sexta-feira, fevereiro 25, 2011

Robert Crumb

Robert Crumb - Blues

Como assim? Robert Crumb no Musicólatras? mudou a linha do blog?

O desenhista Robert Crumb é um musicólatra confesso e toca banjo em uma banda amadora. Nasceu na Filadélfia, em 1943, e durante sua adolescência sentia-se alienado do restante dos colegas. Tanto que, após sua formatura no colegial, passou um ano com depressão durante o qual desenhou e desenhou até que arrumou um emprego na área e se tornou um dos maiores nomes do cartum americano.

A presença dele nesse espaço não se deve ao fato dele tocar banjo, mas ao seu trabalho sobre música. Além dos geniais cartuns e histórias em quadrinhos, Crumb criou inúmeras capas de disco e tem um estilo bem underground - você já deve ter visto um desenho dele em algum lugar. Adquiri recentemente o livro Blues, de sua autoria, e pude conhecer mais de perto seu trabalho. Blues é, antes de tudo, uma homenagem à música negra norte-americana. Comprei-o no site da Americanas e estava por R$ 10,00!

Essa propaganda foi sem jabá, mesmo porque agora está custando R$ 32,90! Hehehe… que sorte a minha!

Mas, para mostrar que não sou egoísta, vou compartilhar alguns de seus desenhos:

Robert Crumb - É a vida 1

Robert Crumb - É a vida 2

Robert Crumb - É a vida 3

Robert Crumb - É a vida 4

Robert Crumb - É a vida 5


Ou, so ist das Leben, como diria a Manu.

E só pra não dizer que não teve música hoje, segue uma gravação feita pelo grupo de Crumb, o Cheap Suit Serenaders, no qual se pode ver vários de seus trabalhos sobre o tema.

Site oficial: Robert Crumb

Bom final de semana, colegas musicólatras!

Em tempo, se quiser ver mais um trabalho genial de Robert Crumb, dá uma chegada no Sítio do Junior e veja Uma Breve História da América.

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quinta-feira, fevereiro 24, 2011

Adele 21


Ela já um sucesso de público e crítica, uma cantora que mistura soul, jazz e brit-pop como poucas, e com apenas 21 anos de idade.

Em 2008 lançou seu álbum de estréia com 19 anos de idade, sendo premiada com o Brit Awards e 2 Grammys em 2009.

A britânica tem como influência o som de Dusty Springfield e nesse álbum é clara a continuidade do som que ela fez no álbum anterior, com músicas amargas e um som bem levado pro folk-soul principalmente na faixa  Daydreamer e um som soul-gospel na faixa Rolling in the Deep.

Achei o álbum muito bom, talvez até melhor que o primeiro, e discordo de alguns críticos que dizem que Adele é a nova Amy Whinehouse, na minha opinião ela é muiiiiiiiiiiiiiito melhor que a bêbada/drogada Amy.





Enjoy it !

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terça-feira, fevereiro 22, 2011

Steven Seagal: Bluesman !


Todo mundo aqui já deve ter assistido pelo menos um filme do Steven Seagal e sabe que quando o assunto é luta e pancadaria o cara manda muito bem.

Steven não é apenas ator, é também produtor cinematografico, escritor, diretor, mestre em artes marciais e músico, mais precisamente guitarrista. Descobri isso recentemente, quando meu irmão disse que leu em algum lugar que o Steven Seagal tinha uma banda de blues. Claro que fui pesquisar e realmente é verdade. Ele começou a tocar guitarra com 12 anos e leva o assunto muito a sério, sua discografia conta com dois álbuns, são eles “Songs From The Crystal Cave” (2005) e “Mojo Priest” (2006).

Por curiosidade ouvi o álbum “Mojo Priest”, nele Steven Seagal é acompanhado pela Thunderbox, uma banda country dos EUA. Confesso que me surpreendi ao ouvir o álbum, que é muito bom. Eu também vi alguns videos e achei que ele não tem posse de guitarrista, toca todo desajeitado, bom, eu que não sou louco de dizer isso para ele (risos). Um fato curioso, é que ele não se contentou apenas com a guitarrista, mas assumiu o posto de vocalista.

