quinta-feira, março 31, 2011

Jazz no Mundo - parte 1



O jazz nasceu nos EUA, fato. E é sensacional que o gênero tenha se espalhado por todo o mundo sendo transmitido por uma série de músicos fantásticos que utilizaram suas raízes para transformar o jazz em algo mais original em seu país de origem.

Foram harmonias e estilos de diversas escolas jazzísticas ampliadas por ritmos e acordes inusitados e de rara beleza.


Na França, por exemplo, o jazz chegou junto com os soldados americanos na 1° Guerra Mundial, depois as turnês de orquestras negras como a de Sidney Bechet em 1919, o lançamento dos discos de Louis Armstrong em 1931.

O jazz francês nasceu nos cabarés e revelaram artistas do porte de Stéphane Grappelli, Django Reinhardt que graças à ele, um cigano de personalidade forte e talento excepcional já que não tinha 2 dedos da mão esquerda, o jazz francês alcançou fama internacional.

Depois dele, o maior nome de jazz francês foi sem dúvida, Jean-Luc Ponty que resgatou o violino usado com competência por Grappelli.


Na Inglaterra, surgiram nomes como Ted Heath, um dos maiores líderes de big band da década de 50 no país, além de líder, tocava trombone e redefiniu o gênero no país.


Na Suécia, os principais nomes do jazz nórdico são o trombonista Eje Thelin falecido na década de 90, Ake Person também trombonista que tocou com feras do jazz como Duke Ellington, Dizzy e Roy Hanes, o saxofonista tenor Carl-Henrik Norin.

Na Polônia, o trompetista Tomasz Stanko, Krzysztof Komeda que além de pianista de jazz, fez inúmeras trilhas sonoras principalmente para os filmes de Polanski.

Na Ex-Tchecoslováquia (Agora são 2 países : República Tcheca e Eslováquia) o músico mais conhecido é Jan Hammer, tecladista que tocou com John McLaughlin em sua famosa orquestra Mahavishnu, e é o responsável pela trilha sonora de Miami Vice, a série dos anos 80 que consagrou Don Johnson.

Na Ex-Iugoslávia (lembrando que essa região é composta por 6 países),na Hungria e Bulgária surgiram grupos e instrumentistas que fizeram uma mistura de world music com jazz e fizeram relativo sucesso em seus países.

Na Finlândia, o grupo de jazz-rock UZVA e o baterista Edward Vesala são os que eu me lembro.

Na Noruega, o grupo Jaga Jazzist é o que mais me chama a atenção, com uma mistura de Jazz-rock progressivo, com influências que vão desde Charles Mingus à Neptune, com bastante música eletrônica.

Jaga Jazzist -> Airbone



E também o grupo The Core, um quinteto afinado com clarinete, sax soprano, bateria, piano e contrabaixo que se apresenta em alguns festivais europeus com relativo sucesso principalmente em Portugal.




The Core -> Blue Sky, Blue Eyes





Ainda nos países nórdicos, a Dinamarca o sax-barítono Max Bruel, o trompetista Palle Mikkelborg e o trio Hassen Poulsen´s Sound of Choice.






Na Alemanha, o trio Grunen com influência de Bill Evans, e seu pianista Achim Kaufmann tem sido muito elogiado na Europa, sendo requisitado por diversos outros artistas.

E destaque também para o pianista Alexander von Schlippenbach que tem feito sucesso nos festivais europeus com um improviso fora de série.


Em outros países como Bélgica, Holanda, Irlanda e Áustria é possível encontrar diversos músicos participando individualmente ou em grupos dos festivais europeus principalmente em Portugal, Espanha e França.

Em um próximo post, escreverei sobre o Jazz no mundo abrangendo Espanha, Itália, Portugal e alguns países da África.

Trio alemão Grunen
Espero que tenham gostado.

Marcello Lopes

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terça-feira, março 29, 2011

Iron Maiden em São Paulo (26/03/2011): EU FUI !!

(Fonte: Blog Flight 666)

Por Daniel Faria

O dia 26 de Março de 2011 ficará marcado para sempre na minha vida. Ir a um show do Iron Maiden era um sonho que eu tinha há muitos anos, mas nunca conseguia ir. No ano passado a banda anunciou que faria uma nova turnê mundial, para divulgar o álbum “The Final Frontier” e anunciaram seis shows pelo Brasil. Foi nesse momento que vi a oportunidade surgir mais uma vez na minha frente. Para minha felicidade tudo correu muito bem, entrei em contato com um cara que organiza excursões para shows, comprei meu ingresso e fiquei contando os dias para o show.

Claro que esse momento merecia uma postagem pra lá de especial, por isso não se espante com o tamanho do texto (porque é grande mesmo), aqui eu relato tudo que aconteceu no dia do show, com o maior número de detalhes possíveis. Em um momento do show, o Bruce disse que seria a ultima passagem da banda pelo Brasil, a reação do público foi imediata, é claro que ele estava brincando. O fato é que, eu estou pronto para o próximo show (risos). E prometi a mim mesmo, que da próxima vez não vou mais na arquibancada e sim na pista vip. Espero conseguir isso. Enfim, sem mais delongas, segue o relato (gigante e detalhado) sobre esse dia muito especial.

Dormir sexta feira foi impossível, eu não parava de pensar no show, na tentativa de imaginar como seria esse momento, minhas expectativas eram enormes. Outro motivo que não me deixou dormir foi o medo de perder o horário e o ônibus da excursão. No sábado acordei 7 horas da manhã. O ônibus da excursão iria sair da cidade vizinha as 10:00 horas da manhã, e para chegar até o local combinado precisei pegar dois ônibus. Quando cheguei ao local (45 min adiantado) já avistei alguns fãs da banda, com o passar do tempo à quantidade de fãs aumentou consideravelmente. Resumindo: O ônibus chegou na hora marcada, mas o cara responsável pela excursão chegou 1 hora de depois. Foi engraçado demais, quando ele chegou todo mundo começou a vaiar, mas tudo na maior clima de zuação mesmo. A quantidade de fãs era tanta, que lotou dois ônibus. A viagem transcorreu perfeitamente, rolou até uns vídeos do Iron Maiden para o pessoal assistir durante a viagem. Fizemos uma parada para almoçar, a essa altura o pessoal já estava impaciente com a demora. Os portões do Morumbi iriam abrir por volta de 15:00 horas, o ônibus chegou ao estádio por volta de 15:30 horas.

O movimento em torno do estádio era tranquilo, o esquema de segurança montado para o evento era algo admirável, nunca vi tanta policia no mesmo lugar (risos). Na hora que o pessoal desceu do ônibus, um ficou perguntando para o outro sobre o setor, para saber quem iria no mesmo setor, assim formou-se pequenos grupos, o meu setor era arquibancada azul, praticamente tive que dar a volta no estádio. O clima era de tranquilidade, fui revistado e posei para uma foto na entrada do setor. Foi nesse momento que eu comecei a ter a dimensão da onde estava. Chegando na arquibancada azul (que estava vazia), consegui escolher um bom lugar para curtir o show. Eram exatas 16:00 horas, teria um bom tempo para esperar, mais a essa altura eu não ia me importar com horário, queria era curtir o momento. Tirei algumas fotos (como vocês poderão ver no final da postagem).

