segunda-feira, janeiro 31, 2011

Entrevista Exclusiva: Flávio Guimarães

Olá...

O Blog Jazz e Rock traz mais uma entrevista exclusiva, dessa vez com um dos melhores gaitistas do Brasil e do mundo! Flávio Guimarães prova que é um amante do blues e um estudioso do estilo. Além de ser um grande sujeito!


Por Thiago Teberga

Flavio, conte-nos como foi o seu inicio na música? Como teve o seu primeiro contato com a gaita?

FG: O pai de um amigo da escola tinha umas gaitas engavetadas e me emprestou. Depois, assisti shows de Maurício Einhorn e Rildo Hora e decidi aprender , por volta de 1984. Tive aulas de gaita cromática com Einhorn, mas ao ouvir a gaita diatônica, mudei de instrumento e de rumo, indo para o blues e rock.

Quais foram os seus primeiros “heróis” na musica?

FG: Little Walter, Sonnyboy Williamson II, Walter Horton.

E hoje quais são as suas principais influências musicais?

FG: Sugar Blue, Paul Butterfield, Charlie Musselwhite quando comecei.
Hoje: Rick Estrin, Kim Wilson, Steve Guyger, Mitch Kashmar, Gary Smith, Joe Filisko, Andy Just, R. J. Mischo e tantos outros que admiro que não caberia aqui.

Você costuma ouvir blues no seu dia-a-dia ou você é um ouvinte eclético?

FG: Eclético , mas sempre escuto 70% de blues com o intuito de perceber melhor os detalhes e seguir me aprimorando.

Você é um musico muito requisitado, como faz pra levar tantos compromissos e manter sua carreira solo e o trabalho com o Blues Etilicos?

FG: Acho que os 25 anos de estrada ensinaram como administrar essa parte.

Agora uma curiosidade de fã(rs) Como é tocar com um time tão competente como o Blues Etilicos, existem muitas discussões na escolha de repertorio e arranjos, ou sempre rolam unanimidades?

FG: Hoje já nos conhecemos e nos respeitamos tanto que tudo flui fácil. Mas no início, pra qualquer banda, pode ser bem difícil.

Como foi o processo de gravação do seu novo álbum? Qual foi seu critério para fazer o repertorio desse álbum?

FG: The Blues Follows Me é um tributo a Little Walter e tive a sorte de ser acompanhado pela Igor Prado Blues Band, que conhece essa linguagem como poucos no mundo.

Você já tocou com varias “feras” do blues, teve alguma dessas parcerias que te marcou mais que as outras?

FG: Com Charlie Musselwhite.

Na sua opinião, quem são novos talentos do blues nacional?

FG: Thiago Cerveira, Igor Prado Blues Band, Ivan Márcio, Marcelo Naves, Sérgio Duarte, Marcio abdo, Marcio Maresia, Blues The Ville, Big Chico e muita gente bacana em são Paulo, Gustavo Cocentino (de Natal), Ablusados (de Goiania) , Tiffany Helga , The Headcutters e Carlos May (de SC), Blues Groovers, Álamo Leal, Rodica, Maurício Sahady, Ricardo Werther (do Rio)

Qual seu equipamento de estúdio e de palco? Você é patrocinado por alguma marca?

FG: Sou o primeiro endorser das harmônicas Hohner em toda América do Sul e de fato elas são as melhores gaitas do mundo. uso amplificadores valvulados SERRANO AMPS (melhor que os importados) e microfones Astatic JT 30.



Como você vê o cenário da música no Brasil atualmente?

FG: Vejo muita coisa positiva e muitos talentos na nossa música, uma das maiores riquesas desse país. Vejo isso na música brasileira em geral, vocal e instrumental.

Vejo por outro lado, no chamado blues nacional, uma classe desunida que se desvaloriza. Vejo músicos e bandas que dizem tocar blues se oferecendo pra tocar praticamente de graça em festivais patrocinados por leis de incentivo, numa nítida competição desleal , um verdadeiro "dumping". Vejo"artistas de blues" nacionais que não se esforçaram o suficiente para aprender os rudimentos básicos de acompanhamento e ritmo nem respeitam o idioma original desse estilo, cantando com pronúncias e sotaques sofríveis. Vejo muito amadorismo, só que o público está começando a ver também , percebendo a diferença entre quem toca de verdade e quem finge que toca. Novos músicos de blues estão vindo com tudo, talento e profissionalismo e nós que somos de gerações anteriores jamais podemos nos acomodar. O aprendizado e aprimoramento de um músico nunca pode cessar.

Você acha que o blues feito no Brasil hoje é um blues que se difere do feito no resto do mundo?

FG: O blues é uma forma de arte tradicional. É como o nosso Choro. Pra se saber tocar choro, tem de estudar muito Jacob do Bandolim, Waldir Azevede, Pixinguinha e tantos outros.

Acho que muita gente no Brasil acha que o blues é uma forma livre feita em cima de 3 acordes e 12 compassos, que qualquer coisa é blues desde que siga esses parâmetros. É um equívoco.

O blues é um idioma musical que já foi estabelecido há muitos anos. Para se aprender blues além das obviedades de sua harmonia tem de estudar a fundo sua história e seus grandes mestres, que criaram e estabeleceram essa linguagem musical há muito tempo atrás. No caso do blues elétrico , uma boa pesquisa em todo acervo da Chess Records (entre fins dos anos 40 e meados dos anos 60) é mais que obrigatório para se entender essa linguagem.



Nas ultimas entrevistas, inauguramos uma nova coluna no BLOG. É uma cópia descarada (risos) de uma coluna da Cover Guitarra. Indo direto ao ponto:

Pra você qual é o melhor álbum da história?

FG: A coleção completa da Chess com 5 CDs - Little Walter.

Qual disco você tem ouvido bastante na última semana?

FG: Ricardo Werther - The Turning Point.

Qual disco você curte, mas tem vergonha de admitir?

FG: Eu admito todos que gosto, de Luis Gonzaga a Paulinho da Viola ,de Lenine a Cartola.
Tom Jobim, Paulo Moura , João Donato, Leo Gandelman ... muito blues e jazz ... só coisa boa !

De engraçado, eu admito que gosto do desenho animado Back Yardigans e adoro a música tema desse programa infantil.

Abraço,
Flávio

Flavio quero agradecer a oportunidade da entrevista , sem dúvida uma oportunidade de conhecer o seu trabalho e um pouco da sua história e trajetória musical. Desejo muito sucesso para você ! Grande Abraço !

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domingo, janeiro 30, 2011

Rory Gallagher


Rory Gallagher é irlandês de nascimento e iniciou o seu sucesso como guitarrista no “power trio” Taste, banda inglesa de rock que alcançou fama no final dos anos 70. Mas, a partir de 1971 ele resolveu seguir carreira solo lançando o cd “Rory Gallagher” e logo em seguida foi convidado a participar do Isle of Whigt Rock Fetsival, famoso festival do qual Jimi Hendrix já havia participado. A partir daí realmente sua carreira decolou e no mesmo ano de 1971 começou a trabalhar o 2º disco chamado “Deuce” onde o objetivo principal era gravar as músicas como um show ao vivo e o resultado foi um álbum com pouca produção e totalmente elétrico. Palavras do próprio Rory: “Eu amo tocar para o povo. O público significa muito para mim. Não é uma coisa vazia. Eu amo gravar também, mas preciso de um contato regular e frequente com o público, porque ele me dá energia!!! “ Daí é possível entender o por quê da gravação de “Deuce” ao vivo. Deste disco vocês vão poder ouvir a música “Crest of a Wave” que tem uma melodia fantástica, um vocal poderoso, forte e um solo de “slide” onde Rory mostra um pouco da sua técnica com sua Fender Strato, sem pedais, que o acompanhou por toda carreira desde os 15 anos de idade!!