Caro musicólatras, postei quatro videos do Steven Seagal. Mate sua curiosidade e tire suas próprias conclusões, agora se achar ruim, não seja louco de falar isso para ele (risos). Abraço







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domingo, fevereiro 20, 2011

Fender Stratocaster


Olá Musicólatras.

Hoje vou falar de uma das mais populares guitarras do mundo! a Fender Stratocaster, que ao longo do tempo conquistou admiradores do mundo todo, tanto por seu lindo visual como pelo seu timbre singular. Alguns dos maiores genios da guitarra fazem uso dessa "beleza", uma lista que vai de Jimi Hendrix a Jeff Beck passando por David Gilmour e Buddy Guy. Ou seja, não importa muito o estilo que esta sendo tocado, a Fender Stratocaster esta sempre ali dando o ar de sua graça.
Agora uma breve historia dessa guitarra.

A Fender Stratocaster, também conhecida como "Strato" no Brasil, é um modelo de guitarra elétrica criada por Leo Fender, George Fullerton, e Freddie Tavares em 1954, produzida pela Fender Musical Instruments Corporation até os dias de hoje. O modelo apresenta double-cutaway, com o cutaway superior maior que o inferior para balancear o peso da guitarra. A Stratocaster é utilizada por vários guitarristas que ao longo da história gravaram diversos clássicos com o modelo. Juntamente com a Gibson Les Paul e a Fender Telecaster, é um dos três modelos mais famosos de guitarra.

O design da Stratocaster tem sido copiado e modificado constantemente. É possível ver muitos modelos parecidos ou até mesmo com o mesmo design de outros fabricantes de guitarra.

Originalmente, a Stratocaster era feita na cor Sunburst de 2 cores, num corpo de Ash, braço em Maple de peça única contendo 21 trastes, marcações estilo "bolinha" na escala e tarrachas Kluson até 1956, quando a Fender começou a utilizar Alder na produção dos corpos. Havia outras cores que não eram padrão e só eram feitas através de encomendas, até 1960. Esses modelos sob-encomenda eram quase todos pintados com tinta automotiva produzida pela Dupont e encareciam a guitarra em 5%. O escudo de uma única camada, fixado com 8 parafusos permitiu que a parte eletronica dos captadores ficasse protegida (expondo somente o jack) e proporcionando uma proteção prática já que para ter acesso à fiação dos captadores só é preciso retirar o escudo. Subsequentemente o desing da Stratocaster (da Fender e das cópias de outras marcas) melhorou bastante o som e a qualidade do instrumento mas as Fenders antigas, ou vintages, ainda têm um valor bem alto no mercado, pois são raras e muitos músicos preferem o timbre dos instrumentos vintage.

O nome "Strat," apesar de ser registrado pela Fender Musical Instrument Corporation, é utilizado genericamente para se referir a qualquer modelo que remeta ao original, independente do produtor.


Agora vou postar videos de alguns dos melhores representantes dessa guitarra. Como disse no inicio desse post "Não importa o estilo, a Stratocaster esta sempre dando o ar de sua graça"









Infelizmente tive que deixar de fora varios guitarristas que fizeram da Strato sua guitarra principal, nomes como Rory Gallagher, Buddy Guy, Yngwie Malmsteen, Ritchie Blackmore, Eric Johnson e muitos outros! Mas deixo a dica, é facil encontrar videos desses mestres da Strato!
Valeu e boa semana a todos!

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sábado, fevereiro 19, 2011

Diga não às drogas musicais !


Olá Musicólatras.

Não poderia deixar de passar essa mensagem adiante, é uma maneira de conscientizar as pessoas sobre os perigos e os problemas que essas drogas podem causar. O texto circula na internet há anos e não se sabe ao certo quem é o autor. Se você souber quem é o autor verdadeiro do texto, não esqueça de deixar um comentário.Bom se você ainda não teve a oportunidade de ler, eis a sua chance. Vale lembrar que apesar das verdades ditas no texto, ele é humoristico.