O sábado não poderia estar melhor, tudo cooperava para uma noite inesquecível. Por volta das 19:30 horas as luzes do Morumbi se apagaram e nesse clima começou o show da banda Cavalera Conspiracy. Para quem não conhece, é a banda dos irmãos Igor e Max Cavalera. Apesar de não ser o estilo de som que eu gosto, curti muito o show. Mesmo sendo uma banda nacional, era o primeiro show deles no Brasil. A banda subiu no palco com muita energia, tocaram um setlist baseado nos dois álbuns, dando um pouco mais de ênfase ao recém lançado “Blunt Force Trauma”. O ápice do show aconteceu quando a banda tocou clássicos do Sepultura, o público foi ao delírio. A apresentação teve duração de uma hora mais ou menos, o engraçado foi quando o Max tentou puxar o público para gritar o nome da banda e o pessoal respondeu em coro “Maiden, Maiden, Maiden”. Enfim era inegável que isso iria acontecer.


Assim que o show acabou, as luzes do estádio voltaram a acender e o palco começou a ser preparado para o grande momento da noite. O show estava marcado para 21:30 horas, mas para a surpresa de todos, as luzes se apagaram por volta das 21:00 horas. Quando a introdução da música “Satellite 15.... The Final Frontier” começou, o público foi ao delírio, durante 4:30 minutos o que se viu foi um clipe com efeitos visuais de explosões (nos dois telões ao lado do palco), enquanto as luzes do palco ficavam piscando. Ao final dessa introdução, a banda surgiu no palco e foi ovacionada por mais de 50 mil vozes. Da arquibancada, eu tinha uma visão privilegiada do palco (melhor que isso só pista premium). A sensação que eu senti naquele momento é impossível de traduzir em palavras, não conseguia acreditar que estava vendo ao vivo a melhor banda de heavy metal do mundo. Com a banda já em cena, foi possível visualizar o palco, que tinha como cenário um tema futurista e espacial. Na sequencia a banda emendou com outra música do novo álbum, “El Dorado”. Depois foi a vez da banda tocar um clássico, “2 Minutes to Midnight” e encerrou a primeira parte com “The Talisman”, outra música do novo álbum. A essa altura Bruce Dickinson já havia empolgado os fãs. A presença de palco dos caras é impressionante, o Bruce que estava usando uma calça camuflada, toca e uma camisa com as palavras “Psych Ward” (ala psiquiátrica), cantou muito bem, correu o palco de ponta a ponta várias vezes, Steve Harris também correu de um lado para o outro, o som do baixo dele era matador ao vivo, o mesmo posso dizer das guitarras de Adrian, Janick e Dave, poder ouvir aqueles solos ao vivo foi indescritível. O único que eu não conseguia ver era o Nicko McBrain, até por que ele fica praticamente escondido atrás da batera, então a única forma de vê-lo foi através do telão.


Em apenas quatro músicas, eu havia conseguido realizar outro sonho de fã. O Bruce tem uma marca registrada, em todo show do Maiden ele sempre pede para o público gritar e no Morumbi não seria diferente. Ouvir o Bruce dizer “Scream for me São Paulo....” e poder gritar com todas as forças possíveis, foi outro momento impossível de traduzir em palavras. Ao fim da quarta música, ao coro de “Ole Ole Ole Maiden, Maiden”, Bruce disse as primeiras palavras ao público, que mais uma vez foi ao delírio. Como meu inglês não é dos melhores, consegui entender pouca coisa, ele falou sobre a nova turnê da banda e prometeu surpresas para aquela noite. Em seguida banda tocou “Coming Home”, ela que no álbum já era excelente, ao vivo ficou melhor ainda. O público acompanhava Bruce em cada palavra da letra. Depois foi a vez de “Dance of Death”. O primeiro grande ápice do show foi quando a banda tocou “The Trooper”, um verdadeiro clássico, como é de praxe, Bruce se veste de soldado e pega a bandeira da Inglaterra para agita-la durante a música, foi um momento inexplicável, um coro formado por 50 mil vozes. Sem dar tempo para o público respirar, a banda tocou um clássico recente, “The Wicker Man”, a essa altura do show eu já estava começando a ficar sem voz. Outra vez destaco a presença de palco da banda, o Bruce não para um minuto (risos), ele corre de um lado para o outro, não só ele, mas todos os músicos têm a energia e a vitalidade que muita banda formada por jovens não tem.


Quando terminou a música, aconteceu o que na minha opinião foi um dos momentos mais marcantes e emocionantes do show. Antes de começar a próxima música, o Bruce começou a falar novamente com o público, lembro como se fosse agora, ele falando que o show de São Paulo era especial, foi nesse momento que o estádio começou a gritar “Bruce...Bruce...Bruce..”, a reação dele foi a melhor possível, ele não conseguia terminar o que havia começado a falar, bateu a mão no peito e o público novamente entoou um coro: “Ole...Ole...Ole...Maiden...Maiden”. Foi um momento maravilhoso. Quando Bruce se recompôs, ele falou sobre os acontecimentos durante a turnê, como o terremoto que devastou o Japão e impossibilitou o show da banda, o fato é que o Ed Force One iria descer em Toquio, quando foi avisado da tragédia. Bruce ainda falou que a música “Blood Brothers” seria dedicada a todas as pessoas que foram afetadas pelas tragédias, falou também sobre os fãs que vivem na Siria e Libia, e sofrem com a guerra, depois concluiu dizendo: “Não importa sua cor, sua raça ou sua religião, se você é fã do Maiden é parte da família. Somos todos irmãos de sangue”. Na sequencia a banda tocou outra música do novo álbum, “When The Wild Wind Blows”, que na minha opinião é uma das melhores e confesso que estava ansioso para ouvi-la ao vivo. Foi bom demais.

A música “The Evil That Men Do” abriu a sequencia final formada apenas com clássicos. A banda reservou para essa parte do show um dos momentos mais aguardados e especiais para os fãs. Eis que durante a música surge no palco o mascote Eddie, com três metros de altura, não precisa dizer que o público foi ao delírio.


Quando “Fear Of The Dark” começou a ser tocada, os fãs entraram em êxtase e o que se ouviu foi um coro de 50 mil vozes cantando junto com Bruce e várias luzes formadas por celulares e isqueiro. Sem dúvida foi um dos pontos altos do show. Quando Bruce Dickinson começou a gritar “Scream for me São Paulo” o público correspondeu a altura e logo a banda começou a tocar outro clássico, “Iron Maiden”, uma música que mexe com qualquer fã. No meio da música o público foi surpreendido outra vez, com a presença do Eddie, mas agora não era mais o boneco, era apenas a cabeça que surgia atrás da bateria, com os olhos acessos, mexendo a mandíbula e os dedos.


