sexta-feira, dezembro 31, 2010

Tamandaré

Com o objetivo de dificultar a vida dos falsificadores, as novas notas de Real estão sendo colocadas em circulação desde dezembro do ano passado.

Novas notas
Por alguma dessas estranhas associações de ideias que a gente faz e depois não sabe o porquê, me lembrei da música Tamandaré, de Chico Buarque, uma de suas músicas menos conhecidas, mas que tem a característica de ser sua primeira música proibida pela ditadura militar. Lançada em 1965, era uma crítica declarada à inflação em que o Brasil estava atolado e brincava com a imagem do Marquês de Tamandaré, personagem que ilustrava a nota de 1 Cruzeiro. Nessa época não existia o AI-5 e a censura era mais branda, ainda nem pensava em perseguir o bom menino de olhos azuis, unanimidade nacional, segundo Nelson Rodrigues, mas a Marinha sentiu-se ofendida.

Nota 1 Cruzeiro - frente


A música foi regravada pelo Quarteto em Cy, em 1991, no CD Chico em Cy, e pode ser apreciada nessa pequena montagem/homenagem que fiz a um de nossos maiores compositores.

Um super-hiper-mega musical 2011, caros musicólatras! Muita saúde e muito dinheiro no bolso! Mas gastem com moderação!

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quarta-feira, dezembro 29, 2010

Steven Tyler brilha em tributo a Paul McCartney

Em cerimônia realizada ontem à noite, como parte do Annual Kennedy Center Honors, Paul McCartney foi homenageado. O espetáculo contou com a participação de músicos como Dave Grohl, James Taylor e Norah Jones. Mas o grande destaque da noite aconteceu quando o vocalista do Aerosmith, Steven Tyler, entrou em cena e fez um medley com as quatro últimas faixas do álbum “Abbey Road”, dos Beatles: "She Came in Though the Bathroom Window", "Golden Slumbers", "Carry That Weight" e "The End".

Matéria postada no Blog Van do Halen

Confira alguns trechos da homenagem no vídeo.

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sábado, dezembro 25, 2010

Papai Noel

papai_noel

Nesta semana nosso entrevistado é o Papai Noel ou Papai Natal ou Santa Claus ou Père Noël ou Papá Noel ou Nikolaus ou Ded Moroz ou Joulupukki ou Babbo Natale ou Jultomte ou, enfim, o Bom Velhinho, que arrumou um tempo em sua lotada agenda de final de ano e nos recebeu em sua simpática casinha no Polo Norte para um descontraído bate papo.

Fala, Papai Noel!

1. Como surgiu a figura do Papai Noel?

Pois é, minha figura surgiu a partir de São Nicolau, arcebispo de Mira, na Turquia, no século IV. Nicolau ajudava anonimamente pessoas com dificuldades financeiras colocando um saco com moedas de ouro nas chaminés das casas. Foi canonizado pelos muitos milagres que lhe foram atribuídos pela igreja. Transformou-se em símbolo natalino na Alemanha e daí ganhou o mundo.

2. E essa roupa vermelha?

Hohohoho, essa é uma boa história. Inicialmente eu era retratado com roupas de bispo. Posteriormente, um cartunista americano, Thomas Nast, achou que o modelito não estava simpático e sugeriu um novo, mais ou menos esse que vocês conhecem. Não é que o desenho pegou? Teorias conspiratórias dizem que a cor vermelha foi escolhida pela Coca-Cola e que eu sou garoto propaganda deles. É por isso que tem uma propaganda de guaraná hoje em dia que me veste com uma roupa verde, tropicalizando-me. O engraçado é que a neve eles mantiveram no cenário. Hohohoho!

3. O Sr. se interessa pela blogosfera?

Muito! Passo sempre aqui no Musicólatras para ver se tem alguma novidade. Depois também dou uma passada pelos blogs parceiros, que são nota 10! A informação está cada vez mais democrática e a blogosfera é a maior prova disso. Aqui você encontra todos os pontos de vista possíveis e imagináveis e ainda pode deixar o seu para quem quiser ler. Cabe ao leitor julgar o que está lendo e aproveitar como quiser. Claro, também é preciso cuidado e não acreditar em tudo que se lê. É, antes de tudo, um excelente exercício de racioncínio e questionamento para qualquer idade!

4. Qual a relação e a experiência do autor com a música? Toca algum instrumento?

Por dever de ofício eu curto as músicas natalinas, mas só durante o Natal, é claro. Só me aborrece um pouco a versão da Simone para Happy Christmas, do John Lennon. "Então é Nataaaal". É dose... No resto do ano eu ouço todo tipo de música: rock, jazz, clássicas e por aí vai. Tocar mesmo eu só toco sino. Ahahaha, digo, hohoho.

Aproveito para desejar a todos os Musicólatras um Feliz Natal! E comportem-se em 2011!

 




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sexta-feira, dezembro 24, 2010

Alelúia!

Procurei alguma coisa meio natalina (mas não muito) para postar hoje aqui e me lembrei de um vídeo que recebi há algum tempo. Trata-se do projeto Random Acts of Culture, da Knight Arts, um blog mantido pela John S. and James L. Knight Foundation. Eles investem em projetos de excelência artística e vez por outra preparam um espetáculo público em um lugar inusitado, como mostra o vídeo abaixo, gravado em 30/10/2010, em que a Companhia de Ópera da Filadélfia e mais 650 membros de vários corais encontraram-se na loja Macys.

Parece um sábado normal de compras na loja quando o som de um órgão invade o ambiente e vários “compradores” começam a cantar Aleluia, de Haendel - na verdade são os coralistas, que podem ser identificados aos poucos por um broche. Vejam que beleza de interpretação, que fica ainda mais emocionante se a gente se imagina na loja naquele momento.

Feliz Natal, caros Musicólatras!

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domingo, dezembro 19, 2010

Natal

Olá Musicólatras...

Bom, esse é o meu ultimo post desse ano! E gostaria de compartilhar alguns videos dos meus musicos favoritos.

B.B. King


Jeff Beck



Wes Montgomery


Herb Ellis


É isso ai amigos, espero que gostem dos videos. E desejo a vocês um feliz Natal e um 2011 cheio de alegrias e realizações, além de muita musica, é claro!

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sábado, dezembro 18, 2010

Parceiros Musicólatras

Esse espaço aos sábados é dedicado aos parceiros do Musicólatras. A ideia é conhecer um pouco melhor o que motivou cada um a criar e manter um blog (sim, sabemos muito bem como é difícil isso, mas muito prazeroso e divertido também). Queremos mostrar algo além do banner aí ao lado.

Então, você que é parceiro do Musicólatras ou tem um blog sobre música, entre em contato conosco e participe. Esse espaço é seu.