Diga Não às Drogas Musicais.

Tudo começou quando eu tinha uns 14 anos e um amigo chegou com aquele papo de:
- "...experimenta, depois, quando você quiser, é só parar..."

E eu, ingênuo que era, fui na dele.

Primeiro ele me ofereceu coisa leve, disse que era de "raiz", "da terra", que não fazia mal, e me deu um inofensivo disco do "Chitãozinho e Xororó" e em seguida um do "Leandro e Leonardo".

Achei legal, coisa bem brasileira; mas a parada foi ficando mais pesada, o consumo cada vez mais freqüente, comecei a chamar todo mundo de "Amigo" e acabei comprando pela primeira vez. Lembro que cheguei na loja e pedi:

- "Me dá um CD do Zezé de Camargo e Luciano."

Era o princípio de tudo! Logo resolvi experimentar algo diferente e ele me ofereceu um CD de Axé. Ele dizia que era para relaxar; sabe, coisa leve... "Banda Eva", "Cheiro de Amor", "Netinho", etc. Com o tempo, meu amigo foi oferecendo coisas piores: "É o Tchan", "Companhia do Pagode", "Asa de Águia" e muito mais.

Após o uso contínuo eu já não queria mais saber de coisas leves, eu queria algo mais pesado, mais desafiador, que me fizesse mexer a bunda como eu nunca havia mexido antes, então, meu "amigo" me deu o que eu queria, um Cd do "Harmonia do Samba". Minha bunda passou a ser o centro da minha vida, minha razão de existir. Eu pensava por ela, respirava por ela, vivia por ela!

Mas, depois de muito tempo de consumo, a droga perde efeito, e você começa a querer cada vez mais, mais, mais... Comecei a freqüentar o submundo e correr atrás das paradas. Foi a partir daí que começou a minha decadência. Fui ao show de encontro dos grupos "Karametade" e "Só pra Contrariar", e até comprei a Caras que tinha o "Rodriguinho" na capa.

Quando dei por mim, já estava com o cabelo pintado de loiro, minha mão tinha crescido muito em função do pandeiro, meus polegares já não se mexiam por eu passar o tempo todo fazendo sinais de positivo.

Não deu outra: entrei para um grupo de Pagode. Enquanto vários outros viciados cantavam uma "música" que não dizia nada, eu e mais 12 infelizes dançávamos alguns passinhos ensaiados, sorríamos fazíamos sinais combinados. Lembro-me de um dia quando entrei nas lojas Americanas e pedi a coletânea "As Melhores do Molejão". Foi terrível!! Eu já não pensava mais!! Meu senso crítico havia sido dissolvido pelas rimas "miseráveis" e letras pouco arrojadas. Meu cérebro estava travado, não pensava em mais nada. Mas a fase negra ainda estava por vir.

Cheguei ao fundo do poço, no limiar da condição humana, quando comecei a escutar "Popozudas", "Bondes", "Tigrões", "Motinhas" e "Tapinhas". Comecei a ter delírios, a dizer coisas sem sentido. Quando saia a noite para as festas pedia tapas na cara e fazia gestos obscenos. Fui cercado por outros drogados, usuários das drogas mais estranhas; uns nobres queriam me mostrar "caminho das pedras", outros extremistas preferiam o "caminho dos templos".Minha fraqueza era tanta que estive próximo de sucumbir aos radicais e ser dominado pela droga mais poderosa do mercado: a droga limpa. Hoje estou internado em uma clínica.

Meus verdadeiros amigos fizeram a única coisa que poderiam ter feito por mim. Meu tratamento está sendo muito duro: doses cavalares de Rock, MPB, Progressivo e Blues. Mas o meu médico falou que é possível que tenham que recorrer ao Jazz e até mesmo a Mozart e Bach.

