sexta-feira, julho 30, 2010

Mônica Salmaso e Grupo Pau Brasil - e vice-versa

GRUPO PAU BRASIL

O grupo teve origem na cidade de São Paulo em 1979 e, desde então, é uma referência de qualidade e pioneirismo na música instrumental brasileira. Já tem 8 CDs gravados. É compoto por Rodolfo Stroeter (contrabaixo), Nelson Ayres (teclados), Paulo Belinatti (violão), Teco Cardoso (saxofone) e Ricardo Mosca (bateria). Site oficial: http://www.grupopaubrasil.com/

Nelson Ayres é um dos responsáveis por eu gostar de jazz  (ele não sabe disso - aliás, ele nem me conhece), pois quando eu estava na faculdade ele e sua orquestra tocaram no auditório da escola. Além de pianista, é também compositor, e é autor uma coisa maravilhosa chamada Veranico de Maio, cantada lá em baixo pela Mônica Salmaso. Que bom tornar a ouvir essa música!

Ária da Bachiana n.4


Jongo


Bye bye Brasil

 

MÔNICA SALMASO

Ela não ganhou um post só pra ela, conforme prometido, mas foi difícil dissociá-la do Grupo Pau Brasil, até porque ela é casada com o saxofonista Teco Cardoso e muitas vezes eles se apresentam juntos, o que é ótimo para seus fãs. Mônica é uma cantora fantástica. Não gravou muitos CDs, 8 ao todo, mas todos de muito bom gosto, além de participar de vários trabalhos com outros artistas. Gravou recentemente um DVD maravilhoso com músicas de Chico Buarque (bom, aí não é muita vantagem, música do Chico até eu cantando fica bom…)

Site oficial: http://www.monicasalmaso.mus.br/ 
Blog: http://pasquimdamonica.blogspot.com/ (infelizmente faz tempo que não recebe atualização)

Beatriz


Veranico de Maio


Coisa pra Musicólatra nenhum botar defeito!

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quinta-feira, julho 29, 2010

Jacques Loussier Trio

Jacques Loussier (piano) Benoit Dunoier de Ségonzac (baixo) e André Arpino (bateria)


Pianista e compositor, Jacques Loussier demonstrou habilidade musical desde uma idade prematura e começou tocando piano aos 10 anos de idade, aos 16 anos já estava no Conservatório de Paris, onde se graduou-se como primeiro da classe.

Depois de viajar pelo mundo trabalhando como pianista acompanhante, nos anos 50 fundou o Trio chamado Trio Plays Bach, onde usando as composições de Bach como base de improvisações pra o jazz, fez muito sucesso de público e crítica, vendendo quase 6 milhões de álbuns em 15 anos.

Ao final dos anos 70 o grupo se separou com Jacques Loussier se afastando dos palcos para compor e gravar suas próprias composições, retornando em 1985 para a comemoração de aniversário de 300 anos do nascimento de Bach, e o trio retornou com uma nova formação.

Loussier continuou a compor e se apresentar durante os anos 80 e 90, gravando inclusive peças de Ravel, Debussy.

Graças aos deuses da música, Jacques Loussier Trio fez uma única apresentação em São Paulo e eu tive a oportunidade de assistir e foi um dos melhores momentos na minha vida.

Eu e o Mestre Jacques Loussier em Sp

Discografia

2006 - Bach: The Brandenburgs (Telarc CD-83644)


2005 - Mozart Piano Concertos 20/23 (Telarc CD-83628)

2004 - Impressions of Chopin's Nocturnes (Telarc CD-83602)

2003 - Beethoven: Allegretto from Symphony No. 7: Theme and Variations (Telarc CD-83580)

2002 - Handel: Water Music & Royal Fireworks (Telarc CD 83544)

2001 - BAROQUE FAVORITES. Jazz Improvisations: Works by Handel, Marais, Scarlatti, Marcello, Albinoni (Telarc CD 83516)

2000 - PLAY BACH No 5 (DECCA 159 194-2)

2000 - PLAY BACH AUX CHAMPS ELYSEES (DECCA)

2000 - PLAY BACH No 4 (DECCA 157 893-2)

2000 - PLAY BACH No 3 (DECCA 157 892-2)

2000 - PLAY BACH No 2 (DECCA 157 562-2)

2000 - PLAY BACH No 1 (DECCA 157 561-2)

2000 - PLAYS DEBUSSY (Telarc CD 83511)

2000 - BACH'S GOLDBERG VARIATIONS (Telarc CD 83479)

2000 - BACH BOOK ANNIVERSARY (Telarc CD 83474) Compilation "Play Bach 93"

1999 - RAVEL'S BOLERO (Telarc CD 83466)

1998 - SATIE (Telarc CD 83431)

1997 - JACQUES LOUSSIER PLAYS VIVALDI (Telarc CD 83417)

1996 - LUMIERES "Messe Baroque du 21ième siècle" (Note productions CD 43707)

1995 - JACQUES LOUSSIER PLAYS BACH (Telarc) Compilation "Play Bach 93" et "Les Thèmes en Ré" (Note Productions)