Como é de praxe, o encerramento dessa música foi apoteótico, com Bruce agradecendo o público mais uma vez. Ao final a banda saiu do palco, os guitarristas jogaram as palhetas e Nicko McBrain jogou as baquetas e as munhequeiras para o público. Enquanto público entoava um coro de “Maiden...Maiden...Maiden”, passado alguns minutos a banda volta ao palco para a parte final do show e começa tocando outro clássico, “The Number of The Beast”, de todas as inúmeras vezes que eu já ouvi essa música, nenhuma delas se compara a essa única vez que ouvi ao vivo. O público eufórico cantou ela do começo ao fim, assim como aconteceu com outros clássicos. Sem dar tempo a banda emendou outro clássico, “Hallowed Be Thy Name”, lembro que o estádio inteiro começou a bater palmas, enquanto Bruce cantava com maestria no palco, quando chegou na segunda parte da música todo mundo começou a pular e a cantar. O show encerrou com outro clássico, “Running Free”, enquanto cantava, Bruce fez questão de ir apresentado músico por músico (sempre em tom de brincadeira), a cada nome citado os fãs gritavam e aplaudiam, Bruce ainda empolgou os fãs pela última vez na noite.


A duração do show foi por volta de 2 horas, o impressionante é que passou rápido demais, como tudo nessa vida, tudo que é bom, dura pouco. No fim do show, ainda tirei umas fotos de recordação e quando estava saindo da arquibancada vi um cara vendendo bandeira da banda, só deu tempo de parar, perguntar o preço e comprar.

Apesar da multidão a saída do estádio foi tranquila, não vi uma confusão, eu estava anestesiado e sem reação, a ficha não havia caído, parecia um sonho, meu medo era acordar e estar deitado em casa (risos), como já aconteceu várias vezes. Eu sai com o pessoal da excursão (que estavam na arquibancada azul), eu queria muito comprar uma camisa, mas dentro do estádio estava custando 80 reais, mas acabei comprando do lado de fora do estádio, uma camisa que vou guardar de recordação. A volta para casa foi maravilhosa, cheguei em casa 3:30 da madrugada, e o mais incrível, não estava nem um pouco cansado.

Um amigo comentou comigo durante a viagem, que a partir daquele dia, quando ele fosse ouvir as músicas na casa dele, com certeza passaria a ser diferente. E realmente é verdade, fiz isso e posso comprovar. A ficha demorou para cair, quando começa e termina o show, você não consegue acreditar naquilo, a sensação é de estar anestesiado. E outro fato que posso confirmar, é que depois do show eu não lembrava nem do setlist direito, só depois de algumas horas que fui lembrando. É uma sensação engraçada demais.

Ufa ! Que texto gigante. Bom eu esperei muito por esse dia, mesmo indo (e com certeza eu vou) em outros shows do Iron Maiden, a primeira vez é sempre inesquecível e marcante. Abaixo segue uma pequena galeria de imagens, algumas eu tirei e outras (mais próximas) retirei da internet. E também há dois vídeos.


Set List do Show no Morumbi

01. "Satellite 15... The Final Frontier"
02. "El Dorado"
03. "2 Minutes do Midnight"
04. "The Talisman"
05. "Coming Home"
06. "Dance of Death"
07. "The Trooper"
08. "The Wicker Man"
09. "Blood Brothers"
10. "When the Wind Blows"
11. "The Evil That Men Do"
12. "Fear of the Dark"
13. "Iron Maiden"

Bis

14. "The Number of the Beast"
15. "Hallowed Be thy Name"
16. "Running Free"

Galeria de Fotos


Vídeos (Créditos: tilicocorp)

Iron Maiden - "Satellite 15...The Final Frontier"


Iron Maiden - "Iron Maiden"

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segunda-feira, março 28, 2011

Componha seu próprio Blues!

Não lembro se já havia comentado sobre este site com vocês antes; de qualquer forma, me lembrei dele esses dias e achei que seria uma boa ideia divulgá-lo por aqui!



No The Blues Maker você pode compor seu próprio Blues de sucesso. É tudo muito simples, basta ir escolhendo uma das opções que serão dadas, tanto na composição da letra quanto do instrumental. Dessa forma, dá pra compor várias músicas diferentes. No final, você pode ouvir a música que compôs, acompanhar a letra e divulgar pros amigos. É muito divertido!

Querem brincar? Visitem o site:


p.s.: O meu foi este. (clique ali para ouvir)

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sábado, março 26, 2011

Jumpin'up

Olá Musicólatras...

Bom, hoje vou falar de uma banda que eu conheci recentemente a Jumpin'Up. Essa banda italiana de blues me conquistou desde a primeira audição! Infelizmente não sei muito sobre a banda, mas segue uma pequena biografia.



O Jumpin'Up é uma banda italiana mais precisamente da região da Sicília. A banda foi formada em 2004 com o objetivo de "recriar" o som dos anos 1940 e 1950 além de muito Jump Blues e Swing Blues. O que chama muita atenção nos shows do Jumpin'Up é o figurino da banda, pois eles fazem questão de usar roupas tipicas da época, além de usarem equipamentos vintage, ou seja, vendo uma apresentação do Jumpin'Up se tem a sensação de ter voltado ao passado e estar vendo uma banda de Jump Blues dos anos 50. A banda conta com:

Tony Marino - vocal
Giuseppe Montalbano - guitarra
Raffaele Barranca - sax tenor
Nicola Genualdi - trompete
Angelo Trento - Sax baritono
Luca Zasa - piano
Davide Femminino - Baixo
Michele Virga - Bateria







Um bom domingo a todos!

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sexta-feira, março 25, 2011

Vienna Vegetable Orchestra

A Orquestra de Vegetais de Viena não leva bagagem quando viaja. Seus membros vão à feira a cada vez que chegam à uma cidade para tocar. Podem ser vistos chacoalhando berinjelas e derramando feijões para testar sua sonoridade, sempre buscando exemplares frescos para fabricar seus instrumentos. Abóboras, pepinos, pimentões, cenouras, vale tudo. Há doze anos na estrada, esses 10 austríacos - entre eles há músicos, arquitetos, designers e outros – decidiram extrair das folhas, raízes, cascas e caules uma sonoridade experimental. Pode soar de vez em quando como free jazz ou até techno. Vale pela curiosidade.

Com direito a making of…
Som techno

Ainda bem que eles não ouviram os conselhos maternos de não brincarem com a comida!

Encerrando esse post que foi uma verdadeira abobrinha, desejo a todos os musicólatras um ótimo final de semana. E comam bastantes legumes!

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quinta-feira, março 24, 2011

Al Di Meola


Al Di Meola nasceu em New Jersey em 1954 , aos 17 anos ingressou na famosa Berklee College of Music em Boston e aos 20 anos entrou para a super banda de Chick Corea, a famosa Return to Forever ficando na formação até o fim da banda em 1976, tocando com Corea, Stanley Clarke e Lenny White.