Queria aproveitar a oportunidade e aconselhar as pessoas a não se entregarem a esse tipo de droga. Os traficantes só pensam no dinheiro. Eles não se preocupam com a sua saúde, por isso tapam sua visão para as coisas boas e te oferecem drogas. Se você não reagir, vai acabar drogado: alienado, inculto, manobrável, consumível, descartável e distante; vai perder as referências e definhar mentalmente.

A vida é bela! Eu sei que você consegue!
Diga não às drogas!

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sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Listas

Os 10 mais isso. Os 10 melhores aquilo.

Rolling Stones - Lista 500Esse papo de listas é sempre polêmico. Recentemente o Sons, Filme & Afins publicou dois posts comentando a lista da Rolling Stones sobre as “500 maiores músicas de todos os tempos”, e surgiu um debate acalorado sobre o que é uma grande música e o que não é, e se deveria existir um critério técnico que tornasse a lista indiscutível (clique aqui e aqui para ver os posts) .

Confira as 10 primeiras da lista da Stones:

1. Like a Rolling Stone, Bob Dylan
2. Satisfaction, The Rolling Stones
3. Imagine, John Lennon
4. What’s Going On, Marvin Gaye
5. Respect, Aretha Franklin
6. Good Vibrations, The Beach Boys
7. Johnny B. Goode, Chuck Berry
8. Hey Jude, The Beatles
9. Smells Like Teen Spirit, Nirvana
10. What’d I Say, Ray Charles

Percebe-se um claro favorecimento á música com o nome da revista (brincadeirinha, hehehe)

Como leigo em técnica músical, defendo a opinião (no caso talvez seja melhor chamar de crença) de que não deve existir um critério único. Qualquer lista sempre vai passar de alguma forma pelo gosto pessoal de quem a prepara, mas, mais importante que isso, uma música pode ser considerada “maior” não pela sua qualidade técnica mas pela importância que teve no momento em que foi criada ou lançada. Ou, ainda, uma música pode ser ótima quando considerada junto com sua letra, mas não ser grande coisa musicalmente sem ela. Ouso dizer que se um dia houver um critério técnico que seja indiscutível, poderemos colocar um computador para elaborar as listas. E seriam listas muito sem graça.

 

 

 


Mudando um pouco de assunto, mas não muito, me lembro de que há muito tempo eu assinava uma revista de música que todo mês analisava os lançamentos de CDs. O cara que os analisava, muito competente por sinal, detestava música sertaneja e detonava todo e qualquer álbum do gênero. Também não gosto desse tipo de música, mas penso que as pessoas que gostam deveriam pelo menos ter a chance de ler uma análise feita por outra pessoa que gostasse delas, é ou não é?

Gosto muito de listas, mas nunca as tomo como algo absoluto. Apenas comparo o gosto de quem fez com o meu. Portanto, caso alguma lista minha surgir por aqui em futuro próximo, já sabe, é meu gosto pessoal.

E vocês, o que acham desse polêmico tema?

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quinta-feira, fevereiro 17, 2011

The BellRays - A melhor banda desconhecida do mundo


Imagine entrar em um bar, e ouvir uma negra com um baita vozeirão acompanhada de uma banda de rock-heavy-punk ?

Sentiu a diferença ?

The BellRays é tudo isso e um pouco mais, a banda se formou nos anos 90 na Califórnia e só agora começa a ter uma certa repercussão junto à mídia especializada, seus companheiros de palco são Bob Vennum (guitarra), Justin Andres (baixo) e Stefan Litrownik (bateria).

A banda já tem 13 álbuns, muitos lançados por pequenas gravadoras e muito, mas muito material inédito em EP.

O álbum The In the Light of the Sun foi lançado em 1993, seguido de Wall of Soul 7 em 1995 no formato cassete. (?)

The BellRays lançou seu álbum completo apenas em 1998 com Let It Blast seguido de uma turnê pelos EUA.