1994 - PLAY BACH AUJOURD'HUI Les Thèmes en Ré (Note Productions CD 437000-4)

1993 - PLAY BACH 93 Volume 1 (Note Productions CD 437000-2)

1993 - PLAY BACH 93 Volume 2 (Note Productions CD 437000-3)

1990 - LUMIERES "Messe Baroque du 21ième siècle" (DECCA CD 425217-2)

1988 - The Greatest Bach Partita No.1 in B Flat Major BWV 825 - Orchestral Suite No.2 in B Minor BWV 1067 (Limelight CD 844 059-2 Decca Record Company)

1988 - BRANDENBURG CONCERTOS (Limelight-Japan CD 844 058-2 Decca Record Company)

1987 - BACH TO BACH (Start CD Original Live in Japan SMCD 19)

1987 - JACQUES LOUSSIER LIVE IN JAPAN (King Record Japan CD original Live K32Y 6172)

1986 - BACH TO THE FUTURE (Start CD SCD2)

1985 - THE BEST OF PLAY BACH (Start STL6)

1982 - PAGAN MOON (CBS CB271)

1979 - PULSION SOUS LA MER (DECCA 844 060-2)

1979 - PULSION (CBS 84078)

1974 - JACQUES LOUSSIER ET LE ROYAL PHILARMONIC ORCHESTRA (DECCA PFS 4176)

1974 - JACQUES LOUSSIER AT THE ROYAL FESTIVAL HALL (Philips 6370 550 D)

1973 - JACQUES LOUSSIER TRIO "6 master pieces" (Philips 6321-100)

1972 - DARK OF THE SUN (MGM SE-4544ST)

1965 - PLAY BACH AUX CHAMPS ELYSEES (DECCA coffret 2 albums SSL40.148)

1964 - PLAY BACH No 5 (DECCA SSL 40.205 S)

1963 - PLAY BACH No 4 (DECCA SSL 40.516)

1962 - JACQUES LOUSSIER JOUE KURT WEIL (RCA 430-071)

1959 - PLAY BACH No 3 (DECCA SSL 40 507)

1959 - PLAY BACH No 2 (DECCA SSL 40 502)

1959 - PLAY BACH No 1 (DECCA SS 40 500)







Procurem na net seus albuns para baixar, porque os cds são muito caros, aproveitem para conhecer esse gênio.

Grande abraço.

Marcello Lopes

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terça-feira, julho 27, 2010

Video Games Live

Hoje vou falar sobre um projeto que descobri recentemente através da TV Cultura.

Antes preciso fazer uma pergunta: Quem aqui é fissurado por games ?

A pergunta soa um pouco estranha em uma comunidade voltada para música, mas em se tratando do assunto, é perfeitamente normal. Trata-se do Video Games Live. Segue abaixo um texto, que eu retirei do site do projeto e que explica a idéia e como ela funciona.

O Video Games Live é um show que executa músicas dos mais populares games de todos os tempos. As melhores orquestras e corais se apresentam junto a vídeo e arranjos exclusivos de maneira sincronizada com luzes, solistas e segmentos interativos, criando uma experiência de entretenimento única.

O conceito, criado por Tommy Tallarico e Jack Wall, dois grandes músicos veteranos da indústria de games, serve não só para mostrar a evolução acelerada dos vídeo games, mas também o suporte que essa tecnologia tem a oferecer à arte e à cultura. O Video Game Live é uma proposta de entretenimento impar, reunindo num mesmo evento novas gerações de amantes dos games, da música pop e fãs da música clássica, oferecendo uma experiência sem precedentes para toda a família. O poder e emoção de uma orquestra sinfônica misturada à excitação e energia de um show de rock, a interatividade dos vídeo games com luzes, som e imagens, tudo completamente sincronizado com tecnologia de ponta. O Video Games Live não é apenas um concerto, é uma celebração de toda a indústria dos vídeo games que pessoas de todas as idades e todos os segmentos vão adorar.

A trilha sonora inclui: Super Mario Bros, Zelda, Halo, Metal Gear Solid, Warcraft, Myst, Final Fantasy, God Of War, Kingdom Hearts, Castlevania, Medal of Honor, Sonic, Tron,Tomb Raider, Advent Rising, Headhunter, Beyond Good & Evil, Splinter Cell, Ghost Recon, Rainbow Six, EverQuest II e um especial com músicas dos árcades clássicos com mais de 20 faixas de games que vão de Pong a Donkey Kong.

Seja pelo poder ou pela paixão de ouvir a trilha sonora dos mais recentes blockbusters ou pela emoção de relembrar clássicos com os quais você cresceu, Video Games Live é um concerto inesquecível. (Fonte: Video Games Live )




O VGL volta ao Brasil em 2010, pelo quarto ano consecutivo. A turnê, que passará pelo; Rio de Janeiro (04/10 - Canecão), São Paulo (07/10 - HSBC), Salvador (01/10 - Teatro Castro Alves) e Belo Horizonte (30/09 – Palácio das Artes). Portanto se você tiver interessado, fique atendo.