Al Di Meola dedicou-se à vários estilos, principalmente com a música latina, sendo considerado por 4x o melhor guitarrista da conceituada revista Guitar Player, somando 3 discos de ouro, mais de 5 milhões de cds vendidos no mundo todo.

Nos últimos 30 anos vem sendo reconhecido como um compositor e respeitado artista, tocando com grandes feras da música principalmente em trios como Stanley Clarke e Jean-Luc Ponty, e John McLaughlin e Paco De Lucia.

Race With The Devil on a Spanish Highway


Meola se transformou em um pioneiro da World Music, trazendo em seus álbuns composições que misturavam o flamenco, harmonias orientais e muita música latina.

Em 2008 participou de uma turnê com o Return to Forever gravando com esses shows 2 cds e 1 dvd ao vivo em Montreux.

Com sua banda New World Sinfonia parte para uma turnê na Europa e Oriente Médio, com Peo Afonsi no violão, Fausto Beccalossi no acordeão, Pedro Kaszas na percussão, Gumbi Ortiz na percussão e Victor Miranda no baixo.

Em entrevistas Meola sempre diz que seus ídolos na guitarra são Tal Farlow e Kenny Burrell, e mais tarde descobriu Larry Coryell sendo uma das grandes influências em sua carreira.

Al di Meola Larry Coryell - Spain


Em 1976 lança Land of the Midnight Sun, com um time de músicos de 1° categoria como o baixista Jaco Pastorius, o baterista Lenny White e Mingo Lewis na percussão.

Em 1980, Meola se reuniu com mais 2 guitarristas sensacionais Paco de Lucia e John McLaughlin, na gravação de estréia na Columbia Records, Friday Night em San Francisco, tornou-se uma gravação histórica que superou a marca de dois milhões de discos vendidos.

Mediterranean Sundance Friday Night in San Francisco


Os três saíram em turnê de 1980 a 1983, lançando o álbum Passion, Grace & Fire em 1982.

Em 1995, eles reuniram-se para uma terceira gravação, Guitar Trio, seguido de outra turnê mundial.

No início de 1996, Di Meola formou um novo trio com o violinista Jean-Luc Ponty e Stanley Clarke
chamado The Rite of Strings.

Em seguida, ele gravou com Luciano Pavarotti, Paul Simon e Dave Matthews, violonista clássico Manuel Barrueco e pianista de jazz japonês Yutaka Kobayashi.

Ao longo de sua carreira, Di Meola também trabalhou e gravou com Phil Collins, Carlos Santana, Steve Winwood, Wayne Shorter, Tony Williams, Herbie Hancock, Gonzalo Rubalcaba, Milton Nascimento, Egberto Gismonti, Stevie Wonder, Jimmy Page, Steve Vai, Frank Zappa e outros.

Discografia

  • Live in London
  • Splendido Hotel/Electric Rendevous
  • Land of the Midnight Sun
  • Elegant Gypsy
  • Mediterranean Sundance Race With Devil on Spanish Highway
  • Casino
  • Splendido Hotel
  • Friday Night in San Francisco
  • Electric Rendezvous
  • Tour de Force: Live
  • Scenario
  • Cielo e Terra
  • Soaring Through a Dream
  • Tirami Su
  • Di Meola Plays Piazzolla
  • World Sinfonia
  • Kiss My Axe
  • Heart of the Immigrants
  • Orange and Blue
  • The Infinite Desire
  • Winter Nights
  • The Grande Passion: World Sinfonia
  • Flesh on Flesh
  • Cosmopolitan Life
  • Vocal Rendezvous
  • Consequence of Chaos
  • Diabolic Inventions and Seduction for Solo Guitar, Vol. 1: Music of Astor Piazzolla
  • Live in London
  • He and Carmen
  • Live At North Sea Jazz Festival
  • One Night In Montreal Jazz Hour
  • Pursuit of Radical Rhapsody
Tive a honra de conhecê-lo pessoalmente quando trabalhava na Fnac Pinheiros, participando do pocket-show onde ele tocou 4 músicas acompanhado de Gumbi Ortiz, consegui que ele autografasse 3 cds, e posso dizer sem dúvida nenhuma que ele está na minha lista de melhores guitarristas do Universo.

Apreciem sem moderação.

Marcello Lopes.

P.S: Parabéns Manu pelo aniversário, que você tenha décadas de boa música junto com os musicólatras.

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quarta-feira, março 23, 2011

"Sem música, a vida seria um erro"

Ola Musicólatras

Como todo mundo já citou, estamos comemorando o 1º Ano (de muitos) do blog Musicólatras. Novamente gostaria de agradecer a todos por ter comprado a ideia e assim dar vida ao blog com matérias excelentes, levando informação a todos que estão dispostos a aprender algo a mais sobre música.

Bom a postagem que eu estava preparando era sobre uma única banda, o Iron Maiden, já que estou há 3 dias de ir no show deles, e que certamente será inesquecível. Então achei que poderia falar sobre a banda, mas como durante a semana o pessoal postou sobre gosto/formação musical, decidi seguir essa mesma ideia. Em relação ao show deixo para semana que vem e certamente terei muitas novidades para contar. Por enquanto, vou tentar resumir ao máximo minha “vida musical”, o que eu já ouvi e curti durante meus 25 anos de vida.

A música está na vida de todo mundo, creio que é impossível viver sem música, a música está presente em tudo e em todos os momentos. Enquanto estava pensando na postagem e qual o titulo que eu colocaria, me lembrei da frase do alemão Friedrich Nietzsche, “Sem música, a vida seria um erro”, que na minha opinião é a que melhor resume o que um musicólatra pensa.

Eu curto música desde que eu me entendo por gente, me lembro que ainda na infância ganhei meu primeiro walkman e fiz questão de começar uma coleção de fita K7, claro que o conteúdo era de gosto duvidoso, mas tinha algumas coisas interessantes como por exemplo fitas de chorinho, que foi um dos gêneros musicais mais presentes na minha vida, já que meu avô tem um grupo de choro, então todo aniversário ou festa em família era embalada pelo chorinho. Assim como todo mundo, ouvi coisas horríveis e desprezíveis a qualquer ser humano, com meus 14/15 anos comecei a ter os primeiros contatos com o rock nacional através de bandas como Mamonas Assassinas, Ultraje a Rigor, Skank, Raimundos e Charlie Brown, que por incrível que pareça, naquela época era bom. Na verdade o rock nacional em si era muito bom.

Raimundos "Eu Quero Ver o Oco" (MTV)


Mas foi em meados do ano de 1999 que conheci o Iron Maiden, foi um divisor de águas na minha vida, naquele momento comecei a minha fase “heavy metal”, ouvia o som da banda quase 24 horas por dia, depois conheci o KISS, Aerosmith, Pink Floyd, principalmente quando ouvi o álbum “The Wall”, entre outras bandas. Nessa época já me interessava por Ed Motta, mas nada demais, ouvia uma vez ou outra um cd que meu pai tinha, e que eu considerado até hoje como o melhor já gravado: "Manual Pratico Para Bailes e Afins". Foi mais ou menos nesse período que eu tentei aprender a tocar contrabaixo, mas por relaxo não levei muito a sério e parei.