Aproveite essa parada de final de ano e conheça quem já passou por aqui:

Etc & Jazz
Central Musical: anos 80
Jazz & Rock
Música & Cerveja
Here Comes The Zombie
Figurinhas do Rock

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sexta-feira, dezembro 17, 2010

A Guerra do Jazz - Harlem Hellfighters

Harlem Hellfighters
A música sempre teve um posto importante nos exércitos, marcando o ritmo da marcha, orientando as tropas durante a batalha (em tempos pré-históricos da comunicação), elevando o ânimo da galera, entretendo os soldados e despertando-os pela manhã.

Na 2ª Guerra Mundial, principalmente, o jazz assumiu esse papel com brilhantismo. Muitos músicos se alistaram ou foram convocados para lutar na Europa e na Ásia. Porém, o primeiro contato do jazz com os campos de batalha ocorreu ainda na 1ª Guerra. As autoridades, os soldados e os marinheiros e franceses que estavam no porto para receber a primeira leva de soldados americanos, demoraram vários compassos até perceber que a música que estava sendo tocada pela banda do exército ianque era o Hino Nacional Francês, a Marselhesa. Nem o fato de todos os soldados serem negros diminuiu o choque que a nova música proporciou.
 
E o termo 'nova música' é bem aplicado nesse caso. Apenas um mês antes dos EUA entrarem na guerra pra valer, em abril de 1917, é que foi gravada a primeira música intitulada de jazz de que se tem notícia, pela Original Dixieland Jazz Band, portanto, embora alguns americanos já conhececem o jazz, para os europeus era uma total novidade.
 

O maestro da banda do 369º Regimento de Infantaria (Harlem Hellfighters) era o Tenente James Reese Europe, ex-bandleader em Nova Iorque antes da guerra. Europe alistou-se menos por patriotismo do que por acreditar que um regimento negro seria útil para a imagem de sua raça. Ledo engano. Os casos de discriminação dentro do próprio exército eram enormes, os batalhões eram separados por raça e por religião, mas isso é outra história.

Os franceses não estavam nem aí para a cor deles. Adoraram a nova música. O músicos das bandas francesas e inglesas faziam questão de examinar os instrumentos dos Hellfighters para descobrir o que os fazia emitir sons tão diferentes dos deles. Na verdade, o que eles tocavam era mais um ragtime orquestrado que um jazz propriamente dito, e as improvisações não eram permitidas.

O 369º combateu por seis meses, provavelmente um dos regimentos que permaneceu mais tempo em combate. Muitos de seus soldados, que se auto-intitulavam "Homens de Bronze", receberam condecorações do exército americano e francês, sendo que dois deles receberam as primeiras duas Croix de Guerre com que os franceses distiguiram os americanos. Na volta aos EUA, participaram de várias paradas militares em homenagem aos combatentes.
 

Apesar da questão racial ainda perdurar por muitos anos nos EUA, o jornal Defensor, de Chicago, escreveu as seguintes palavras sobre James Europe:
 
"Por pior que seja algum inimigo de nossa Raça, ele não conseguirá conversar com Europe por algumas horas sem mudar seu ponto de vista (...) Os brancos estão acostumados a nos ver apenas como cozinheiros, carregadores e garçons (...) Europe e sua banda valem mais para a sua Raça do que mil discursos (...)
 
Pelo menos as bandas militares nunca mais seriam as mesmas.
 

Fontes: Site Blackpast e o livro Jazz, a History of America’s Music, de Geofrey C. Ward e Ken Burns

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terça-feira, dezembro 14, 2010

Chet Baker

Chet Baker. Um dos maiores músicos de jazz de todos os tempos. Sua principal característica era sua voz, com um tom muito suave, o músico tinha um jeito todo particular de cantar, também tocava trompete como poucos, não era virtuoso, pelo contrário, economizava nas notas, mas improvisava com sentimento, não eram notas jogadas ao vento. Baker foi um dos criadores do West Coast Jazz, variante californiana do Cool Jazz, que foi lançado por Miles Davis e Guerry Mulligan.

A primeira vez que ouvi falar do Chet Baker, foi no álbum do Jô Soares e o Sexteto, no show tocaram a clássica “Let’s Get Lost”. Achei a canção maravilhosa e me chamou a atenção às palavras do Jô sobre o trompetista. Na época eu estava começando a curtir jazz e buscando os primeiros nomes para ouvir. Como já disse em outra postagem, minha principal referência foi o guitarrista John Pizzarelli, mas não poderia deixar de citar Chet Baker.

Chet Baker foi crucial no começo da minha caminha no jazz, além de ouvir as músicas tocadas e cantadas por ele, também encontrei vários músicos que regravaram suas canções, algo que é muito comum no meio jazzístico. Como no Musicólatras não teve nenhuma postagem exclusiva sobre ele, resolvi contar um pouco da história desse mito chamado: Chet Baker.

Chesney Henry Baker Jr, conhecido como Chet Baker, nasceu em Yale, Okahoma, em 23 de Dezembro de 1929. Criado até os dez anos em uma fazenda de Oklahoma, se mudou com a família para a Califórnia, em 1940. Seu contato com a música foi muito cedo, desde pequeno já cantava na igreja. O pai – que era guitarrista – sempre foi um incentivador e foi dele que Chet Baker, com 10 anos, ganhou um trompete e consequentemente herdou a paixão pela música. Aos 16 anos, alistou-se no Exército e começou a tocar em bandas militares.

Em 1952, ele já era músico profissional e acompanhou Charlie Parker em turnê pela costa-oeste. Em seguida, entrou para o Gerry Mulligan Quartet, considerado o criador do west coast. Fizeram apresentações em vários clubes por um ano, nessa época gravou as clássicas “My Funny Valentine” e “Moonlight in Vermont”, ambas com Mulligan. Na ocasião, Backer conquistou um novo público ao lançar-se como cantor, à frente do quarteto. O quarteto estava indo bem, até que Mulligan foi preso por posse de heroína. Com a saída de Mulligan, Chet Baker convidou o pianista Russ Freman. Viajaram pelos EUA e fizeram grande sucesso. Após um tempo, o quarteto se desfez e Baker seguiu para a Europa, onde encontrou espaço e publico para sua música; a turnê com seu novo grupo ia muito bem, até que o pianista Dick Twardzik morreu, por overdose. Novamente sozinho Baker decidiu permanecer na Europa, onde passou a tocar com vários músicos.

Apesar do seu sucesso, sua vida ia de mal a pior. Baker decide voltar aos EUA e nessa época começa a consumir heroína e consequentemente uma prisão atrás da outra. Nessa altura, Baker sequer tem autorização para tocar em lugares que servem bebidas, com isso ele resolve voltar para a Europa, morando na Itália, Baker também é preso por causa das drogas. Passado tudo isso, ele volta aos EUA em 1964 e encontra um cenário diferente, o país era dominado pela febre dos Beatles e com isso resta pouco espaço para os músicos de jazz. Então o trompetista passa a gravar álbuns estritamente comerciais e com baixo valor artístico. Durante os anos de 1970 a 1973, por causa de uma briga, Baker é obrigado a deixar o instrumento de lado. Durante uma viagem ao Colorado, Baker assiste uma apresentação do trompetista Dizzy Giullespie, em um clube. Decidido a retomar sua carreira musical, recebe o apoio de Giullespie, que entra em contato com o gerente do Half Note Club e oferece a Baker uma temporada de três semanas para tocar em Nova York.