Outro ponto interessante é em relação ao set list do concerto, que é escolhido pelo público através de uma votação no site oficial. Durante o evento acontece concursos de Cosplay, onde o público escolhe a melhor caracterização e também o concurso Guitar Hero, onde o melhor guitarrista (selecionado no pré-show) sobe ao palco para tocar ao lado da orquestra. O projeto também lançou um álbum - "Volume One" - em 2008 e contém algumas trilhas sonoras.

No Brasil o maestro será Jack Wall, ele irá reger a Orquestra Sinfônica Villa-Lobos, que é composta por 43 músicos.

Inclusive sobre isso, tive um pouco de dúvida (e gostaria dessa informação, caso alguém souber). Eu pensei que era uma única Orquestra que viajava pelo mundo, porém ao ler algumas matérias, me deparei com essa informação sobre a Orquestra Villa-Lobos e bateu a dúvida, se em cada país aonde o VGL se apresenta, é escolhida uma Orquestra local. Apesar de achar que é assim, não encontrei tão informação.

No mais é isso ai, espero que tenham gostado do assunto, eu particularmente curto muito vídeo game e claro a música. E não tem como negar, que a produção musical do game, faz toda uma diferença na hora de jogar, a música tem esse poder de criar sensações diversas no jogador. E vendo por esse lado, é notável a evolução da música ao longo dos anos, bem como a tecnologia empregada nos gráficos dos jogos.

Segue abaixo alguns vídeos.

Video Games Live - Trailer


Video Games Live "God of War" (Live in Toronto)


Video Games Live - "Civilization IV" (Trailer)


Site Oficial: Video Games Live

Site Oficial Turnê Brasil 2010: Clique Aqui

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segunda-feira, julho 26, 2010

O Punk e A Ciência

Um olá envergonhado aos meus colegas de blog e leitores. Faz tempo que não passo por aqui, mas não perdi nenhum post. O que eu vou postar hoje já é uma ideia que eu tive há semanas e nunca achei a disposição pra concretizá-la. Agora ou vai ou racha!

Pra desviar um pouco do assunto das últimas postagens, vim eu aqui interromper com o meu infame Punk Rock. Mas não da maneira suja e anarquista como muitas pessoas o veem... Quero mostrar uma coisa legal que talvez muita gente não saiba.

Embora o movimento Punk setentista tenha se caracterizado pela juventude "sem futuro" que queria oportunidades na vida e, principalmente, se fazer ouvir, com o passar das décadas alguns dos porta-vozes da geração realmente conseguiram ir adiante: parte deles seguiu uma vida acadêmica e ostenta títulos que são difíceis de associar à pessoa que lidera uma banda de punk rock. Dentre as suas várias áreas de formação, selecionei aqui aqueles que seguiram pelo caminho que eu escolhi: a Ciência.




Greg Graffin: Greg é conhecido por ser fundador e vocalista da influente Bad Religion, desde 1979. Notavelmente, Graffin é formado em Antropologia e Geologia, tem título de Mestre em Geologia e atualmente é Ph.D. em Zoologia. Entre uma apresentação e outra do Bad Religion, Greg Graffin é professor da UCLA (Universidade da Califórnia), onde ministra Biologia e Paleontologia.




Dexter Holland: O vocalista do The Offspring quase seguiu pelo mesmo caminho. Ele é bacharel em Biologia e tem mestrado em Biologia Molecular. Chegou a ser candidato ao Ph.D. em Biologia Molecular, mas abandonou a opção por querer se focar mais na banda.





Milo Aukerman: Milo é o vocalista da pioneira do pop-punk Descendents, e sua caricatura foi capa de vários discos da banda. O corajoso Milo tem Ph.D. em Bioquímica, e é por conta de suas pesquisas que a banda normalmente passa grandes períodos inativa.

Fora do Punk, acredito que o nosso maior exemplo de músico-cientista seja Brian May, guitarrista do Queen. May é formado em Física e Matemática e tem Ph.D. em Astrofísica.


Bad Religion: Stranger Than Fiction

The Offspring: Why Don't You Get A Job?

Descendents: Bikeage

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domingo, julho 25, 2010

Daniel Sá

Olá Musicólatras....

Hoje vou postar sobre um guitarrista que me impressiona toda vez que escuto sua guitarra. Já tem algum tempo que conheço o trabalho de Daniel Sá, mas infelizmente esse genial guitarrista não é conhecido pelo grande publico. Espero que esse post ajude a divulgar mais o trabalho de Daniel e de seus projetos, principalmente seu trabalho ao lado de Renato Borghetti.

Daniel Sá é um músico gaúcho, que desenvolve um intenso trabalho com o acordeonista Renato Borghetti como guitarrista, arranjador e diretor musical. Também atuou ao lado de nomes como: Guinga, Osvaldinho do Acordeon, Arismar do Espírito Santo, Paulo Moura e Sivuca. Nascido em Porto Alegre, onde se formou em música pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Daniel manteve seus primeiros contatos com o violão aos 8 anos de idade, inspirado pelo pai que tocava e deu-lhe as primeiras lições no instrumento.