A trajetória de Rory Gallagher seguiu com mais 14 trabalhos, entre eles o disco “Calling Card” (um de meus preferidos), de 1976, seu 8º álbum, que foi gravado em Munich, na Alemanha e produzido por Roger Glover, baixista do Deep Purple. A banda era formada por : Gerry McAvoy (baixo), Lou Martin (teclados), Rod de’Ath (bateria e percussão) e Rory Gallagher (vocais, guitarras e harmônica). Deste disco tem uma faixa espetacular que vocês podem ouvir que se chama “Jack-knife Beat”, um ritmo funk com um duelo de Rory com sua voz e guitarra, além de uma bateria bem marcada com o baixo pulsando junto!!



Certa vez, Roger Glover lembrando as gravações com Rory disse: “...uma vez, tarde da noite, Rory estava ao microfone, no estúdio, fazendo uma espécie de sermão, como um pastor, chamando a todos para repetir suas palavras e chamando a Deus. Isto durou toda a noite sempre com muita bebida e risadas. É isto que fez dele um grande astro, um grande “performer” ou seja, a sua habilidade em divertir o público, independente da ocasião.”


Infelizmente, depois de 16 álbuns gravados, muitos shows e grande reconhecimento dentro da comunidade musical Rory Gallagher faleceu em 14 de junho de 1995, após uma cirurgia para transplante de fígado. Bono Vox (U2) na época falou: “Rory foi um dos grandes guitarristas de todos os tempos e um grande cavalheiro, uma pessoa muito simples.”



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sexta-feira, janeiro 28, 2011

Kurt Weill


Essa semana o Daniel Argentino colocou no seu Jazz & Rock um post sobre a cantora Harcsa Verônica, ótima por sinal, e uma das músicas que ela canta no álbum analisado por ele é Speak Low, de Kurt Weill. Pego então esse gancho para falar do alemão. Nascido em 1900, ele morreu nos EUA em 1950, onde passou os últimos anos de sua vida. Compunha música para o teatro e ficou mundialmente conhecido pela parceria com Bertold Brecht, n’A Ópera dos Três Vinténs.

Pelo menos duas de suas músicas tornaram-se temas clássicos do jazz. Uma delas é a mencionada Speak Low, da peça “Um toque de Vênus”, que já foi gravada entre outros por Sarah Vaughan, Bill Evans, Marisa Monte e Billie Holiday, que você pode curtir no vídeo abaixo.



Ouça agora a ótima versão de Harcsa Verônica para a mesma música, com um arranjo completamente diferente:



A outra música é Mack The Knife, ou The Ballad of Mack The Knife (no original em alemão, Die Moritat von Mackie Messer), da já citada Ópera dos Três Vinténs. Pela sua estrutura e balanço, sempre foi um prato cheio e sucesso garantido para Louis Armstrong, Ella Fitzgerald, Bob Darin, Michael Buble e outros.



Certamente você já tinha ouvido Mack The Knife em algum lugar. Veja agora a versão genial que Chico Buarque fez dela para sua Ópera do Malandro, peça de teatro que acabou virando filme, e que por sinal inspira-se na Ópera dos Três Vinténs. Claro, Chico não se limitou a traduzir a letra e fez mais uma de suas fantásticas críticas, usando a cachaça como fio condutor.



É isso. Bom final de semana, caros Musicólatras, curtindo o som desse fantástico compositor que é Kurt Weill!

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quinta-feira, janeiro 27, 2011

Música Antiga por Jordi Savall e Ensemble Hesperion XXI


Nos últimos trinta anos Jordi Savall vem sendo reconhecido como um dos maiores músicos e pesquisadores da música antiga, trazendo ao mundo partituras abandonadas e esquecidas.

Jordi Savall é considerado o mais importante nome na revitalização da música antiga, instrumentista e estudioso de obras antigas e já esquecidas por outros historiadores.Nasceu na Catalunha, aos 6 anos cantava em um coro infantil em Barcelona, indo estudar anos depois no Conservatório de Barcelona, violoncelo e teoria musical. 

Viola da Gamba
Seus primeiros estudos com a viola da gamba e música antiga foram autodidatas, depois se mudou para a Suíça, indo estudar na Schola Cantorum Brasiliensis como forma de aperfeiçoamento desse instrumento e acabou se tornando um dos defensores da importância da música antiga na Península Ibérica. 

Criou três grupos de música antiga: 
  • Ensemble Hesperion XX (1974) que se chama agora Hesperion XXI desde o ano 2000 
  • La Capella Real de Catalunya (1987) 
  • Le Concert des Nations (1989) 
Esses grupos têm repertório diversificado que vai desde a Idade Média até partituras do séc. 19. Junto com sua esposa a cantora catalã Montserrat Figueras já traduziu inúmeras partituras de origens turcas, gregas, espanholas e mouras. 


Jordi dirigiu orquestras de prestígio como a Filarmônica Barroca de São Francisco, a Orquestra Gulbenkian, Orquestra de Câmara de Salzburgo e a Orquestra de Câmara de Viena.

Gravou cerca de 170 álbuns recebendo mais de 50 prêmios internacionais, condecorado com dezenas de medalhas dos governos francês, espanhol e austríaco. 

Em 1998 cria sua própria gravadora chamada Alia Vox  e passa a editar seus álbuns e se destaca com a trilha sonora do filme Todas as manhãs do mundo pelo qual ganhou o César, o Oscar francês de melhor trilha sonora. 

Todas as Manhãs do Mundo
Além da trilha sonora, contracenou no filme com Gerard Depardieu que interpretou o personagem Marin Marais.

O instrumentista ainda participa de diversos projetos culturais seja como concertista ou pedagogo, são cerca de 140 concertos por ano, 6 gravações em estúdio anuais, diversas palestras.

Sua total entrega à música antiga e a viola da gamba tem o poder de transmitir e desmistificar a música antiga como sendo elitista, trazendo suas pesquisas ao público cada vez mais jovem e aliando música com literatura.

Como no álbum Christophorus Columbus: Los Paraísos Perdidos de 2006 onde apresenta uma combinação rara de fontes históricas e musicais do séc. 15 espanhol e recupera com isso o patrimônio musical e histórico da Península Ibérica. 

Em 2006 concorreu ao Grammy com o álbum Don Quijote de la Mancha para o prêmio de disco do ano. 


E outro exemplo dessa interação entre música e literatura surgiu o álbum Lachrimae Caravaggio, um cd dedicado ao pintor, com música da época e 7 pinturas comentadas pelo escritor Dominique Fernandez. 

Jordi Savall também dá muita importância à cultura oral, exemplo de seus álbuns Diáspora Sefardi e Oriente e Ocidente. Criou um álbum para contar a história de um príncipe moldavo que chegou a Istambul como escravo e que depois seria diplomata servindo seu pai, o príncipe chegou inclusive a escrever um tratado sobre música no século 18 sobre formas, estilos e teoria das músicas otomanas, recolhendo cerca de 335 composições, 9 de autoria própria transformando esse tratado na mais importante coleção de música instrumental otomana dos séculos 17 e 18. 


Para a realização desse álbum Savall chamou músicos ocidentais e orientais transformando assim em um álbum cosmopolita e fascinante. Mas não é só de música antiga que Savall vive, inúmeras partituras barrocas tem sido trazidas com uma qualidade de interpretação acima do comum, como Vesperais da Beata Virgem de Monteverdi, os concertos de Brandemburgo de Bach, além de diversas obras de Haydn e Mozart. 

Vale a pena conhecer seu imenso trabalho com a música antiga principalmente nas peças em que sua esposa canta, de uma beleza secular.

Assistam os vídeos, no último vídeo abaixo Jordi Savall interpreta Folias de Espanha de Antonio Martin y Coll, com a participação de sua filha Ariana Savall na harpa.