Apesar do esforço, o seu vicio deteriorou sua reputação nos EUA, embora ele ainda fosse aclamado na Europa, onde, nos anos 70 e 80, gravou alguns de seus melhores álbuns.

Em 1985, Baker esteve no Brasil para duas apresentações na primeira edição do Free Jazz Festival. Sua banda era formada pelo pianista brasileiro Rique Pantoja, o baixista Sizão Machado, o baterista americano Bob Wyaat e pelo flautista Nicola Stilo. Ambas as apresentações foram consideradas excelentes por uns e decepcionante por outros. No mesmo ano, Chet gravou um com Rique Pantoja, o “Rique Pantoja & Chet Baker”, que foi gravado em Roma e finalizado em São Paulo.

No dia 13 de maio de 1988, Chet Baker teve um final trágico, morreu ao cair da janela de um hotel em Amsterdã. A causa do acidente até hoje é questionada e apresenta duas versões: suicídio ou excesso de drogas. Ninguém sabe ao certo o motivo de sua morte. Morreu aos 58 anos.

A história do Chet Baker é digna de filme. Um músico talentoso e ao mesmo tempo tão cheio de problemas, a maioria por causa das drogas. As transformações por causa disso foram além das prisões ou de qualquer outro motivo, Baker teve sua aparência física completamente mudada, no inicio da carreira era um jovem que conquistava as mulheres por sua beleza, com o tempo aparentava sempre ter o dobro da sua idade verdadeira. Claro que nada tira a sua importância no jazz e muito menos o seu talento. Recomendo Chet Baker a todos, principalmente para quem está começando a se aventurar pelo jazz e com certeza isso será uma experiência única na sua vida.

A discografia do Chet Baker é extensa, por isso vou deixar algumas dicas para vocês.

- My Funny Valentine (1954)
- Lets Get Lost (1959)
- Memories - Chet Baker in Tokio (1987)
- Embraceable You (1957)
- Playboys (Chet Baker & Art Pepper) – (1956)
- Le Poete Du Jazz (2003)

Nesta breve biografia sobre o Chet Baker, utilizei três fontes como pesquisa: O livreto da coleção “Clássicos do Jazz”, que inclusive conta a história do trompetista com muitos detalhes, o site E-Jazz e Wikipédia.

Chet Baker "My Funny Valentine"


Chet Baker - "Let's Get Lost"


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domingo, dezembro 12, 2010

Guitarra Jazz


Olá Musicólatras...

Sei que estou abusando do meu "direito de postar" (rs). Mas por acaso acabei de ver esse video e fiquei tão empolgado que decidi postar aqui no BLOG. Acho que a descrição mais justa para o video seria a seguinte: "O que acontece quando a nata da guitarra jazz se junta pra improvisar um pouco?. É só ver o video e a resposta vem facil!"

Sem mais delongas, deixo vocês com Barney Kessel, Kenny Burrell e Grant Green.

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Charlie Parker



Charles Christopher Parker Jr. nasceu no dia 29 de agosto de 1920, na cidade de Kansas City. Ele recebeu os apelidos de "Bird" e "Yardbird" porque além de gostar de animal tinha a tendência de viver livre como os pássaros.
Kansas City era um lugar onde o jazz e outras formas de música negra estavam florescendo. Aos sete anos de idade, ele começou a estudar musica. Aos 15 anos já estava seriamente decidido pelo instrumento que o consagraria: o sax alto. Parker tocou com bandas locais até 1935, quando largou a escola para seguir uma carreira musical. Aos 17 anos, entrou para a orquestra de Jay McShann, permanecendo até 1943, quando passou para as bandas do pianista Earl Hines e do cantor Billy Eckstine. Nessa época, tornou-se amigo do trompetista Dizzy Gillespie e juntos passaram a frequentar o Minton´s Play House, onde tocavam Thelonious Monk, Charlie Christian e Kenny Clarke. Graças a esse encontro, a partir de 1944, o mundo passou a conhecer um novo estilo do Jazz, denominado de "Bebop", um estilo oposto ao espirito do Swing e que exigia uma técnica instrumental muito desenvolvida. Em 45, Bird registrou suas primeiras musicas em parceria com Dizzy Gillespie. Gravou, ainda, com vários quintetos e musicos importantes.
Charlie Parker faleceu em Nova Iorque, em 1955,aos 35 anos de idade, com centenas de musicas gravadas em seu estilo único, nas mais diversas formações instrumentais.
Ainda hoje, tantos anos depois de sua morte, Charlie Christopher Bird Parker Jr. é considerado o maior improvisador de Jazz de todos os tempos e um dos mais importantes da historia deste estilo musical.



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sábado, dezembro 11, 2010

Figurinhas do Rock

Nosso convidado de hoje é o Jefferson A. Nunes, do blog Figurinhas do Rock. O tema principal do Jefferson, claro, é o bom e velho Rock & Roll. O destaque é para a fase mais recente do gênero, mas também tem muita história por lá. Procurando dar uma visão menos convencional sobre os temas abordados, o autor levanta alguns temas polêmicos para estimular a discussão entre seus leitores, como é o caso dos posts Afinal, o solo de guitarra morreu? e A Pior “BANDA” de Todos os Tempos. Você pode concordar ou não com ele, mas não vai ficar indiferente às suas ácidas opiniões.

Figurinhas do Rock


Fala, Jefferson!

1. O que motivou a criação do blog?

Bom, acredito que uma série de fatores, mas principalmente divulgar meu gosto musical com outras pessoas, algo que eu acho importante para criar sua identidade, conhecer opiniões diferentes e para aprofundar-se mais no seu estilo musical de uma forma geral.

2. Quando começou a se interessar pela blogosfera e porquê?

Sempre notei que havia muitos textos de Rock postados em blogs, embora nunca soubesse com exatidão o que os blogs eram, então ao falar com meu irmão, soube que havia blogs que tinham uma repercussão enorme na Internet, o que me fez perceber que um blog pode ser de grande importância, por isso achei uma boa idéia eu fazer um blog de Rock pra mim, pois gostei da idéia de ter um lugar para colocar minhas impressões sobre a música de uma forma geral.

3. Com que frequência você atualiza o blog?

Isso varia bastante, pois as minhas idéias para posts vão surgindo naturalmente, e não aparecem com a mesma freqüência em todas as semanas, mas procuro postar a cada três ou quatro dias, isso quando não há nenhum "Post urgente" como quando Mike portnoy deixou o Dream Theater, o que faz com que tenha de postar mais de uma vez num dia.

