terça-feira, agosto 31, 2010

Vinil, CD e MP3

Olá Musicólatras

Talvez essa seja a maior discussão entre os musicólatras atualmente. Quem reproduz o som em melhor qualidade? O vinil, o CD ou MP3? Na verdade nunca chegaremos a um consenso sobre isso, mais cada um tem a sua importância. O vinil é algo nostálgico, apreciar aquelas capas gigantescas, verdadeiras obras de arte é uma experiência única, o som analógico do vinil proporciona algo diferente de qualquer outra música, isso sem falar do cuidado que você deve ter, para ouvir um bom vinil é preciso fazer um ritual. Depois do vinil vieram as K7, mais que não deixaram nenhuma saudade. O CD chegou para revolucionar, antes com o vinil você não poderia leva-lo e ouvir no seu carro, já com o CD era possível, isso sem falar nas facilidades em gravar, o tratamento que o CD recebe é totalmente digital, consequente o som é bem diferente. Depois o MP3 ficou popular, agora já não existia mais as capas bem produzidas ou os encartes, o MP3 na mais era do que um arquivo de computador. Também tem suas vantagens, você pode levar uma quantidade imensa de arquivos (músicas) em um único aparelho. A qualidade do MP3 é outro problema, há quem ouve em 128kbps e quem prefere em 320kbps, por incrível que pareça, existe uma grande diferença.

O vinil ficou caracterizado por ter um som mais grave e o CD um som com mais definição dos tons agudos. A vida útil do CD é bem menor, já que ele pode oxidar e arranhar, o LP por sua vez se não for bem cuidado também pode arranhar e nesse caso ainda tem o cuidado especial com o toca discos.

Tentei explicar um pouco sobre os três da forma mais simples possível. Tudo isso para dizer que o vinil está ganhando força novamente e que apesar de toda tecnologia e praticidade que o CD e o MP3 nos proporciona, a indústria está apostando na volta do Vinil “bolachão” e uma das responsáveis por isso é a Polysom, no Brasil. É a única fabrica de vinil na américa latina e já esta a todo vapor para atender esse mercado. Os responsáveis por isso, João Augusto e Rafael Ramos, estiveram semana passada no Programa do Jô e falaram bastante sobre o assunto, inclusive sobre essa discussão e demonstração do Vinil, CD e MP3.

E você, consegue notar essa diferença do áudio? Isso influi na sua maneira de ouvir música ou o que vale é a praticidade ?

Segue abaixo a entrevista na integra do “Programa do Jô”.



No aguardo da parte 2. A anterior foi retirada do ar, infelizmente.

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domingo, agosto 29, 2010

O Brasil e o Violão (part. 2)

Olá Musicólatras...

Hoje darei continuidade no post da semana passada sobre o Violão Brasileiro. Continuo com a lista de alguns dos mais importantes violonistas do Brasil. Deixo vocês mais uma vez com os videos e sempre lembrando que vale muito a pena pesquisar e ir atrás do material desses grandes instrumentistas. Apreciem sem moderação!!!!

Yamandu Costa



O audio desse video não esta muito bom. Mas marca um encontro de duas feras da musica. Yamandu Costa e Hamilton de Holanda


Duo Assad



Sergio e Odair Assad formam um dos melhores e mais respeitados duos de violão do mundo


Luiz Bonfá



Luiz Bonfá além de grande musico era um excelente compositor, Manhã de Carnaval, um clássico composta por esse gênio da musica

Toninho Horta


Toninho é um mestre da melodia. Passeia fácil por harmonias complexas sempre deixando sua marca, ou seja, sempre com lindas melodias!

Daniel Santiago




Musicalidade aliada a virtuosismo, com muitas pitadas de Jazz. Esse é Daniel Santiago um violonista da nova geração. Com musicos como ele é fácil dizer que o futuro do violão brasileiro esta mais do que garantido.

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sexta-feira, agosto 27, 2010

Uma breve história do jazz – Cool & Hard Bop

Até esse ponto da nossa breve história, o jazz sempre foi considerado uma música quente, hot, com um toque de “sujeira”. A própria palavra jazz deriva de jass ou jaz, que era uma gíria africana para a relação sexual. Na virada da década de 40 para 50, um grupo de músicos começou a mudar essa tendência e passou a tocar próximo ao limite da música clássica, levando o jazz a um nível de sofisticação nunca antes imaginado. Até os boppers, eles incluídos, os músicos sempre tocaram seguindo o espírito inicial do jazz: calor emocional, bravura, impureza musical. Isso mesmo, impureza.

O jazz cool buscava principalmente a pureza. Foi uma inversão total de muitos valores do jazz. Caiu a ditadura dos grandes grupos de instrumentos de sopro e os pequenos grupos com piano, baixo e bateria, complementado às vezes por vibrafone, guitarra e um ou outro instrumento, substituiram a base musical anterior. Essa nova forma de tocar passou a ter um apelo maior para os músicos brancos e um vento forte passou a soprar da costa oeste dos EUA, trazendo o som feito por um grupo de músicos, na maior parte brancos, que ficou conhecido como West Coast School.

A maior parte dos músicos do período cool é proveniente do bop, como Miles Davies (1926-1991), por exemplo. Outros nomes importantes são: Chet Baker (1929-1988), Ray Brown (1926-2002), Dave Brubeck (1920), Benny Carter (1907-2003), Paul Desmond (1924-1977), Herb Ellis (1921-2010), Bill Evans (1929-1980), Gil Evans (1929-1988), Stan Getz (1927-1911), Jim Hall (1930), Woody Herman (1913-1987), Mel Lewis (1929-1990), Joe Morello (1928), Gerry Mulligan (1927-1996), Gene Wright (1923) e Lester Young (1909-1959).