The Grand Fury foi lançado em 2001, gravado em LA seguido de um lançamento europeu do álbum Let it Blast.

The Fire Next Time





Fire in the Moon



Tie me Down



Marcello Lopes

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segunda-feira, fevereiro 14, 2011

Françoise Hardy

Nessa uma hora de longa espera até que eu parta de viagem (post programado!), resolvi vir aqui e falar um pouco sobre esta cantora de quem ando gostando bastante, ultimamente.


Françoise Hardy é uma cantora e atriz francesa que fez bastante sucesso nos anos 60, quando explodia o Yé-Yé (versão francesa do "Yeah Yeah", típico da época) no país. Seu primeiro single, "Tous Les Garçons Et Les Filles" vendeu mais de um milhão de cópias e lhe rendeu um disco de ouro. Foi premiada algumas vezes em diversa outras ocasiões. Françoise também canta em alemão, inglês, italiano, espanhol e fez uma gravação em português (que até agora não sei de que música se trata; se alguém conhecer, por favor me diga!). Participou de gravações com outros artistas, como o ícone punk Iggy Pop e a banda de britpop Blur, e seu trabalho mais recente é o álbum de 2010, La Pluie Sans Parapluie. Hoje é uma distinta senhora de 67 anos, e continua linda!


Françoise também é ícone da moda dos anos 60.






(ando meio nostálgica de uma época que nunca vivi)

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domingo, fevereiro 13, 2011

Faroeste Caboclo no Cinema

Olá Musicólatras...

Uma das canções de rock mais inusitadas do país,”Faroeste Caboclo”, do inesquecível Renato Russo, ganhará as telas do cinema em 2011!

Foram divulgados os nomes dos atores que serão os protagonistas do filme “Faroeste Caboclo”. O filme vai retratar a história da lendária música de Renato Russo, líder da Legião Urbana. A canção “Faroeste Caboclo” conta a história de João de Santo Cristo (que será vivido por Fabrício Boliveira), um rapaz nordestino que se muda para Brasília, onde se envolve com o tráfico de drogas, apaixona-se por uma jovem chamada Maria Lúcia e se torna inimigo mortal do criminoso Jeremias.


Fabrício Boliveira – João de Santo Cristo

soteropolitano, 28 anos, nem peixes, nem ascendente escorpião, o rapaz é touro, com provável ascendente em sagitário, carimbado por passagens no teatro, no cinema e na televisão, marcado pelo reggae e por uma ex-namorada siderada por Renato Russo.



Ísis Valverde – Maria Lúcia

belo-horizontina, 23 anos, duplo aquário, fã de Tim Maia, devotada atriz-revelação da televisão, entusiasmada com sua merecidíssima estreia no cinema e, suspeita de saber de cor a letra da canção “Faroeste Caboclo”


Felipe Abib – Jeremias

carioca, 28 anos, sagitário ascendente em leão, formado pela Martins Pena e pela UniverCidade, gabaritado com os espetáculos “Pterodátilos”, “Corte Seco” e “Cachorro!” e influenciado por Led Zeppelin, Raul Seixas, Raimundos e, claro, Legião Urbana.


Video da musica Faroeste Caboclo com a Legião Urbana

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sexta-feira, fevereiro 11, 2011

Simon & Garfunkel

simon-e-garfunkel-capa

Paul Simon e Art Garfunkel começaram a cantar juntos em 1957 formando a dupla Tom & Jerry. Nos anos 60 resolveram, felizmente, mudar o nome do grupo incorporando os seus próprios e passaram a ser conhecidos como Simon & Garfunkel.

O primeiro grande sucesso da dupla veio quando do lançamento do filme A primeira noite de um homem (The graduate), de cuja trilha faziam parte Mrs. Robinson e The sound of silence. Para se ter uma ideia, o álbum com a trilha sonora do filme bateu o White Album dos Beatles nas paradas em 1968. Além da música, o filme é muito legal, recomendo.
GRADUATE

Sempre curti muito esses caras. Na época em que estava no cursinho, a primeira coisa que eu fazia quando chegava exausto em casa era botar o LP (!) na vitrola (!!) e o ouvia várias vezes em seguida. Não sei como não furou o disco.