Pesquisa e Texto: Marcello Lopes 
Fotos: Google
Vídeo: Youtube

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terça-feira, janeiro 25, 2011

Google homenageia Tom Jobim

Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, mundialmente conhecido como Tom Jobim. Um dos maiores músicos da história, foi compositor, maestro, pianista, arranjador, cantor e violonista.

Se estivesse vivo, Tom Jobim completaria nesta terça-feira, 84 anos. E para homegear o compositor, o Google criou um doodle muito especial, :

O desenho faz referência à orla do Rio de Janeiro, recordando uma das canções mais famosas de Tom Jobim, “Garota de Ipanema”.

O Legado de Tom Jobim (Por Nelson Motta)

Esta matéria foi ao ar no Jornal da Globo, no dia 19/01/2010. Nelson Motta narra a tragetória de Tom Jobim, e relata com detalhes momentos vividos pelo compositor, falando sobre o seu legado e principalmente pela falta que ele faz.



Site Oficial: Tom Jobim
Site Oficial: Clube do Tom

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domingo, janeiro 23, 2011

O Blues Delas!

Olá Musicólatras

A guitarra no blues é praticamente dominada por homens, ainda mais num mundo ainda muito machista. De forma alguma podemos dizer que grandes mestres da guitarra blues como B.B. King, Buddy Guy ou Muddy Waters não são bons musicos ou qualquer coisa do tipo (sera até pecado dizer isso). Mas como em tudo nessa vida, faltava um toque feminino, e por que não na fina arte de se tocar e improvisar um blues com uma guitarra na mão?. O post de hoje vou citar duas guitarristas que além de muito talentosas conseguem transferir para seus instrumentos todo o charme e beleza que (perdão aos machistas de plantão) só as mulheres tem!!!

Bonnie Raitt

Dona de uma técnica impecável de slide guitar, Bonnie Raitt é com certeza uma das mais importantes guitarristas de Blues. Além de guitarrista é ótima cantora e compositora. Raitt ja se apresentou ao lado de grandes nomes do Blues tais como B.B. King, Eric Clapton, Buddy Guy e John Lee Hooker




Erja Lyytinen


Como diria meu amigo Daniel "Argentino"
- "Você já parou para pensar que na Finlândia existe uma excelente cantora/guitarrista de blues ? - Aposto que não !"

Pra falar bem a verdade nem eu imaginava que existia uma guitarrista de blues na Finlandia, e diga -se de passagem ela faz um blues de primeira qualidade. Como eu disse em outro post "hoje com toda essa globalização musical não fica dificil de se encontrar um(a) musico(a) de jazz ou blues em paises pouco provaveis. Mas sempre é uma grata surpresa encontrar musica boa em lugares "diferentes".

Mas voltando ao assunto(rs)

Erja Lyytinen nasceu na cidade Kuopio (Finlândia), faz parte de uma "Família Musical", sua mãe toca contrabaixo e seu pai é guitarrista. E sendo uma excelente guitarrista e dona de uma técnica fantástica no slide, Erja escolheu o caminho do blues para trilhar e compor suas canções.

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sexta-feira, janeiro 21, 2011

A guerra do jazz: Wolf Pack Band

Dave Brubeck - Wolf Pack Band

O Swing era o ritmo favorito dos americanos nos anos 30. O futuro pianista Dave Brubeck, nasceu em 1910, na California. Sua mãe queria que ele fosse pianista clássico e seu pai, fazendeiro, queria que o filho lhe seguisse os passos. Assim passou sua infância, cavalgando e tocando piano. “Meu sonho”, declarou ele mais tarde, “era que um dia o ônibus de Benny Goodman quisesse passar pelo meio do nosso gado e eu não o deixaria passar a menos que ele me deixasse entrar no ônibus e tocar um pouco com eles.”

Benny Goodman nunca apareceu por lá, mas seu pai finalmente cedeu. Assim, quando os EUA entraram na guerra, Brubeck estava se formando em música na faculdade. Alistou-se em 1942, mas embarcou para a Europa apenas em 1944. Ao invés de ir para a frente de batalha como queria foi escolhido para liderar uma banda do exército, e formou a Wolf Pack Band.

Havia muita segregação racial no exército americano. Até os suprimentos de sangue eram separados para os brancos e os negros, conforme a cor de seus doadores (!?). Mas a Wolf Pack Band de Brubeck era uma exceção. Seu mestre de cerimônias, Gil White, era negro, assim como o trombonista, Richard Flowers. Juntos estiveram bem próximos ao front, tendo uma vez se perdido atrás das linhas alemãs.

A Wolf Pack ficou no 3º Exército de Patton até o final da guerra. Quando retornaram aos EUA, fizeram uma escala no Texas e foram a um restaurante fazer uma refeição, mas não deixaram os músicos negros entrar. Um deles, em prantos, disse “veja pelo que passamos em nosso primeiro dia, não posso nem comer com vocês”, e completou “eu imagino se valeu a pena ter passado por tudo isso”.

Em todos os grupos que formou após a guerra, Brubeck se recusava a tocar em locais em que a audiência era segregada, tendo abandonado um show de televisão quando soube que o diretor estava orientando os câmeras para não filmar seu baixista Gene Wright, que era negro.

“O primeiro homem negro que eu vi”, declarou Brubeck anos depois, “era um amigo do meu pai, que tirou a camisa a pedido deste e me mostrou uma marca em seu peito. Era uma marca como as que se faz no gado. E meu pai me disse ‘Essas coisas não podem mais acontecer’. Essa é a razão e o objetivo da minha luta.”

Ouçam Bluette, do próprio Brubeck, um belíssimo tema, só para fugir um pouco do tradicional Take Five. A montagem do vídeo abaixo foi feita sobre quadros de Juan Miró, que inspiraram a capa de seu álbum Time Further Out.

Tá bom, concordo, não podíamos deixar de fora a genial Take Five.

Dave Brubeck Quartet, com Joe Morello (bateria), Eugene Wright (baixo) e Paul Desmond (saxofone)

É por esses e por outras que a homenagem mostrada abaixo, prestada em 2009 por ocasião de seu 89º aniversário, foi mais que justa. Imagino a emoção que ele deve ter sentido ao ver seus filhos no palco tocando.

Vi o vídeo acima pela primeira vez no blog Etc & Jazz.

Texto traduzido e adaptado de Jazz – A History of America’s Music, de Geoffrey C. Ward e Ken Burns


Leia os outros posts da série A guerra do jazz em:

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quinta-feira, janeiro 20, 2011

James Moody


Amigos, deixo aqui uma reportagem excelente do jornal O Estado de Sp sobre o saxofonista James Moody que faleceu em Dezembro. A reportagem é assinada por João Marcos Coelho.

São raros os compositores que têm uma canção gravada por artistas tão diversificados como Amy Winehouse, Sarah Vaughan, George Benson, Aretha Franklin... Pois o autor da façanha é James Moody, saxofonista que se notabilizou por um som particularmente aveludado.

Em 1949, gravou, em improviso informal, uma melodia diferente sobre a sequência de acordes da clássica canção I"m in the Mood for Love, de Jimmy McHugh com letra de Dorothy Fields.

Ela havia sido lançada em 1935, no filme Every Night at Eight (Às Oito em Ponto). Moody"s Mood for Love, a versão com nova letra colocada por Eddie Jefferson correu mundo. E em suas últimas seis décadas de vida (morreu em 9 de dezembro, aos 85 anos), Moody jamais pôde deixar de tocar - e cantar, sim, ele cantava bem - sua marca registrada.

Teve outro momento de glória na grande mídia, quando fez uma ponta em 1997 no filme Meia-Noite no Jardim do Bem e do Mal, de Clint Eastwood.

Foi uma alma gêmea para Dizzy Gillespie desde os anos 40 (tocou em sua big band de 1946, ao lado de Miles Davis, Thelonious Monk e Kenny Clarke, entre outras feras do bebop recém-nascido) até 1993, quando o autor de Night in Tunisia e seu ídolo confesso morreu.