4. Na sua opinião, qual a importância dos blogs na divulgação da cultura?

Acho que os blogs estão entre os meios de informação mais importantes da atualidade, pois conseguem atingir e repercutir em toda a Internet, cada um trazendo algo diferente, mas todos tendo a mesma essência: a facilidade de leitura e absorção da informação, seja ela visual ou escrita, a possibilidade de participação dos leitores e a formação de uma grande comunidade com outros blogueiros, o que influencia bastante na forma de pensamento dos leitores.

5. Há quanto tempo você tem o blog?

Tenho o Figurinhas Do Rock desde 17 de Fevereiro desse ano.

6.   Qual a proposta do blog?

Divulgar minhas opiniões sobre o Rock e a Música, informando aqueles que possam não conhecer essa forma de som, tudo de forma simples e o mais informal possível, algo que acho indispensável para um texto ser apreciado e bem comentado.

7.   Que post ou série você considera como destaque no blog?

Venho melhorando constantemente minha forma de escrita, mas acho que o meu ápice nesse tempo que escrevo foi minha semana especial dedicada ao Led Zeppelin (clique aqui), banda escolhida pelos meus leitores, e que me custou diversas e longas leituras para ser feita...

8.   Qual a relação e a experiência do autor com a música?

Bom, sou guitarrista auto didata, e toco em uma banda de minha cidade, então estou sempre rodeado de música, pesquisando e ouvindo de tudo, mas isso é meio recente (3 anos), pois tive vários momentos antes disso, e fui evoluindo musicalmente aos poucos, desenvolvendo um amor e admiração crescente pelo rock e suas infinitas vertentes (não leitor, não gosto de Emo), pra mim a mais perfeita arte já criada pelo homem, pois nos permite sair do plano terrestre e viajar por uma dimensão totalmente independente... (isso não soou meio novelesco? rs).

Por fim gostaria de agradecer a oportunidade de participar do Musicólatras, um parceiro inestimável, sempre na busca de informações relevantes para seus leitores... Valeu pessoal!

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sexta-feira, dezembro 10, 2010

Feliz Natal & Próspero 2011




Musicólatras, me despeço desse espaço nesse ano com Chet Baker, espero que em 2011 possamos realizar todos os nossos projetos, com saúde, determinação e muita música.

Entro em compasso de reformulação dos meus blogs, da minha vida e volto em Janeiro.

Grande abraço.

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1º Festival Internacional de Jazz – São Paulo

Jazz SP 01
Estava aqui em casa revirando uns guardados e achei o programa do 1º Festival Internacional de Jazz, que ocorreu em setembro de 1978, em São Paulo. Esse festival foi produzido em parceria com o Festival de Montreux, o qual já mencionei em outro post (clique aqui). Segundo Claude Nobs, diretor do festival na versão suíça, a ideia surgiu da constatação do sucesso que os músicos brasileiros faziam quando lá se apresentavam anualmente. Não só isso, mas também a participação deles nas jam sessions que ocorriam.

Me lembro de ter ido a todas as apresentações que ocorreram à tarde (eu tinha aulas à noite.) Lamentavelmente, eu não conhecia na época uma parte dos músicos e talvez não tenha tirado todo o proveito que podia, mesmo assim foi uma experiência fantástica.

Veja no programa abaixo a lista de feras que passaram pelo Anhembi em 1978.

Jazz SP 02


Como curiosidade, no verso do programa, havia uma propaganda de uma empresa que projetava e montava mesas de som caseiras, ou Home Theater, como dizemos atualmente em bom português. Detalhe: tinha até com um telefone para você bater um papo!

Jazz SP 03

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quinta-feira, dezembro 09, 2010

Finlandia, o duo que vale por mil

Sábado passado, dia 4/12, estive no Festival Marreco de Patos de Minas e aproveitei pra entrevistar o duo Finlandia.

O show foi incrível e certamente roubou a atenção do público. Nem o dia chuvoso conseguiu desanimar a galera que pulou como poucas vezes vemos nos festivais. O duo faz um som folclórico instrumental dançante com violoncelo, acordeon, teclado e sampler. Confira a entrevista logo abaixo e conheça a banda em www.finlandiamusica.com.

Foto: divulgação

A banda é formada por um brasileiro e um argentino e o nome é Finlandia. De onde vem isso?

Maurício: O nome é porque na Finlandia a música tem uma característica melancólica, um pouco dramática. Então a imagem que o país Finlandia nos passa é essa.

Raphael: E tem uma língua chamada Finklandia que quer dizer música de viajante. Saiu até uma nota na Argentina falando disso. Que é o prefixo fink. E tem tudo a ver com a gente, porquê nós não paramos de viajar.

O som de vocês é bastante experimental com uma mistura entre o eletrônico e a música folclórica. Vocês usam instrumentos eruditos, no caso o violoncelo, populares, como o acordeon, e moderno, que seria as programações. Como é essa mistura?

Raphael: A gente fica até meio preocupado em entrar no palco em festivais como aqui no Marreco, no Calango, que foi praticamente palcos de música que tinham bandas com guitarra. Claro que tem uma diversidade muito grande. Hoje em dia o público é muito mais eclético. Mas a gente sempre fica com um friozinho na barriga. A gente pensa: ta rolando um rock e agora a gente vai entrar com uma Cumbia. O que vai acontecer? A gente nunca sabe. Mas a aceitação está sendo boa, até porque é um projeto instrumental. Então a gente até se surpreende por estar conseguindo se bancar, fazer turnê e tudo mais. Vamo ver onde isso tudo vai dar. Mas eu vejo também muitas bandas instrumentais se dando muito bem. Acho que o mercado pra música instrumental está crescendo muito no independente, que é muito dependente. Então vamo ver onde isso vai dar e se divertir, porque é isso que importa.

As vezes uma associação mais óbvia é com o Tango Eletrônico, e o maior expoente do gênero é o Gotan Project. Então como vocês vêem essa aproximação do Finlandia com o Gotan?

Maurício: O tango eletrônico é sim uma influência. Gotan Project é mais conhecido. Mas existe muitas outras bandas de tango eletrônico que tem na Argentina e na Europa.

Raphael: Certamente essas são uma influência pra nós. A música folclórica nos atrai muito também. Música folcórica digamos tradicional também combinada com o eletrônico. Fazer essa fusão e colocar o violoncelo que é um instrumento erudito, com um timbre muito erudito. Tinha um cara alí querendo me reger sinalizando com as mãos. Então é um instrumento que trás essa carga visual e sonora.

Esse tanto de estilo folcórico fundido no som de vocês mostra um comprometimento com o estudo das músicas populares, a busca de sonoridades e influências. E até mesmo o estudo erudito, no caso do violoncelo. Como é esse processo?