Foi convidado em 89, a integrar o grupo de Renato Borghetti, com quem já viajou por países como EUA, Áustria, Alemanha, França, Itália, Portugal, Slovenia, Argentina, Uruguai, e por todo Brasil.Participou em duo com Borghetti, do Projeto Brasil Musical onde também fez participação especial no show de Osvaldinho do Acordeon. Realizou turnê por vinte capitais do Brasil, dividindo o palco com: Hermeto Pascoal, Egberto Gismonti, Wagner Tiso, André Geraissati, Arthur Moreira Lima e outros grandes nomes da música instrumental.

A convite de André Geraissati, idealizador do projeto Brasil Musical, gravou como solista um CD pelo selo Tom Brasil. Em novembro de 95, viajou para o Rio de Janeiro para a realização de dois shows no Centro Cultural do Banco do Brasil e da gravação ao vivo deste disco.
Recebeu o convite para integrar o grupo de músicos brasileiros patrocinados pela empresa européia THOMASTIK-INFELD (VIENNA), a maior fabricante de cordas para instrumentos musicais do mundo. Junto com Daniel, também integram este grupo, músicos brasileiros como: Toninho Horta, Paulo Belinati, Duo Fel e Armandinho, além de estrelas internacionais do jazz como George Benson.

Representou o Brasil no FESTIVAL INTERNACIONAL DE GUITARRAS “GUITARRAS DEL MUNDO”, realizado na cidade de Buenos Aires, onde participavam músicos de vários países. Um ano depois voltou á Argentina para participar do espetáculo “GUITARRAS DEL MERCOSUR”, que reuniu artistas do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Como produtor musical e arranjador iniciou seus trabalhos em 1990 no disco de Renato Borghetti. Desde então tem sido requisitado freqüentemente a trabalhar como coordenador de projetos musicais.

No ano de 2000 compôs a trilha sonora do longa metragem Harmonia do diretor gaúcho Jaime Lerner, e foi um dos 24 finalistas do Prêmio VISA de MPB Instrumental. Em Setembro de 2002 gravou o CD “Violões Brasileiros” ao lado de Guinga, Ulisses Rocha, Turíbio Santos e Yamandú Costa. Tem atuado intensamente como educador musical ministrando oficinas e workshops por todo Brasil que abrangem temas como violão erudito e popular, guitarra, jazz, aspectos técnicos do instrumento, prática de conjunto, harmonia e improvisação.

Como instrumentista, Daniel Sá possui um estilo muito pessoal de tocar que une toda a técnica e virtuosismo adquiridos no violão clássico e flamenco com a liberdade de improvisação do jazz e da música brasileira. Em 2005 publicou um método de guitarra & violão pela Editora HMP dentro da coleção “Toque de Mestre”, intitulado “Tudo Sobre Improvisação”, participou da gravação ao vivo do DVD “Renato Borghetti e Quarteto”e, neste mesmo ano, compôs a trilha sonora do filme “Porto Alegre, Meu Canto no Mundo” do diretor e produtor Cícero Aragon.

Atualmente, além de trabalhar como educador musical, e integrar o Renato Borghetti & Quarteto, Daniel desenvolve seu trabalho solo, compõe trilhas para filmes e atua como arranjador e produtor musical de artistas de variados estilos.


Video que traz o trabalho solo de Daniel Sá


Video de Daniel Sá ao lado de Renato Borghetti, esse video é realmente impressionante!

My Space: http://www.myspace.com/danielsamusicas
Fonte: www.condormusic.com.br

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sexta-feira, julho 23, 2010

Uma breve história do jazz – As divas

Segundo o Aurélio, diva é uma palavra de origem italiana que pode significar 1. Deusa. 2. Mulher formosa. 3. Cantora notável. Tradicionalmente utilizada para designar as cantoras de ópera, rapidamente serviu de epíteto para as maravilhosas vozes femininas que deixaram sua marca na história do jazz.

Alguns nomes são quase unanimidades, outros nem tanto ou não são tão conhecidos, mas sem dúvida encaixam-se com perfeição na definição acima. Pensei em colocar um exemplo em vídeo da cada uma das “minhas” divas. Achei pelo menos três vídeos imperdíveis de cada uma. Num esforço de concisão, consegui reduzir para os dois mais significtivos, mas convido-os a procurar mais no YouTube.


Billie Holiday (1915 - 1959)

Essa é uma que figura em todas as listas. Billie é considerada por muitos como a maior cantora de jazz de todos os tempos. Mas antes de chegar lá, teve que ralar barbaridade: infância pobre, estupro, prostituição. Saiu de casa para ganhar a vida dançando em bares, mas como não levava muito jeito, um dia um penalizado pianista lhe perguntou se sabia cantar. E como sabia! Conseguiu o emprego e nunca mais parou.

 

 

Anita O'Day (1919 - 2006)

A primeira vez que ouvi Anita O’Day, foi numa gravação da banda de Gene Krupa de Let me off uptown, que é música a do primeiro vídeo. A bem da verdade, esclareço que a gravação original era bem melhor que essa do vídeo, mas coloquei-o por razões sentimentais. Teve seus grandes momentos nas décadas de 40 e 50. Anita! Oh, Anita!