Não se pode dizer que inovou. Mas levou a bandeira estilística de Lester Young a alto nível de qualidade. Improvisava como quem canta; privilegiava as notas longas, daí ser um baladeiro incomparável. Nos graves, sonoridades aveludadas que pouco se aventuravam nas asperezas.

Curiosamente, o seu carimbo musical não esteve em sua mais bem-sucedida sessão de gravação da plena maturidade, em 2008, em que todas as qualidades acima descritas estão nítidas. No trio que o acompanhou, só velhos amigos. Como o excepcional pianista Kenny Barron, que gravou com Moody pela primeira vez na década de 70 e hoje tem 67 anos; no contrabaixo, está o experiente Todd Coolman, que já tocou com Gerry Mulligan e Horace Silver, entre outros; e, na bateria, o veterano Lewis Nash, cujos parceiros formam um "who"s who" do jazz moderno. Ao todo, 17 performances, basicamente standards e uns poucos temas originais.

No ano seguinte, a IPO Recordings distribuiu Moody 4A, com as primeiras oito, em que se incluíam Round Midnight, Bye, Bye, Blackbird e East of the Sun; e, pouco antes da morte de Moody a mesma gravadora lançou as outras nove faixas.

Pouca gente sabe que James Moody nasceu em Savannah, na Geórgia, e foi diagnosticado precocemente como surdo e deficiente mental já que não conseguia ouvir o que os professores diziam. "Sou meio surdo, e não ouço bem os sons muito agudos. Mas nos graves, ouço tudo", dizia.

Brian Morton, um dos grandes especialistas ingleses modernos, autor do Penguin Jazz, a bíblia do gênero, escreve que "seu estilo é muito vocalizado", ou seja, ele imita bastante o jeito da voz. "Seus improvisos parecem nascer a partir das letras das músicas que interpreta, e não simplesmente em função dos acordes ou da melodia escrita."

Sabores. É uma característica de Moody 4B, uma gravação em que ninguém tem pressa. Mesmo nos temas mais rápidos. Hot House, por exemplo, é tocada como se alguém estivesse apertando o freio de mão do andamento. Mas isso não quer dizer que a música se arrasta; ao contrário, eles saboreiam cada frase, do mesmo modo como desfilam refinamento.



Enquanto Coolman e Nash curtem a discrição, Barron é espaçoso (ele merece) e transforma-se num dos grandes destaques do CD. Abre com um solo com jeito de ragtime a primeira faixa, o célebre prefixo da big band de Duke Ellington, Take the "A" Train, de Billy Strayhorn; esparrama-se numa leitura latina de Speak Low; e faz o colchão perfeito para o sax de Moody em Along Came Betty, do amigo saxofonista Benny Golson (com quem brincou numa outra paródia, Benny"s from Heaven, em cima do clássico Pennies from Heaven, de 1935).

Moody 4B não é apenas um bom disco. É um comovente e belo testamento musical para o talento de James Moody.

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terça-feira, janeiro 18, 2011

Ingressos: Os valores abusivos cobrados no Brasil

Ola Musicólatras

Hoje vou falar sobre um assunto que tem tirado o sono de muitos fãs pelo Brasil: O alto valor dos ingressos. Eu cheguei ao conhecimento da matéria através do Blog Flight 666 – Iron Maiden Brasil , mas a matéria foi publicada no caderno Divirta-se e no blog Combate Rock, ambos do jornal O Estado de São Paulo, a matéria é de autoria das jornalistas Carol Pascoal e Marina Vaz.

Antes de postar a matéria, gostaria de fazer uma pergunta: Quem aqui já deixou de ir a um show de um músico ou banda internacional por causa do preço do ingresso ?

Ir a um show não é uma tarefa simples. Conseguir dinheiro para compar o ingresso é apenas o primeiro investimento, isso sem falar que muitas vezes não podemos dar ao luxo de comprar o ingresso naquele setor que desejamos, mas para o fã, o importante é estar no show. Com o ingresso em mãos, é hora de por na ponta do lapís outros gastos, como transporte e dependendo do local e distância, a hospedagem, temos que incluir a alimentação.

A questão em si não é dizer se o show do músico X ou banda Y, vale tal investimento. Claro que todo fã vai dizer que sim, até porque muitas vezes é um show tão esperado e que pode marcar a vida da pessoa. A questão que a matéria propõe, é tentar entender o motivo dos preços abusivos, principalmente nos shows internacionais.

Culpar a pirataria como única causa é muito simples, apesar de saber que ela afeta o mercado da música, porém não podemos nos esquecer que no mundo inteiro existe esse mesmo problema, e por que no exterior os ingressos não são cobrados com preços tão abusivos?

A matéria das jornalistas Carol Pascoal e Marina Vaz apresenta uma série de informações interessantes, como a comparação dos valores dos ingressos, os festivais, também há espaço para que os representantes de duas produtoras de shows expliquem o motivo dos valores e por fim o comentário de uma advogada do Procon.

A matéria foi retirada do site do jornal O Estado de São Paulo, porém adicionei alguns comentários durante a matéria.

Leia, pense a respeito e não esqueça de deixar a sua opinião sobre o assunto (nos comentários). Boa Leitura.


PREJUIZO CALCULADO

Os gráficos publicados abaixo calcula o valor que você teria gastado se tivesse ido aos principais shows internacionais do ano. Leia sentado para não cair da cadeira.



PONHA NA CONTA

O ingresso só lhe dá o direito de entrar no local do espetáculo. Um show custa mais do que isso. Relacionamos o preço médio de outros itens que costumam fazer parte do programa



U2 em Abril

Algum musicólatra pretende ir ao show do U2 em abril?. Você sabia que o custo para assistir esse show no melhor lugar do estádio, aqui no Brasil, é quase o mesmo que assistir a banda em Buenos Aires, na Argentina? Se você incluir os gastos da viagem, a diferença é pouco mais de R$ 100, isso sem falar que você ainda terá um dia livre para passear. Impressionante não? Veja o gráfico abaixo.



OFERTA E PROCURA ?

Em 2008, quando Ozzy Osbourne tocou em São Paulo, no Palestra Itália, acreditava-se que aquela seria a sua última turnê. Não foi. Em 2011, Ozzy volta à cidade, na Arena Anhembi, com um aumento expressivo no preço dos ingressos.

"O show anterior foi para 40 mil pessoas. Agora, serão 25 mil. O público vai ver o artista mais de perto e deve ser sua última turnê", explica Alexandre Faria, diretor artístico da T4F. Será?



A inflação de abril de 2008 até hoje, pelo índice IGP-M (FGV), foi de 14,88%. Já a ‘inflação’ dos ingressos do show de Ozzy, no mesmo período, foi de 100%.

O Aerosmith começou a sua turnê na America do Sul. Em maio, passou por São Paulo e seguiu para outros países. O gráfico mostra os valores dos ingressos em vários países por onde a turnê passou. E adivinha onde o ingresso foi mais caro? E quem paga a conta? Os fãs brasileiros.

Confira o gráfico.



VIP - Valor Indevidamente Pago

06/02 - Beyoncé, no Morumbi. R$ 600. No meio do espaço reservado aos vips, havia um palco menor usado pela cantora. Mas a área era maior do que o necessário, com espaços vazios. Enquanto isso, na pista normal, o público se espremia na tentativa de reproduzir a coreografia de ‘Single Ladies’.

09 a 11/10 - SWU, Fazenda Maeda. R$ 640/dia. A banda Rage Against the Machine é contrária à pista vip. Resultado: os fãs da pista comum atiraram objetos e tentaram invadir o espaço. O show foi interrompido.