As músicas do repertório deles, a maioria composta por Simon, são conhecidas pelas ótimas melodias, com letras às vezes ingênuas às vezes mordazes, e sempre belíssimas harmonias vocais apoiadas na singular voz de Garfunkel. Na minha opinião, são verdadeiros clássicos da música americana. Seus maiores sucessos incluem, além dos já mencionados acima, Bridge over troubled water, I am a rock, Homeward bound, El Condor pasa, The boxer, Cecilia e Scarborough Fair, essa última com participação de Garfunkel na composição.

A relação entre os dois ficou seriamente abalada em 1970, por conta de desavenças artísticas quando do lançamento de seu último e mais bem sucedido álbum, Bridge over trouble water, e a dupla se desfez. As carreiras individuais que seguiram após a separação foram bastante significativas também, principalmente a de Simon, mas nem de longe se comparam ao que produziram juntos. Seu legado deixou uma legião de fãs pelo mundo inteiro, dentre os quais vocês já devem imaginar que me incluo. Fãs esses que se reuniram em número de 500.000 em pleno Central Park, em 1981, quando a dupla se reuniu para cantar depois de mais de 10 anos separados, e em tantas outras ocasiões em que eles voltaram a dar uma canja.
What a night!

Difícil escolher uma predileta entre as músicas do repertório de Simon & Garfunkel, mas tem uma que sempre me ocorre nos dias em que me sinto muito agitado e ansioso, que é Feeling Groovy.
Slow down, you move too fast
You got to make your morning last
Just kicking down the cobblestones
Looking for fun and feeling groovy!
Eles estão com um ar meio maroto aqui, mas foi a melhor gravação que eu achei…

Caros musicólatras, façamos nosso fim de semana durar!

Em tempo, estou acompanhando a série “Música na Cabeça”, que a musicoterapeuta, musicista e professora de música Flávia Nogueira está postando no blog
Sons, Filmes e Afins, especialmente o capítulo 5 (clique aqui), cujas informações podem ser bastante úteis a todos os musicólatras. Recomendo!

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quarta-feira, fevereiro 09, 2011

Quer ser um colaborador do Musicólatras ?

Se você quer ser um colaborador do Blog Musicólatras, eis a oportunidade. A principio estamos abrindo 1 (UMA) VAGA. Como toda seleção, existe também um pré-requisito, segue abaixo algumas características que o novo colaborador deve ter.

Pré-Requisitos

. Dominar o português (Escrever bem e sem erros grosseiros). Gostar de escrever.

. Ter disponibilidade de tempo (postar pelo menos 1 vez na semana)

. Noção básica sobre música

. Experiência no manuseio de blogs será um diferencial (Editar Postagem/Postar).

. Ter criatividade e bom gosto musical.

. Ser um Musicólatra !

Não há restrições de sexo e idade.

Sobre os colaborados há duas opções:

. Fixos: Colaboradores que irão integrar a equipe do Musicólatras, com acesso ao blog para publicar a própria postagem.

. Freelancer: Destinado aos leitores que gostam de música e de escrever, porém não tem tempo disponível para se envolver com o blog. Nesse caso o colaborador poderá enviar uma matéria ao blog e se for aprovado pela equipe, será postado com os devidos créditos.

OBS: Para a opção de freelancer o numero de vagas é livre.

AOS CANDIDATOS INTERESSADOS

Deixar um comentário com NOME, IDADE e EMAIL. Em seguida o Blog Musicólatras entrará em contato com o candidato e será pedido que envie um TEXTO de sua autoria sobre algum tema relacionado a música. Ok?

Então não adianta apenas deixar o comentário. Se a outra etapa não for respondida pelo candidato, logo perderá a chance de ser um colaborador.

Obrigado e boa sorte !