 



Blossom Dearie (1924 - 2009)


A Wikipedia quase nada fala sobre ela, deve ser porque morou e cantou por algum tempo na França, mas está no meu rol de divas. Tem uma voz delicada, quase infantil, ao mesmo tempo sensual, sofisticada e cheia de swing.

 



Ella Fitzgerald (1917 - 1996)

Ella é a minha predileta. Não é por acaso que ela é conhecida como a “Primeira Dama da Canção”. Quando criança queria ser dançarina, mas encantou-se com um disco da cantora Connee Boswell. Após a morte de sua mãe, trabalhou dois anos como vigia de boate e casa de jogos. Começou a cantar profissionalmente aos 17 anos e foi logo contratada pela orquestra do baterista Chick Webb (1905-1939). Passada a febre do swing, deixou-se influenciar pelo Bebop, principalmente Dizzy Gillespie (1917-1993), com quem cantou durante bastante tempo. São também notáveis seus songbooks, em que registrou alguns dos maiores standards americanos. Gosto especialmente dos dois volumes dedicados a Cole Porter (1891-1964), mas ela gravou também George Gershwin (1898-1937) e Duke Ellington (1899-1974).

Nesse primeiro vídeo ela ataca de Tom Jobim, com o Samba de uma nota só, que ela considera “little jazzy”. O legal nessa música é a grande exibição do scat singing, em que ela era mestra.

 
Sintam só o swing nessa grande interpretação de Mack the Knife, com direito a uma impagável imitação de Louis Armstrong (1901-1971).

 
Ah, não aguento, lá vai o terceiro vídeo d’Ella, dessa vez com o próprio Louis Armstrong.



Atualização em 26/07, só para acrescentar a Sarah Vaughan (1924-1990), que também não podia ficar de fora dessa galera de divas. Aos 18 anos, Sarah venceu um concurso em Nova York cantando Body and Soul. Em segundo lugar ficou sua amiga Doris Robinson, que foi acompanhada ao piano por Sarah. Entrou para a banda de Earl Hines (1903-1983) ainda na era do swing e depois partiu para carreira solo. Nos anos 70 teve um revival e gravou Beatles, Tom Jobim e o songbook de Duke Ellington entre outras coisas boas.

 

 

Leia mais em
Uma breve história do jazz – O início
Uma breve história do jazz – O elo perdido
Uma breve história do jazz – The Trumpet Kings
Uma breve história do jazz – O Blues
Uma breve história do jazz – A Era do Swing

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quinta-feira, julho 22, 2010

Roberta Sá

Flyer do show de Roberta em Floripa

Conheci a cantora Roberta Sá em São Paulo no ano de 2005 através de uma grande amiga que trabalha como organizadora de eventos culturais em Sp, mas como na época não conhecia sua música, fiquei mais interessado em sua beleza, acabamos sentando lado a lado em um restaurante e pudemos conversar sobre diversos assuntos, INCLUSIVE sobre MPB.

Disse que eu ouvia desde criança Alcione, Ney Matogrosso, Gal Costa, Tim Maia, e quando fiquei mais velho comecei ouvir MP4, BocaLivre, Flávio Venturini, Beto Guedes, Oswaldo Montenegro, Barão e outros, e ela me contou que ouvia muito tudo isso e mais um pouco mostrando que não só sabe cantar mas como entende muito de música.

Infelizmente não tivemos mais encontros para nos tornarmos amigos, mas guardo com carinho esse encontro onde ela foi muito gentil comigo, conquistou um fã e um aprendiz de mpb.

Aprendiz por que em seu repertório se encontram diversas músicas que para mim são totalmente desconhecidas e isso me alegra, ter a possibilidade de cada dia conhecer mais coisas na música brasileira.

A presença de palco de Roberta é algo incrível, e não falo apenas da beleza mas de um controle do espaço, uma necessidade de se comunicar com todos os ângulos do palco, a energia que ela libera quando se apresenta é uma coisa muito bonita de se ver.


Roberta Sá tem tem 4 albuns :

1) Sambas e Bossas de 2004
2) Braseiro de 2005
3) Que belo e estranho dia para se ter alegria de 2007
4) Para se ter alegria - Ao Vivo no Rio de 2009



Blog da cantora aqui



Marcello Lopes

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domingo, julho 18, 2010

Revolução Musical

Olá Musicólotras....

Bom, hoje vou tratar de um assunto um pouco “diferente”. Não sei se todos sabem mas sou guitarrista de blues/rock e tenho uma banda desse estilo. Estudo musica a muito tempo mas ultimamente andei pensando sobre minha formação musical. No inicio como todo musico fui influenciado por diversos guitarristas dos mais variados estilos. Andei pesquisando mais sobre essas influencias e conclui que a maioria desses músicos foram revolucionários, seja pelos timbres inovadores ou técnicas cada vez mais ousadas no instrumento. Fiz uma pequena lista desses músicos, e uma breve explicação de porque foi um revolucionário (deixo em aberto para os outros colegas musicólatras opinarem ou citarem outros músicos que foram além dos limites independente do instrumento que toca). Deixando claro que só citarei guitarristas.