Iron Maiden - "Aces High" (Live After Death)


KISS - "Detroit Rock City" (Udo Music Festival)


Pink Floyd "Another Brick in The Wall"


Depois de passar por alguns problemas pessoais, iniciei uma nova etapa na minha vida, continuei ouvindo o bom e velho rock, nessa época conheci muitas bandas de heavy metal, hard rock e foi nesse momento que comecei abrir minha mente para novos gêneros, que antes não pensava em ouvir. Assim conheci o death metal e o thrash metal, e entre as bandas que eu ouvia nessa época posso citar o Mortification, Living Sacrifice, Oil, Deliverance, Crimson Thorn, entre outras.

Mortification - "Human Condition" (Live Planetarium 1993)


Deliverance - "Weapons Of Our Warfare"


Posso dizer que foram momentos de grande aprendizado musical. Em meados de 2005, ainda curtindo death metal, heavy metal, hard rock e thrash metal, passei a me interessar por jazz, ainda que timidamente. Devo isso ao “Programa do Jô”, foi quando comprei o CD que ele gravou com o sexteto e com a ajuda da internet (já que eu não conhecia nada de jazz), comecei a ouvir e anotar os nomes que o Jô falava e principalmente ouvindo as músicas do CD, só que na versão original. Assim conheci Chet Baker, Dizzy Gillespie, Nat King Cole, Louis Armstrong e claro John Pizzarelli, que foi o músico que mais me impactou no jazz. Com o passar do tempo a lista foi só aumentando, passei a curtir Miles Davis, John Coltrane, Dianna Krall, Marcus Miller, entre outros.

John Pizzarelli - "Route 66"


Nat King Cole - "Nature Boy"


A partir daí o meu contato com o jazz passou a ser frequente, comecei uma busca incessante para ouvir o máximo possível sobre jazz, a internet foi uma grande aliada. Como já citei em outras postagens, em Novembro de 2007 tive a ideia de criar o blog Jazz & Rock e a partir daí o jazz entrou definitivamente na minha vida. Desde então o blog tem sido uma ferramenta de conhecimento ilimitado, minha visão musical começou a enxergar de uma maneira que eu jamais poderia imaginar, comecei a ouvir blues, bossa nova, funk/soul, enfim, é difícil até de traduzir tudo em palavras.

B.B. King - "The Thrill Is Gone"


Tom Jobim - "Águas de Março"


Ed Motta "Manuel" (DVD)


Derek Trucks Band - "For My Brother"


São muitas lembranças e infelizmente não caberia em um post, mas em meio a tantas descobertas, passei por momentos engraçados, um deles que inclusive tive a honra de poder contar para a Maria Rita (via twitter), foi exatamente na época que me indicaram o álbum “Samba Meu”. Na época eu ainda curtia muito rock e abominava o samba, mas como já ouvia bossa nova, achei que não teria problema em ouvir o CD. O que eu não esperava era curtir o trabalho da Maria Rita, enquanto curtia, a minha mente dizia: “Como eu posso curtir isso?? Eu sou roqueiro pô”, (risos), mas não teve jeito, foi irresistível ouvir e não curtir o som da Maria Rita. Hoje sou fã dela, tenho todos os CDs e DVD, já tive a honra de ir ao show dela, enfim, mas são momentos únicos de conflitos.

Maria Rita - "Ta Perdoado" (Primeira música que eu ouvi)


Olhando para trás, me arrependo de algumas coisas que passei e que fiz, e que certamente vou lamentar até o ultimo dia da minha vida, mas são coisas que acontecem para que a gente possa aprender alguma lição. Musicalmente, acho que evolui positivamente, tive contato com as maiores “drogas”, como axé, pagode e sertanejo, mas serviu para que eu soubesse que isso não serve pra mim e com o tempo fui formando meu gosto musical, que hoje tem uma base sólida: Rock, Jazz e Blues. Em meio a isso, curto sim o samba, a bossa nova, funk/soul e a MPB, e independente de rótulos, se a música for boa, vou curtir sem problemas.

Por isso que a frase do titulo é verdadeira, apesar do gosto de cada um, a música é sim muito importante na nossa vida, ela está em todos os momentos, não há como levar uma vida sem música, às vezes ela é a única que consegue nos animar, nos dar força, enfim, a música age de maneira diferente em cada um.

Peço desculpa por fazer uma postagem extensa, prometo que eu tentei resumir (risos),e mesmo assim ficou muita coisa boa de fora, mas quem quiser conhecer melhor minhas preferências musicais, visite o meu blog Jazz & Rock. Encerro por aqui, agradecendo mais uma vez a todos os musicólatras e desejando um ano com muuuuuuuuita música para todos nós. Abraço.

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terça-feira, março 22, 2011

Aos trancos e barrancos

Neste post comemorativo de 1 ano do blog, aproveito para agradecer tanto ao Daniel, fundador e idealizador da idéia do musicólatras anônimos, por me convidar para fazer parte deste, quanto os demais membros do blog por compartilharem seus conhecimentos, tenho aprendido bastante com vocês.

Estes últimos dias mal parei em casa e, acabou que não tive condições de fazer um post de qualidade como pretendia e como foi os dos colegas. Então, aos trancos e barrancos fiz um breve post falando das bandas que marcaram cada fase musical que tive e como, aos trancos e barrancos, cheguei à atual fase.

Geralmente, nossas primeiras influências musicais vem dos nossos pais e/ou parentes próximos mais velhos. Meu pai, como bom carioca, sempre gostou de ouvir samba e, meus primos que serviam de referência na época ouviam (e ainda ouvem) pagode. Não deu outra, mergulhei fundo, principalmente no pagode que era mais acessível e tocava nas festas. Porém, a banda que mais me marcou nessa época foi uma banda que gosto até hoje: Raça Negra. Geralmente os grupos de axé e pagode surgem e acabam na mesmo velocidade que começa e acaba o verão, mas, esta era (é) diferenciada, tanto nas letras como nas composições. Por isso, podem rir e me zoar mas, Raça Negra ainda é o que há. Hahahah

Já na minha fase de transição do pago de para o rock, costumava escutar bandas como Sepultura, Soulfly, Iron Maiden e coisas do tipo do mundo metal mas, a banda que me marcou nessa fase foi Metallica, principalmente o Black Album. Hoje em dia tem sido bem raro eu escutar mas, ainda tenho apreço pela banda.


Por fim, na transição do metal para o punk, o primeiro álbum que tive foi o do NOFX: Heavy Petting Zoo. Tá certo, apesar da capa polêmica o disco é realmente muito bom, tenho ele até hoje e, abriu caminho para conhecer as demais bandas do estilo e consequentemente a chamada 3º onda do ska, já que era normal as bandas “punks” dos anos 90 variar entre o punk rock e o ska.

