quinta-feira, abril 14, 2011

Jazz no Mundo - parte 3 ( Itália )

Olá, continuando a saga jazzística pelo mundo, trago hoje o jazz pela Itália, o país que criou as massas, as melhores óperas também sabe fazer jazz.

Nesse post vou falar de alguns músicos que fazem sucesso na Itália e em outros países, como Enrico Rava, músico nascido em Trieste, que teve influências de Chet Baker, Miles Davis, para estreitar essa convivência musical, Rava muda-se para Nova York onde tocou com os grandes radicais do free dos anos 60/70, como Steve Lacy, Don Cherry, Cecil Taylor e Carla Bley, Charlie Haden, entre outros.

Rava já gravou mais de 40 álbuns como trompetista e compositor, assina mais de 30 gravações como líder e outras 100 como sideman e aos 70 anos de idade não parece querer parar de gravar e surpreender pela sua articulação musical.



Paolo Fresu

Fresu é trompetista e arranjador, nascido em 1961 na Sardenha, após sua experiência com a música pop, que ele descobriu o jazz em 1980 e começou sua carreira profissional em 1982, primeiro ir estudando na Universidade de Siena e, em seguida, gravando para a RAI sob a direção de Bruno Tommaso.

Em 1984 formou-se em trompete no Conservatório de Cagliari (Sardenha), após estudar com o M ° Enzo Morandini e freqüentou a Universidade em Bolonha (DAMS).

Um músico que tem como qualidade a constante pesquisa e exploração jazzística, não só através de diferentes horizontes artísticos, mas também para a intensa procura de outros lugares e situações mais estimulantes para compor e se apresentar.

Tanto que sua extensa carreira inclui diversas apresentações com orquestras de música contemporânea, música antiga, além de trabalhar como jornalista para diversas revistas de música, compor para peças de teatro e filmes.

Também usou outros meios artísticos (pintura, escultura, instalações, vídeo, etc) com vários grupos, colaborando com diversos artistas.

Ele também é o diretor artístico dos Seminários de Jazz em Nuoro, desde 1989, dirige no momento, além de seu próprio quinteto (com Tino Tracanna, Cipelli Roberto Zanchi Attilio e Ettore Fioravanti) às vezes sexteto com a presença de GL. Trovesi ou o belga Vann Erwin, o Duo Fresu-Di Castri, o Trio Open (com Di Castri e John Taylor), o Trio PAF (Fresu.Salis.Di Castri), às vezes junto com a cantora Ornella Vanoni, o pianista Jon Balke ou o acordeonista Antonello Salis.

Fresu além disso, trabalha constantemente com o Quarteto Palatino (Ferris, Romano, Fresu, Benita), o "Celtic Procession", com J. Pellen, o Trio Marchand-Pellen-Fresu, o "Contes du Vietnam" do guitarrista Nguyen Lê, o " Internos "Quarteto, o" Quarteto Treya "sobre a música de Gabriel Fauré, com o australiano pianista Pedro Águas realizando com eles uma intensa atividade na Itália e no exterior.

Ele já tocou nos festivais mais importantes da Itália e do exterior, em todas as casas de prestígio como a Olimpya e na Salle Pleyel, em Paris, no Blue Note em Nova York ou na Konzerthall em Viena. Ele já gravou 160 discos, dos quais cerca de vinte como solista, outros como colaborações internacionais.

Ele tem participado em projetos de gravação de jazz com música étnica (Cordas et Cannas, Tanit, Sardegna il mare oltre, Nguyen Lê, Trilok Gurtu, Jorge Pardo, e Sonos "Memoria, Trasmigrazioni, Soriba Kouyaté), New Age (Popoli / Dal Pane, PP Marrocos, Alice) e Poesia (Minguell / Vicinelli / Al Young / Voce) e a música pop (Ornella Vanoni, Ivano Fossati, Vinicio Capossela).



Stefano Bollani

Bollani se formou em Florença em 1993, estudando jazz com vários professores, e com o professor e pianista Luca Flores, improvisação ao piano.

Passeou por um tempo no estilo pop e se tornou um grande pianista ao trabalhar com Gato Barbieri, Lee Konitz, Pat Metheny, Enrico Rava e Paolo Fresu.

Em 1998, Bollani ganhou destaque na revista especializada Swing Journal e o prêmio de destaque em 2003. 

Bollani já gravou músicas brasileiras em 2007 em seu álbum Bollani Carioca. Sua maior qualidade como pianista é a improvisação. Bollani também é escritor e já publicou diversos livros e apresenta desde 2006 um programa de rádio. 

Em 2008, recebeu junto com Enrico Rava a nomeação para melhor álbum de Jazz no Italian Jazz Awards.


Um dos meus pianistas preferidos vem da Itália, seu nome é Enrico Pieranunzi, nascido em Roma, esse pianista foi influenciado por Bill Evans e McCoy Tyner, e ao longo dos anos foi desenvolvendo seu próprio som.

É considerado um dos melhores pianistas de jazz do mundo, Pieranunzi começou estudar piano com 5 anos de idade, se tornando um profissional aos 19 anos formando um quarteto com Marcello Rosa, um trombonista. 

Pieranunzi já trabalhou ao lado de grandes mestres do jazz como Chet Baker, Art Farmer, Charlie Haden, Enrico Rava e Phil Woods, além disso dá aulas em um conservatório, é solista de um grupo de música de câmara e compõe trilhas sonoras para o cinema. 

Sua música serviu até como tese de doutorado "Além das divisões ou a harmonia dos opostos: uma abordagem à música de Enrico Pieranunzi" defendida na Sorbonne por Ludovic Florin disponível em pdf em francês aqui

Lançou seu primeiro álbum em 1975. Seu site oficial é esse aqui.


Um dos melhores álbuns de Pieranunzi é o Plays Morricone com Marc Johnson e Joey Baron. 


O Daniel escreveu muito bem sobre o Andrea Pozza Trio, que também vale muito a pena conhecer.

A Itália tem diversos músicos fazendo jazz e participando ativamente da cena jazzística européia, escolhi esses para demonstrar a importância do país na divulgação desse gênero.

Espero que tenham gostado, volto a escrever após o feriado da Semana Santa, até lá !!!

Marcello Lopes



2 Musicólatras Comentaram:

Edison Junior disse...

Excelente post, Marcello! Em casa vou ouvir os vídeos com calma. Abraços!

Daniel disse...

Muito bom o post. Não conheço nada..rs. Pretendo assistir os videos, se minha internet colaborar.

Abraço