Equipe Musicólatras

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terça-feira, fevereiro 08, 2011

Help! A Lenda de um Beatlemaníaco


Hoje vou falar sobre um livro que tem tudo a ver com a música. “Help! A Lenda de um Beatlemaníaco” do escritor brasileiro Sérgio Pereira Couto.

Eu comprei esse livro já faz algum tempo e comecei a ler recentemente, posso dizer que a história é toda baseada no ambiente em torno dos Beatles, há inúmeras citações e locais por onde o quarteto passou, viveu e se apresentou. O prefácio também é muito especial, foi escrito pelo Fàbio Colombini, da banda cover Beatles 4 Ever!, ele que é vocalista, guitarrista e na banda interpreta John Lennon.

Sobre o escritor, Sérgio Pereira Couto também é jornalista e editor da revista Leituras da História. Foi editor e repórter de revistas de ciência como Ciência Criminal e Discovery Magazine, além de editor-assistente de revistas de tecnologia como PC Brasil e Geek. Tem inúmeros textos e artigos publicados nas revistas Galileu e Planeta. Já escreveu mais de 30 livros, com mais de 150 mil exemplares vendidos somente no Brasil, entre eles os best-sellers Sociedades Secretas, Investigação Criminal e Renascimento.

“Help! A lenda de um Beatlemaniaco” irá agradar não só os fãs do quarteto de Liverpool, mas também os leitores aficionados por romance policial. A história começa em Liverpool, cidade natal dos Beatles, um assassino está à solta em plena Beatle Week, o evento mais importante que comemora anualmente a cultura deixada pelo quarteto. O grupo de peritos forenses, liderados pelo investigador John Paul Sutcliffe, é designado para identificar e procurar possíveis evidências deixadas pelo assassino, apesar dos esforços seu verdadeiro intento ainda é um mistério.

A equipe se vê em uma corrida contra o tempo para capturar este perigoso “beatlemaníaco”, percorrendo as ruas escuras da cidade, passando por locais consagrados como o lendário Cavern Club e identifica os principais pontos onde os Beatles viveram e deixaram seu legado. Um legado que parece condenar os que hoje vivem por lá a um destino incerto. E a pergunta que atormenta a todos continua: quem é o perigoso Beatlemaníaco e qual a sua verdadeira motivação para matar?

A leitura é simples e facilmente de ser compreendida, o livro não é destinado apenas aos beatlemaníacos, mas como disse, irá agradar os aficionados por romance policial, ciência forense, a também aos musicólatras em geral, já que o livro é recheado de informações valiosas e curiosas. Boa Leitura.

Nos vídeos a seguir, você pode conferir o trailer do livro e também uma entrevista do escritor Sérgio Pereira.

Trailer Book "Help! A Lenda de um Beatlemaníaco"


Entrevista do escritor Sérgio Pereira


Blog Oficial do Sérgio Pereira: Canto do Oráculo

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domingo, fevereiro 06, 2011

Derek Trucks

Hoje vou falar sobre Derek Trucks, e achei interessante começar esse post com as palavras do próprio guitarrista.



"Quando comecei a tocar guitarra, aos nove ou dez anos, iniciei com blues tradicional. Mas, quanto mais eu ouvia musica e observava a vida, percebia que era falso tocar apenas blues - mesmo que eu adorasse esse estilo. Por ser um garoto branco de um bairro rico de Jacksonville, Florida, eu não me sentia bem contando historias de homens que cresceram em plantações. A musica é um reflexo do que você vive e sente, se você não for honesto com o que esta expressando, sua musica perde grande parte de sua potencialidade. Hoje, tudo esta acessível e as pessoas ficam expostas a um milhão de coisas - antes, tudo era mais isolado. Quando toco, quero mostrar todas as minhas influencias"
Derek Trucks


Derek Trucks é sem duvidas um dos melhores guitarristas slide da atualidade, ele une com maestria linhas de blues, jazz e até musica indiana em sua guitarra. Fazendo assim um som ousado e acima de tudo muito competente. Recomendo a todos que pesquisem o som desse genial guitarrista tanto em sua propria banda a "Derek Trucks Band" como na Allman Brothers Band. É interessante perceber que Trucks se adapta muito bem a sonoridade das duas bandas sendo que sua banda faz um som mais voltado pro Jazz e fusion enquanto os Allaman fazem um blues/rock (cheio de energia). Bom, nesse post vou me prender mais aos videos do guitarrista, espero que gostem!.