O que eu, particularmente, acho fantástico na década de 50, é que depois de tantas mudanças nos estilos, muitos dos músicos dos primeiros anos ainda estavam vivos, acompanhando a evolução e ainda tocando. Orquestras, como a de Duke Ellington (1899-1974) e Count Basie (1904-1984), ainda tocavam. Lester Young, por exemplo, que mesmo na época do swing já tocava num tom mais cool, quase relaxado, contribuiu imensamente para a formação do bop, sendo considerado por alguns estudiosos como um de seus maiores valores, e foi um dos maiores do cool jazz também.

Em 1950, Miles lançou o álbum Birth of the Cool, acompanhado por um pequeno grupo de boppers. Ainda era difícil traçar um linha divisória entre o bop e o cool. No final da década de 50, ele gravaria ainda o fantástico álbum Birth of The Blues.


O Modern Jazz Quartet figura também entre os primeiros grupos de cool jazz. Era formado por quatro músicos provenientes da orquestra de Dizzy Gillespie (1917-1993). O pianista John Lewis (1920-2001), o baterista Kenny Clarke (1914-1985), o vibrafonista Milt Jackson (1923-1999) e o baixista Ray Brown, substituído posteriormente por Percy Heath (1923-2005). Confirmando a aproximação do jazz com o clássico, o quarteto gravou Bach. Durou até 1974 e foi o único grupo de jazz a gravar pelo selo Apple, dos Beatles.

Nesse primeiro vídeo, curta It Don’t Mean a Thing, de Ellington, um clássico do swing em versão cool.


Pra quem não acreditou, aqui o MJQ toca uma Fuga, de Bach.


Chet Baker, além de tocar trompete, era também cantor, e cantava em um estilo muito peculiar, de maneira bem intimista. Mais ou menos o mesmo (e na mesma época) que fez o baiano João Gilberto (1931) no início da Bossa Nova. Aliás, dizem que João Gilberto tentava cantar como Chet. Bobagem, foram ambos originas a seu modo e geniais no que fizeram.


Outro grupo cool muito legal, com o perdão do trocadilho multilíngue, foi o Dave Brubeck Quartet, do qual fazia parte o sax alto Paul Desmond. A música abaixo saiu no álbum Time Out.


Mas o bop não havia morrido. No final da década de 50 ele teve uma sobrevida batizada de Hard Bop, que mantinha a vitalidade anterior. Um dos maiores destaques desse período foi o grupo de Art Blakey (1919-1990) e seus Jazz Messengers. Dizzy Gillespie ainda estava na ativa. Charlie Mingus (1922-1979),  John Coltrane (1926-1967) e Thelonious Monk (1917-1982) idem. Assim como Clifford Brown (1930-1956), Wes Montgomery (1923-1968), Herbie Hancock (1940), Max Roach (1924-2007), Wayne Shorter (1933), Stanley Turrentine (1934-2000) e Tommy Turrentine (1928-1997). Muitos prosseguiram pela década de 60 afora.

 


No entanto, seja pela via bop, seja pela cool, o jazz não era mais “dançável”, e começou a perder o público jovem. Público esse que começou a prestar atenção numa moçada que estava fazendo um som diferente, tão empolgante quanto as antigas orquestras de swing. Era um tal de Rock & Roll
(amigos Musicólatras, aqui fica uma sugestão de ponto de partida para quem quiser escrever uma breve história do Rock & Roll).

Mas o jazz ainda não havia acabado…

Leia mais em
Uma breve história do jazz – O início
Uma breve história do jazz – O elo perdido
Uma breve história do jazz – The Trumpet Kings
Uma breve história do jazz – O Blues
Uma breve história do jazz – A Era do Swing
Uma breve história do jazz – As divas
Uma breve história do jazz – O Bebop

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domingo, agosto 22, 2010

O Brasil e o Violão (uma história de intimidade)

Olá Musicólatras...

Continuando a série sobre os grandes músicos brasileiros, hoje falarei sobre um dos mais populares instrumentos do Brasil, o Violão. Quem nunca se arriscou, ou “arranhou” um violão nas festas??? Ou mesmo só para chamar a atenção das meninas???. Brincadeiras a parte, alguns músicos foram tão fundo na arte de tocar violão que criaram o que é conhecido pelo mundo afora como a escola brasileira de violão. Hoje citarei alguns dos mais importantes violonistas brasileiros, e creio que qualquer comentário seria pouco para cada um desses verdadeiros mestres na nobre arte de se dedilhar um violão. Então deixo vocês “apenas” com os vídeos que já falam por si, recomendo que pesquisem sobre cada um deles e procurem seus trabalhos...vale muito a pena!!! Apreciem sem moderação!

Raphael Rabello





Baden Powell





Toquinho





Guinga





Paulinho Nogueira





Garoto




Duofel




Esse post tem como único intuito divulgar a musica brasileira, peço desculpas se deixei nomes de fora do post mas antes de qualquer nome o que vale aqui é a divulgação da nossa musica!

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Emoções Baratas

Caros, Musicólatras, invado esse espaço dominical, tradicionalmente do Thiago, para contar que fui assistir na última 6ª à noite a apresentação do espetáculo musical Emoções Baratas, de José Possi Neto. Trata-se de uma remontagem da peça que esteve em cartaz em 1988, e que é apresentada hoje no Estúdio Emme, na Av. Pedroso de Morais, 1.036, tel: (11) 2626-5835. Horários: 5ª, 21h; 6ª, 21h30h; Sáb. 22h e Dom. 19h. Preços: R$ 50 e R$ 80. É só até o final de outubro.

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Não espere nenhum diálogo. Logo ao entrar no teatro, somos tomados pelo som da Banda Heartbreakers – os caras são muito bons – mais as cantoras Bibba Chuqui e Karin Hils. E bons também são os dançarinos que nos levam ao longo de 23 músicas, quase todas de Duke Ellington, pelo mundo boêmio dos cabarés – vide repertório e ficha técnica no final do post.

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Eles interagem em o tempo todo com o público (eu mesmo sofri alguns “assédios”), sendo que em uma das músicas até tiram pessoas para dançar no palco. (A propósito, fiquei um pouco tenso nessa hora, mas utilizei uma de minhas inúmeras técnicas para passar despercebido que venho empregando desde meus tempos de estudante.)