04/11 - Black Eyed Peas, no Morumbi. R$ 500/R$ 600. Duas áreas privilegiadas foram montadas: a pista Premium e a Golden. Esta última, uma vip dentro da vip. "O grupo sugeriu esta opção e nós aceitamos. Também fazem isso em outros países", afirma João Paulo Affonseca, diretor da Mondo Entretenimento.

OS FESTIVAIS, SÃO A SOLUÇÃO ?

A primeira grande atração de 2010 em São Paulo, foi o show do Metallica. Porém para assistir a apresentação da banda no Morumbi, os fãs tiveram que desembolsar entre R$ 150 e R$ 500. Para quem não foi, há uma solução mais em conta. A banda volta ao Brasil agora em 2011 para o Festival do Rock in Rio, a diferença é que agora o ingresso irá custar na faixa de R$ 190.

Outro exemplo citado no jornal foi o festival SWU (Starts With You), que aconteceu entre os dias 9,10 e 11 de Outubro de 2010 na Fazenda Maeda, localizada em Itu, a cerca de 70 KM de São Paulo. O evento ocupou um espaço de arena de 200 mil metros quadrados e recebeu milhares de pessoas. O evento também contou com a exposição de artes, tenda de música eletrônica, palco para novos artistas e muito mais. O interessante é que os fãs puderam acampar no local, claro que tiveram que desembolsar para isso, mas foi uma solução prática.

O gráfico abaixo é uma mostra o resumo dos dois principais festivais de 2010. O SWU e o Planeta Terra. Confira os numeros.



"Os festivais têm mais facilidade para captar patrocínio - não dependem de venda de bilheteria. Isso viabiliza valores de ingressos mais baixos." explica o produtor cultural Marcos Boffa.

O OUTRO LADO DA MOEDA.

Em todos os casos é preciso ouvir os dois lados da história, certo? E quando eu li a matéria, achei que o jornal fez muito bem em expor os fatos e também por abrir um espaço para que os representantes das principais produtoras de eventos/shows pudessem comentar o assunto, do ponto de vista deles.

Alexandre Faria, diretor artístico da Time For Fun.

A venda de ingressos ‘paga’ o show?
Depende do artista. As receitas são a venda de tíquetes mais a venda de patrocínio.

Por que os shows são mais caros em São Paulo?
O impacto da meia-entrada é grande e a carga tributária também eleva os valores.

Você não acha os ingressos caros demais?
Não. Pode ser que um ou outro tenha sido, mas, se analisarmos nosso portfólio, eles tiveram uma procura compatível com a capacidade de cada local.

Os festivais não são uma saída?
Grandes artistas, como U2, Bon Jovi e Rush, fazem shows customizados, não vão fazer parte de um festival. Só os artistas médios.

E quanto à taxa de conveniência?
Ela é opcional. A pessoa pode comprar na bilheteria oficial, sem taxa. Paga quem quer.

Por que a cobrança é porcentual, se a ‘conveniência’ é a mesma para todos?
Um valor fixo ficaria muito caro para ingressos mais baratos. E muito barato para ingressos mais caros… É. Haveria um desequilíbrio. Há também a taxa de retirada na bilheteria. Volto a repetir: basta comprar direto lá.

João Paulo Fonseca, diretor da Modo Entretenimento.

Quanto do custo de um show é suprido pela venda de ingressos?
80%. O restante é patrocínio.

O que determina o preço do ingresso?
O valor da produção e o potencial de venda de meia-entrada. Tem o patrocínio também, mas é sempre um risco, porque primeiro a gente fecha com o artista.

Como a Mondo se posiciona em relação à meia-entrada?
A gente respeita a lei municipal que propõe uma cota de 30% dos ingressos, mas, dependendo do fluxo, pode ser maior.

Você acha os ingressos caros?
Acho. Mas tem que ser caro, por causa dos riscos altos dessas operações.

Como os festivais reúnem tantos shows por preços menores?
O Planeta Terra tem nossa curadoria, mas é um produto do portal Terra. Os investimentos feitos por eles subsidiam os valores de ingressos.

Por que a cobrança da taxa de conveniência é proporcional ao valor do ingresso se o serviço é o mesmo para todos?
O serviço é terceirizado, mas a gente negocia o melhor para o consumidor. A taxa é respeitada pelas principais empresas do mercado.

VOCÊ SABIA ?

Taxa de Conveniência: A taxa de conveniência é um valor adicionado aos ingressos comprados por telefone ou pela internet. As empresas cobram, em média, 20% a mais por esse serviço. A taxa de entrega a domicílio é cobrada à parte.

Taxa de Recebimento: "Se o consumidor teve de se deslocar para retirar o bilhete, eu entendo que a taxa de entrega, neste caso, é infundada e afronta o Código de Defesa do Consumidor", afirma a advogada Ellen Gonçalves.

A pedido do Divirta-se, a advogada Ellen Golçalves interpretou a lei sobre a cota de meia-entrada, e afirmou que hoje a lei é considerada considerada "inconstitucional e não está vigendo". "Existe um projeto em trâmite no Senado Federal para regulamentar o tema e nele há a previsão de porcentual máximo, mas é apenas um projeto", completa.

Já o Procon afirma que a cota de 30% se aplica exclusivamente a estudantes de ensino técnico ou escolas de inglês, que têm direito ao benefício pela lei municipal. "Para os estudantes de ensino fundamental, médio e superior não pode haver cotas", diz Renan Ferraciolli, assistente de direção do Procon-SP.

Outra questão importante é sobre a taxa de conveniência, segundo o assistente de direção do Procon-SP, Renan Ferraciolli, a taxa não pode ser cobrada em termos porcentuais, já que a conveniência é a mesma.

COMO SE DEFENDER?
Para o consumidor que se sentir lesado, a advogada Ellen Gonçalves indica as seguintes etapas:

1. Primeiro, você deve procurar a própria empresa por meio do SAC.
2. Se a empresa não solucionar o problema, entre em contato com o Procon (pelo telefone 151).
3. Se o auxílio do Procon não resolver o caso, procure um Juizado Especial Cível, especializado em atender casos de menor complexidade, sem custo nenhum.


Segue abaixo uma pequena lista com os principais shows de rock em 2011.

15/01 - Summer Soul Festival. Com Amy Winehouse. Arena Anhembi, 4003-1527. R$ 200/R$ 500.

26/03 - Iron Maiden, no Estádio do Morumbi, 4003-1527. R$ 100/R$ 350.

02/04 - Ozzy Osbourne, na Arena Anhembi, 4003-0848. R$ 200/R$ 600.

09/04 - U2, no Estádio do Morumbi, 4003-0806. R$ 70/R$ 1.000.

14/04 - Roxette, no Credicard Hall, 4003-5588. R$ 90/R$ 350.

23 a 25/9 e 30/9 a 2/10 - Rock in Rio, com Metallica, Red Hot Chili Peppers, no Rio. R$ 190.


FONTE: O Estado de São Paulo e Blog Fight 666 - Iron Maiden Brasil

CONFIRA A MATÉRIA NA ÍNTEGRA: CLIQUE AQUI

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segunda-feira, janeiro 17, 2011

Traveling Wilburys

Olhando algumas postagens antigas no nosso arquivo, reli o artigo que o Daniel escreveu sobre Supergrupos; e então pensei em falar sobre este em particular, já que não foi citado na postagem e nem nos comentários. 

O Traveling Wilburys foi um supergrupo que se juntou pra gravar apenas dois álbuns, entre 1988 e 1990; e eles eram ninguém menos que George Harrison, Jeff Lynne, Roy Orbison, Tom Petty e Bob Dylan. Infelizmente, Roy Orbison faleceu pouco depois do grupo lançar o primeiro álbum, que é considerado um clássico.

esq. dir., cima p/ baixo: Jeff Lynne, Roy Orbison, Bob Dylan, George Harrison e Tom Petty -1988


O grupo surgiu meio sem querer. George queria gravar um lado B pro seu single This Is Love, com seus amigos Roy Orbison e Jeff Lynne; e então foram para o estúdio de Bob Dylan. George havia esquecido sua guitarra na casa de Tom Petty, que foi até o estúdio levá-la. No fim das contas, acabou todo mundo participando da música, até chegarem à conclusão de que uma música era pouco e então lançarem o Traveling Wilburys Vol. 1.