Com o tempo fui deixando de lado preconceitos musicais e, depois, com a moda dos blogs musicais, expandi bastante os estilos que ouço.

É isso pessoal, fiz o post bem de última hora mas, o que vale é a intenção. hahah

P.s: Fico devendo os vídeos, no meu trabalho (naturalmente) o youtube é bloqueado.

Abraços!!

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segunda-feira, março 21, 2011

SEAL - Chevrolet Hall 2011


Desculpe equipe musicólatra por escrever em um dia que não é o meu, mas ainda estou energizado pelo show do Seal que assisti aqui em Belo Horizonte.

O show faz parte da turnê mundial e é a segunda vez que o cantor vem para o Brasil, e a primeira vez na cidade mineira, e foi realizado no Chevrolet Music Hall.

Esse é o meu primeiro show aqui na cidade mineira e também na casa de shows, a expectativa era enorme por um show que eu já sabia que seria bom, mas não tinha idéia do que me esperava.

Como fui convidado da produtora responsável pelo show na cidade, tive que chegar mais cedo e esperar para entrar imaginando que iria ficar na arquibancada ou em um lugar afastado do palco, não que eu fosse reclamar mesmo por que de graça até no banheiro!!!


Qual a minha surpresa de que fui direcionado para a Arena (pista) e fui um dos primeiros a chegar, já escolhendo um bom lugar para ficar sabendo que o show do Seal utiliza vídeos e assistir a sua banda é um show à parte.

Entrei na arena às 18hs e o show estava marcado para começar às 19hs, e infelizmente começou 20hs, sem nenhuma explicação da casa de shows, mas tudo bem, quando as luzes se apagaram comecei a sentir que seria uma noite para ser lembrada, e não estava errado.


Seal abriu com If  I´m any closer, Loaded e Killer do primeiro álbum de 1991 com uma energia absurda no palco, pulando e provocando a galera, na sequência cantou duas músicas do álbum Soul de 2008, It's a Man's Man's Man's World e I Can't Stand the Rain e Weight of my mistakes.


Seal parou para dizer o quanto estava quente no lugar (pelo calor que estava fazendo, ar condicionado não existia naquele lugar) e para dizer o quanto ele estava feliz de voltar ao Brasil, e pela alegria do 1° show na cidade mineira.

Seal começou a segunda parte do show com Love´s Divine, Prayer for Dying, Just Like you said, The way I lie, My Vision, Right Life, Violet em uma sequência pra lá de emocionante.

Uma parada por causa de um problema com o seu microfone, a banda começa a solar alguns acordes enquanto espera pela volta do cantor.

Seal voltou na terceira parte com outra sequência avassaladora começando com Kiss from a rose, Lost my faith, Dreaming in Metaphors em uma versão acústica, fechando com Amazing do álbum System.

Seal ainda cantou 2 músicas que eu não conhecia e não achei no setlist do show, sorry....

Multiinstrumentista da Banda: Baixo, teclado e vocal

Banda merece parabéns, a parte dos metais composto por loiras...rs

Ele ainda parou várias vezes pro pessoal bater foto dele.

Guitarrista + Vocal

Cantando Kiss from a Rose com uma rosa jogada por uma fã.

Tecladista + sax, ou seria, sexy ? 



Cantando Kiss from a rose e a morena babando !!
Antes da minha máquina começar a dar pau em pleno show, gravei um vídeo com a 1° música do show que foi Killer do álbum de estréia do Seal em 1991, e nos primeiros acordes a galera já estava enlouquecida.

Não ligue para mudança de enquadramento, nem mesmo a minha voz super-mega-giga-hiper afinada esguelando junto....



Fotos/Vídeo: Marcello Lopes

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Minha duvidosa "formação musical"...

Olá, amigos e colegas musicólatras! Estamos completando um ano de blog e, com ele, trouxemos bastante conteúdo pra galera que respira música. Apesar de não ter contribuído tanto quanto deveria/gostaria, quero agradecer ao Daniel pelo espaço e parabenizar novamente a equipe pelo ótimo trabalho! Graças ao Musicólatras, tive oportunidade de entrar em contato com estilos e gêneros musicais que pouco conhecia e aprendi a gostar mais de cada um deles.

Bom, a minha "formação musical" é bem meia-boca, admito. Ninguém na minha família é músico ou sequer toca algum instrumento (apesar de que minha mãe me ensinou a tocar o clássico "Ninguém Me Ama" na flauta-doce, mas não é nada de que eu me orgulhe a ponto de filmar e colocar no YouTube, hahah). Mas, indiscutivelmente, essa família ouve música pra caramba, e foi isso que eu herdei deles. Minhas lembranças da infância são do meu pai ouvindo os muitos vinis de música italiana e trilhas sonoras de western. Minha mãe já ouvia mais samba (Agepê, principalmente) e uma quantidade absurda de fitas k7 do Roberto Carlos. Eu, sendo criança, nunca me interessei muito por nada disso, mas era inevitável ouvir. Então, comecei a ir pra escola de van e foi aí que minha "educação musical" foi por ralo abaixo, porque comecei a, naturalmente, curtir o que tocava no rádio: pagode em geral, axé, Sandy & Junior e, obviamente, as numerosas boy bands que roubavam nossos inocentes corações. Época que eu preferiria não ter citado, mas sejamos honestos, não é mesmo?

Como eu não tinha amigos descolados que ouvissem coisas diferentes destas e eu nem ao menos tinha um computador em casa (só fui ter acesso à internet quando entrei na faculdade, por isso o "atraso" em comparação a outras pessoas da minha idade), fiquei um bom tempo amargando nessa situação. Aí chegou a minha salvação. Uma tia se desfez de uma antiga coleção de CDs que acabou indo parar lá em casa. Entre eles estava esta jóia (que na verdade não é nada relevante na discografia de ninguém, mas que me fez toda a diferença do mundo): um álbum de tributo aos Beatles, por uma desconhecidíssima banda chamada "Dr. Fink & The Mystery Band". Tudo o que eu conhecia de Beatles na época era minha mãe dizendo que nunca gostou da banda, mas que Let It Be era a sua música favorita (mães, quem as entende?), fora uma ou outra referência que eu sempre via por aí. Eu já devia ter por volta de uns 13 ou 14 anos, e adotei esse CD pra mim já que ninguém mais queria. Só achava um saco o fato dele ter penas 6 faixas, que na verdade são várias faixas juntas em uma, separadas por tema; aí, se eu queria ouvir "Drive My Car" (que eu adorei quando ouvi da primeira vez), tinha que ouvir tudo o que vinha antes (hoje me envergonho em pensar que isso era encarado como um sacrifício :P).

Resumindo daqui pra frente.

