domingo, maio 29, 2011

La Mississippi

Olá Musicólatras...

Hoje vou falar de mais uma grande banda de blues da Argentina a La Mississippi. Bom, não é de hoje que eu admiro muito o blues feito pelos argentinos e pesquisando por novos sons eu acabei encontrando essa grande banda. Abaixo segue uma pequena biografia.



La Mississippi foi formada em Florencio Varela, com a idéia de recriar o repertório clássico de blues, fazendo sua estréia em 1989. Logo a banda começou a escrever seu próprio material, fez sua estréia em 1993 com Mbugi, que continha o hit "Café Madrid". Eles já gravaram discos onze anos, oito deles composto por ele próprio; "Classic", dedicado ao blues clássico que estavam no início da banda, quando era chamado de Mississipi Blues Band e dois ao vivo, "Eu estava lá" e "20 Anos + versões."

Eles estão sempre tocando na Argentina e países vizinhos como Paraguai, Uruguai e Brasil, assim como na Espanha e na Colômbia, participando também em festivais nacionais e internacionais. Entre suas atuações mais marcantes estão suas atuações em obras no Teatro Ópera, a sua participação como banda de apoio a Albert Collins, John Mayall e BB King.

Saiba mais sobre a La Mississippi no Site Oficial da banda clicando AQUI




Nesse Video a La Mississippi toca com outro grande nome do Blues Argentino Don Vilanova (também conhecido como Miguel Botafogo)


É isso ai pessoal, espero que gostem. Bom domingo a todos!

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sexta-feira, maio 27, 2011

Michel Petrucciani

Michel Petrucciani

O pianista Michel Petrucciani nasceu na França, em Montpellier, filho de pais italianos, numa família pra lá de musical - tanto seu pai quanto seus irmãos são músicos. Michel nasceu com uma doença chamada osteogenesis imperfecta, que faz com que os ossos do portador se tornem quebradiços ou, o caso dele, comprometa seu desenvolvimento – de fato, ele tinha aproximadamente 1 metro de altura – mas nem isso o impediu de seguir a carreira musical. Fã de Duke Ellington, estudou piano clássico desde tenra idade, mas seu caminho era o jazz. Deu seu primeiro concerto público aos treze anos, no Festival de Cliousclat, em que também participou o trumpetista Clark Terry, que por acaso estava sem pianista. Terry então pediu a ele em tom de piada que tocasse um pouco de blues, com menos de um minuto de execução, Terry o abraçou e iniciou ali sua carreira no jazz. Tocou ao longo de sua vida com alguns dos maiores do jazz, como Jack DeJohnette, Stanley Clarke, Jim Hall, Lee Konitz, Joe Lovano, Joe Henderson, Wayne Shorter, Billie Strayhorne, Steve Gadd, Dizzy Gillespie e Gerry Mulligan. Faleceu em 1999, aos 39 anos.

Vídeos:

A versão de Michel de Caravan, de Juan Tizol, é uma das melhores que já ouvi – e olhem que Nat King Cole também gravou!

Lindo tema à brasileira!

Round Midnight, de Monk. De arrepiar.

Satin Doll, de seu mestre Duke Ellington


Documentário:

Esse é pra quem tem tempo (e banda larga), mas vale a pena.

Bom final de semana!

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quinta-feira, maio 26, 2011

Participe do Concurso Cultural. A Telefônica leva você e mais três amigos ao show do John Pizzarelli no Bourbon Street em SP.



Concurso Telefônica e você com John Pizzarelli

O músico John Pizzarelli, um dos principais representantes do jazz contemporâneo, virá ao Brasil para tocar no Telefônica Sonidos no próximo dia 5 de junho, na parte externa do Auditório Ibirapuera. Mas antes, no dia 2, ele fará uma apresentação exclusiva no renomado Bourbon Street Music Club, na capital paulista. Se você mora na cidade de São Paulo e é apaixonado por jazz, não pode perder a chance de ganhar quatro ingressos para curtir este show com mais três amigos.

Este é um presente da Telefônica para você, que curte boa música ao lado dos amigos.
Serão dois premiados, que levarão 4 ingressos cada um para o dia do show.

Como participar?
Basta deixar uma mensagem na área de comentários deste post como resposta à pergunta:
Por que eu e meus amigos merecemos ir ao show do John Pizzarelli?

IMPORTANTE:
- Cada participante poderá participar com quantas frases quiser.
- O concurso se encerra às 23h59 do dia 29 de maio de 2011.

Quem ganha?
Serão premiados os autores das respostas mais criativas à pergunta “Por que eu e meus amigos merecemos ir ao show do John Pizzarelli?”

Cada vencedor terá direito a quatro ingressos para o show do John Pizzarelli, válidos para o show de quinta-feira, dia 2 de abril, no Bourbon Street Music Club, localizado à rua Chanés, 127 – Indianópolis – São Paulo/SP.

Os vencedores serão publicados aqui na fan page no dia 30 de maio de 11 e entraremos em contato por mensagem no Facebook para que você possa enviar os dados para combinarmos a combinarmos a entrega do prêmio.

Corra! Você não pode perder essa! Confira o regulamento abaixo e participe!

CONCURSO CULTURAL TELEFÔNICA E VOCÊ COM JOHN PIZZARELLI

1 - TELEFÔNICA E VOCÊ COM JOHN PIZZARELLI - INTRODUÇÃO

1.1 - O concurso recreativo Telefônica e você com John Pizzarelli será promovido pela TELEFÔNICA (Realizadora), de acordo com o artigo 3º, inciso II, da Lei nº 5.768/71 e artigo 30, do Decreto nº 70.951/72.

1.2 - O concurso será restrito à participação de pessoas residentes na cidade de São Paulo, sendo realizado, conforme horário oficial de Brasília, das 13h (treze horas) do dia 25 de maio de 2011 até as 23h59 (vinte e três horas e cinquenta e nove minutos) do dia 29 de maio de 2011 por meio de seu canal oficial no Facebook (fanpage), “Telefônica na Web” – http://www.facebook.com/telefonicanaweb;

1.3 - O concurso tem como objetivo premiar 2 (dois) internautas seguindo as regras aqui determinadas.


2 – PARTICIPAÇÃO

2.1 - Poderão participar do concurso cultural todas as pessoas físicas, residentes e domiciliadas na cidade de São Paulo, que possuam perfil válido no Facebook e que sejam:

- Maiores de 18 anos
- Maiores de 16 anos e menores de 18, assistidas pelos seus responsáveis legais;
- Menores de 16 anos, representadas pelos seus responsáveis legais.

2.2 - Excluem-se da participação as pessoas jurídicas, sócios e empregados da TELEFÔNICA, bem como das demais empresas envolvidas na realização deste concurso cultural.