O nome veio de uma piada interna. Sempre que acontecia alguma falha técnica nas gravações, George dizia "we'll bury 'em in the mix" (algo como "vamos enterrá-las na mixagem"). O novo nome gerou até os pseudônimos dos músicos, que ganharam o sobrenome Wilbury, como se fossem todos irmãos.

Handle With Care foi a tal música que deu origem a tudo:

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domingo, janeiro 16, 2011

O Rock´N´Roll Morreu?

"Jornal inglês divulga artigo decretando a morte do rock (de novo). O motivo da matança foi decretado porque entre as músicas no top 100 das mais vendidas no Reino Unido, há apenas três canções consideradas rock".


Olá Musicólatras...

A poucos dias eu li essa noticia e fiquei realmente espantado! E acabei por me perguntar até quando vão querer matar o rock?!? Claro que não vivemos o melhor momento para o rock, com a Mtv e outras redes de televisão e radio "enfiando" no publico aquilo o que eles querem. Mas ao mesmo tempo eu vejo artistas novos, e grandes bandas aparecendo, se a midia não quer dar atenção ao rock...pra mim tudo bem, mas por favor parem de tentar matar o rock!!!

Uma dessas novas bandas que estão se destacando é o Wolfmother, uma banda Australiana formada em 2000, que traz um som totalmente voltado pro Hard Rock classico.





O The Answer é uma banda Norte Irlandesa, formada no ano 2000 e que traz em seu som muita influencia das bandas classicas de hard rock





E para terminar vamos aos blues com Derek Trucks, que apesar de ser muito respeitado dentro da cena blueseira ainda é muito novo! Trucks é guitarrista da Allman Bothers Band e de sua própria banda a Derek Trucks Band.





É isso ai Musicólatras, depois desses três exemplos não é dificil concluir que se engana quem acha que o rock morreu! Como diria Neil Young.

"Rock and roll will never die, Rock and roll is here to stay"

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sábado, janeiro 15, 2011

Casa do Boka

Os moradores da Casa do Boka, os mineiros Rodrigo Romão e Marcelo Braga, sabem muito de Rock. Seus posts são organizados por álbuns, dos quais fazem uma análise bastante legal, além de disponibilizar uma música e eventualmente um link. Graças a eles descobri que a cidade de Carmo do Paranaíba, em Minas Gerais é conhecida como a Cidade do Rock. Quando formos fazer o primeiro encontro ao vivo dos Musicólatras, taí uma boa sugestão de lugar.

Casa do Boka

Quem conversa com a gente é o Henrique Rodrigues (Koyzzah). Segue o texto que ele nos mandou.

A concepção da Casa do Boka surge da tentativa de reduzir as distâncias entre amigos, uma vez que os blogueiros da Casa são todos oriundos de Carmo do Paranaíba-MG (CP Rock City), mas por acaso do destino nenhum reside na mesma cidade que outro. Sempre quando tínhamos a oportunidade de reunirmos o rock estava, certamente, na pauta de discussões. A criação do blog, em 30 de outubro de 2008, possibilitou a exposição da visão de cada um sobre a música, e meio que sem querer trouxe outros amigos para o seio dos debates, vide a lista de recados do blog.

O interesse pela blogosfera começou quando percebemos que seria uma ferramenta muito útil de comunicação para a divulgação da música, mais especificamente rock and roll, bem como a aproximação entre os amigos e a diversão que o tema proporciona, já que temos a oportunidade de fugir um pouco do cotidiano e dedicar algumas linhas à música.

Não existe nada determinado entre os blogueiros, postamos quando temos tempo, e, principalmente, quando ouvimos algum som novo e que desperta a vontade de fazer um post. A Casa do Boka é um blog ainda pouco conhecido no mundo virtual, e se comparado a outros tem poucas visitas, no entanto não nos preocupamos em simplesmente ser um depósito virtual de arquivos. Buscamos sim escrever resenhas de qualidade, que provoque no visitante a vontade de ouvir o álbum postado.

Os blogs, assim como toda a internet, são instrumento de divulgação. Divulga-se o que quiser na rede, obviamente sem invadir a esfera de liberdades de terceiros. Os  blogs trouxeram a oportunidade de pessoas comuns, que trabalham longe das artes literárias, fazerem suas publicações. É uma via de mão dupla, uma vez que existe o lado positivo da liberdade e da facilidade de publicação, mas em contrapartida há um sem número de blogs sem conteúdos culturais, em que o autor simplesmente se restringe a dizer como foi seu dia... quem quer saber?? Kkkkkk Mas enfim, quem faz essa filtragem é o ser que ocupa o espaço entre a cadeira e o monitor, e cada um procura a cultura e a informação que melhor lhe aprouver.

Os autores da Casa do Boka têm uma ligação muito forte com o rock, primeiro por que vem de uma cidade ímpar em que grande parte de nosso circulo social respira rock, segundo porque sempre houve um tempo em que tocamos em bandas para fins de divertimento, logicamente que sem o muito jeito para coisa só nos restou ouvir e transpirar o rock, desse modo só resta sermos musicólatras!!

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sexta-feira, janeiro 14, 2011

A guerra do jazz: Ghetto Swingers

Swing KidsNada do que os nazistas fizeram na Europa ocupada conseguiu acabar com a música que o ministro da propaganda Joseph Goebbels chamava de “a arte dos sub-humanos”. O jazz teimosamente permaneceu vivo, como um brilhante símbolo da resistência. Quando os alemães baniram a execução de qualquer música americana na França, os músicos locais simplesmente trocaram o nome das músicas. “In the Mood” virou “Ambiance”. “Jumpin’ at the Woodside” foi renomeada para “Dansant dans la Clairière”.

Na própria Alemanha, os jovens fãs, que se autointitulavam “Swing Kids”, continuaram a desafiar a Gestapo durante toda a guerra, reunindo-se em segredo para tocar seus discos e dançar. Não foram poucos os que morreram por isso. Há um filme muito legal sobre esse tema, apropriadamente chamado de “Swing Kids”, o qual recomendo a quem se interessa pelo assunto.

O vídeo abaixo é uma montagem sobre o tema e contém cenas do filme citado.

Para desviar a atenção de seus crimes, os nazistas fizeram um filme de propaganda para demonstrar sua bondade. O campo de concentração de Terezin, nos arredores de Praga, foi maquiado para parecer uma agradável vila. Roupas novas foram distribuídas aos seus “moradores”, que eram alegremente entretidos por uma banda de jazz chamada Ghetto Swingers, da qual restou apenas a fotografia abaixo. Após a realização do filme, os músicos e demais artistas foram embarcados para Auschwitz, onde morreram com outras centenas de milhares de pessoas.

Ghetto Swingers

Muito tempo após a guerra, um reporter perguntou a Dizzy Gillespie se o jazz poderia ser considerado uma música séria. “Homens morreram por essa música,” ele disse. “Nada pode ser mais sério do que isso.”

Texto traduzido e adaptado de Jazz – A History of America’s Music, de Geoffrey C. Ward e Ken Burns

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quinta-feira, janeiro 13, 2011

Fado



Olá,

Hoje eu falo sobre um gênero que representa toda uma nação, uma unanimidade na Europa, o fado é português e todo português é um fadista.

A palavra fado vem do latim, fatum que significa destino, a origem da música remete aos mouros (assim como o flamenco na Espanha deve muito aos árabes) com seus cânticos principalmente no bairro da Mouraria (uma conhecida música do Madredeus fala sobre o bairro) onde moravam após a reconquista cristã.