Não, não foi o suficiente pra formar a beatlemaníaca que sou hoje, mas foi um começo. Depois disso descobri que meu pai na verdade curtia umas bandas clássicas de rock: Rolling Stones, Queen, Pink Floyd, Nazareth, e a gente passava os domingos ouvindo uma estação de rádio que só tocava esses clássicos (como sinto falta dessa estação aqui pra esses lados...). Pulando uns anos, vim pra cá e não curti muito o fato do popular aqui ser música sertaneja e forró, nonstop. Já munida de internet, conhecendo gente diferente, fui introduzida à estilos musicais diferentes, e foi aí que decidi que curtia uma gritaria. Fui uma adolescente doente por New Metal, e os álbuns que marcaram essa minha nova fase foram definitivamente o Hybrid Theory, do Linkin Park; o Toxicity, do System of a Down; e o Subliminal Verses, do Slipknot. 



Dali pras outras (e mais clássicas) vertentes do Heavy Metal foi um pulo, e então passei a acompanhar desenfreadamente as revistas do gênero e procurava ouvir tudo o que me interessava nelas. Esta foi a fase do Black Album do Metallica, fora todas as bandas de Power/Speed Metal em geral, Blind Guardian, Edguy e Helloween principalmente. Fiquei nessa por uns bons anos, do fim da adolescência ao início da fase adulta, variando entre Metalcore (ouvindo Waking The Fallen do Avenged Sevenfold até riscar), Hard Rock, Symphonic Metal e tudo isso aí. Foi também quando eu desenvolvi o gosto estranho por Horror Rock e o Beyond The Valley of the Murderdolls era praticamente uma filosofia de (semi) vida.



Então, lá pelas tantas da faculdade, minha vida dá uma reviravolta meio chata. Muitas incertezas sobre o futuro, amizades que se enrolaram pelo caminho e eu aqui mais perdida que surdo em bingo... E foi nisso que apareceu o Oasis. Completamente fora de contexto, fora de moda e fora do gosto geral da população, mas me apareceu nessa hora. Heathen Chemistry abriu as portas, The Masterplan chegou escancarando as janelas. E se tornou a minha banda favorita desde então. Foi quando eu também me reinteressei pelos clássicos dos anos 60 e 70 que ouvia com meus pais quando mais nova.



Nessa nova fase da vida, o Heavy Metal não me fazia mais sentido. Não me dizia nada. Aos poucos fui trocando meus cabeludos nervosos por outro tipo de gente nervosa, e foi quando eu me identifiquei com o Punk Rock. Eu precisava desesperadamente de uma mensagem, de um motivo pra me sentir bem, de um motivo pra me sentir mal. E encontrei tudo o que me fazia falta no Punk, que está comigo até hoje e tenho certeza de que ficará até o fim. Começou com o Adios Amigos! dos Ramones e pelo Jubilee dos Sex Pistols, me apaixonei perdidamente pelo London Calling do The Clash e daí pra frente não parou mais.



Nesse meio tempo, sem querer descobri que eu na verdade gostava (e muito!) de música festiva e despreocupada, e foi quando eu tropecei no divertidíssimo Why Do They Rock So Hard? do Reel Big Fish. Descobri que havia essa coisa chamada Ska (que eu na verdade já conhecia por bandas nacionais mas nem imaginava que era um gênero à parte), que originalmente não tinha nada a ver com rock, e se tornou meu segundo gênero musical favorito. Comecei de trás pra frente, com a terceira onda, e depois com o two-tone e por fim com o jamaicano e roots reggae.


Com este post longo e extremamente cansativo, deu pra perceber que passei por quase tudo. Obviamente gosto de muitos outros estilos e tenho uma porção de álbuns favoritos de cada um deles, mas estes são os que definitivamente formaram a minha preferência musical. Um dia terei meu trombone e farei algo quanto à minha "formação", mas até lá fico aqui ouvindo meus amigos.

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domingo, março 20, 2011

Blues

Olá Musicólatras...

Bom, essa é uma postagem especial pois o Blog esta festa! O Musicólatras esta apagando a sua primeira velinha. No decorrer desse um ano eu aprendi muito sobre musica e conheci varias bandas, enfim, quero dar os meus parabéns a toda a equipe do Musicólatras, Daniel, Edison, Emmanuella, Felipe, Marcello e Rafhael. Parebéns por fazer cada um "a seu estilo" essa maravilha de blog!.

Mas Vamos ao que interessa (rs).

Nesse ano eu fiz varias postagens sobre blues (estilo que eu sou um verdadeiro apaixonado) E quero hoje dividir com vocês algumas das musicas que estão sempre na minha trilha sonora.
Deixo vocês com os videos... ja "falei" demais!











É isso ai meus amigos, espero que gostem dos videos (pois eles realmente fazem a minha cabeça!). Mas não poderia terminar esse post sem dizer o quanto me sinto feliz e honrado por fazer parte da equipe do Musicólatras (que começamos anonimos) mas hoje nos tornamos usuarios "descarados" da boa musica!
Valeu a todos e um ótimo Domingo

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sexta-feira, março 18, 2011

Discos que ouvi até furar

Antes de falar sobre os discos que ouvi até furar (os mp3sistas talvez não captem o exato significado dessa expressão), gostaria de falar sobre o prazer que foi para mim contribuir nesse 1º ano de Musicólatras. Graças ao convite do Daniel, ganhei um espaço para escrever sobre um assunto que eu gosto muito, embora eu não seja nem de longe um especialista, porém apenas um diletante. Mas, mais do que um lugar para escrever, conheci nesse espaço um monte de gente muito legal, alguns dos quais já considero verdadeiros amigos, ainda que virtuais. A propósito do nome do blog, música é um negócio que vicia. No bom sentido.

Voltando ao assunto do post, os álbuns abaixo não são necessariamente os que considero  os melhores do mundo em cada gênero. São os que, por um motivo ou por outro, mais ouvi em algum período da minha vida. Ao elaborar a lista, as únicas regras que me impus foram: não passar muito de 20 álbuns no total e não repetir o artista. A segunda regra foi até fácil de obedecer, foi só escolher o que eu gostava mais do artista, mas a primeira…

Minha primeira influência foi a MPB, graças à minha mãe, mas também graças à uma época (anos 60/70) riquíssima em termos de inovação e em que estava começando uma geração fantástica de artistas e compositores.

Começo com Chico Buarque – e começaria com ele ainda que não fosse o primeiro da lista pela ordem alfabética – esse cara é um dos maiores gênios da nossa música, tanto musical quanto poeticamente. Esse álbum, Meus Caros Amigos, é um dos mais representativos de sua carreira e, na minha opinião, da sua melhor fase.

B - Chico Buarque

Elis Regina não poderia de jeito nenhum ficar de fora, especialmente esse álbum, absolutamente magnífico, mas foi por pouco, pois balancei ao pensar em deixar de fora o Falso Brilhante.

B - Elis Regina

Adoro Bossa Nova e Jazz e esse álbum representa um verdadeiro fusion dos dois gêneros. João Gilberto e Stan Getz arrasam no repertório de Tom Jobim, que também participa ao piano.

B - Getz e Gilberto

Infelizmente esse álbum não ocupa o lugar que merece na história da MPB. Sequer ganhou uma versão em CD – por sorte tive a previdência de convertê-lo eu mesmo para o formato digital. Foi gravado ao vivo na USP, na década de 70, por Márcia, Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro, com um repertório baseado principalmente nas composições desse último.