2.3 - A participação neste concurso cultural é voluntária e gratuita, não estando condicionada, em hipótese alguma, à aquisição de qualquer produto, bem ou serviço, devendo apenas o participante curtir a página da TELEFÔNICA no Facebook (http://www.facebook.com/telefonicanaweb) e, a apuração do seu resultado não implica em qualquer tipo de sorteio, vale-brinde ou operação assemelhada, independendo de qualquer modalidade de sorte, não estando sujeita, portanto, à autorização prévia, conforme estabelecido na Lei nº 5.768/71, regulamentada pelo Decreto nº 70.951/72 e pela Portaria nº 41/08.

2.4 - O acesso a Internet é necessário para a participação neste concurso cultural e sua qualidade pode variar de acordo com a modalidade e tipo de conexão, do aparelho utilizado para o acesso e da disponibilidade momentânea da rede e/ou do site.


3 - COMO PARTICIPAR

3.1 - Para participar do concurso Telefônica e você com John Pizzarelli, os participantes deverão curtir a fanpage Telefônica na Web no Facebook, responder, na área de comentários desta fanpage, à pergunta “Por que eu e meus amigos merecemos ir ao show do John Pizzarelli?”;

3.1.1 - Cada pessoa poderá participar quantas vezes desejar, mas será contemplada uma única vez.

3.2 - Serão premiados:

3.2.1 – Dois participantes que responderem a pergunta, disposta no item 3.1, de maneira mais criativa e original sendo cada vencedor contemplado com dois ingressos para assistir ao show do John Pizzarelli. O show será realizado no dia 2 de junho de 2011 no Bourbon Street, Rua Chanés, 127 – Indianópolis – São Paulo – SP.

3.2.2 - Uma comissão julgadora composta por representantes da TELEFÔNICA escolherá a melhor resposta, adotando como critérios: criatividade e originalidade.

3.2.3 - O conteúdo enviado pelos participantes deverá ser de autoria do próprio e não poderá ter qualquer conotação que atente contra a lei, a moral e/ou aos bons costumes e serão desclassificadas e excluídas todas as frases e respectivas mensagens que: contenham linguagem e/ou imagens obscenas ou ilícitas; veiculem imagem de terceiros que não aceitem os termos deste Regulamento; infrinjam marcas, signos distintivos e demais direitos de imagem ou propriedade intelectual de terceiros.


4 - PRÊMIOS

4.1 – Um voucher que dará direito a 04 (quatro) ingressos para o show do John Pizzarelli, sendo distribuídos para 2 (dois) (um) vencedores do concurso, logo quatro ingressos por vencedor. Os mesmos serão enviados via motoboy em local e prazo a serem determinados pela organização do concurso juntamente com os vencedores e informado ao vencedor, exclusivamente via facebook. Os ingressos darão direito a acompanhar o show na quinta-feira (2 de junho) no Bourbon Street;

4.2 - Caso o vencedor no concurso seja menor de 18 anos, deverá, obrigatoriamente, estar acompanhado de 01 (um) responsável legal;

4.3 - Os prêmios estabelecidos no item 3.2.1 não poderão ser transferidos, vendidos, convertidos em dinheiro ou substituídos a critério dos vencedores e/ou de seus acompanhantes;

4.4 - Quaisquer outros custos que não descritos no item 3.2.1, tais como transporte, hospedagem e alimentação, correrão por conta exclusiva do contemplado e seus acompanhantes;

4.5 - No caso de perda dos prêmios, por culpa do vencedor e/ou de seus acompanhantes, estes não terão direito a receber outros prêmios, pela TELEFÔNICA;

4.6 - O ganhador e seus acompanhantes, quando do usufruto dos prêmios, deverão agir dentro dos parâmetros da moral, bons costumes e legislação, não se responsabilizando a TELEFÔNICA ou suas parceiras por qualquer problema ou discussão de ordem judicial ou não;


5 - ENTREGA DOS PRÊMIOS

5.1 - Os vencedores do prêmio descrito no item 3.2.1 serão devidamente informado sobre a entrega do mesmo exclusivamente por mensagem no Facebook;

5.2 - O prêmio descrito no item 3.2.1 será entregue no dia 01 de Junho via motoboy em horário a ser agendado junto ao vencedor. A Telefonica irá solicitar, por meio de mensagem no Facebook, os dados para contato e informará como o premio será entregue:

5.3 - Para a entrega do do prêmio, o vencedor deverá apresentar seus respectivos RGs, documento original ou cópia autenticada, sendo que a cópia do documento poderá ficar retida bem como deverão assinar um Termo de Recebimento Quitação de Prêmio;

5.4. Os vencedores serão responsáveis pela veracidade do endereço fornecido para entrega dos prêmios e deverão estar presentes no local indicado no turno e/ou horário a ser combinado com a Telefônica. Caso terceiros venham a receber o prémio no local indicado, estes devem estar munidos de autorização escrita e assinada pelo vencedor, bem como deverão portar os documentos indicados no item 5.3 acima.

5.5 - A TELEFÔNICA arcará com as despesas de entrega dos vouchers descritos no item 3.2.1, os quais darão o direito aos vencedores de retirarem os ingressos no Guichê do Bourbon Street, sendo de responsabilidade destes a retirada no local no dia do show (02 de junho), em horário a ser combinado. A Telefonica não se responsabiliza caso o participante vencedor não retire os ingressos no horário combinado, não tendo este qualquer direito a pleitear ressarcimento;

5.6 - Independentemente do contato feito pela TELEFONICA ao vencedor, conforme disposto no item 4.3, o resultado com o nome do ganhador será divulgado publicamente na fanpage da TELEFONICA - http://www.facebook.com/telefonicanaweb
- em até 24 horas após o término do concurso recreativo, em horários diversos ao longo do dia;

5.7 - Não há a possibilidade de troca do prêmio conquistado pelo vencedor, muito menos a sua conversão em dinheiro;

5.8 - A exclusivo critério da TELEFÔNICA ou na impossibilidade de entrega do prêmio indicado, a mesma reserva-se no direito de modificá-lo ou substituí-lo por outro de igual valor ou equivalente (similares), sem necessidade de comunicação prévia;

6 - CONSIDERAÇÕES GERAIS

6.1 - O concurso recreativo Telefônica e você com John Pizzarelli foi desenvolvido pela TELEFÔNICA, para exclusiva utilização no presente evento e em outros, com o objetivo de proporcionar entretenimento e recreação, e a participação nele não está subordinada a qualquer modalidade de álea ou pagamento pelos concorrentes, nem vinculada à aquisição ou uso de qualquer bem, direito ou serviço, de acordo com o disposto no art. 3º, inciso II, da Lei nº5.768/71 e art. 30, do Decreto nº 70.951/72;

6.2 - O vencedor e seus acompanhantes, desde já autorizam a utilização de seus nomes, imagens e sons de voz, em qualquer meio escolhido pela TELEFÔNICA, para divulgação deste concurso cultural ou de outras ações, pelo período de até 01 (um) ano, a contar da data da realização da divulgação do resultado.