Raphael: A gente ta bem preocupado com isso. Em analisar bem os ritmos. Até porque a gente passou por alguns países e presenciamos alguns ritmos maravilhosos que eu particularmente não conhecia, que é o Huayno do norte argentino e vários outros. A gente é muito preocupado em focar aí pra daí fazer a fusão.



A banda agora ta vivendo na estrada. Desde julho foram mais de 50 shows. Como está sendo essa experiência?

Maurício: É difícil. Não voltar pra casa é complicado.

Raphael: A gente começou dia primeiro de julho lá no Chile e a idéia era fazer dez shows. E chegou hoje a 54. Mas é o que eu estou sempre falando. A gente vai passar o natal em casa com a família. Porque estamos a seis meses viajando. A cara de cansado não nega. E que bom né.

Maurício: Que bom mesmo. Porque é difícil poder fazer isso tocando música instrumental.

Vocês já tem um EP e um CD. Quais os planos pra frente?

Raphael: A gente ta muito feliz com os planos que estão acontecendo para o próximo ano. Tem muita coisa que estamos planejando mas primeiro a idéia é lançar um novo CD que chama Carnavales, que vai ser lançado em março, e vai abranger carnavais da américa do sul. Carnaval da Bolívia, do Uruguai, carnavais que a gente pode dar uma olhada e tem uma outra veia, que não é tão folia como no Brasil, mas que é muito profundo, até dramático. Eles tem uma vestimenta própria, usam máscaras. E a gente quer trazer um pouco disso. Estamos estudando os ritmos e vai entrar alguns como Saya, Baguala, que são ritmos aí dos nossos países vizinhos que a gente mal conhece. E o bom desse disco é que estamos conseguindo várias participações muito legais. Não vou divulgar agora porque ainda não estão gravadas, e só acredito quando estiverem gravadas. Mas estão confirmadas participações muito legais do Brasil, do México, da Argentina, do Peru, de Cuba e do Chile. Aí pro próximo ano outra turnê dessa gigantesca, mas vamos passar o natal em casa. (risos)

Fica o espaço pra qualquer assunto que queiram abordar.

Raphael: Tem muita musicalidade legal dos nossos países vizinhos aqui, da Bolívia, Uruguai, e a gente não conhece. Eu também não conhecia. Conheci nesse projeto um ritmo que eu fiquei apaixonado que é o Huayno. E tem muitos outros maravilhosos. Igualmente do outro lado. Eles não conhecem muita coisa daqui. E a gente tem uma riqueza gigantesca. Eu queria que as pessoas procurassem mais conhecer os países vizinhos. E eles também. A gente tem a ciranda que é maravilhosa, o maracatu. E eles tem a Saya, Copla, Baguala, Huayno que são ritmos maravilhosos também. Vale a pena dar uma pesquisada e escutar esses sons.

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terça-feira, dezembro 07, 2010

B.B. King: O Eterno Rei do Blues (Parte III)


Semana passada não tive tempo de escrever o texto da revista, mas como prometido vamos dar continuidade a matéria "B.B. King: O Eterno Rei do Blues". Se você perdeu as primeiras postagens, dê uma olhada no arquivo do Musicólatras.

Por Henrique Inglez de Souza

DO BLUES AO POP

BB King seguiu sem freio pelos anos de 1970 e 80. Ganhou outros Grammy e importantes prêmios, foi incluído no Blues Hall of Fame e no Rock & Roll Hall of Fame. Gravou discos marcantes e outros menos celebrados, mas sempre manteve o alto nível de suas performances. Além de outros hits (To Know You is to Love You, I Like to Live the Love, Let The Good Times Roll), registrou pérolas menos conhecidas, que o tempo tratou de lapidar (Philadelphia, There Must Be a Better World Somewhere, Six Silver Strings).

E mais: uniu seu blues ao pop rock do U2, gravando a canção When Love Comes to Town. Lançada no disco Rattle and Hum (1988), do quarteto irlandês, a música virou um hit. Apesar do parentesco entre os estilos, esse tipo de fusão nos leva a refletir sobre algo que se tornou um clichê: por que conseguimos identificar um bom guitarrista independentemente do tipo de música? A resposta é fácil: basta que o músico tenha personalidade e se entregue ao que está tocando sem prender-se a exibicionismos, pirotecnias, parafernália de equipamentos etc. Nesse ponto, BB King é ótimo exemplo, pois está longe de ser um velocista, mal toca bases e só precisa de uma guitarra plugada em um único amp para nos atingir diretamente no coração. Para ele, alias, o que conta é a particularidade de cada um e não os diversos subgêneros e rótulos que são criados. “Não classifico as pessoas de acordo com o tipo de música que fazem”, explica. “Para mim, todos tocam do seu próprio jeito. Sou do Mississippi, então dizem que faço country blues, Mississippi blues ou coisas assim, mas não concordo com nada disso. Apenas acredito que você toca o que toca, não importando de onde venha. É algo que se refere à pessoa”.

Dos 1990 pra cá, a veia produtiva do rei do blues deu lugar à incansável sede por turnês e shows. Foram poucos lançamentos com inéditas e muitos os álbuns ao vivo (como o maravilhoso Live at the Apollo, de 1991) ou regravações em duetos (destaque para o excelente Dueces Wild, de 1997, que traz King ao lado de David Gilmour, Tracy Chapman, Joe Cocker, Van Morrison, entre outros artistas) e coletâneas. Isso não quer dizer que ele tenha deixado de compor. Um dos álbuns com canções novas que lançou recentemente transformou-se no (talvez) o ultimo grande clássico do blues que conhecendo. Alias, o trabalho não foi só dele, mas da grande parceria com Eric Clapton. Riding with the King (2000) é daqueles disco que, se você não tem, deveria tratar de consegui-lo. Não faltam passagens de puro feeling guitarrístico – são duas lendas juntas, afinal de contas!

A TÉCNICA DE BB KING

Um dos pioneiros do blues brasileiro e grande estudioso do gênero norte-americano. André Christovam comenta o estilo de BB King e sua contribuição incalculável para a guitarra blues.

“O essencial para as pessoas entenderem o avanço técnico que BB King estabeleceu na guitarra é focar o período entre 1968 e 1972. São os discos de melhor qualidade de registro dentro e sua obra como guitarrista. Não há um álbum ruim nessa época, sendo o último Indionala Mississippi Seeds (1970), de extrema relevância guitarristica. Sem querer diminuir sua obra, a minha geração tem como referência esse BB King e não o que vem depois”.

“No inicio dos anos 1950, ele desenvolveu uma linguagem de bend e vibrato que não existia antes. É ele quem determina o surgimento dessa técnica. Falando de gravações, BB King precede Albert King e Freddie King em mais de dez anos. Já em relação ao som encorpado, começou em 1958, quando usou pela primeira vez uma Gibson ES-335, que acabava de chegar ao mercado. Esse timbre extremamente etéreo e com muito senso de espaço soa como se eliminasse todas as notas ruins que existem para serem tocadas dentro de um blues”.