Outra teoria ao meu modo de ver mais documentada, é que o fado teve origem de uma mistura de culturas existentes em Portugal nos séc. 18 e 19.

Amália Rodrigues

O fado era música de portos cantados pelos marinheiros e é esse a raiz de todos os outros fados, à partir da metade do século 20, os fadistas começam a sair do anonimato e das vielas para cantarem nos cinemas, teatros e rádios, e com isso surge as casas de fado, profissionalizando o cantor onde só era permitido cantar um repertório devidamente aprovado por uma comissão pré-estabelecida.

O fado moderno teve sua grande estrela com Amália Rodrigues, (assim como Edith Piaf está para a música francesa) foi ela quem popularizou as músicas versadas por grandes poetas portugueses como David Mourão-Ferreira, Luís de Camões e foi seguida por uma enorme lista de outras fadistas que posso destacar Beatriz da Conceição e Maria da Fé.

Um cantor de fado conhecido é João Braga, que cantou músicas com letras de Fernando Pessoa.

O fado moderno é acompanhado de um grande número de instrumentos, como a sonoridade que MadreDeus fez em seus primeiros álbuns.

MadreDeus
Entre outros fadistas contemporâneos posso destacar o trabalho de Mísia nos anos 80-90, Mariza e Cristina Branco, de Pedro Caldeira Cabral.

Se forem à Portugal não deixem de visitar o bairro de Alfama ou Mouraria com suas casas de fado.

Mísia - Triste Sina



Mariza - Gente da Minha Terra



Amália Rodrigues - Estranho forma de Vida




Mariza



Mísia

Pesquisa: Marcello Lopes
Fotos: Google

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terça-feira, janeiro 11, 2011

Wolfmother: Resgatando o Rock Clássico dos Anos 70 !

Olá Musicólatras de Plantão !

Tudo indicava que o primeiro post de 2011 seria novamente sobre o B.B.King, até por que falta concluir a matéria da revista Guitar Player. Mas hoje foi um dia onde tudo deu errado, um imprevisto atrás do outro, conclusão, não consegui sequer copiar a matéria para o computador. E na próxima semana dou sequencia na matéria.

Então para não passar em branco, vou postar a resenha de um álbum que não sai da minha playlist. Para quem curte o rock clássico dos anos 70, vai se amarrar no som dos caras, para quem não curte, aí está à oportunidade.


O Wolfmother surgiu em 2000, em Sydney, a banda está entre as grandes novidades dos últimos anos no cenário do rock. Um dos grandes trunfos do Wolfmother está na sua sonoridade, conseguem fazer um som diferenciado e sem cair na mesmice e no modismo.

Wolfmother tem como base o hard rock clássico, aliado com elementos de rock psicodélico e um toque de folk. A fonte de inspiração é o som da década de 70, mais precisamente das bandas Led Zeppelin, Deep Purple e Black Sabbath. O detalhe é que não consiste em cópia, os caras do Wolfmother usam essas influências para tornar o som da banda diferenciado. Com três álbuns no currículo, lançou o primeiro EP em 2004 e de lá pra cá vem conquistando cada vez mais a crítica especializada e o público. Um dos feitos mais extraordinários da banda foi à conquista do Grammy em 2007 com a canção “Woman”, na categoria de Melhor Desempenho de Hard Rock.


“Wolfmother” (2006) é o primeiro álbum da banda australiana. A sensação ao ouvir esse álbum é que você voltou no tempo e está em 1970. O vocalista e guitarrista Andrew Stockdale - comparado muitas vezes com o Ozzy Osbourne - manda muito bem, lembrando e muito os vocalistas antigos, principalmente pelo timbre mais agudo. Chris Ross traz de volta o baixista-tecladista, que ficou tão marcado nos anos 60 com John Paul Jones (Led Zeppelin) e o baterista Myles Heskett, que apesar de não fazer coisas mirabolantes, merece destaque por sua técnica, pegada e condução.

Em relação às músicas, não tem como se decepcionar com o Wolfmother, a banda usa e abusa dos riffs, mescla muito bem o peso do hard rock, com uma sonoridade mais melódica e toques psicódelicos. “Woman” é uma das músicas mais conhecidas da banda, inclusive foi tema de vários games. É uma música pesada, hard rock setentista, riffs e solos estonteantes. “White Unicorn” apesar de ter uma pegada, soa melancólica, uma excelente composição da banda. “Pyramid” tem uma intro genial, destaque para as guitarras distorcidas e vocais rasgados. “Mind´s Eyes” é linda e sentimental, com um som bem leve, pode ser considerada a balada do álbum. “Joker & The Thief” é paulera do inicio ao fim, riffs hipnóticos, vocal agudo e rasgado, uma das melhores músicas do álbum. “Colossal” tem como referência o som do Black Sabbath, a música é marcada pela base pesada e cadenciada, incrível. “Dimension” merece destaque também, outra música que lembra o som do Black Sabbath, além dos riffs, o vocal, acho interessante o som da bateria, aquele som digamos “abafado” e que faz lembrar as gravações dos anos 60 e 70.

Sobre o álbum “Wolfmother”, uma curiosidade em relação à capa. A arte foi tirada do quadro de Frank Frazetta “The Sea Witch” (A Bruxa do Oceâno).

Impossível ouvir e não curtir o som do Wolfmother. Uma das melhores bandas de hard rock dos últimos 10 anos e que faz um trabalho digno de aplauso. Wolfmother é uma prova que para fazer rock de verdade é necessário ir contra o modismo. Apesar das comparações, não há como negar a originalidade dos caras.

Nota: 9

Site Oficial: Wolfmother

Wolfmother "Woman"


Wolfmother "Dimension"


Wolfmother "Joker and the Thief"

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domingo, janeiro 09, 2011

Buddy Guy

Olá Musicólatras...

Eu tinha planejado para o post de hoje escrever sobre o grande guitarrista Buddy Guy, um mestre da guitarra blues! Mas acabei encontrando essa biografia escrita (diga-se de passagem Fantastica) pelo Jornalista Ernesto Wenth Filho, e com todo respeito e admiração que tenho por seu trabalho resolvi postar o texto dele em vez do meu (diga-se de passagem novamente..rs.. o texto dele deu de dez a zero no meu!).

Sem mais delongas deixo vocês com a história de Buddy Guy


Por Ernesto Wenth Filho

Olá pessoal! George “Buddy” Guy nasceu em 1936 na cidade de Lettsworth, no estado da Lousiana, nos EUA. Tinha cinco irmãos e seus pais eram Sam e Isabel Guy. Cresceu sob os conflitos da segregação racial onde banheiros, restaurantes e assentos de ônibus eram separados para brancos e negros. Com sete anos de idade Buddy “fez” a sua primeira “guitarra”, um pedaço de madeira com duas cordas amarradas com os grampos de cabelo de sua mãe. Com ela passava o tempo nas plantações e desenvolvia as suas “técnicas” musicais. Depois ele ganhou a sua primeira guitarra de “verdade”, um violão acústico Harmony que hoje se encontra no Hall da Fama do Rock and Roll, em Cleveland, nos EUA.

Em 1955, com 19 anos, Buddy trabalhava na Universidade Estadual da Louisiana, ganhando 28 dólares por semana. Nunca havia saído do estado quando em 1957 um amigo seu que era cozinheiro em Chicago foi visitá-lo e disse: “você precisa ir para Chicago tocar sua guitarra de noite e trabalhar de dia.” Guy se interessou pela proposta financeira, pois poderia ganhar em torno de 70 dólares por semana e quem sabe sair de noite para ver os mestres Howlin’ Wolf, Muddy Waters, Little Walter e de “quebra” ainda aprender alguma coisa para tocar sua guitarra em casa.