6.2.1 - A divulgação desta competição poderá ser realizada por meio de banners, em chamadas na home-page, através de hot-site, cartazes, flyers, por meio de blitz, TVs, jornais, revistas, mala direta, e-mail ou através de qualquer outro meio disponível e necessário nos momentos que antecedam a realização do concurso, ou durante a realização do mesmo;

6.2.2 - As autorizações descritas acima não implicam em qualquer obrigação de divulgação ou de pagamento de qualquer quantia por parte da TELEFÔNICA;

6.3 - O participante suspeito de fraudar sua participação será automaticamente excluído do presente Concurso sem aviso prévio, sendo que o prêmio será transferido para o próximo participante classificado, atendidas todas as condições válidas;

6.4 - Não serão aceitos perfis de participantes criados com palavras ou imagens que incitem à violência, pornografia ou ofensas ao nome ou moral de qualquer pessoa, inclusive que atentem a imagem da empresa TELEFONICA;

6.5 - O participante reconhece e aceita expressamente que a TELEFÔNICA não poderá ser responsabilizada por qualquer dano ou prejuízo oriundo da participação no concurso Telefônica e você com John Pizzarelli, da fruição ou da eventual aceitação do prêmio;

6.6 - O presente Regulamento poderá ser alterado e/ou o concurso recreativo Telefônica e você com John Pizzarelli suspenso ou cancelado, sem aviso prévio, por motivo de força maior ou por qualquer outro ou motivo que esteja fora do controle da TELEFÔNICA e que comprometa a realização do concurso de forma a impedir ou modificar substancialmente a sua condução como originalmente planejado;

6.7 - A participação no concurso Telefônica e você com John Pizzarelli implica na aceitação total e irrestrita de todos os itens deste Regulamento;

6.8 - A TELEFÔNICA não será responsável por problemas, falhas ou funcionamento técnico, de qualquer tipo, em redes de computadores, servidores ou provedores, equipamentos de computadores, hardware ou software, ou erro, interrupção, defeito, atraso ou falha em operações ou transmissões para o correto processamento de inscrições, incluindo, mas não se limitando, a transmissão imprecisa de inscrições ou falha no recebimento das mesmas, em razão de problemas técnicos, congestionamento na internet ou no site ligado ao concurso, vírus, falha de programação (boas) ou violação por terceiros (hackers);

6.9 - As dúvidas não previstas neste regulamento deverão ser encaminhadas através da fanpage da TELEFONICA (http://www.facebook.com/telefonicanaweb)
;

6.10 - Não poderão participar deste concurso os sócios, diretores, administradores e funcionários da TELECOMUNICAÇÕES DE SÃO PAULO S.A. – TELESP ou quaisquer outras pessoas envolvidas na organização deste concurso cultural ;

6.11 - O presente concurso foi promovido em observância às determinações legais, não possuindo finalidade comercial, com caráter exclusivamente “recreativo”, de acordo com o artigo 30 do Decreto nº 70.951/72, “não” estando, destarte, sujeito à autorização prévia, nos termos da Lei n° 5.768/71, Decreto n° 70.951/72 e Portaria 41/2008.

6.12 - Fica eleito o foro da comarca de São Paulo, como competente para dirimir as questões oriundas deste regulamento.

São Paulo, 26 de maio de 2011

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The Two Man Gentlemen Band


The Two Man Gentlemen Band's é uma banda original e de formação pouco comum no cenário musical atual. Como a maioria das bandas aos poucos foi cativando os fãs, começando de baixo fazendo shows em estações de metros e parques e obteve um sucesso repentino por misturar country, swing e blues.

Hoje em dia, eles atravessam o país sem parar, tocando em centenas de casas de shows por ano arrastando uma legião de fãs e até mesmo chamando a atenção de grandes nomes, como Bob Dylan e Willie Nelson, para quem eles abriram diversos shows durante suas turnês.

Com um show muito animado e divertido misturando piadas e uma excelente qualidade musical eles atraem ate os fãs mais céticos. Suas brincadeiras improvisadas, entre si e com o público, são tão divertidas quanto a sua música. Sua teatralidade e o talento da dupla fazem com que a diversão seja garantida durante todo o espetáculo. 


Abaixo coloco a disposição de todos que tenha curiosidade de conhecer essa magnfica banda, o ultimo album lançado por eles. Esses e outros albuns podem ser adquiridos no site da banda.



SITE DA BANDA:  http://www.thetwogentlemen.com/

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segunda-feira, maio 23, 2011

Agenda: Shows de Jazz pelo Brasil ( Junho 2011 )

Ola Musicólatras

Definitivamente o Brasil entrou na rota dos bons shows internacionais. Aproveito o espaço do Musicólatras para passar algumas dicas preciosas e as datas de alguns shows já confirmados para o mês de Junho/2011, para que você possa se programar da melhor maneira possível.

Inclusive no último fim de semana aconteceu o Festival Natura Nós, entre as atrações o pianista de jazz/pop Jamie Cullum.

- BMW Jazz Festival 2011

Se você acompanha o Blog Musicólatras já está ciente do BMW Jazz Festival, que irá acontecer entre os dias 10,11 e 12 em São Paulo. Entre as atrações estão Tord Gustavesen, Marcus Miller, Sharon Jones e Renaud Garcia-Fons, e claro, além de outras várias apresentações durante o festival.

Maiores Informações: CLIQUE AQUI

- John Pizzarelli

Pois é amigos musicólatras, o guitarrista John Pizzarelli está de volta ao Brasil. Confesso que não esperava sua volta tão rapidamente, já que ele se apresentou por aqui em 2010. Como fã fui pego de surpresa, já que no site dele não mostrava nada em relação aos shows no Brasil, porém fui descobrir por acaso navegando na internet. Depois bastou alguns telefonemas para ter certeza de que o guitarrista estará em Junho se apresentando em São Paulo, Brasilia e Rio de Janeiro. Há uma informação sobre Santos, mais não tenho certeza sobre isso.