“A ideia de que BB King canta e a Lucille canta depois dele é uma coisa mais adequada a se declarar no que se refere à linguagem. O fato de ele dar importância ao ritmo, de onde tocar dentro daquela simplicidade pentatônica, e de escolher frases em que usa a nota A em vez de Bb, por exemplo, representa uma abordagem única. O som BB King lembra muito, em delicadeza, o de um trompet – tem mais ‘ar”.

A série “B.B. King: O Eterno Rei do Blues” continua na próxima semana, enquanto isso aproveite para conhecer os álbuns citados nesse trecho da matéria. Vale a pena. Abraço a todos.

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segunda-feira, dezembro 06, 2010

Algumas das bandas mais curiosas do mundo!

Olá, amigos Musicólatras! Vamos começar essa segunda-feira nos divertindo com algumas das bandas mais curiosas que encontrei pela internet.



  • The Cycologists, uma banda de ciclistas
(via)



Esse trio australiano é  liderado pelo aclamado compositor e criador de instrumentos musicais inusitados Linsey Pollak. Nas suas performances ao ar livre, eles chegam pedalando e, sincronizadamente, retiram os assentos, revelando clarinetes modificados feitos inteiramente de partes de bicicleta. Ao terminar, fazem uma reverência, recolocam os assentos e vão embora pedalando novamente. Quando se apresentam em palco, o show é um pouco mais elaborado, com outros instrumentos também feitos com partes de bicicletas (ou ela inteira!).



  • The Zimmers, a banda de rock com os membros mais velhos do mundo
(via)



A banda foi criada para um especial da BBC britânica em 2007. O membro mais novo tem 67 anos; o vocalista, Alf Caretta, morreu este ano aos 93 anos; e o membro mais velho é Buster, com 104 anos! Lançaram seu primeiro disco em 2008, incluindo covers dos Beatles, Eric Clapton e Frank Sinatra.

 

  • The Clever Hamsters, uma banda de jazz formada por... hamsters
(via)



"Os Hamsters Espertos" foram escalados para estrelar um comercial da marca de água mineral britânica Drench. Segundo o comercial, é preciso estar bem hidratado para se ter uma boa performance. Os integrantes são "Miles" no saxofone, "Fats" no trompete, "The Duke" na gaita, e "Dizzy" no oboé. Eles não tocam de verdade, mas vai, é bonitinho:


  • The Burqa Band, uma banda de mulheres afegãs que usam burqa para não serem reconhecidas
(via)



Esta é uma banda de indie rock, formada por mulheres de Kabul, Afeganistão. Lançaram um single, "Burqa Blue" e, em 2002, o álbum de mesmo nome. Elas ganharam alguma popularidade na Europa e chegaram a excursionar na Alemanha, mas estão atualmente inativas. 


  • Rudely Interrupted, uma banda formada por integrantes com alguma deficiência
(via)



A uma primeira conferida, esta banda australiana não passa de uma banda de power-pop com um toque oitentista, um tanto melhor do que as outras tantas que vemos por aí. Mas, cinco dos seis membros da Rudely Interrupted têm alguma deficiência física e/ou mental, e alguns deles em estado bem avançado. O vocalista Rory Burnside é cego e tem a Síndrome de Asperger; o tecladista Marcus Stone é 80% surdo; o baixista Sam Beke tem Síndrome de Down; o baterista Josh Hogan tem autismo; e a percussionista Connie Kirkpatrick tem Síndrome de Down e é cega. O guitarrista Rohan Brooks é o terapeuta que teve a ideia de formar uma banda com alguns de seus pacientes.




Eu estou particularmente apaixonada pelo The Zimmers e emocionada com a Rudely Interrupted.

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domingo, dezembro 05, 2010

Robben Ford

Olá Musicólatras...



Conheci o trabalho de Robben Ford a tempos atrás por acaso enquanto folheava uma edição da revista Guitar Player (Já faz algum tempo, não me lembro mais qual a edição da revista). Porém apesar de ter gostado da materia sobre o guitarrista não me interessei em conhecer melhor o seu som. Passado mais algum tempo o acaso fez com que eu me deparasse com o trabalho desse guitarrista, foi um grande impacto, eu ja era fã e estudioso de blues, mas a forma como Robben Ford trata o estilo, a maneira como ele emprega harmonias e melodias indo além da tradicional cadencia do blues me chamou muito a atenção. De cara fiquei muito empolgado mas ao mesmo tempo um pouco triste de não ter dado a merecida atenção aquela velha materia da revista.

Quando decidi fazer um post sobre Robben Ford fui atrás de informações sobre ele, e acabei encontrando uma pequena materia que o jornalista e fã de Blues e Rock Ernesto Wenth Filho fez para o site www.rickfurlani.com (Esse site é do grande guitarrista Rick Furlani que em breve tera um post seu aqui no BLOG). Sem mais delongas deixo vocês com as palavras de Ernesto Wenth Filho.

Desta vez vamos falar um pouco de jazz – blues – rock ou blues – jazz – rock, como vocês preferirem. Robben Ford é um guitarrista americano, nascido em 1951, que segue esta tendência musical.

Na década de 60, durante sua adolescência, Ford “gastava” grande parte de seu tempo ouvindo artistas como Aretha Franklin, Wilson Pickett, Ottis Redding, Albert King, Carla Thomas, Mike Bloomfield (sua primeira grande influência) e B.B. King. Sucessos como “Respect” (Aretha Franklin) e “Mustang Sally” (Wilson Pickett) faziam parte de suas músicas preferidas.

Em 1964, com 13 anos de idade, Ford pegou pela primeira vez em uma guitarra. Com 18 anos, em 1969, se mudou para San Francisco, na Califórnia e formou a Charles Ford Band (nome dado em homenagem a seu pai que também era guitarrista). Logo em seguida a banda acabou, pois Robben foi convidado para tocar com o famoso gaitista Charles Musselwhite, onde ficou por nove meses.

Em 1971, a Charles Ford Band voltou e gravou um LP chamado “Discoverying The Blues”, ao vivo em Hollywood, na Califórnia, que foi lançado em 1972.

Entre 1972 e 1973, novamente Ford deixou a banda e foi tocar com a lendária banda de blues de Jimmy Witherspoon.

Em 1974, Robben Ford foi descoberto pelo saxofonista Tom Scott, do grupo de “fusion” progressivo chamado L.A. Express e em seguida, no mesmo ano, fez parte da banda de Joni Mitchell na turnê “Court and Spark”, além de tocar em dois dos álbuns da famosa cantora (“Miles of Isles – 1974 e “The Hissing of Summer Law” – 1975).