Música boa, músicos bons, dançarinos bons. Enfim, se você estiver em São Paulo e gosta de tudo isso, não pode perder Emoções Baratas.

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sexta-feira, agosto 20, 2010

Uma breve história do jazz – O Bebop

Como vimos, durante a Segunda Guerra Mundial muitos músicos foram convocados ou se voluntariaram para lutar na Europa e no Pacífico. Com isso, músicos muito jovens tiveram chances de tocar nas big bands antes do que seria normal. Alguns, dotados do inconformismo próprio da juventude, rebelaram-se contra o alto grau de comercialismo que havia tomado o jazz. Não tocavam mais por prazer. Eram reféns dos “arranjadores” e das gravadoras. Estavam fazendo música “pop” – oh, horror!

Como válvula de escape, e aí é inevitável remetermo-nos à discussão no post do Thiago (Músico Amador?), eles se reuniam após o “expediente” para tocar livremente, para experimentar, para mostrar suas descobertas, para aprender com os demais, enfim, para tocar onde a centelha criativa voltasse a acender dentro deles. Eram as chamadas Jam Sessions - “jam” vem de jazz after midnight, mas também pode vir de “geleia”, por causa da mistura de estilos que era ali praticada. Sempre aparecia um músico de fora para dar uma canja e a música rolava até o sol nascer.

Conta a pianista Mary Lou Williams (1910-1981) que uma noite foi acordada em sua casa às 4 da manhã por Ben Webster (1909-1973) que lhe disse: “levante-se gatinha, estamos jamming e todos os pianistas estão cansados. Hawkings tirou a camisa e continua tocando”. Coleman Hawkings (1904-1969) estava na cidade dando uma canja e se encantou com os saxofonistas locais, dentre os quais Lester Young (1909-1959) e Ben Webster.

O baterista Jo Jones (1911-1985) testemunha: “Aqueles eram tempos difíceis e, no entanto, os caras ainda achavam tempo para estudar, e quando encontravam algo novo, traziam para a sessão e mostravam aos outros músicos, qualquer que fosse o instrumento por eles tocado. Assim, eles tentavam aquele riff específico ou aquela concepção especial em uma sessão e o aperfeiçoavam (…)

Cartaz BebopO Bebop tomou corpo em Nova Iorque, entre 1940 e 1942. Era mais uma revolta dos músicos do que um movimento do público. Aliás, era um movimento contra o público. Mas, se olhado dentro da conjuntura dos levantes negros na década de 30, era também um profundo manifesto em favor da igualdade racial. Os inventores dessa música revolucionária eram todos jovens e negros, muitos deles ainda totalmente desconhecidos: Dizzy Gillespie (1917-1993) [trompete]; Charlie Bird Parker (1920-1955) [saxofone]; Thelonius Monk (1917-1982) e Bud Powell (1924-1966) [piano]; Kenny Clarke (1914-1985), Art Blakey (1919-1990) e Max Roach (1924-2007) [bateria]; Charlie Christian (1916-1942) – o único que já era conhecido do público - [guitarra]; e Milt Jackson (1923-1999) [vibrafone], só para citar alguns.

Queriam fazer uma música que “eles” – os brancos – não pudessem imitar ou roubar. As execuções tinham grande técnica e altíssimo grau de dificuldade – algumas pessoas diziam não ser possível tocar tantas notas ao mesmo tempo e tão rápido. As músicas eram tão modificadas, que o público às vezes nem percebia o tema que estava sendo tocado. Tanto é que How High the Moon era chamada de Ornithology e What is This Thing Called Love de Hothouse – devia ser um problemão para os arrecadadores de direitos autorais.

O  Bebop privilegiava os pequenos conjuntos, em que os solistas exibiam grande virtuosismo. O ritmo foi o elemento que sofreu a maior modificação dentro dessa revolução, com a proliferação do som sincopado e de figuras rítmicas complexas. O fraseado é flexível e nervoso, cheio de saltos que exigem uma técnica instrumental muito desenvolvida. Constituiam um grupo à parte, mesmo em relação aos outros músicos negros. No entanto, os ouvidos foram se acostumando e, graças principalmente ao público branco, seu talento foi reconhecido. E, pouco a pouco, claro, começaram a ser assediados pelo pessoal do marketing. Mas aí já era tarde, o jazz nunca mais seria o mesmo.

Charlie Parker e Dizzy Gillespie formaram uma dupla literalmente do barulho. Tocavam juntos frequentemente. E muito, muito rápido. Os demais músicos mal os acompanhavam, porém um completava o outro, sem ao menos se olharem. Uma dupla com uma sinergia equivalente à de Louis Armstrong e King Oliver, que vimos no capítulo dos Trumpet Kings.

Mas, Edison, para de falar e deixa os caras tocarem!

Antes de ouvi-los, porém, assistam ao vídeo a seguir com um depoimento do pianista Hank Jones (1918-2010) sobre o Bebop, em que ele interpreta a música How High the Moon de duas maneiras, a convencional e a bebop:


Aqui, um exemplo de improvisação bebop ao piano. Para nós, hoje, isso não parece muito chocante, aliás, nada chocante, pois nos acostumamos a esse som e esses saltos, quase nem os percebemos, mas deve ter sido um baque na época em que começaram a ser tocados.


Agora sim, com vocês, Musicólatras, os mestres Charlie Parker e Dizzy Gillespie (o trompete dele ainda não era torto, mas as bochechas já eram um fenômeno):


Thelonious Monk:


Charlie Parker, Coleman Hawkings e Lester Young:


Para encerrar, ouçam novamente Dizzy Gillespie, dessa vez com o seu característico trompete modificado – dizem que essa forma originou-se de um acidente com seu instrumento. As bochechas continuam fenomenais.


Ah, a denominação “bebop” é uma referência onomatopaica às mudanças e saltos que as músicas davam.