Datas:

São Paulo: 01 e 02/06
Local: Bourbon Street
Informações: CLIQUE AQUI

Rio de Janeiro: 03/06
Local: Viva o Rio
Informações: CLIQUE AQUI

Brasilia: 12/06
Local: Centro De Convenções Ulisses Guimarães
Informações: CLIQUE AQUI

- Richard Bona

Para quem não conhece, Richard Bona é um dos contrabaixistas mais conceituados do momento. Ele é Africano, nascido em Camarões, ao longo da sua carreira já tocou com inúmeros músicos, inclusive os brasileiros Djavan e Toninho Horta, também já participou dos álbuns do guitarrista Mike Stern e possui uma discografia riquíssima. Richard Bona é um músico muito especial, como baixista presa pelo virtuosismo, tem um vocal poderoso e explora muito bem isso, e faz uso dos elementos de ritmos africanos em sua música. Para quem ainda não conhece, fica a dica. Recomendo o álbum: "The Ten Shades Of Blues" (2009).

Aproveito para deixar um video do Richard Bona para quem ainda não teve a oportunidade de ouvir o som dele.


Datas:

Parati: 17/06
Local: Na Praça da Matriz

Belo Horizonte: 19/06
Local: Na Praça da Independência

São Paulo: 21/06
Local: Bourbon Street
Informações: CLIQUE AQUI

Como vocês podem ver, show de qualidade é o que não falta em Junho pelo Brasil. Claro que isso é apenas uma pequena amostra, ao entrar nos sites de informações você terá acesso a outros shows pelo Brasil.

Agora cá entre nós: Dificil é ter dinheiro para bancar todos esses sonhos. É a vida. Bom show a todos.

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domingo, maio 22, 2011

JOHNNY WINTER


Por Ernesto Wenth Filho.

Olá pessoal!

Você já imaginou como seria a sua vida se tivesse nascido vesgo e albino?

Pois é, John Dawson Winter III, mais conhecido como Johnny Winter nasceu assim, vesgo e albino, em 23 de fevereiro de 1944, em Beaumont, Texas, EUA. Trilhando sua vida na música, no Rock e no Blues, hoje é considerado uma das lendas “vivas” da guitarra!

Johnny Winter nasceu numa região e num momento de intensa segregação racial nos EUA, mas ele lembra que nunca deixou de se “aventurar” nos bairros “negros” para ouvir música, para ouvir o Blues! Na verdade, ele acredita que o povo da comunidade negra sabia que ele era um cara sincero e que estava “possuído” pelo Blues! Nas palavras do próprio Johnny: “...nada acontecia comigo, eu ia a clubes de negros o tempo todo e ninguém me incomodava, eu era sempre bem vindo.”

Bem, Johnny começou na música tocando clarinete, com 05 anos de idade, sob influência de seu pai, mais tarde trocou de instrumento tocando “ukelele” (uma espécie de cavaquinho) e em seguida partiu para a guitarra.

Com 14 para 15 anos, junto com seu irmão mais novo Edgar, montou sua primeira banda a “Johnny and The Jammers”, chegando a ganhar um concurso regional de música e aparecer na televisão local.

Em 1962, Johnny e seu irmão foram ao bar The Raven, em Beaumont, para assistir ao “bluesman” B.B. King. Eles eram os únicos brancos na platéia e Johnny lembra: “... eu tinha tinha 17 anos e queria tocar com o B.B. King, mas ele não deixou que eu subisse no palco no começo e como muita gente já me conhecia pedi que as pessoas fossem falar com ele para pedir que eu tocasse. Finalmente ele viu que muitos queriam me ouvir e me chamou para o palco, oferecendo sua guitarra. Toquei tudo que pude e o público “delirou”! Aí o B.B. King pediu sua guitarra de volta! Foi demais!!”

Nesta época Johnny já estava ficando “famoso” na região e suas apresentações eram com a banda de seu irmão Edgar a “Black Plague” e com sua própria banda que se chamava “The Crystaliers”.
Em 1968 a revista Rolling Stone dizia que Johnny Winter era o que havia de mais “quente” no Texas, depois de Janis Joplin! O artigo se referia ao álbum “The Progressive Blues Experiment”, gravado com Tommy Shannon no baixo e Uncle Joe Turner na bateria.

Mas foi em 1969, assinando um contrato com a Columbia Records, que Johnny lançou o disco “Johnny Winter” anunciando que havia um novo guitarrista de “slide” na cena musical americana! O disco tinha “covers” de B.B. King (“Be Careful With a Fool”), Sonny Boy Williamson II (“Good Morning Little School Girl”), Robert Johnson (“When You Got a Good Friend”) e do amigo Lightnin’ Hopkins (“Back Door Friend”). O álbum atingiu a posição de nº 24 na Billboard!

Na sequência uma série de discos de sucesso foram lançados, entre eles: “Second Winter” (1969), “And” (1970), “Still Alive and Well” (1973), “ John Dawson Winter III” (1974), “Dervish Blues” (1975), “Captured Live” (1976) e “Nothing But The Blues” (1977) onde, neste último, Johnny inicia a parceria com Muddy Waters e sua banda. Foi nesta época que Muddy Waters “retomou” o sucesso junto com Johnny Winter, onde ganharam o Grammy com o álbum “Hard Again” de Muddy Waters, em 1977. Também foram indicados ao Grammy os álbuns “I’m Ready” (1978), “Muddy Mississipi Waters Live” (1979) e “King Bee” (1981). A parceria entre eles teve tanto sucesso que Muddy Waters dizia que Johnny Winter era seu filho adotivo!

Em 1984, com 40 anos de idade, Johnny lança seu 1º disco com a gravadora Alligator Records, especializada em artistas de Blues, sendo também este disco indicado ao Grammy.
Em 1988, pela MCA, é lançado “The Winter of ‘88” onde Johnny faz um Blues mais contemporâneo e é indicado para fazer parte do “Hall da Fama” da Blues Fundation!

Em 1991, Johnny volta ao Blues de raízes com o disco “Let Me In”, estreando pela gravadora Pointblank. O álbum trazia as participações especiais de Dr. John e Albert Collins.

Ainda pela Pointblank saiu em 1992 o disco “Hey Where’s Your Brother?” que foi indicado ao Grammy e em 1998 o disco “Live in New York City ‘97”, gravado no New York’s Bottom Line, em abril de 1997, onde o repertório foi escolhido por membros do fã clube de Johnny Winter pelo mundo. Na verdade, foi um ato de gratidão de Johnny com seus fãs!

Em 2004, pela Virgin Records, saiu seu último disco “I’m a Bluesman”, produzido por Dick Shurman que já trabalhou com Roy Buchanan, Albert Collins e Robert Cray. Este álbum iniciou uma turnê mundial que incluía o Brasil, com apresentações no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre, mas infelizmente por problemas de saúde os shows foram cancelados.