Em 1977, talvez devido à passagem pela banda L.A. Express, Robben foi um dos fundadores da banda de “fusion” chamada “Yellowjackets”, onde ficou até 1983. Bem, já falei em “fusion” duas vezes e para quem não sabe este termo diz respeito a um estilo musical onde há a “fusão” de jazz, rock e pop.

Em 1986, Ford foi convidado a participar de uma turnê com Miles Davis, famoso trompetista de jazz, muito conhecido por seus improvisos e pela grande criatividade e inovação musical. Já em 1987 tocou junto com o saxofonista de jazz japonês Sadao Watanabe.



Após tudo isso, foi em 1992 que Robben Ford se reencontrou com o blues, formando a banda The Blue Line e lançando o cd “Robben Ford and The Blue Line”. A banda era formada pelo baixista Roscoe Beck, que tocou com Leonard Cohen e pelo baterista Tom Brechtlein, que já havia tocado com os mestres do jazz Chick Corea e Wayne Shorter. Neste mesmo ano de 1992, Ford e a Blue Line estiveram no Brasil participando do Free Jazz Festival, que infelizmente acabou.
Na seqüência, em 1993, lançou “Mystic Mile” e em 1995, “Handful of Blues”. Do álbum “Mystic Mile” destaco a versão de “Worried Life Blues” de autoria do mestre B.B. King. Já o cd “Handful of Blues” acho simplesmente espetacular, pois você pode ouvir desde o blues tradicional de “I just want to make love to you” de Willie Dixon até a balada dançante (de rosto colado!!), com um solo de guitarra maravilhoso de “Don’t Let Me Be Misunderstood” de Benjamin, Marcus e Caldwell, além de composições próprias na linha do jazz como “Good Thing”, onde sua técnica, o feeling e o som limpo da guitarra fazem muito bem aos ouvidos e à alma!!

Em 1996 Robben Ford volta ao Brasil para participar da 4ª edição do Top Cat Blues Festival, realizado em São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília, onde também participaram John Mayall, Fabulous Thunderbirds e Michael Hedges.
A partir daí sua carreira continuou com o lançamento de diversos discos, onde vale a pena conferir a coletânea “Blues Collection”, de 1997, com músicas que vão de 1971 a 1991, das bandas Charles Ford Band, Ford Blues Band, Charles Musselwhite e Jimmy Witherspoon. Também vale a pena o cd de 2001 “Tributo a Paul Butterfield” onde Robben toca com seus irmãos Mark, Patrick e Gabriel, interpretando clássicos do famoso gaitista da Califórnia.

Seu último trabalho é “Keep On Running”, de 2003, onde ele é acompanhado pelo baixista “peso-pesado” Jimmy Earl e pelos bateristas Toss Panos e Steve Potts. Neste cd você pode ouvir versões de Otis Rush com a música “Can’t Do My Homework” até a banda Cream com uma versão da música “Badge”, composta por George Harrison e Eric Clapton!

Bem, Robben Ford é isso aí, uma mistura de jazz, blues e rock, sempre com muita técnica, muita qualidade e muito feeling!!


Quer saber mais, vá até www.robbenford.com




Esse video contém apenas o audio de um encontro de Ford com o mestre do Jazz Miles Davis. Vale a pena escutar!

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sábado, dezembro 04, 2010

Here Comes The Zombie

Edison - 0112 Here comes the zombie 2

Segundo a própria Manu, seus amigos creem que ela seja um zumbi. Duvido. Bióloga, ex-estudante de jornalismo, nômade e aspirante a poliglota, atualmente dedica-se a escrever um romance sobre... os zumbis (isso era para ser um segredo, mas revelo agora em primeira mão aos leitores do Musicólatras).

Here COmes the Zombie

Conheci o blog da Manu a partir da série 50 Melhores Álbuns da Década que acompanhei pelo Jazz & Rock. O Here Comes The Zombie é um blog de generalidades em que você pode encontrar coisas como zumbis, música, memes, mais zumbis, mais música, mais memes, além de muitas curiosidades sobre os zumbis. E muitas histórias sobre tudo isso. Graças à Manu descobri que existem beatlemaníacos com idade inferior às dos filhos dos Beatles - aliás, ela mantém um blog que fala exclusivamente sobre eles, chamado Here Come The Fab!, que também vale a visita.

Here Come the Fab


Com a palavra o zumbi, digo, a Manu:

1. O que motivou a criação do blog?

Eu tinha acabado de me formar na faculdade e me vi sem ter absolutamente nada pra fazer, de uma hora pra outra. Como fiquei frustrada por não conseguir um emprego e continuar meus estudos, e também por não ter mais contato com outras pessoas, achei que abrir um blog pra escrever sobre meus assuntos favoritos me ajudaria a passar o tempo e me divertiria.

2. Quando começou a se interessar pela blogosfera e porquê?

Acho que desde que comecei a me aventurar pela internet (tardimente, aliás, já na faculdade!), adoro testar as novidades da internet, faço cadastro em tudo. Mas eu volta e meia abria um blog que nunca durava mais de 2 ou 3 meses; não tinha paciência de atualizar. Esta foi a primeira vez que levei um blog meu a sério.

3. Com que frequência você atualiza o blog?

Até um tempo atrás eu costumava postar a cada dois dias, mas comecei a encher linguiça demais só pra cumprir o cronograma; então resolvi postar somente quando tivesse o que dizer!

4. Na sua opinião, qual a importância dos blogs na divulgação da cultura?

Acredito que seja um meio mais "pessoal" na divulgação de notícias ou interesses. Como disse o Rafhael, muita gente prefere saber o ponto de vista da pessoa que está vivendo a situação comentada, não de quem está vendo de fora. No nosso caso, aqui no Musicólatras, ou mesmo nos nossos próprios blogs, todos falamos sobre assuntos de interesse nosso e não precisamos ser profissionais no assunto para tal; então muitas pessoas, inclusive eu, gostamos de ler opiniões e sugestões de "igual pra igual".

5. Há quanto tempo você tem o blog?

O HCtZ completa 2 anos em janeiro!

6.   Qual a proposta do blog?

Bom, a minha intenção com o blog nunca foi arrebanhar leitores, já que era um lugar de desabafo e de "falar sozinha sobre o que ninguém queria saber". Mas aí os amigos foram começando a aparecer e logo vieram pessoas de outros blogs e então hoje eu tenho uma turminha gente fina de leitores que acompanham meus assuntos aleatórios sobre música e curiosidades em geral, principalmente científicas. É sobre o que eu gosto de conversar e nunca encontro ninguém pra falar sobre isso pessoalmente. Paralelo a ele, criei o Here Come The Fab, que é onde eu resposto apenas os meus artigos sobre os Beatles. Achei legal separar pra ajudar na pesquisa de quem quer ler só sobre isso.