B - Marcia, Gudin e Pinheiro

Esse disco da Marisa Monte acompanhou minha família em inúmeras viagens que fizemos. Numa época em que meus filhos preferiam ouvir Xuxa e cia., a única unanimidade entre nós era Verde Anil Amarelo Cor de Rosa e Carvão, um verdadeiro oasis sonoro.

B - Marisa Monte

Tom Jobim não tem disco ruim, então escolhi Antônio Brasileiro, seu último álbum, que traz toda a maturidade desse artista, o maior da nossa música e um dos maiores do mundo.

B - Tom Jobim

Toquinho e Vinicius gravaram esse disco na Itália, num clima de muita informalidade e com um repertório fantástico. Em O Poeta e o Violão estão Garota de Ipanema, Apelo, Chega de Saudade e outras músicas inesquecíveis. Antes de cada música eles fazem uma dedicatória a alguns de seus amigos e parceiros. Tudo com bastante descontração e, claro, num nível alcoólico que não recomendava a nenhum dos dois sair dirigindo do estúdio.

B - Toquinho e Vinicius

Assisti ao show Todas as Teclas, que deu origem a esse álbum, duas vezes. Wagner Tiso e Cesar Camargo Mariano gravaram um dos melhores álbuns de música instrumental brasileira. Também nunca entrou para o catálogo dos CDs. É pena, porque pouca gente terá acesso à gravação de Serra da Boa Esperança, de Lamartine Babo, uma das mais belas músicas brasileiras de todos os tempos, em uma belíssima interpretação. Com exceção, é claro, do nosso caro Musicólatra, que poderá ouvi-la aqui com a exclusividade que só o nosso blog pode oferecer:

Serra da Boa Esperança

B - Wagner Tiso e Cesar Camargo Mariano

Vamos passar agora aos Clássicos. Começo com Beethoven, e escolho a 9ª Sinfonia, graças principalmente ao 4º movimento, pelo qual fiquei vidrado ao assistir ao filme Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick. Cheguei até a decorar a letra cantada pelo coral: Freude, schöner Götterfunken, Tochter aus Elysium, wir betreten feuertrunken, Himmlische, dein Heiligtum!

C - Beethoven

Já escrevi sobre Carmina Burana, de Carl Orff, no Musicólatras (clique aqui). Talvez essa não seja a melhor gravação dessa música, mas é a que eu me acostumei a ouvir.

C - Carl Orff

Não sei se gosto desse disco pela música Rhapsody in blue, de Gershwin, ou pelas intérpretes, as belas irmãs Katia e Marielle Labeque. Julguem vocês.

Rhapsody in blue

C - Katia & Merielle Labeque

Um vez eu estava viajando a serviço, tomando um uisquinho a bordo e tentando achar um canal de som que combinasse com meu estado de espírito. Fui achá-lo justamente no canal de música clássica. O som de Scheherazade, de Rimsky-Korssakoff, misturou-se ao uísque e fez meu cérebro comportar-se de forma bastante bizarra. Foi uma das melhores viagens de avião que eu fiz na minha vida. Só sei que a primeira coisa que fiz ao desembarcar foi ir atrás desse álbum – por sorte achei-o no free shop mesmo.

C - Rimsky-Korssakoff

Fico só com esses quatro clássicos e passo para outro estilo. Aimee Mann não é muito divulgada no Brasil. Talvez seu trabalho mais conhecido por aqui seja a trilha sonora para o filme Magnólia, que é muito legal por sinal. Prometo que um dia eu faço um post sobre ela. Por enquanto, fiquem com a música Momentum, dela mesma.

Momentum

I - Aimee Mann

Os Beatles… Ah, os Beatles! Qual dos álbuns escolher? O branco? Let it Be? Sargent Peppers? Na dúvida, resolvi colocar essa coletânea representando os demais.

I - Beatles

Como bom Claptonmaníaco (gostei dessa, Manu), Eric Clapton não podia ficar de fora. Essa coletânea dele, The cream of Clapton, tem lugar cativo no meu player.

I - Clapton

Gosto muito de Dire Straits também. Passei a gostar deles mais ainda quando soube que a Princesa Diana compartilhava desse meu gosto. Que bobagem, né? Escolhi o álbum Money for Nothing só porque tem Sultans of Swing.

I - Dire Straits

Precisa explicação do porquê o Dark Side of the Moon, do Pink Floyd, está aí? Então vai uma: ganhei de presente do meu pai que não entendia nada de rock, mas acertou em cheio na escolha desse.

I - Pink Floyd

Também já falei sobre a dupla Simon & Garfunkel no Musicólatras (clique aqui). Essa coletânea é a minha favorita, embora a versão que eu tinha em LP contivesse uma ou outra gravação diferente (e melhor) que as do CD.

I - Simon & Garfunkel

E passamos, finalmente, ao jazz, Big Swing Face é um dos primeiros de jazz que furei na minha vitrola (ahahaha). Fiz um post sobre esse álbum de Buddy Rich no Jazz & Rock (clique aqui), que conheci graças a um colega de faculdade, cujo pai era baterista amador e conheceu Buddy Rich pessoalmente. Fiquei completamente hipnotizado com o swing.

J  -Buddy Rich

Dave Brubeck lançou a partir de 1958 dois álbuns em que ele brinca com o tempo e o andamento das músicas. Time Out foi o primeiro. Sua sonoridade supreendente fez com que eles lançassm esse segundo, meu preferido, Time Further Out, em que, como diz o título, eles vão mais além. Detalhe: graças à capa do disco, virei fã do pintor Juan Miró também.

J - Dave Brubeck

Ella Fitzgerald, sempre Ella. Essa coletânea de Cole Porter é maravilhosa. De longe o melhor dos songbooks gravados por ela. The Cole Porter Song Book foi lançado em dois volumes, ambos imperdíveis. E com um único álbum coloco na lista dois de meus artistas favoritos, Ella e Cole Porter. Ouçam It is all right with me.

It is all right with me

J - Ella Fitzgerald

Meu pai tinha um LP de Nat King Cole que eu adorava. Gostava tanto, que ele estava no topo da minha lista para comprar o CD assim que o encontrasse. Demorei muitos anos mas achei. After Midnight baseia-se principalmente no repertório do Nat King Cole Trio e é super suingado.

J - Nat King Cole

E para encerrar uma lista começada com Chico, só mesmo chamando Oscar Peterson! Também já falei sobre esse álbum no Jazz & Rock (clique aqui). The Oscar Peterson Big Six at Montreux, traz o pianista acompanhado por cinco feras em mais uma noite inesquecível do Festival de Montreux, na Suiça.

J - Oscar Peterson

Ufa! Espero não tê-los aborrecido com um post tão grande, mas vocês não têm ideia de quantos fui obrigado a deixar de fora.

Bom final de semana e parabéns a todos os musicólatras!

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