Jimi Hendrix – Talvez o maior gênio que o mundo viu, inigualável, insuperável. Hendrix transformou o blues em algo tão particular que me atrevo a dizer que o blues tocado por ele era de outro mundo, um mundo que só Jimi pertencia. Injetou anabolizantes em sua guitarra e recriou “a roda”. Sem contar com sua técnica inusitada de fazer solos entre as bases, criando um contracanto a seu vocal com a guitarra.




B.B. King – Dono de uma pegada única, talvez essa seja a melhor definição para B.B. King: um guitarrista único. São inúmeros os predicados de King, que vão de seu timbre limpo e belo, digo mais um timbre aveludado. Sua técnica de vibrato esse talvez seja o ás na manga de B.B. sendo que até hoje nunca escutei um único guitarrista conseguir fazer igual, muitos tentam mas só B.B. King tem aquele vibrato cantante. Fora o carisma desse simpático musico que encarnou o blues de tal forma que me arrisco no comentário. – “Falar de blues sem falar de B.B. King não é falar de blues”



Brian May – Considero um dos maiores compositores do rock. May me abriu os olhos para a importância de se fazer solos com estrutura, ou seja, fazer do solo uma composição em cima da própria composição. O que sempre me chamou a atenção para Brian May foram suas orquestrações, ele é capaz de fazer uma verdadeira orquestra somente com sua guitarra. Recomendo a quem ainda não conhece procurar o trabalho solo desse grande musico.



Mark Knopfler – Suas linhas de guitarra com som totalmente limpo em plenos anos 70 auge do movimento punk já mostrava o quão ousado esse guitarrista é. Knopfler adotou uma técnica um tanto inusitada para tocar, deixando a palheta de lado e usando apenas os dedos, usando essa técnica Mark fazia double stops de tirar o fôlego e criava linhas que lembravam um banjo. Dando a sua banda Dire Straits uma sonoridade muito particular.


Eddie Van Halen – Eddie é talvez o pai dos guitarristas virtuosos que surgiram nos anos 1980. Van Halen levou a guitarra rock e ultratecnica (também conhecida como Shred Giutar) para as rádios FM, com canções pop recheadas de Hard Rock. Eddie recriou técnicas como o tepping (que consiste em usar as duas mãos no braço da guitarra) em seus solos, e a palhetada alternada para criar frases em velocidades absurdas. Acredito que não há um guitarrista de rock que não reconheça Eddie Van Halen como uma de suas maiores influencias.



Muddy Waters – Uma lenda do blues. Um dos pais do blues elétrico, e com certeza um dos melhores guitarristas silde que eu já tive o prazer de escutar. Sua carreira fala por si, influenciou diversas gerações de guitarristas dos mais variados estilos. É uma das maiores referencias para Eric Clapton (que em breve terá um post só seu), que é outro gênio das 6 cordas. Termino com a seguinte frase. – “Só um gênio para influenciar outro”.

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sexta-feira, julho 16, 2010

Uma breve história do jazz – A Era do Swing

It don’t mean a thing if it ain’t got that swing! Uá-uá-uá-uá-uá-uááá!


Esse é o refrão de uma das músicas mais swingadas do período conhecido como a Era do Swing. Não por coincidência, esse tema foi gravado pela primeira vez por uma das orquestras mais famosas de todos os tempos, a de Duke Ellington (1899–1974), em 1932. Oficialmente, porém, considera-se que o período em referência foi inaugurado em 1935, com os primeiros sucessos da orquestra de Benny Goodman (1909–1986), o Rei do Swing.

Pela primeira vez, um personagem antes quase desconhecido passou a receber tanto destaque quanto o compositor e o músico propriamente dito: o arranjador. O primeiro deles foi Don Redman, que também era saxofonista. Redman transformou a grande orquestra de jazz, separando os instrumentos por grupos idênticos ou aparentados e opondo os que não o fossem. Os melhores arranjadores captavam o processo criativo das improvisações dos grandes solistas, utilizando-o nas partes escritas, mas deixando seções inteiras para os músicos solarem e improvisarem. Por trás de cada grande orquestra, havia pelo menos um arranjador de talento. O próprio Benny Goodman começou como arranjador. Glenn Miller (1904-1944) foi outro.

O swing surgiu numa época em que as transmissões de rádio já alcançavam o país inteiro. Os programas com orquestras iam ficando mais e mais populares. Além disso, a qualidade das gravações foi ficando cada vez melhor. Os jovens músicos faziam boa parte de seu aprendizado ouvindo os discos e os programas de rádio, pois a notação musical por si só não é capaz de transmitir a sonoridade jazzística. Outras revoluções ocorreram por essa época: jazz e música popular passaram a ser vistas como sinônimos; orquestras só de negros ou só de brancos começaram a dar lugar a orquestras mistas; e as pessoas começaram a dançar o jazz.

Um dos maiores momentos do swing foi o concerto de Benny Goodman no Carnegie Hall, em 15 de janeiro de 1938. A música do vídeo abaixo, embora não seja uma gravação do referido show, representa muito bem o que foi aquela noite. A bateria de Gene Krupa (1909-1973) ataca desde o início e costura entre os solos dos demais músicos. Sozinha, soa como centenas de tambores de tribos africanas. Essa é uma versão reduzida da música. No Carnegie Hall, tinha mais de 10 minutos de duração. Raios, eu bem que podia estar lá!