Leia mais em
Uma breve história do jazz – O início
Uma breve história do jazz – O elo perdido
Uma breve história do jazz – The Trumpet Kings
Uma breve história do jazz – O Blues
Uma breve história do jazz – A Era do Swing
Uma breve história do jazz – As divas

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segunda-feira, agosto 16, 2010

Review: Iron Maiden - "The Final Frontier" (2010)

Por Daniel Argentino

Desde que foi anunciado o lançamento do 15º álbum de estúdio do Iron Maiden, os fãs e a mídia especializada aguardaram ansiosamente por alguma novidade. O lançamento estava previsto para o segundo semestre de 2010 e no decorrer dos meses a expectativa aumentou ainda mais quando o Iron Maiden decidiu disponibilizar em seu site oficial o primeiro single do álbum: “El Dorado”. Na ocasião houve até contagem regressiva no site e não precisa dizer que o congestionamento foi inevitável. O mundo inteiro queria ouvir a nova música da Donzela de Ferro. Pouco tempo depois outra novidade, a banda disponibilizou o primeiro vídeo clipe com a música “Satellite 15...The Final Frontier”. O clipe muito bem produzido por sinal.

Eu tive a oportunidade de ouvir e não me arrependo nem um pouco por isso. E desde o momento que ouvi, senti a necessidade de expor minha opinião sobre o álbum. Resolvi postar a resenha hoje, dia 16 de Agosto, por ser a data do lançamento oficial do álbum.

Li em alguns sites que a gravadora EMI promoveu um evento para audição do álbum, onde muitos jornalistas estiveram presentes. Depois disso choveu análises de todos os lugares do mundo, falando sobre “The Final Frontier”, aos poucos o mistério ia sendo revelado. E uma semana antes do lançamento oficial, aconteceu o inevitável: o vazamento do álbum na internet.

O álbum “A Matter of Life and Death” (2006) foi o último lançado pela banda e me agradou muito pela sonoridade e as letras, claro que eu não esperava nada igual aos clássicos dos anos 80, mas de certa forma fiquei satisfeito com o que eu ouvi. Desde o “Brave New World” (2000), que contou com a volta do Bruce e do Adrian, o Iron vem numa mudança constante, talvez por que não precisam provar mais nada a ninguém e também por que as pessoas mudam e consequentemente suas ideias, é o curso natural da vida. O fato é que “The Final Frontier” soa tão desafiador e inovador, quanto os álbuns “Brave New World”, “Dance Of Death” e “A Matter of Life and Death”.

Porém o primeiro impacto foi sentido logo no lançamento da capa, que foi divulgada na internet um tempo antes dos outros materiais. Esqueça o Eddie dos álbuns anteriores, o mascote criado por Derek Riggs e que ficou conhecido de várias formas, entre elas o ciborgue e o morto vivo, agora no desenho elaborado por Melvin Grant, o mascote mais conhecido do heavy metal, ganha traços alienígenas, no melhor estilo predador.

Em relação às músicas a Donzela novamente surpreendeu, tanto no instrumental quanto nas composições bem elaboradas. Segue abaixo uma breve resenha faixa-a-faixa.


01.Satellite 15...The Final Frontier: Foi a segunda música divulgada pela banda, junto com o vídeo clipe. Assim como “Aces High”, “Be Quick Or Be Dead” e “The Wicker Man”, não é dificil imaginar que talvez essa seja a escolhida para abrir os shows do Iron na proxima turnê. Os 4 primeiros minutos soam estranhos demais, uma mistura instrumental com guitarras distorcidas, baixo e batera em um som alucinante, isso sem falar do Bruce que entra cantando em meio ao turbilhão sonoro. Em seguida a música começa com uma levada bem hard rock, o peso é inevitável, as guitarras surgem com riffs bem estruturados e um solo marcante, e claro Bruce Dickinson com um vocal cada vez mais preciso, oscilando em uma linha melodica e agressiva.

02.El Dorado: Os fãs já estavam familiarizados com essa música, afinal foi o primeiro single do álbum. Começa com o peso das guitarras e a batera de Nicko McBrain, em seguida entra uma das marcas registradas do Iron Maiden, aquele som cavalgado, eis que surge o baixo preciso de Steve Harris acompanhado pelas guitarras. A música passa por momentos diferentes, o começo forte e pesado, até entrar em um refrão melódico, onde Bruce mostra mais uma vez toda sua técnica, o solo apesar de muito bem executado, não apresenta nenhuma novidade. O interessante é o final, digamos ao melhor estilo clássico.

03.Morther Of Mercy: Lembra e muito as músicas do álbum “A Matter of Life and Death”, por dois motivos, o instrumental e a temática da letra: guerra. Sem falar que por mais diferente que ela possa ser, é uma música que tem a “cara” do Iron Maiden. O inicio é marcado pela guitarra melódica, uma intro muito bem feita, a voz do Bruce aparece de maneira suave, com um ar sombrio, porém bem melódico, a música até parece uma balada, mas não se enganem. Novamente o Iron usa e abusa do peso, a música ganha outra direção, com muita pegada, riffs bem colocados, viradas precisas de Nicko McBrain, o baixo marcante de Steve Harris e a letra com um refrão grudento, uma marca registrada do Iron.

04.Coming Home: Pode ser considerada como a primeira balada do álbum, uma melodia bem sutil, que oscila durante toda a música, o inicio bem cadenciado e depois de um refrão impecável, a música ganha um toque mais pesado, mas nada exagerado. Essa música é outra que podemos chamar de “marca registrada”, o solo é emocionante, melodia pura. Certamente irá agradar a todos, sem dúvida uma das melhores do álbum.

05.The Alchemist: Uma surpresa até certo ponto esperada, se é que posso dizer assim. Essa música nos remete aos velhos tempos, lá nos anos 80. Um heavy metal tradicional clássico, com um andamento bem mais rápido, guitarras, baixo e bateria a mil por hora, Bruce cantando com muita propriedade e relembrando os bons tempos. Uma música que se encaixaria muito bem no álbum “Powerslave”.