Bem, em 25 de setembro de 1957 Buddy saiu de Lettsworth e chegou em Chicago. O choque foi grande, saindo do ambiente rural e chegando na metrópole totalmente urbana disse: “o quê vou fazer? que caminho seguir?”
Buddy arrumou um emprego e após alguns meses conseguiu uma audiência no 708 Club. Naquela noite chegou ao clube, num chevrolet vermelho, nada menos que Muddy Waters. Buddy foi servir sanduíche de salame para ele que perguntou: “você está com fome garoto?” , a resposta foi: “se você é Muddy Waters eu não estou mais com fome, encontrar você já me alimentou!”

Guy começou a tocar em bares de Chicago e seu estilo foi bem aceito, chamou a atenção. Gostava de tocar como B.B. King e atuar no palco como Magic Slim. Resolveu, então, enviar uma fita para a gravadora Chess Records, selo tradicional do blues que contava com artistas como Willie Dixon, Muddy Waters, Howlin’ Wolf, Little Walter e Koko Taylor. Em 1960 começou a fazer as guitarras das gravações destes grandes mestres da Chess. Era sempre o primeiro guitarrista a ser chamado pela gravadora!

Mas Buddy não estava satisfeito, pois fazia apenas o acompanhamento. Ele queria mais, ele podia mais, queria fazer suas próprias composições. Em 1967 gravou I left my blues in San Francisco, pela Chess Records. Em 1968 foi para a Vanguard Records e gravou dois álbuns clássicos: A man and his blues e Hold that plane. A partir desta época seu estilo agressivo e selvagem de tocar, além de seu vocal rasgante, começaram a chamar a atenção de músicos do rock, principalmente os ingleses. Eric Clapton disse em 2005: “Buddy Guy foi para mim o que Elvis foi para muitos outros.”

Em 1970 Buddy inicia uma parceria com o gaitista Junior Wells e lança o disco Buddy and the Juniors. Em 72 sai Buddy Guy and Junior Wells play the blues, disco produzido por Eric Clapton, Tom Dowd e Ahmet Ertegum. Na minha opinião um dos melhores álbuns de Buddy, com clássicos do blues e composições próprias, num som límpido, simples e cru!
Em 1974 Guy se associa ao baixista dos Rolling Stones, Bill Wyman, que produz e toca no álbum ao vivo chamado Drinkin’ TNT ‘n’ Somkin’ Dynamite.

Até quase o final dos anos 80 sua carreira declinou e só voltou a decolar a partir de 1989 quando Buddy abriu o clube Buddy Guy Legends, em Chicago, considerado o lugar preferido da maioria dos artistas de blues para se apresentar. Em 1990 – 1991 Guy tocou junto com Eric Clapton no Royal Albert Hall, em Londres, num show somente de guitarristas. Esta participação lhe proporcionou um contrato com a Silvertone Records, onde ele gravou diversos álbuns, mas o primeiro foi Damn right, I’ve got the blues, de 1991, que contava com a participação especial de Eric Clapton, Jeff Beck e Mark Knopfler. O disco obteve um sucesso incomum para a cena do blues: ganhou disco de ouro, vendeu 500.000 cópias e também ganhou o Grammy!

Dois anos depois, em 1993, gravou Feels like rain e em 1994 Slippin’ in, ganhando o Grammy com os dois discos! O sucesso havia retornado com força. Foi um trabalho de persistência, como disse Buddy: “tinha colocado na minha cabeça que precisava continuar tocando, porque eu sentia que não tinha tido a chance de me expressar com minha guitarra e minha voz. Poucos haviam me ouvido, mas continuei tocando até que a chance veio com Damn right, I’ve got the blues e aí estourei! Acho que alguém me ouviu, lá em cima!

E assim veio em 1996 o disco ao vivo Live: the real deal, em 1998 Heavy love, em 2001Sweet tea, onde Buddy retornou ao blues de raízes, em 2003 Blues Singer e por último em 2005 Bring ‘Em in, onde Guy contou com a participação de Carlos Santana e John Mayer.

Esta é a breve história de Buddy Guy, uma lenda viva do blues, que influenciou Clapton, Hendrix e Vaughan, um guitarrista com um estilo agressivo, “quebrado”, “cortado”, com uma voz marcante e que sobreviveu ao insucesso devido, principalmente, à sua perseverança e fé nos seus ideais.

Salve Buddy!!!





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sábado, janeiro 08, 2011

Destroyer

Passadas as festas de final de ano, retomamos as nossas entrevistas com os parceiros do Musicólatras.

E hoje vamos de Destroyer, um blog bem legal sobre Rock & Roll. Nele, seu criador Guilherme Manchini nos mostra sua visão e opiniões sobre o Rock, sempre com muita interação com os seus leitores. Lá você encontrará ótimos textos sobre bandas novas, eventos, novidades e muita história sobre esse gênero, com muita pesquisa e ótimos textos. Vale a pena conferir.

Destroyer

Fala, Guilherme!

1. O que motivou a criação do blog?

Bom, sempre li grandes sites e blogs de Rock N Roll, e se eles podem mostrar suas opiniões, porque eu também não posso ? Busquei minhas inspirações neles, alguns são meus parceiros de data. A principio eu achei que seria uma tarefa chata postar e cuidar de um blog, mas depois eu vi que era uma coisa legal, a parti daquele momento se tornou um dos meus hobbys.

2. Quando começou a se interessar pela blogosfera e porquê?

Comecei a me interessar quando vi posts de Rock N Roll, Musica, Cinema e entre outros. Umas das coisas mais legais na Blogosfera é compartilhar opiniões e gostos. No começo tinha um blog de Rock que não está mais entre nós, depois fiz o Destroyer, e conforme ele foi evoluindo na Blogosfera, eu também fui. Postar e comentar são coisas que me “excitam”, é difícil você perder isso.

3. Com que frequência você atualiza o blog?

Eu atualizo de 4 em 4 dias ou de 5 em 5 dias. Muitos podem achar um exagero mas eu acho um bom tempo, acredito que “atropelando” os posts podem tirar a visita do último publicado, a não ser se tenho novidades do blog que não posso deixar passar, aí eu posto antes desse tempo.

4. Na sua opinião, qual a importância dos blogs na divulgação da cultura?

A internet é um dos meios mais vistos e usados no mundo. Sites e blogs influenciam tanto como a televisão, de uma maneira ou outra eles influenciam no jeito de pensar, de se vestir e mais do que isso, no seu gosto musical. Os blogs tem uma porção de influência e divulgação da cultura, sem sombra de duvidas.

5. Há quanto tempo você tem o blog?

Se eu não me engano tenho o Destroyer desde agosto do ano passado (2009), ou até menos. Já completou um ano e já começou sua caminhada para o segundo. Desde uns tempo pra cá, o blog tem evoluído bastante.

6.   Qual a proposta do blog?

A proposta do blog é divulgar meus interesses pela musica, especialmente Rock N Roll, e propor uma intreção entre blogueiros e leitores.

7.   Que post ou série você considera como destaque no blog?

Não tenho o post preferido, gosto de todos, claro que tem alguns que foram mais prazerosos de se fazer do que o outro, mas isso não tira o gosto por todos. Como não tenho o post preferido, tenho pra mostar a vocês a primeira série do blog que é em homenagem ao Hard Rock. Hard no ritmo do Rock está sendo muito legal de se fazer, posso dizer que esta fazendo bastante sucesso e já estamos na quarta parte (Clique aqui)

Qual a relação e a experiência do autor com a música? (se toca algum instrumento profissionalmente ou não, ou apenas é um musicólatra)

Digo que os dois. Que eu me lembre eu toco guitarra desde os 13 anos de idade, já participei de uma banda rotativa e de vez em quando eu me junto a eles para fazer um belo som, sem esquecer também que arranho nos microfones. Enquanto a musicólatra, ha, de carterinha.

Encerrando a entrevista queria agradecer o blog pela oportunidade e pela entrevista. Bom rock a todos. Valeu!

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