Por falar em Krupa, foi graças a ele que o solo de bateria se tornou um elemento obrigatório em uma orquestra de swing. Outros grandes nomes ganhavam destaque nas orquestras. A de Tommy Dorsey (1905-1956) por exemplo, atingiu o auge de sua popularidade graças a um jovem cantor novaiorquino chamado Frank Sinatra (1915-1998). Como se isso fosse pouco, nela também tocou Buddy Rich (1917-1987), um dos bateristas mais técnicos de todos os tempos. Dos que se iniciaram em uma orquestra, além dos já mencionados, não podemos deixar de fora Roy Eldridge, Benny Carter (1907-1987), Lester 'Prez' Young (1909-1959), Charlie Christian (1916-1942) e Chuck Berry (1926)… sim, Chuck Berry.

Não dá pra falar de todas as orquestras, mas não podemos deixar de mencionar outras, embora ainda esteja longe de ser uma lista completa, que são as de Artie Shaw (1910-2004), Teddy Wilson, Harry James (1916-1983) – que toca no vídeo acima, Chick Webb (1905-1939) - que lançou Ella Fitzgerald, com apenas 17 anos, Woody Herman e Count Basie (1904-1984).
 


A entrada dos EUA na 2ª Guerra (1939-1645) alterou completamente o cenário musical americano. Muitos músicos foram convocados ou se voluntariaram para lutar, desfalcando as orquestras. Músicos iniciantes, alguns com 15 anos (!), que em condições normais só teriam uma chance alguns anos depois, tiveram a oportunidade de mostrar seu trabalho precocemente. A economia de guerra racionou o consumo de gás, o que limitava os deslocamentos das bandas. Junte a isso uma greve contra as gravadoras promovida pelo Sindicato dos Músicos que abriu o mercado para os cantores, os quais não eram sindicalizados, que fez com que os estúdios passassem a evitar as bandas. Além disso, alguns músicos mais jovens começavam a descobrir uma nova forma de fazer jazz, o Be-bop.

Poucas grandes orquestras sobreviveram a esse momento. Somente as muito competentes, como a de Duke Ellington, Count Basie e Harry James, de onde Buddy Rich saiu em 1966 para montar sua própria orquestra. Outra que poderia ter sobrevivido, pois vivia seu auge durante a guerra, era a de Glenn Miller. Ele foi voluntário e serviu em Londres, onde passou a dirigir a banda do exército americano para levar alento aos recrutas que estavam longe de casa. Um belo dia, tomou um avião para a França, onde faria uma apresentação. O avião nunca chegou ao seu destino.
 


Mas nada disso tem significado se não tiver aquele swing. Uá-uá-uá-uá-uá-uááá…

Leia mais em:
Uma breve história do jazz – O início
Uma breve história do jazz – O elo perdido
Uma breve história do jazz – The Trumpet Kings
Uma breve história do jazz – O Blues

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quinta-feira, julho 15, 2010

Dica


Hoje eu vou dar uma dica a quem quer conhecer outros artistas e gêneros musicais.

Nos meus anos de ilegal no exterior meu maior divertimento era ouvir pela internet os músicos que eu gostava e não podia comprar os cd´s pela falta de grana, então conheci o AccuRadio são 30 canais divididos por gêneros musicais, como Celta e Jazz só para citar os meus favoritos.




A navegação pelo site é simples e basta um clique para ouvir o dia inteiro de artistas desconhecidos mesclados com os mais conhecidos, foi lá que eu conheci Ray LaMontagne e Rufus Wainwright apenas para citar dois cantores que eu gosto muito.


Espero que seja útil essa dica e que vocês usem sem moderação !!!

Grande abraço.

Marcello Lopes

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terça-feira, julho 13, 2010

Almir Sater

Hoje vou falar um pouco sobre esse grande violeiro brasileiro. Almir Sater esteve em Pindamonhangaba/SP está semana e se apresentou gratuitamente na Expovap, uma feira agropecuária da cidade. Há muitos anos atrás, nesta mesma feira, eu já tive a oportunidade de assistir um show do Almir Sater, e digo sem medo de errar, que o show é de uma qualidade incrível. Porém desta vez infelizmente não consegui ir. Segue abaixo um pequeno texto que postei no Blog Jazz e Rock.

Almir Sater um dos grandes nomes da nossa música brasileira! Violeiro, compositor, cantor entre outras coisas, se destaca por sua simplicidade e competência em seu trabalho. Músico de 53 anos tem um jeito todo especial de conduzir tudo que faz .

Quando garoto cresceu com a cara suja de manga e jogando bola nos campinhos campo-grandenses. Até crescer e cair nas graças dos admiradores da boa música, se transformando num dos maiores violeiros do Brasil . Nesse tempo todo de carreira os seus shows, no entanto, não mudaram e Almir não parece se incomodar com isso. Para ele, mais importante que uma música nova no repertório é agradar a pessoa que pagou para escutar suas canções de sucesso. Dono de um jeito manso de falar e um toque de Midas que transforma o caminho em que passa em paisagem mágica, Almir define o estilo de música produzida por ele e outros compositores de sua geração como Folk Brasileiro.