Bem, quem sabe, ainda em breve, possamos assistir ao vivo a este mestre da guitarra, que ama o Blues e o Rock & Roll, e que é uma figura única: loiro, “branquelo”, vesgo, albino e cheio de “tatoos”, mas que tem, sem sombra de dúvida, a alma de um “negro blueseiro”!

SALVE JOHNNY WINTER!



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sábado, maio 21, 2011

Coluna de Nelson Motta sobre Miles Davis.

Olá Musicólatras

Sei que hoje não é meu dia de postar, mas não poderia deixar de compartilhar um video com vocês.

Ontem (20) no Jornal da Globo, Nelson Motta comentou em sua coluna sobre o mito chamado Miles Davis. Quem assistiu, poderá assistir novamente, quem não viu, aproveite. O fato é que nunca é demais falar sobre Miles Davis. Se Miles Davis estivesse vivo estaria completando 85 anos, no próximo dia 25. Sem mais delongas, segue abaixo o texto e o video da coluna do Nelson Motta.

"Trompetista Miles Davis reinventou o jazz misturando diferentes estilos".

Marrento, doidão e imprevisível, seu trompete genial foi um sopro de renovação permanente do jazz.

Os 85 anos de Miles Davis é uma ótima oportunidade para os fãs, celebrarem a glória de Miles sua glória. Marrento, doidão e imprevisível, seu trompete genial foi um sopro de renovação permanente do jazz, com as suas fusões com o Funk, o Rock, a Bossa Nova, a música clássica e o Hip Hop. Veja o vídeo.



Créditos por upar o video: kikoandrade01
Fonte: Globo.com

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sexta-feira, maio 20, 2011

Fats Waller

Nos anos 1920, quando o jazz já havia saído de New Orleans e fazia estágio em Chicago e Nova Iorque, surgiu nessa última um pianista, natural do bairro do Harlem, chamado Thomas “Fats” Waller (1904 – 1943). Estudou na escola Juilliard de música e foi discípulo de James P. Johnson, além de beber de toda a cultura musical que estava se formando. Tocou em igrejas, cinemas, festas e cabarés, enfim, em todo e qualquer lugar que houvesse um piano à disposição. Compositor de alguns dos temas standards do jazz, como Honeysuckle Rose, Black and Blue, Squeeze Me e Jitterbug Waltz, tinha uma técnica excepcional ao piano e grande carisma com o público. Além disso, gostava de cantar e conversar com a audiência e chegou a participar de um filme como ator. Embora seu público de então adorasse suas apresentações em pequenos grupos, é pelos solos que registrou que Fats Waller é mais conhecido, sendo considerado um marco do jazz do período de ouro Harlem. Suas harmonias complexas são considerado por alguns especialistas como uma espécie de pré-lançamento do bebop.



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quinta-feira, maio 19, 2011

Holy Ghost Tent Revival

Procurando bandas novas de Folk e de Neo swing, acabei encontrando uma que chamou muito minha atenção. Vou dividir essa descoberta com você e também aprender mais sobre a banda.


Uma banda natural de Greensboro - Carolina do Norte que mistura  banjo, guitarra, piano e bateria, formando um jeito único e muito atraente de se ouvir musica. A variedade musica deles é imensa e não me permite classificá-los apenas em um único estilo musical.

Ouvindo a musica deles, logo você se imagina dentro de uma festa aonde uma infinidades de surpresas acontecem a todo instante e que nos deixam extasiados. O mesmo espírito, como os grandes nomes do blues, que percorreram os caminhos da psique americana, antes, sua música não é para lamentar as dificuldades que vivem, mas sim para celebrar a própria vida - em todo o prazer e felicidade.

Estou colocando abaixo disponivel para ouvir e para comprar o primeiro album lançado pela banda norte americana no ano de 2008.




Boa Semana a todos.

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domingo, maio 15, 2011

Rótulos

Musicólatras...

Hoje vou tratar de um assunto que rende muito outros assuntos(rs). Pra explicar melhor, vou começar a história do começo!

Essa semana eu andei pensando muito nesse lance que muitas pessoas tem de rotular os estilos musicais. Eu por exemplo tenho uma banda de Blues e nós fomos rotulados de Acid Jazz/Blues, bom, nada contra o jazz (que é um estilo que eu me inspiro muito na hora de tocar) mas eu sou Bluesman, e com muito orgulho(rs). Enfim, isso me levou a pensar muito nos rótulos, e em algumas conversas com nosso amigo e Musicólatra Daniel (Argentino) Faria, conclui que os rótulos dificultam mais do que ajudam, o Jazz é um bom exemplo de subdivisões com o Swing, Acid, Cool, Fusion. O rock com seus pop/rock, hard rock, rap rock. O próprio blues com o swing blues, blues rock, pop blues, hard blues e o mais novo dos rótulos o Modern Blues.

Agora eu deixo a pergunta pros Musicólatras de plantão. O que vocês acham desses rótulos, eles ajudam ou atrapalham? Como vocês acham que deveria ser feita essa divisão de estilos?

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sábado, maio 14, 2011

Do Jazz ao Samba, entrevista com o diretor

Do Jazz ao Samba é um documentário que se propões a analisar a interação entre esses dois ritmos musicais e a exportação da música brasileira. Bruno Veiga Neto, que conta com uma experiência em audiovisual de 15 anos assinando produções em canais como Multishow, Canal Brasil e STV, passou pelo Rio de Janeiro, Salvador e Nova Iorque captando e dirigindo o filme. Os convites pra exibição em países como Estados Unidos, Portugal, Holanda, Índia e China mostram o potencial do documentário que está ameaçado não sair no cinema. Os custos de pós produção chegam nos R$40.000 e a alternativa que o diretor encontrou foi o Crowd Funding, ou financiamento coletivo. Confira o teaser do doc e a entrevista exclusiva. Não deixe de acessar e divulgar a página que pode finalizar esse documentário que promete.


Qual sua motivação pessoal e envolvimento com o tema que o levou a dirigir o documentário?

Eu estava em Nova Yorque para cobrir o Festival de Cinema Brasileiro em Nova Iorque para a Inffinito, empresa realizadora, e uma amiga minha fotógrafa chamada Mari Vianna, me convidou para visitar um Pub de Jazz no Harlem, um dos únicos remanescentes que faz jazz para o povo, diferente de outros clubes que se estruturaram para receber turistas. Lá comecei rodando um curta metragem, mas a medida que fui entrevistando os jazzistas percebi que todos, quando sabiam que eu era brasileiro, falavam da música brasileira como se estivessem falando de algo divino. Teve um dos músicos que até aprendeu a falar protuguês para entender as músicas da Bossa Nova, em especial Tom Jobim. Foi isso que me motivou a produzir um longa metragem sobre a influência da música brasileira no Jazz e seu reconhecimento no exterior, muitas vezes desconhecido pelo público brasileiro.