06.Isle Of Avalon: A introdução dessa música lembra e muito as do álbum “Seventh Son Of A Seventh Son”, primeiro por causa do ritmo acelerado, é possível ouvir com clareza o baixo do Steve Harris e a bateria de Nicko McBrain em uma batida sincronizada, enquanto Bruce surge com uma voz em um tom baixo e cadenciado, a música segue o mesmo ritmo por alguns minutos, porém o tom de voz de Bruce sobe ainda mais, até que a música muda completamente e ganha um tom bem mais pesado e acelerado, destaque para o desempenho do Bruce, inquestionável. O solo começa em meio a um som bem progressivo, Nicko McBrain simplesmente mandando muito bem, enquanto o solo de guitarra é executado. Depois do solo a música oscila, são 9 minutos de um heavy metal frenético e muito bem tocado. Não comparando, mais essa música lembra alguns pontos da “Paschendale” (álbum Dance of Death). “Isle Of Avalon” merece um destaque a mais no álbum.

07.Starblind: Abre com uma introdução curta, melódica, com Bruce cantando em um tom mais baixo, até que o peso das guitarras muda completamente o sentido da música, transformando em um heavy metal bem pesado e com a mesma pegada melódica do inicio. O destaque vai para Adrian, Dave e Janick, os três estão perfeitos, executando os solos com muita maestria e sem atropelamentos, cada um contribui da melhor forma possível e o resultado não poderia ser melhor. “Starblind” lembra as musicas do “Brave New World”, não possui uma sequencia lógica, a música parece que vai ganhando forma conforme é executada, essa é a sensação.

08.The Talisman: Começa com toque folky, sombrio e misterioso, Bruce com toda sua experiência, canta cada palavra em um tom sinistro, como se estivesse contando uma história de magia e terror. Quando menos se espera a banda surge com todo peso, Bruce que cantava calmamente, muda completamente para um vocal agressivo e melódico, em um tom muito mais alto, acompanhado pelos riffs de Adrian, Dave e Janick, e o baixo marcante de Steve Harris. “The Talisman” caberia tanto no “A Matter of Live and Death” como no “Dance of Death”. São 9 minutos de um heavy metal contagioso, destaque para Bruce Dickinson, que impressiona pela sua forma de cantar. Aos 52 anos, Bruce continua mandando bem demais e com fôlego de um jovem em inicio de carreira.

09.The Man Who Would Be King: Tem um começo sombrio e harmonioso, os solos curtos anunciam mais uma daquelas músicas épicas do Iron Maiden. E não demora muito para descobrir isso, depois de uma introdução lenta, onde Bruce canta de maneira bem melódica, a banda surge com peso, Nicko McBrain parece anunciar em sua batera um inicio avassalador, tudo parece meticulosamente preparado, até que, Bruce surge cantando com toda força, cercado por palhetadas precisas e com Steve Harris novamente inspirado em seu fender. O tom progressivo é evidente, a banda muda o sentido da música de uma hora para outra, destaque para Nicko McBrain que se mostra muito bem nas viradas e nos ritmos quebrados, afinal sua batera gigante dita o ritmo para a banda. Assim como as outras que eu citei, “The Man Who Would Be King” poderia muito bem ter saído do álbum “A Matter of Live And Death”.

10.When The Wild Wind Blows: Épica. Não há outra palavra para descrever essa música. Baseada na história em quadrinhos – que tem o mesmo título – de Raymond Brigg, que fala sobre um ataque nuclear na Inglaterra. A música começa com o sopro do vento, enquanto uma introdução surge melódica, em seguida Bruce começa a cantar com o mesmo tom baixo das outras músicas, até que a música rompe em um tom bem mais alto, as guitarras ditam um ritmo melódico e Bruce segue cantando de um jeito fascinante e emocionante. Essa música é épica em todos os sentidos, a letra escrita por Steve Harris, é um misto de desolação e terror, anunciando um ataque nuclear e mostrando a sensação das pessoas, talvez de encontrar um abrigo ou então de não poder fazer mais nada a não ser, sentar e esperar pelo pior. “When The Wild Wind Blows” é um clássico anunciado, uma das melhores músicas gravadas pela Donzela, são 11 minutos que passam num piscar de olhos, a música prende o ouvinte de uma maneira que há como descrever em palavras. A atmosfera criada pela música é muito variada, cheio de melodias, solos e que termina da mesma forma que começou, um instrumental melódico, Bruce em um tom quase sussurrado e o sopro do vento.

Esse álbum é a prova de que o Iron Maiden continua mais vivo do que nunca. “The Final Frontier” surpreendeu em todos os sentidos, as letras bem elaboradas – que sempre foram uma marca registrada da Donzela – o instrumental foi criativo e inspirado, a sensação que passa é de uma banda renovada e livre para fazer o som que quiser. O Iron Maiden encerra mais uma década no auge, que começou com “Brave New World”, depois “Dance of Death”, “A Matter of Live And Death” e por fim “The Final Frontier”. O resultado é uma banda equilibrada, Dave, Adrian e Janick literalmente “voando baixo” nas guitarras, com muita inspiração e determinação, Nicko McBrain sempre preciso e comandando sua batera gigante como ninguém, Steve Harris continua soberano no baixo, tocando como sempre e Bruce Dickinson mantendo a sua boa performance nos vocais, talvez ainda melhor, devido a sua experiência.

Se “The Final Frontier” será um clássico, só o tempo irá dizer, mas uma coisa o álbum já é capaz de mostrar, que o Iron Maiden continua soberano no assunto heavy metal. Up The Irons!

Iron Maiden - "When the Wild Wind Blows"

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domingo, agosto 15, 2010

Musico Amador?

Olá Musicólatras...

Recebi esse texto hoje por e-mail, e me senti na obrigação de postar! É um texto muito bom, espero que gostem como eu gostei. Infelizmente não sei o autor. Boa leitura.