7.   Que post ou série você considera como destaque no blog?

O "grande acontecimento" do meu blog com certeza foi o projeto dos 50 Melhores Álbuns da Década, já que envolveu outros autores e foi bem divertido (e trabalhoso!) de fazer. Eu particularmente gosto mais das que eu chamo de "minibiografias" que faço dos meus artistas favoritos, e também das pesquisas sobre coisas estranhas. O post mais visitado do meu blog foi um recente que fiz sobre os zumbis do Haiti (do que muito me orgulho, haha).

8.   Qual a relação e a experiência do autor com a música?

Ouço muita música desde pequena, dos rocks clássicos da minha mãe à música italiana do meu pai, e com o tempo fui definindo minhas preferências. Sou uma ouvinte ávida, mas nunca consegui passar disso. Tenho um violão que foi da minha mãe, tentei aprender a tocar sozinha mas não consegui. Ano que vem pretendo tomar umas aulas e ver se levo jeito pra coisa! A bem da verdade, meu grande sonho de consumo é aprender a tocar trombone, mas vamos ver até onde eu levo isso, haha.
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A título de curiosidade, o nome do blog vem de um antigo apelido meu, Zombie. É um apelido multifuncional, descreve tanto minha preferência por eles no mundo do terror quanto uma certa... característica pessoal. Sabe como é, as olheiras, a anemia e andar me arrastando por aí com frequência. HAHAH

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sexta-feira, dezembro 03, 2010

Luiz Gonzaga Junior

Carioca, nascido em 1945, o filho do Rei do Baião, Luiz Gonzaga, construiu uma carreira própria dentro da música. Formado em Economia, foi participante do grupo que dominou os festivais universitários de música no final dos anos 60, principalmente como autor de músicas de protesto. Foi um dos músicos mais perseguidos pela censura, ao lado de Chico Buarque, Taiguara e Vandré. Passada essa agitada época, Gonzaguinha como era conhecido, passou a compor outro tipo de música, com letras extensas, mas agressivas e sofridas, que focalizavam conflitos amorosos, quase sempre irremediáveis, mas às vezes amenizados pela possibilidade de um recomeço, como é o caso da primeira música aí embaixo. Gonzaguinha morreu em um acidente de automóvel, em 1991.

Começaria tudo outra vez – por Maria Bethania, uma de suas maiores intérpretes


Lindo lago do amor


Eu apenas queria que você soubesse



Explode coração


O que é, o que é – Viver e não ter a vergonha de ser feliz!

Texto baseado no livro A Canção no Tempo – Vol. 2, de Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello, 5ª edição, 2006 - Editora 34

Um ótimo final de semana, caros Musicólatras!

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quinta-feira, dezembro 02, 2010

Moda de Rock - Viola Extrema ( Ricardo Vignini e Zé Helder )

(Ricardo Vignini & Zé Helder)

Há 2 anos divulguei no Blog Jazz e Rock uma matéria sobre o Rock’n’Roça, clássicos do rock’n’roll tocados na viola caipira. Nessa época descobri o trabalho do violeiro e roqueiro, Ricardo Vignini, que toca desde 2000 na banda Matuto Moderno, conhecido por misturar a música caipira de raiz com o rock.

“Moda de Rock – Viola Extrema” é um projeto dos violeiros Ricardo Vignini e Zé Helder, um trabalho primoroso e que foi lançado recentemente. Mas antes de falar desse álbum, segue abaixo um pequeno histórico sobre os dois.

Ricardo Vignini é violeiro, compositor, professor de música, produtos fonográfico e cultural e pesquisador de música tradicional. Seu gosto pela musica caipira veio através de parte de sua família, de Águas da Prata e São João da Boa Vista, e o lado italiano veio de Rio Claro. Nascido na capital, durante sua adolescência tocou muita guitarra, muito Rock e Blues, fez parte da banda de rock Cheap Tequila. O violeiro também já tocou ao lado dos músicos americanos Bob Brozman e Wody Mann em suas turnês brasileiras, também tocou em duo com Christian Oynes e em participações com a banda Serio Duarte & Entidade Joe. Ricardo também é proprietário de um Home Studio, onde grava artistas, trilhas e campanhas publicitárias. Está no Matuto Moderno desde 200 e lançou nesse ano o seu primeiro CD solo: “Na Zoada do Arame”, álbum totalmente instrumental.

Zé Helder também é violeiro e compositor, nasceu em Cachoeira de Minas/MG. Neto de violeiro, tem dois Cds solos lançados “A Montanha” (2004) e “No Oco do Bambu” (2009) , e “Orelha de Pau” (2002), trabalho inspirado na música regional e caracterizado pela instrumentação acústica e coro de três vozes. Formado em Licenciatura em Música, é professor de música há 11 anos e músico profissional há 19 anos. Criou o curso de viola caipira no Conservatório de Pouso Alegre (CEMPA) e atualmente leciona o instrumento no Conservatório Municipal de Arte de Guarulhos.

Os dois violeiros sempre seguiram suas carreiras paralelamente, porém foram se encontrar no Matuto Moderno, banda em que o Zé Helder passou a integrar em 2010. Desde então o projeto “Moda de Rock – Viola Extrema” começou a tomar forma. Segundo eles, o álbum é um resgate de suas origens roqueiras. As músicas que foram escolhidas fizeram parte da trajetória musical dos dois músicos. Uma forma de prestar homenagem aos artistas que os incentivaram a pegar o primeiro violão e dar os primeiros acordes e também para fazer um trabalho novo e inovador. Além disso é uma maneira de apresentar a viola, um dos instrumentos mais importantes da cultura á roqueiros, através de músicas já conhecidas por todos.

No repertório os violeiros fazem releituras de 11 grandes clássicos do rock em versão acústica e instrumental, entre as bandas estão Pink Floyd, Iron Maiden, Metallica, Bealtes, Sepultura, Megadeth, Ozzy, Led Zeppelin, Jimi Hendrix, entre outras. “Moda de Rock – Viola Extrema” é um álbum que dá gosto de ouvir, possui uma qualidade finíssima, sem falar que é bom demais ouvir essas músicas de uma forma que até certo ponto soava inimaginável, mais que se tornou possível através do excelente trabalho dos violeiros Ricardo e Zé Helder.

O álbum “Moda de Rock – Viola Extrema” foi remasterizado no estúdio Abbey Road, em Londres, um dos – senão o mais famoso – estúdio do mundo, conhecido por gravar grande parte da obra dos Beatles e do Pink Floyd, além de outras bandas. Produzido por Ricardo, o álbum foi lançado pelo selo Folguedo, que é exclusivamente dedicado a música de viola “Moda Rock”.

O CD pode ser adquirido por R$ 25, 00 no site oficial do projeto: Moda de Rock – Clique Aqui

Aproveito para deixar os meus agradecimentos ao Ricardo Vignini, que me autorizou fazer a divulgação desse trabalho aqui no Jazz e Rock.

Segue abaixo o player para que você ouça o álbum na integra. Imperdível !

Viola Extrema by Moda de Rock

Site Oficial: Moda de Rock

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