Não é preciso ser especialista no assunto pra perceber as confluências do jazz com o samba e vice versa. Mas apontar sujeitos nessa história toda não é pra qualquer um. Como foi o processo de estudo e pesquisa do documentário?

Isso tem acontecido de forma empírica mesmo, a medida que vou entrevistando os estudiosos, músicos e entusiastas vou tendo mais informações e diretrizes para o filme. Eu não era um amante do Jazz, me tornei depois que comecei a produzir esse documentário. É impressionante começar a entender como esse gênero influenciou não só a Bossa Nova, mas a maioria dos gêneros musicais que se vê hoje inclusive no “mainstream”.

Não é de hoje que a música brasileira é venerada no exterior. Desde o advento do “Orfeu Negro”, filme que em 1960 ganhou entre outros prêmios o Oscar, que o samba misturado com a harmonia do jazz conquistou o mundo. Trazido para Nova Iorque por figuras públicas do jazz como Stan Getz e Charlie Byrd, o ritmo foi empacotado e distribuído mundo a fora como a nova sensação do momento, posteriormente gravada até por Elvis Presley e Frank Sinatra, as duas figuras mais poderosas do showbiz daquela época.

Aqui pelo Brasil artistas da “Nova Bossa” como Roberto Menescal, Carlos Lyra e Nara Leão seguiam fazendo sua música sem muito conhecimento do que estava acontecendo lá fora. Menescal conta em sua entrevista que quando chegou em Nova Iorque, deu de cara com grandes nomes do Jazz, como Gerry Mulligan, Canobal Adams, entre outros. Feliz com a “coincidência”, foi descobrir que todos estavam à sua espera, pois a versão instrumental de “Desafinado” já havia estourado por lá e todos queriam conhecer os autores desse novo ritmo, que fascinou os músicos desacostumados com tamanha “malemolência”.

O filme “Do Jazz ao Samba” vai mostrar esse processo de “exportação” da música brasileira desde Carmem Miranda, passando por Ari Barroso, Milton Nascimento, Ivan Lins, Chico Buarque até os dias de hoje, onde a música eletrônica, misturada com os clássicos do samba, lotam as pistas de dança na Europa e em todo planeta.

Nomes como Ivan Lins, Elza Soares, Marcos Valle, Diogo Nogueira, Haroldo Costa, Léo Gandelman, Tárik de Souza e Roberto Menescal já deram seus depoimentos. Também foram entrevistados artistas da nova geração, como Moyseis Marques, que participou do ressurgimento da Lapa como pólo cultural do Brasil, Marcel Powell, filho de Baden Powell e Mariana de Moraes, neta do grande Vinícius de Moraes.

O filme contará também com músicos internacionais como Will.I.Am, integrante do grupo Black Eye Peas, Jay Kay, do Jamiroquai e a cantora Norah Jones, além de outros artistas e músicos que foram influenciados e são declaradamente apaixonados pela música brasileira.

Músicos como Mike Ryan, completamente apaixonado pelo “Samba Jazz” e pelo jeito brasileiro de ser. Mike é trompetista, etnomusicólogo e compositor de samba/jazz/fusion desde o início da década de 70, já tendo tocado na Austrália, África do Sul e Brasil, onde mora há 15 anos. Aqui sua paixão virou negócio. Mike abriu uma casa de jazz na Lapa, o TriBoz, onde recebe artistas brasileiros e estrangeiros toda semana. Ele ainda é autor do livro "SALF: Samba Brasil World Music", editado por Almir Chediak, trabalho muito conceituado sobre os ritmos e estilos que foram influenciados pelo samba, como o samba-jazz, o samba-funk e o samba-reggae.

Podemos dividir a história em Nova Iorque e Rio de Janeiro. Quais as maiores diferenças em produzir em cada local e qual o ponto que une esses dois extremos?

Em Nova Iorque foi mais difícil, tive a ajuda de alguns amigos que se engajaram no processo como Sara Moreira, que me ajudou muito na produção, já que ela mora lá e já conhecia os locais e pessoas a procurar. No Brasil foi mais fácil, porque resido aqui e já trabalho com cultura e tv a algum tempo, então fluiu mais.

Trabalhar com cinema no Brasil é um tanto complicado. Tirando o lado financeiro, qual o maior desafio?

A parte de leis de incentivo e editais acredito que seja o mais complicado, depois de captação de verba. Os mecanismos são um trabalhosos, são muitos documentos, orçamentos. Requer muito trabalho e tempo somente para se conseguir aprovação nas leis e nos editais então, nem se fala.

Levantar dinheiro pra finalizar o doc acredito que seja a parte mais delicada de todo o processo. E é onde você está focado no momento. A opção foi o crowd funding, que é o financiamento coletivo. Já vi vários casos de sucesso mas vários fracassos também. Existe um plano B caso não consiga o financiamento total? O doc corre o risco de não sair?

O filme, assim como outros filmes do cinema brasileiro, sofre com a falta de patrocínio. Eu estou investindo do meu bolso desde o início das filmagens, mas cheguei num ponto onde preciso de verba para continuar. O processo de edição, finalização, mixagem e masterização é um processo caro. Fora os custos de aquisição de direitos para utilização dos fonogramas e material de arquivo no filme. Dependendo do que seja necessário, fica inviável sem apoio financeiro. Já recebemos propostas de exibição na Holanda, China, Canadá, Estados Unidos e Índia mesmo antes do filme ficar pronto, somente pela divulgação do trailer provisório em inglês através da internet. Pediram que mandasse o filme quando ficar pronto para avaliação. Por isso estamos correndo!

Uma solução que encontrei foi o novo sistema de financiamento já muito utilizado fora do Brasil chamado “Crowd Funding”, ou financiamento coletivo. Nesse sistema, amantes do samba, jazz e bossa nova poderão colaborar com qualquer quantia para que o filme fique pronto. São contribuições pelo cartão de crédito, com valores que correspondem a prêmios como o nome nos créditos finais como agradecimento especial, vagas em oficinas de cinema e até a aparição no filme como figurante e participação na equipe de filmagens e na edição.

Sites como Kickstarter e RocketHub já movimentam milhares de dólares em projetos de filmes, produção de Cd’s e até shows musicais. Um dos maiores exemplos de financiamento coletivo é o do filme "Blue like jazz", que tinha como meta arrecadar US$ 125 mil e recebeu US$346 mil de 4.495 americanos. As filmagens já começaram e o filme deve ser lançado ainda esse ano. Para quem quiser participar, o documentário “Do Jazz ao Samba” está em parceria com o site Incentivador.com.

O caminho mais comum para o financiamento é a busca de editais de incentivo como a lei do audiovisual. Essa opção já foi estudada? Como você avalia essas políticas?