Festa social, todo mundo com copo de whisky na mão. Dois sujeitos conversam:

- Olá, tudo bem?
- Sim, e vc, como vai?
- Vou bem. Me disseram que vc é músico?
- Sim.
- Nossa, e que instrumento vc toca?
- Toco Corn Inglês.
- E toca em quais orquestras?
- Na OSESP e na OSB.
- Que beleza, hein? Deve ser cansativo, nao?
- É o trabalho, ne?
- Realmente, admiro vcs músicos, grande profissão essa. Até queria que meu filho fizesse música, mas o garoto nao tem jeito, insiste que quer ser médico ou advogado.
- Ah, hoje em dia é assim, a garotada nao tem jeito. Mas, e vc, o que faz da vida?
- Eu sou médico.
- Jura? Mas como assim?
- Trabalho no Hospital das Clínicas.
- Clínicas, não conheço. E faz o que lá?
- Sou cardiologista.
- Mas vc tem um emprego não tem?
- Então, trabalho no hospital.
- Nas horas vagas?
- Não. Esse é o meu emprego.
- Mas ganha pra isso?
- Ganho sim, dá pra viver.
- E vc não estudou? Não quis saber de faculdade?
- Estudei, fiz faculdade de medicina.
- Ah, é? Não sabia que tinha. Que interessante. Sabe, eu fui médico amador quando era jovem, uma vez fiz até uma operação num rapaz que tinha sido atropelado. Usei uma flanela de carro pra estancar o sangue e uma faca pra abrir a barriga do rapaz e parar a hemorragia. Eu até gostava, mas nao levava muito jeito pra coisa. E aí minha mãe até disse: "Larga disso, garoto, vai estudar música".
- É, queria ter tido uma mãe assim.

ps: Pois é, ninguém é médico amador, engenheiro amador, advogado amador. MAS TODO MUNDO É MÚSICO AMADOR!!!!!!

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Olá musicólatras...

Depois de dois post´s falando sobre o blues feito no Brasil, resolvi que deveria divulgar outros estilos feito por brasileiros. Hoje em especial darei dicas de nomes do Jazz Brasileiro, que assim como em outros estilos possui músicos de primeira qualidade que são de certa forma ignorados pela mídia e acabam não sendo conhecidos pelo grande publico. Espero que essa serie de post´s ajude numa divulgação maior da musica brasileira.


Michel Leme: Considerado tanto pelos músicos, como pela crítica, um dos grandes mestres da improvisação, o artista que neste ano completa 20 anos de carreira. Possui como uma de suas características principais uma impressionante vontade de tocar, o que o levou a realizar mais de 160 apresentações no ano de 2009





Romero Lubambo: Nasceu no Rio de Janeiro em 1955 e estudou piano clássico e teoria musical desde muito novo. Aos treze anos aprendeu a tocar violão, e passou a se dedicar inteiramente a esse instrumento. Segundo a revista Jazziz "O guitarrista Romero Lubambo pode ser o melhor preparador de seu instrumento no mundo...ele tem uma habilidade, criatividade e energia toda própria e especial".


Video que mostra o incrivel encontro de Romero Lubambo e Cesar Camargo Mariano


Diego Figueiredo: “Diego Figueiredo foi um dos maiores monstros da guitarra que eu presenciei. Ele pertence a uma nova geração da guitarra e tem uma maneira única de tocar. Com certeza ele dará continuidade na historia da guitarra e do jazz”.
(George Benson)
Qualquer comentário seria pouco! Não preciso dizer mais nada.





Victor Biglione: Guitarrista argentino radicado no Brasil, foi integrante do conjunto A Cor do Som no início da década de 80. Mais tarde tocou ao lado de Ivan Lins, Emílio Santiago, Marcos Valle, Marina, Fátima Guedes, Sergio Mendes, Gal Costa, Wagner Tiso. Consagrado como guitarrista principalmente de jazz e fusion, lançou o primeiro disco solo, "Victor Biglione", em 1986. Atuando também como compositor, desenvolveu trabalho ao lado do pianista Marcos Ariel, que resultou no disco "Duo Volume I" em 1994, depois do sexto disco solo de Biglione. Tocou também ao lado de Andy Summers, ex-guitarrista do grupo The Police, e desse trabalhou resultou o disco "Strings of Desire", de 1998. Além de várias participações em show e discos, compôs em 1996 a trilha sonora do filme "Como Nascem os Anjos".





Hélio Delmiro: Renomado Guitarrista, atua desde 1965 quando formou o grupo Formula 7. A partir de então passa a ser requisitado por estrelas como Elizete, Marlene, Elza Soares, Miltinho e Dóris Monteiro e pelos maestros Nelsinho e Carlos Monteiro de Souza. Passou três anos com Elis Regina, gravando com a cantora e Tom Jobim. Sua carreira solo é repleta de albums que são verdadeiras jóias, altamente recomendados a quem gosta de boa musica.





Heraldo do Monte: Além de excelente guitarrista Heraldo toca com fluência cavaquinho,viola e contrabaixo, além de ser um ótimo compositor e arranjador. Heraldo do Monte já foi considerado por Joe Pass como o melhor guitarrista do mundo. Gravou ao lado de Elis Regina, Quinteto Violado, Michel Legrand, Zimbo Trio, Hermeto Pascoal e outros, além de se apresentar em grandes festivais de música ao redor do mundo, como em Montreux, Montreal e Cuba.




Esse post tem como único intuito divulgar a musica brasileira, peço desculpas se deixei nomes de fora do post mas antes de qualquer nome o que vale aqui é a divulgação da nossa musica!

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sexta-feira, agosto 13, 2010

Montreux Jazz Festival – 16/07/1975

Montreux

O Festival de Jazz de Montreux é realizado desde 1967 na Suíça. Anualmente, a simpática cidadezinha de Montreux recebe por duas semanas as maiores feras do jazz mundial que atraem um público de 200.000 pessoas. Desde a década de 70, passou a apresentar outros estilos também. Por ali já passaram, Ella Fitzgerald, Nina Simone, Bill Evans, Miles Davis, Elis Regina, Milton Nascimento, Hermeto Pascoal e tantos outros.

