajudaram a definir a música americana.

Atravessou a Era do Swing, o Bebop, o Cool, o Hardbop, sempre com a mesma qualidade, embora nem sempre com a mesma popularidade. Em meados da década de 50, por exemplo, passou por um período muito difícil em que as big bands já não eram muito requisitadas, chegando a tocar até em ringues de patinação (!?). Em 1956, porém, foi convidado pela primeira vez para participar do Festival de Jazz de Newport. Coube-lhe fechar a última noite do festival. Lá pelo meio da sua apresentação, por volta da meia-noite, começou a cair uma garoa e algumas pessoas da plateia, já cansadas, começaram a se dirigir ao estacionamento para irem embora.

Eis que a música Diminuendo and Crescendo in Blue começa a ser executada e empolga o público de uma tal forma que até hoje carece de melhor entendimento. O saxofonista Paul Gonsales é o solista nessa música e executa a proesa de tocar 27 choruses (refrões) em seguida. Ninguém o deixava parar, o baterista o incetivava a continuar e a galera foi enlouquecendo. Um dos símbolos dessa reação foi uma loira que pos-se a dançar freneticamente nos corredores, emplogando ainda mais a plateia e os músicos.

Newport 56 - Paul GonsalesNewport 56 - Loira Doida
O saxofonista Paul Gonsales e a loira doida

Foi uma noite mágica. O disco gravado ao vivo foi o que mais vendeu na longuíssima carreira de Ellington, revigorando sua orquestra. Duke chegou a declarar que ele havia nascido em Newport em 1956.

Imagina, Duke, você já havia criado uma boa parte da música americana até então.

Diminuendo and Crescendo in Blue - 1ª parte
Diminuendo and Crescendo in Blue - 2ª parte

Bom final de semama a todos!

Continue Lendo.... >>