Estamos inscrevendo o filme nas leis de incentivo e nos editais, pois não temos como driblar esses mecanismos. Mas estamos também recorrendo ao “Crowd Funding” paralelamente. O “CrowdFunding” está começando no Brasil. Acredito que em pouco tempo já poderemos ter um mecanismo de financiamento paralelo as empresas privadas ou estatais.

Com certeza esse modelo de financiamento é uma alternativa poderosa aos mecanismos atuais de incentivo, porque coloca o poder na mão do povo, é ele quem irá decidir se um projeto é valido e tem peso para ser viabilizado ou não. Mas para isso precisamos iniciar uma cultura de “CrowdFunding” assim como acontece nos Estados Unidos e em outros lugares do mundo. As pessoas tem que participar, por que no mundo da internet, se muitos colaborarem com um pouquinho cada teremos um montante capaz de viabilizar muita coisa boa que vem por aí.

O diretor estreante passa por uma série de dificuldades, quando se trata do mercado audiovisual. Já estou a alguns anos tentando alavancar projetos sem muito sucesso na área de cinema. Acho que isso está evoluindo com o recente “boom” do cinema nacional. Porém no meu caso, arregacei as mangas, adquiri o equipamento necessário, com muito suor, e comecei a fazer. A partir daí as coisas foram acontecendo, desisti de esperar. Hoje qualquer pessoa com um celular pode produzir um documentário. Só depende dela, as ferramentas estão acessíveis, a qualidade está no conteúdo e na linguagem.

Conte um caso notável que aconteceu durante as filmagens.

O que mais me chamou atenção nas filmagens foi o amor e o respeito que o artista estrangeiro tem pela música brasileira. Acho até que eles respeitam mais a nossa música do que nós brasileiros no geral. O Marcel Powell, filho do Baden Powell, contou em sua entrevista que seu pai no japão foi abordado por um artista japones, que queria mostrar-lhe uma música. Ele tocou exatamente como Baden Powell tocava, inclusive suas respirações e movimentos. Mas daquela gravação específica feita a 10 anos atrás. Ele passou 10 anos treinando exatamente como Baden fez no disco e fechando o olho, era o Baden tocando, da forma que foi gravada. Isso é um respeito e uma admiração enorme pela nossa música.

Deixe uma mensagem para os que querem ver o doc finalizado.

O filme “Do Jazz ao Samba” não será somente um filme sobre a relação entre esses dois gêneros musicais, mas uma homenagem ao jazz e ao samba, que tanto contribuíram para a música que temos hoje, e aos amantes da boa música que irão encontrar nesse filme momentos memoráveis com grandes artistas brasileiros e internacionais. O documentário “Do Jazz ao Samba” irá colocar a música brasileira no lugar que merece, nivelado com os grandes gêneros musicais do planeta.

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sexta-feira, maio 13, 2011

Gershwin Piano Quartet

O Gershwin Piano Quartes lança uma nova luz sobre a música de George Gershwin. Como o próprio nome diz, são quatro pianistas tocando, rearranjando e improvisando sobre algumas das músicas mais populares desse ícone da música norte-americana e mundial, tais como Rhapsody in Blue, An American in Paris, I Got Rhythm e Summertime, algumas das quais deram ótimos temas para o jazz e mesmo o Rock (quem não conhece a versão de Janis Joplin para Sumertime?)

Bom final de semana, colegas musicólatras!

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quarta-feira, maio 11, 2011

Katharine Whalen


Olá galera. Meu nome é André sou o mais novo colaborador do blog Musicolatras, quero agradecer primeiramente ao Daniel pela grande oportunidade e gostaria de passar a vocês sobre o que eu estarei escrevendo no decorrer das minhas postagens, meu foco musical principal são dois estilos o Neo Swing e o Rockabilly e é sobre eles que as minhas postagens serão direcionadas.

Não poderia começar a passar minhas informações a vocês leitores sem descrever essa pessoa maravilhosa e que sem duvida foi a minha principal influencia musical em todos esses anos de Neo swing e jazz.

Katharine Whalen é dona de uma voz doce e foi várias vezes favoravelmente em relação ao jazz Billie Holiday, tenho certeza absoluta que quem conhece ou já ouviu alguma musica da banda norte americana Squirrel Nut Zippers sabe bem do que estou falando. 

Desde o início de sua carreira vocal em 1994, Katharine fez alusão a este lado da cantora de jazz (“Wished for you” e “You Drive me Crazy” musicas do álbum do Squirrel Nut Zippers “The Inevitable”), Com o lançamento do seu primeiro álbum solo exclusivamente de jazz intitulado Katharine Whalen Jazz Squad, ela tomou um passo de gigante no mundo do jazz.

Mais se ela tem esse credito todo em relação a sua doce voz e ao talento que tem foram graças ao primeiro encontro que ela e Jimbo Mathus tiveram e a partir desse encontro em um restaurante surgiu a idéia de se recriar as antigas de bandas de Hot Jazz dos anos 20 e que com o renascimento do estilo Neo swing ou Swing Revival só aumentaram ainda mais as oportunidades deles darem certo. 

Seu ultimo álbum solo foi lançado em 2005 chamado Dirty Little Secret ao qual não agradou muito os fãs que estavam acostumados à voz doce e as batidas de jazz bem clássicas que deram a ela essa característica marcante. Sua tonalidade vocal misturada a algumas batidas meio eletrônicas deram um novo caminho para sua voz. E mais uma dica para quem quer conhecer ela em outro momento da sua carreira.

Katharine atualmente trabalha em um projeto para lançar seu futuro cd no mês de agosto intitulado Madly Love e a forma que ela encontrou para atrair os fãs a ajudá-la nessa caminhada e recompensá-los por isso e em formas de doações. Para saber mais sobre esse projeto e ajudá-la basta entrar no site Clique Aqui

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terça-feira, maio 10, 2011

BMW Jazz Festival 2011


Ola Musicólatras

A postagem de hoje é sobre o BMW Jazz Festival, que acontecerá nos dias 10,11 e 12 de Junho em São Paulo. Segue abaixo todas as informações necessárias, que foram disponibilizadas no site, para quem quiser se programar antecipadamente e se aventurar no festival.

O FESTIVAL

O BMW Jazz Festival marca a volta do Brasil para o circuito mundial de um dos estilos mais influêntes da história da música: o jazz. Entre os dias 10 á 12 de Junho, a cidade de São Paulo receberá a primeira edição desta coletânea de shows, que acontecerá no Auditório Ibirapuera.

A realização deste festival era um sonho antigo da filial brasileira da montadora alemã BMW, frequentemente envolvida mundo afora em eventos ligados a arte, música, moda, arquitetura e design.