16 de julho de 1975 tinha tudo para ser mais uma grande noite e entrar para a história do festival. Quem subiu ao palco foi o grupo Oscar Peterson Big 6, composto por Milt Jackson (vibrafone), Joe Pass (guitarra), Toots Thielmans (harmônica), Niels-Henning Orsted Pedersen (baixo), Louis Bellson (bateria) e, claro, Oscar Peterson (piano).

Musicólatras, deliciai-vos com as músicas dessa apresentação! Definitivamente, não foi uma noite qualquer, nem mesmo para os padrões de Montreux.

A primeira música do programa foi Au Privave, de Charlie Parker. O blues foi tocado em ritmo rápido, mas não muito, só para aquecimento. Os solos vão se alternando e aos poucos os músicos vão se soltando.


Terminado o aquecimento, eles atacaram de Here’s That Rainy Day, de Burke e Van Heusen. Maravilha o solo de Jackson.


Poor Buttelfly é uma música mais lenta, quase meditativa:


E a noite terminou com a agitadíssima Reunion Blues, de Milt Jackson, com um solo espetacular de Bellson no final – gosto especialmente de como ele termina seu solo e chama o grupo de volta ao tema.


Abraços e um fim de semana cheio de música para vocês!

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quinta-feira, agosto 12, 2010

O último choro de Paulo Moura

Paulo Moura, mestre da música instrumental brasileira, participa da sua última roda de choro. A música é “Doce de Coco” de Jacob do Bandolim. A cena foi filmada na Clínica São Vicente dois dias antes da morte do mestre. Emocionante. Paulo Moura, DEP (1933-2010).


Via Trabalho Sujo e URBe.

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Jazz

Olá Musicólatras.

Continuando a mostrar um pouco de instrumentistas de Jazz que são pouco conhecidos aqui no Brasil, hoje apresento 3 nomes : Mindi Abair, Rayford Griffin e Steve Cole.


Mindi Abair

Nascida em uma família de músicos, começou a tocar piano aos 5 anos de idade, e aos 13 anos já tocava saxofone e escrevia suas próprias músicas. Já tocou com Keb´Mo, Teena Marie, e até com Backstreet Boys.

Seu jazz é bem comercial, no estilo de Kenny G, mas vale por ser uma mulher que apesar de fazer um jazz mais "tv" se destaca no meio jazzístico instrumental dominado pelos homens.



Rayford Griffin

O baterista de jazz Rayford Griffin trabalha mais em estúdio junto com outros artistas, mas em 2003 lançou o álbum Rebirth of the Cool do qual toca composições próprias e clássicos do jazz e ainda canta.




Steve Cole

Nascido em 1970 o saxofonista Steve Cole transita entre o West Coast jazz e o smooth jazz com pitadas de R&B.

Steve Cole começou a tocar clarinete e depois passou para sax, e continuou seu aprendizado musical quando entrou para a Universidade Northwestern sendo um dos vencedores do concurso anual da Orquestra de Chicago para Jovens, e mesmo se formando em Economia e fazendo seu MBA na área, Steve Cole dedicou seu tempo à música.

Cole já tocou com Brian Culbertson, Larry Carlton, Will Lee, Paul Jackson, entre outros...




Espero que gostem, escolhi esses artistas porque tenho álbuns deles em casa e sempre estou ouvindo uma faixa ou outra.

Grande abraço e até quinta-feira que vem !!

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terça-feira, agosto 10, 2010

Mike Stern "Big Neighborhood"

01. Big Neighborhood
02. 6th Street
03. Reach
04. Song For Pepper
05. Coupe de Ville
06. Bird Blue
07. Moroccan Roll
08. Long Time Gone
09. Check One
10. That’s All It Is
11. Hope You Don’t Mind

Título: "Big Neighborhood"
Artista: Mike Stern
Ano: 2010
Gênero: Jazz Fusion
Gravadora: Heads Up
Nota: 10/10

Hoje vou postar uma resenha que eu fiz para o novo álbum do Mike Stern. O álbum é um dos melhores que eu ouvi ultimamente. Cheio de novidades, músicos novos e uma sonoridade riquissima. Como no Youtube só possuiu um vídeo/áudio com uma música do álbum e no MySpace apenas trechos de 1 minuto de cada música, eu tentei upar outras músicas e adiciona-las a um player na postagem, só que infelizmente não consegui. Bom fica aí uma dica de som para a semana.

Mike Stern está entre os melhores guitarristas de jazz fusion da atualidade, ao longo da sua carreira foi indicado cinco vezes ao Grammy e tocou ao lado de músicos consagrados como Miles Davis, Stan Getz, Jaco Pastorius, Pat Martino, Arturo Sandoval, Marcus Miller e tantos outros. Em seus trabalhos solos, Mike esbanja competência, virtuosismo e mostra que possui um talento nato para lidar com a música.

“Big Neighborhood” (2009) segue a mesma linha de trabalho do álbum antecessor “Who Let The Cats Out?” (2006), Mike reuniu um time invejável de músicos, o resultado é um álbum rico tecnicamente e com uma diversidade de influências impressionante. Assim como sugere o nome do álbum, no seu “Grande Bairro”, Mike mostra que há espaço para novas idéias e conta com músicos diversificados e que enriquecem ainda mais o seu trabalho. Os guitarristas Steve Vai e Eric Johnson, os baixistas-vocalistas Richard Bona e Esperanza Spalding, o trio Madesk Martin & Wood, os bateristas Dave Weckl, Lionel Cordew, Terri Lyne Carrigton, Cindy Blackman, os baixistas Chris Minh Doky Goines e Lincoln, os saxofonistas Bob Franceschini e Bob Malach, o trompetista Randy Brecker e o pianista Jim Beard. Como vocês podem ver um time de primeiríssima linha.

