sexta-feira, julho 15, 2011

Chico Buarque 1

Chico Buarque 1

Após o trauma do suicídio do Presidente Getúlio Vargas em 1954 e uma grande instabilidade política, o Brasil começou a viver um período de renascimento. O Presidente Juscelino promoveu uma grande mudança no país, a começar pela capital do país, que ele encasquetou de mudar do Rio de Janeiro para o planalto central. Depois, com seu plano de desenvolver o Brasil “cinquenta anos em cinco”, criou condições para que o setor industrial brasileiro construísse a base do que é hoje. Esse desenvolvimentismo todo teve seu preço a pagar, mas isso é outra história. No mundo das artes, Vinícius de Moraes, Tom Jobim e João Gilberto davam forma ao que ficou conhecido mundialmente como Bossa Nova.

Nesse ambiente, o menino Chico Buarque de Hollanda viveu sua adolescência. Indeciso se queria ser escritor ou músico, optou pela último ao ouvir João Gilberto cantando de um jeito que ele poderia cantar também. Aliás, até mesmo o imitava nas rodas de músicas com os amigos. Entrou para a faculdade de arquitetura 1963, de onde restou apenas o episódio relatado abaixo de forma hilária por ele:

Mas o negócio do Chico era mesmo a música. A que ele considera sua primeira composição pra valer foi Tem Mais Samba, de 1964.

Ainda sem pensar muito a sério em se profissionalizar como músico, participou de alguns programas de televisão e inscreveu uma música, Sonho de Um Carnaval no I Festival da Música Popular Brasileira da TV Excelsior, de São Paulo. Quem ganhou foi Arrastão, de Edu Lobo, defendida por Elis Regina. Veio depois sua composição Pedro Pedreiro, que já mostrava algo diferente chegando à música brasileira.

Increveu sua música A Banda, composta em um único dia, no II Festival da Música Popular Brasileira na TV Record. Na verdade, ele queria inscrever Morena Dos Olhos D’água, mas achou que A Banda pegaria mais fácil no gosto do público. Foi uma disputa acirradíssima, mas finalmente ele ganhou da Disparada, de Geraldo Vandré. O grande sucesso obtido pelo artista converteu-se no seu primeiro LP.


Mas acho que já me estendi demais por um dia só. Semana que vem tem mais.


Nota:

Já estava devendo para mim mesmo um post só para o Chico, um dos artistas brasileiros que mais admiro. Só que é impossível resumir o Chico em um único post. Sabe-se lá quantos vão render.

Referências bibliográficas:

Wagner Homem, Histórias de Canções - Chico Buarque – Texto Editores Ltda – 2009
Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello, A Canção no Tempo – Editora 34 – 5ª Ed. – 1998
Mais: Wikipedia, YouTube, capas de CD, memórias pessoais etc.



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