“Acreditamos que o gênero musical do jazz possui enorme sinergia e diversos atributos em comum com a marca BMW, como a classe, a elegância, a fisticação, a estética e a orientação cultural”, explica Henning Dornbusch, diretor presidente do BMW Group Brasil. “A ideia é resgatar a cultura do jazz, contribuindo para o fortalecimento do gênero no país”

A empresa entregou a direção artística e produção do evento nas mãos experientes da produtora e cineasta Monique Gardenberg, da Dueto Produções, responsável pela concepção dos extintos Free Jazz e Tim Festival, que, por sua vez, se cercou de seu antigo time de colaboradores/curadores: o jornalista Zuza Homem de Mello, o músico e produtor musical Zé Nogueira e o produtor musical Pedro Albuquerque. O resultado foi a seleção de dez atrações, dotadas de estilos diversos, pertencentes a gerações distintas do jazz e suas variações, todas em plena produtividade.

Entre as atrações estão os saxofonistas Wayne Shorter, Joshua Redman e Billy Harper, a cantora Sharon Jones, mais nova diva da black music americana, o compositor e baixista norte-americano Marcus Miller, Letieres Leite & Orkestra Rumpilezz, principal representante da música brasileira no line-up do festival, que mistura jazz e ritmos afro-brasileiros, em formato de big band, a Funk Off Brass Band, banda marcial italiana de sopro e percussão, o grupo Madison Bumblebees of Winnsboro, diretamente da Carolina do Sul, o contrabaixista Renaud Garcia-Fons e o pianista norueguês Tord Gustavsen.

PROGRAMAÇÃO

10 de Junho

Acontecerá a noite “Sax Reunion” com apresentação do Billy Harper Quintet, com sua fusão de jazz e música gospel. Em seguida é a vez de Joshua Redman Trio. Quem fecha a noite em grande estilo é o quarteto de Wayne Shorter, que conta ainda com o pianista Danilo Perez, o baixista John Patitucci, e a baterista Terri Lyne Carrington.

11 de Junho

Acontece a noite “Roots” com outros caminhos vinculados ao jazz, como gospel, música africana e soul. O Zion Harmonizers, um dos grupos vocals mais antigos dos EUA abre a noite. Em seguida o candomblé encontra o jazz com os brasileiros da Orkestra Rumpilezz comandada pelo maestro baiano Letieres Leite. Fica a cargo da poderosa Sharon Jones fechar a noite com um dos shows mais aguardados do ano ao lado de sua banda The Dap-Kings.

12 de Junho

É a noite “Global” apresenta o melhor da música instrumental num show intimista com o pianista lírico norueguês Tord Gustavsen e seu trio. O baixista francês Renaud Garcia-Fons aparece depois, e mostra sua mistura de flamenco, música erudita e jazz para em seguida, fechar com o multi-intrumentista Marcus Miller com o show “Tutu Revisited”, releitura do clássico álbum de Miles Davis.

Para maiores informações sobre a programação do BWM Jazz Festival CLIQUE AQUI

INGRESSOS

Os ingressos para as apresentações do Rio e SP começam a ser vendidos na terça, dia 10 de maio, a partir de 11h através dos sites Ingresso.com e Tickets for Fun e na bilheteria do Auditório do Ibirapuera e Oi Casa Grande.

Os ingressos custam R$ 100,00 (inteira) e R$ 50 (meia). Há também ingressos a preços populares nos setores posteriores (fileira M a P) a R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia), vendidos somente na bilheteria do Auditório do Ibirapuera.

SERVIÇO:
Tickets for Fun: www.ticketsforfun.com.br
Tel.: (11) 4003-5588

Ingresso.com: www.ingresso.com
Tel.: (21) 4003-2330

Bilheteria do Auditório Ibirapuera
Av. Pedro Álvares Cabral, s/no, Portão 2, Parque Ibirapuera
De terça a quinta, das 11h às 18h; sexta, das 11h às 22h, sábado, das 9h às 22h e domingo das 9h às 20h

Bilheteria do Oi Casa Grande
Av. Afrânio de Melo Franco 290, Leblon
Terça, das 15h às 20h; de quarta a sexta, das 15h às 21h30, sábado, das 15h às 22h e domingo, das 15h às 19h30

Maiores Informações acesse o site oficial do Festival: BMW Jazz Festival

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sábado, maio 07, 2011

Discografias de Blues

Olá Musicólatras...

Bom, primeiro quero me desculpar por postar em um dia que não é "meu". Mas como amanhã é dia das mães e será um dia bastante corrido resolvi fazer o meu post hoje!


Essa semana descobri um site muito interessante pra quem gosta de blues e pra quem quer conhecer mais sobre esse estilo. O site se destaca por fazer uma ótima divulgação de shows de varios artistas do blues nacional mas o que mais me chamou a atenção são as discografias de varios artistas de blues (nada pra download, mas mesmo assim é muito legal). Fora que a pesquisa se torna muito legal a medida que você vai conhecendo mais sobre a obra de muitos artistas e além disso eles relacionam varios sites que contém informações sobre o artistas selecionado. Enfim, fica a dica de um site muito interessante e com muita informação sobre musicos de blues, quem se interessar é só clicar aqui e conheça mais sobre o incrivel mundo do blues!

É isso ai pessoal, um bom fim de semana a todos e um grande abraço a todas as mães do Brasil!

PS: E claro, um abraço mais que especial a minha mamãe!

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sexta-feira, maio 06, 2011

Airto Moreira

Airto Moreira

O percussionista Airto Moreira nasceu em 1941, em Itaiópolis – SC, mas foi criado em Curitiba – PR. Mesmo antes de começar a andar, não podia ouvir uma música no rádio que começava a batucar no chão com qualquer objeto que lhe caísse às mãos. Aos seis anos já havia vencido alguns concursos de talentos e participava de programas na rádio. Aos treze anos tornou-se músico profissional e mudou-se para São Paulo, onde tocava e cantava em casas noturnas. Conheceu Flora Purin (falaramos mais sobre ela em outro post) em 1965 e foi com ela para os EUA dois anos depois. Tocou com músicos como Cannonball Adderley, Lee Morgan, Paul Desmond, Joe Zawinul, Wayne Shorter, Jack DeJohnette, Check Corea, John McLaughlin, Miles Davis, Quincy Jones, Paul Simon e Gato Barbieri. Além disso, ele fez parte da formação original do Weather Report. Por causa dele, a revista Down Beat criou uma categoria especial de “Percussão” nas pesquisas de crítica e público, a qual Airto venceu por 20 anos em seguida.

Confiram o som de Airto Moreira:

Samba de Flora


Bom final de semana, caros musicólatras!

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