terça-feira, junho 14, 2011

O show inesquecível do John Pizzarelli no Bourbon Street.

(Fotos: Alexandre)

Ola Músicolatras.

Depois de algumas semanas sem aparecer, devido a falta de tempo (já que arrumei emprego), estou aqui novamente para tentar contar sobre o que aconteceu há duas semanas atrás. Sei que a essa altura a riqueza de detalhe não será a mesma, já que eu não tenho uma memória confiável, mas espero poder relatar um pouco desse momento especial que eu vivenciei.

Primeiro preciso dizer que não esperava que 2011 seria tão especial e marcante, no sentido de realizar dois sonhos (antigos) em um espaço tão curto de tempo. Digo isso em relação aos shows. Para quem acompanha o Musicólatras, deve ter visto a postagem sobre o show do Iron Maiden, no dia 26 de Março, em São Paulo.

Pois bem. Tudo começou enquanto navegava na internet e fiquei sabendo (sem querer) que o John Pizzarelli em breve voltaria ao Brasil. Isso na penúltima semana de maio e o show marcado para junho. Naquela altura, fiquei triste por saber que não iria conseguir ir ao show outra vez (pela quinta vez). O que eu não esperava, era que tudo estava prestes a mudar. Semanas antes, tinha feito uma parceria envolvendo o meu outro blog, com uma empresa, para poder divulgar promoções para os leitores. Passou uma semana e a moça entrou em contato comigo falando sobre a primeira promoção que seria divulgada e para minha surpresa era justamente sobre o show do John Pizzarelli em São Paulo. Bom divulguei a promoção da Telefônica, que estava sorteando os ingressos, inclusive fiz isso aqui no Musicólatras, depois ainda fiz uma promoção exclusiva para os leitores do meu blog sorteando um par de ingressos. Resumindo, como parte disso, acabei ganhando um par de convite para ir ao show do Pizzarelli. Estava tudo bem, resolvido, a ansiedade aumentando. Porém na mesma semana arrumei um emprego, claro que fiquei muito feliz, mais não teve como não pensar no show (risos).

O show seria na quinta feira (02) e os dias que antecederam o show foram de pura ansiedade e planos de como chegar a tempo em São Paulo. O show estava marcado para as 22:00 horas, eu saí do serviço as 18:00 horas, porém era preciso dirigir 150 km até a casa da minha noiva em Guarulhos e depois até o Bourbon Street. O detalhe é que eu não conheço nada em São Paulo e para chegar ao destino final a ajuda da minha sogra foi providencial. A viagem transcorreu muito bem, meu irmão me acompanhou, já que eu disse que ele teria que voltar dirigindo (risos).

A preocupação era grande por um motivo. Eu iria receber via correio o convite, e para o meu desespero, até a quinta a tarde não havia chegado nada, para minha sorte eu não precisa dele para entrar na casa de show, mais por segurança eu queria ter o convite em mãos. Para minha sorte, o carteiro entregou o envelope uma hora antes de pegar a estrada.

Resumindo, eu e minha noiva chegamos ao Bourbon Street por volta das 21:00 horas. Estar ali já era um motivo de alegria, já que eu sempre ouvi falar daquela casa de show e nunca consegui ir. Fiquei maravilhado quando entrei, de cara me deparei com a guitarra do BB King, um dos itens de decoração do ambiente.

(Guitarra do B.B.King)

A casa em si não era grande, porém muito bem arrumada. Os seguranças muito educados também. Depois restava procurar a mesa e esperar. Não foi fácil. (risos). Por fim encontramos a mesa e lá estava o Alexandre e a esposa, ele foi o ganhador da promoção do meu blog.

O ambiente do Bourbon Street é diferente de tudo que eu já presenciei. O lugar estava lotado. Lá pelas 22:00 horas começou o show de abertura, com a cantora brasileira Patty Ascher. Foi um show curto e agradável. Apesar de não conhecer o trabalho dela, achei bem interessante, é uma cantora afinadíssima e muito bem acompanhada, destaque para o maestro e pianista Marcos Pontes. Não lembro com precisão quantas músicas ela cantou.

Patty Ascher

É difícil lembrar certos detalhes com exatidão, devido ao tempo que passou e por eu não ter uma boa memória mesmo (risos). Assim que acabou o show da Patty, não demorou muito para o palco começar a ser preparado para o show principal da noite. Enquanto o palco e os instrumentos eram preparados, os músicos Tony Tedesco, Martin Pizzarelli e Larry Fuller subiram no palco para afinar o instrumento e dar os últimos ajustes.

Em poucos minutos John Pizzarelli subiu ao palco, o público o recebeu com muitas palmas. Da mesa onde eu estava consegui assistir o show sem problemas, já que todo mundo ficou sentado (civilizadamente) durante o show. Na esperança de tirar algumas fotos, acabei passando raiva com a câmera digital, já que o local era escuro e para meu desgosto as fotos saíram péssimas. Porém, o Alexandre e a esposa, levaram uma maquina profissional e assim conseguiram ótimas fotos (que depois ele me enviou gentilmente).

