quinta-feira, março 31, 2011

Jazz no Mundo - parte 1



O jazz nasceu nos EUA, fato. E é sensacional que o gênero tenha se espalhado por todo o mundo sendo transmitido por uma série de músicos fantásticos que utilizaram suas raízes para transformar o jazz em algo mais original em seu país de origem.

Foram harmonias e estilos de diversas escolas jazzísticas ampliadas por ritmos e acordes inusitados e de rara beleza.


Na França, por exemplo, o jazz chegou junto com os soldados americanos na 1° Guerra Mundial, depois as turnês de orquestras negras como a de Sidney Bechet em 1919, o lançamento dos discos de Louis Armstrong em 1931.

O jazz francês nasceu nos cabarés e revelaram artistas do porte de Stéphane Grappelli, Django Reinhardt que graças à ele, um cigano de personalidade forte e talento excepcional já que não tinha 2 dedos da mão esquerda, o jazz francês alcançou fama internacional.

Depois dele, o maior nome de jazz francês foi sem dúvida, Jean-Luc Ponty que resgatou o violino usado com competência por Grappelli.


Na Inglaterra, surgiram nomes como Ted Heath, um dos maiores líderes de big band da década de 50 no país, além de líder, tocava trombone e redefiniu o gênero no país.


Na Suécia, os principais nomes do jazz nórdico são o trombonista Eje Thelin falecido na década de 90, Ake Person também trombonista que tocou com feras do jazz como Duke Ellington, Dizzy e Roy Hanes, o saxofonista tenor Carl-Henrik Norin.

Na Polônia, o trompetista Tomasz Stanko, Krzysztof Komeda que além de pianista de jazz, fez inúmeras trilhas sonoras principalmente para os filmes de Polanski.

Na Ex-Tchecoslováquia (Agora são 2 países : República Tcheca e Eslováquia) o músico mais conhecido é Jan Hammer, tecladista que tocou com John McLaughlin em sua famosa orquestra Mahavishnu, e é o responsável pela trilha sonora de Miami Vice, a série dos anos 80 que consagrou Don Johnson.

Na Ex-Iugoslávia (lembrando que essa região é composta por 6 países),na Hungria e Bulgária surgiram grupos e instrumentistas que fizeram uma mistura de world music com jazz e fizeram relativo sucesso em seus países.

Na Finlândia, o grupo de jazz-rock UZVA e o baterista Edward Vesala são os que eu me lembro.

Na Noruega, o grupo Jaga Jazzist é o que mais me chama a atenção, com uma mistura de Jazz-rock progressivo, com influências que vão desde Charles Mingus à Neptune, com bastante música eletrônica.

Jaga Jazzist -> Airbone



E também o grupo The Core, um quinteto afinado com clarinete, sax soprano, bateria, piano e contrabaixo que se apresenta em alguns festivais europeus com relativo sucesso principalmente em Portugal.




The Core -> Blue Sky, Blue Eyes





Ainda nos países nórdicos, a Dinamarca o sax-barítono Max Bruel, o trompetista Palle Mikkelborg e o trio Hassen Poulsen´s Sound of Choice.






Na Alemanha, o trio Grunen com influência de Bill Evans, e seu pianista Achim Kaufmann tem sido muito elogiado na Europa, sendo requisitado por diversos outros artistas.

E destaque também para o pianista Alexander von Schlippenbach que tem feito sucesso nos festivais europeus com um improviso fora de série.


Em outros países como Bélgica, Holanda, Irlanda e Áustria é possível encontrar diversos músicos participando individualmente ou em grupos dos festivais europeus principalmente em Portugal, Espanha e França.

Em um próximo post, escreverei sobre o Jazz no mundo abrangendo Espanha, Itália, Portugal e alguns países da África.

Trio alemão Grunen
Espero que tenham gostado.

Marcello Lopes



4 Musicólatras Comentaram:

Rafhael Vaz disse...

Muito bom post. Muitas informações interessantes.

Abraços!!

Edison Junior disse...

Ótimo post, Marcello! A gente fica preso apenas aos artistas americanos e se esquece um pouco de olhar os outros.
Da Dinamarca, senti falta na sua lista de Niels-Henning Ørsted Pedersen, baixista que acompanhou Oscar Peterson a partir da década de 70.
Abração!

Daniel disse...

Muito bom o post. Dessa lista ai eu não conheço quase nada, mas com certeza ter os nomes que você passou é um ótimo começo para fazer uma busca na internet..rs.

E o que o Edison disse é bem verdade, muitas vezes nós ficamos presos apenas ao artistas americanos. Nesse pouco tempo que eu curto jazz, já conheci algumas curiosidades, dos que eu lembro agora alguns jazzistas de Israel, um grupo da Islândia (Mezzoforte), um trio de jazz fusion da Alemanha (Jazz Pistols) e uma vez baixei uma coletânea com jazzistas do Afeganistão..rs.

Abraço
Daniel

Marcello disse...

Rafa, valeu bro...

Edison, muito bem lembrado, esqueci completamente dele.

Estava tentando escrever bandas e artistas que eu lembrava sem recorrer a nenhuma lista, e infelizmente com esse tipo de abordagem ocorre esse tipo de erro.

Daniel, esses que você citou não conheço nenhum deles, vou procurar e quem sabe volto a escrever sobre eles.

Abraços.