Sem mais delongas, com vocês Derek Trucks.






Esse video mostra Derek em ação em 1991 aos 12 anos de idade, e ja fazia um som de gente grande!

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sábado, fevereiro 05, 2011

Jô Soares e o Sexteto: "Rabada com Agrião"

Ola Musicólatras..

Bom sei que hoje não é meu dia de postar, mas como estou um pouco ansioso devido a um compromisso, comecei a ouvir algumas músicas para tentar relaxar, e nisso me deparei com a música que foi tocada várias vezes no Programa do Jô. Na época que eu ouvi pela primeira vez, até postei no meu blog uma explicação sobre a música.

A música se chama "Rabada com Agrião". No dia que eu ouvi, ri demais com a letra e quando menos esperava estava cantarolando o refrão (a única parte que guardei). Fui na internet pesquisar e vi vários vídeos da música e uma explicação sobre ela. Segundo o próprio Jô, "Rabada com Agrião" é uma adaptação baseada na música "Saturday Night Fish Fry" do Louis Jordan.

A versão é muito engraçada, carregada de muito humor, afinal vindo do Jô Soares, não poderia ser diferente. Vamos rir um pouco ! Bom domingo a todos.



Louis Jordan - "Saturday Night Fish Fry" (Versão Original)

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sexta-feira, fevereiro 04, 2011

Les Luthiers

Les Luthiers
Essa aqui é para quem curte as coisas boas que vêm de nossos vizinhos argentinos (o Daniel não vale).

Les Luthiers é um grupo musical cujos integrantes, além de tocarem bem variados instrumentos, têm afiadíssima verve humorística. Não contentes com isso, fabricam seus próprios intrumentos, justificando o nome do grupo (luthiers são profissionais que constroem e reparam instrumentos musicais). Tocam de tudo que vocês possam imaginar: tango, samba, blues, clássico, calipso, jazz, chacareras etc.

Vou poupá-los da história do grupo, a qual você pode conferir no ótimo site oficial (clique aqui). Prefiro usar esse espaço para colocar os vídeos que pesquei no youtube. A maior parte deles é do primeiro disco que os Luthiers gravaram. As músicas são do compositor fictício Johann Sebastian Mastropiero. Mesmo que você não entenda perfeitamente o espanhol, ainda assim vai se divertir.

Nota: tive dificuldade em selecionar um grupo menor de vídeos – acreditem-me, cortei um monte da minha lista inicial.

Introducción – nessa faixa eles apresentam seus intrumentos e o som de cada um deles (se tiverem curiosidade, no site oficial, existem as fotos de cada um dos instrumentos)


Conozca el Interior (chacarera del ácido lisérgico)


Cantata de la Planificación Familiar
– essa música é composta por três partes, cada uma em um estilo diferente

Concierto Grosso alla Rustica


Oi Gadoñaya – a música aparentemente é cantada em russo, mas… acompanhe a letra

Epopeya de Edipo de Tebas
– acompanhe as aventuras de Édipo e Jocasta, que se tornou avó de seus próprios netos - da famosa tragédia grega

Candonga de los Colectiveros


El Teorema de Thales
– um dos meus prediletos

Vals del Segundo – essa música é de um trabalho posterior do grupo e brinca com os longos textos explicativos das obras clássicas

Bossa Nostra
– e não é que eles tocam samba e bossa nova também? Sobrou até para nosotros.

Caros musicólatras, espero que tenham gostado. Um bem humorado final de semana para todos!

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