Infelizmente não vou lembrar quantas músicas o John tocou, mais foram muitas. Músicas do álbum “Rockin' In Rhythm A Duke Ellington Tribute” e de outros. E entre uma música e outra, ele conversava com o público e arriscava algumas palavras em português, sempre muito simpático. Inesquecivel era ele falando “A seguir”, ou então perguntando para as pessoas da primeira fila como falava tal palavra em português. Muito engraçado. Eu já imaginava isso, o fato dele ser muito simpático e carismático, e consequentemente arrancar gargalhadas do público. Eu infelizmente não sei inglês (apesar de já ter começado o curso), mais fiquei impressionado, já que consegui entender pelo menos o contexto das conversas dele com o público. De todas as músicas que ele tocou, algumas foram instrumentais, diga-se de passagem de tirar o fôlego, ele sola rápido demais, é impressionante como ele domina a guitarra, e claro outras várias músicas cantadas. Como é de praxe em seus shows, não poderia faltar a “I Like Jersey Best” e uma história engraçadíssima no inicio e depois as imitações maravilhosas que ele faz, inclusive do João Gilberto.



O show teve duração de 1 hora e meia, mais como sempre passou voando, em um certo momento eu não tinha mais noção de quantas músicas ele tinha tocado, talvez por não acreditar que eu estava finalmente no show do John Pizzarelli.


Masssss, o principal ainda estava para acontecer. Quando acabou o show, os músicos foram para o camarim, exceto o baterista Tony Tedesco que continuou no palco. Foi então que eu disse para minha noiva: “Ahh eu vou tentar tirar uma foto com ele...”. Quando eu vi já estava na beira do palco. Foi nesse momento que eu percebi duas pessoas entrando no camarim e eu tive a ideia de tentar ir até lá. Porém tinha um segurança no caminho. E eu pensei comigo: “Vou pedir, o máximo que eu posso ouvir é um NÃO !”. E lá fui eu, cheguei no segurança, falei se teria como eu ir no camarim tirar uma foto com o Pizzarelli, disse que tinha vindo de muito longe para assistir o show e que eu era muito fã dele. Para minha surpresa o segurança foi muito gente boa e disse que iria tentar. Foram intermináveis 5 minutos de espera, até que ele voltou e disse que eu poderia entrar. Parece bobagem, mais eu não acreditava. Quando minha noiva e eu entramos no camarim, vi o John, o Martin e o Larry sentados. O John logo levantou e veio apertar minha mão, naquele momento eu só consegui dizer que não falava inglês e pedi desculpa por isso, ele riu e brincou dizendo que também não falava. Apesar de estar ali, eu sabia que se eu falasse inglês poderia conversar com ele por alguns minutos. O fato é que ele viu a câmera na mão da minha noiva e perguntou se eu queria tirar uma foto, eu disse que sim. Depois chamei o irmão dele, o Martin para tirar uma foto, e nisso o John chamou minha noiva e tiramos uma foto. Agradeci a ele e sai. Depois antes de ir embora, ainda consegui tirar uma foto com o Tony Tedesco.

(Clique para ampliar)


Eu sinceramente não esperava que tudo isso pudesse acontecer. Desde conseguir ir ao show (que eu esperei tantos anos) e depois a inacreditável oportunidade de poder conhecer e tirar uma foto com o Pizzarelli, foi algo sem explicação. Digo isso, por um simples motivo, se hoje eu curto jazz, devo isso ao John Pizzarelli, e eu queria falar inglês para dizer isso a ele, mais não foi possível.

Enfim. Prometi que no próximo show (que deve ser o ano que vem), eu vou estar lá de novo e e dessa vez falando inglês para poder conversar um pouco com ele. Não custa sonhar. O primeiro passo para isso eu já iniciei, estou fazendo curso de inglês e o segundo passo é o John Pizzarelli voltar ao Brasil.

Espero que tenham gostado da postagem, infelizmente não lembrei maiores detalhes, fico devendo para a próxima, prometo que anoto os nomes das músicas durante o show (risos). É isso ai. Boa Noite a todos.



3 Musicólatras Comentaram:

Natália disse...

Passei por uma situação semelhante. Moro em Belém e viajei à Brasília para assisti-lo ao vivo. Também consegui uma foto com ele partindo do mesmo argumento, rs. O John é mesmo supersimpático. Eu até falo inglês, mas não quis abusar da boa vontade dele, talvez estivesse cansado já, mesmo demonstrando boa disposição em receber os fãs. Além de que havia outras pessoas esperando para tirar foto... Mas, compartilho da mesma idéia. Espero vê-lo outra vez e quem sabe trocar umas palavras também! :)

Daniel disse...

Que legal Natália. Eu vi alguns comentários no seu twitter sobre a sua ida ao show, só não sabia que tinha conseguido tirar foto com ele também, muito muito legal mesmo.

Ele é bem simpático né? Mesmo depois de um show, ele tem paciência e simpatia em atender quem vai ao camarim.

Espero que você possa ir a outros shows dele também, afinal ter ido no primeiro foi apenas o começo..rs.

Abraço

Edison Junior disse...

Detalhes numa hora dessa não são importantes, uma vez que você conseguiu passar toda a emoção do momento. Muito legal!