Na faixa-título “Big Neighborhood”, o dueto entre Mike e Steve Vai chama à atenção, uma música tecnicamente perfeita, com uma pegada voltada para o rock, onde solos estonteantes e surpreendentes ditam o ritmo em uma sincronia perfeita. Destaque para o excelente baterista Dave Weckl. Impossível não se empolgar logo na primeira música do álbum. Na sequência Mike tem ao seu lado outro guitarrista de peso, Eric Johnson. “6th Street” é uma música excelente, recheada de bons solos e uma técnica invejável, afinal são dois exímios guitarristas. O baixista/vocalista Richard Bona – que esteve presente no último álbum – volta com a mesma energia, e a música “Reach” é a prova disso. A música traz um tema relacionado com os ritmos africanos, com muito groove e scats de tirar o fôlego, acompanhado pelo saxofonista Bob Franceschini e com solos de Mike Stern. Na seqüência o baterista Terri Lyne e a jovem baixista/vocalista Esperanza Spalding apresentam três músicas. “Song For Papper” e “Bird Blue” mostra todo talento da jovem baixista, sua forma suave de cantar e tocar impressionam, seus scats são extraordinários, Terri também conduz as músicas com muita elegância, enquanto Mike os acompanha entoando notas suaves e melódicas na sua guitarra, diria que são duas músicas envolventes. “Coupe de Ville” é um tema trazido dos anos 50, porém com arranjos atuais, uma música livre, com muito improviso. Mike Stern novamente esbanja virtuosismo na guitarra, o pianista Jim Beard e o saxofonista Bob Malach apresentam uma sequência alternada de solos e por fim Esperanza com seu contrabaixo preciso e impecável dita o ritmo juntamente com o baterista Terri. A funkeada “Check One” é tocada pelo saxofonista Bob Malach e o trio de jazz-funk Madeski Martin & Wood, formado pelo baterista Billy Martin, o baixista Chris Wood e o tecladista John Madeski. Mike Stern conta que não tiveram a oportunidade de ensaiar e diz que a música saiu em poucas tentativas depois que entraram no estúdio. “Hope You Don’t Mind” apresenta o trompetista Randy Brecker, um antigo colaborador nos álbuns do Mike. Acompanhados pelo pianista Jim Beard, o baixista Chris Mihn e o baterista Cindy Blackman. É uma música enigmática e que tem como base o improviso, já que cada músico ganha seu espaço para poder desenvolver o seu solo. O resultado não poderia ser melhor.

Em “Big Neighborhood” Mike Stern se sobressai mais uma vez ao criar um universo musical coeso e diversificado. Seu álbum abre espaço para músicos consagrados e jovens talentos, em uma mistura de ritmos, culturas e influências. Resumindo: É uma forma que não tem como dar errado.

Mike Stern - "Bird Blue" (Part. Esperanza Spalding)


Site Oficial: Mike Stern

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domingo, agosto 08, 2010

Olá Musicólatras...

Conforme combinado na semana passada, hoje continuarei o post sobre os nomes do blues brasileiro. Hoje citarei músicos do puro blues e também músicos que bebem da fonte blueseira para compor e tocar.


Marcos Ottaviano & Kiko Moura: Formado em 2004, Marcos Ottaviano & Kiko Moura Project leva para os palcos o melhor do Blues, R&B, Rock e Country em performances instrumentais de tirar o fôlego. Elogiado pela crítica especializada e por músicos como B.B. King, Ron Wood, John Pizzarelli, Magic Slim e Scott Henderson. Preciso dizer mais alguma coisa?!? Mas vale lembrar que Ottaviano é um pioneiro no gênero, criou a Companhia Paulista de Blues em 1991 (sendo um dos grupos responsáveis pelo começo do movimento blues em São Paulo) E atuou na excelente banda Blue Jeans por 13 anos.




Video da banda Blue Jeans do guitarristas Marcos Ottaviano



Faiska: Sem duvidas um dos melhores guitarristas do pais, Faiska “surfa por algumas ondas musicais” mas sempre deixando claro que seu lance é o blues e o rock and roll. Já tocou com renomados músicos, tais como: Edu Ardanuy, Rafael Bittencourt, Mozart Mello e outras feras. Recomendo a todos que assistam um de seus workshops, são uma verdadeira lição de musicalidade.





Prado Blues Band: Swing Jazz dos anos 30 e 40 fundido com o Jump Blues ou West Coast Blues, acelerado e dançante. No show a banda busca a maior fidelidade ao estilo tanto nos equipamentos originais da época e também no figurino e repertório que varia desde versões de Little Walter a Ray Charles (texto original: blog Jazz e Rock)





Mauricio Sahady: Na estrada desde 1989 esse excelente guitarrista carioca leva a bandeira do blues, difundindo o estilo em outros lugares fora do circuito convencional. Já tocou com feras do cenário nacional, como, Jefferson Gonçalves, Flávio Guimarães, Otávio Rocha (Blues Etílicos) e Ed Motta.





Café com Blues: Essa banda baiana é talvez a mais autentica representante do Blues Brasileiro. Um dos grandes destaques é a mistura de instrumentos pouco tradicionais no blues, tais como a viola caipira, o pandeiro e até mesmo o berimbau. Toda essa mistura unida ao som mais tradicional do blues resulta numa sonoridade única e talvez na mais brasileira blues band!.

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sexta-feira, agosto 06, 2010

Nós viemos aqui pra beber ou pra conversar?

Adoniran

Caros Musicólatras, tomo a liberdade de colocar um segundo post hoje, mas não podia deixar passar em branco o centenário do nascimento de Adoniran Barbosa. Não vou falar da biografia dele, pois o Raphael já o fez no Música & Cerveja. Gostaria de me ater em outro aspecto pouco conhecido dele, pelo menos pelos que são bem mais novos do que eu, pois além de compositor, Adoniran era também ator, um senhor comediante! Participou de vários quadros em programas humorísticos, mas do que me lembro com mais carinho, é da campanha publicitária da cerveja Antarctica (olha aí, Ambev, não se esqueça do jabá do Musicólatras!)

Havia vários filmes, mas todos terminavam com o mesmo bordão: “Nóis vinhemo aqui pra beber ou pra conversar?”

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