“A música caipira e os violeiros eram de uma geração. E cheguei de uma outra geração, com outro tipo de tendência, com um pouco de influência do rock'n roll, música folk, música andina e passei a tocar viola trazendo estas influencias. E mostrou-se as mil possibilidades da viola. O próprio Tião (Carreiro) ficou encantado e achou bonito o som e com coisas que ele nunca pensou em fazer. Sou um cara que chegou cabeludo em uma época que tinha uma diferença dentro da mesma gravadora. Tinha um selo que era só sertanejo e outro que era popular. Ninguém sabia onde me colocar. Um falava “é sertanejo” e o outro “é popular”. Perguntei qual era a diferença e qual que eles pagavam melhor. Pra sertanejo era 50% menos e eu disse "então sou popular". Na época, se tinha um royalty de 10% para o sertanejo era 5%. Era discriminado mesmo e só tocava na madrugada. Eles se vingaram, entupiram as rádios e agora tem que agüentar os caras.” diz Almir Sater.

“Eu não sou sertanejo. Eu sou roqueiro. Não escuto música sertaneja em casa. Escuto violeiro pontear a viola e não tem nada a ver com sertanejo. Violeiro é instrumentista, é bandeira brasileira... Escutar o Tião Carreiro pontear uma viola é rock’n roll. Sempre gostei deste som mais de pegada." (Almir sater)

Almir Sater Um Violeiro Toca (Show SESC Itaquera)


Almir Sater "Tocando em frente"

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domingo, julho 11, 2010

Santana Live by Request

Olá Musicólatras de todas as partes...

Bem, essa semana fui presenteado com um dvd do guitarrista Carlos Santana, “Santana Live By Request”, e recomendo a todos que também assistam o dvd. Pois não se trata apenas de mais um show de um guitarrista, ao assistir pude perceber vários motivos que podem levar você caro amigo que está lendo este post a comprar esse excelente show. Primeiro, são os motivos de sempre quando se trata de uma verdadeira lenda da guitarra, aliás Santana está no mesmo patamar que Jimi Hendrix e Eric Clapton. Segundo, Carlos Santana é um dos poucos músicos latinos que atingiram sucesso no mundo inteiro. Terceiro, Santana além da fama adquiriu respeito como guitarrista sem nunca deixar de lado suas origens mexicanas. Diga-se de passagem essas origens latinas estão bem evidentes nesse dvd, com ritmos bem marcados pelas percussões (que dão um show a parte com ritmos precisos e bem marcados, levantando a platéia da primeira a ultima musica). E por último, mas não menos importante o Quarto motivo, as participações especiais (e que participações!) com Rob Thomas nas faixas “Smooth” e “Dame Tu Amor”, Michelle Branch na faixa “The Game Of Love” e The Product G&B na faixa “Maria Maria” . Sem esquecer do lado humano do guitarrista, que em todos os seus shows leva mensagens positivas de paz e de amor.

Resumindo: Esse é um dvd realmente imperdível.



"Europa" Considero essa musica a mais bonita de Santana. Esse video não faz parte do DVD Live by Request, foi tirado de um show um pouco mais antigo. Mas vale a pena!

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sexta-feira, julho 09, 2010

Banda Mantiqueira

01

Em 1991, o clarinetista, saxofonista, compositor e arranjador Naylor "Proveta" Azevedo, juntou grandes músicos amigos seus para formar a Banda Mantiqueira, que resiste até hoje no árduo cenário da nossa música instrumental.

Com um som bem brasileiro, cheio de metais, está longe de ser uma simples imitação das big bands americanas, ao mesmo tempo que não nega haver bebido daquela fonte. A qualidade de seus músicos, a escolha do repertório e os arranjos originais contribuem para o sucesso junto ao seu público.

Confira, por exemplo, a genial Linha de Passe, de João Bosco, acompanhada pela OSESP:


Ainda na mesma noite, a Banda Mantiqueira acompanhou Mônica Salmaso (que um dia vai ganhar um post só pra ela aqui, ou melhor, nós vamos ganhar.)

Aqui um apanhado de várias interpretações da banda, apresentando seus músicos e mostrando a versatilidade de seu repertório:

No site da Banda Mantiqueira você pode encontrar a programação de shows e outras informações deste sensacional grupo.

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quinta-feira, julho 08, 2010

The Frames


Conheci The Frames quando morava em Dublin, eles são reverenciados pela turma com mais de 25 anos e muito, mas muito tocado nos pubs e interpretados por bandas de botecos espalhados pela Irlanda.

Provavelmente são conhecidos aqui no Brasil pelo filme Once - Apenas uma Vez, que o vocalista Glen Hansard protagonizou junto com sua parceira a tcheca Marketa Irglova, vencendo o Oscar de melhor música em 2008 com a música Falling Slowly.


A banda se originou em Dublin com Glen largando a escola aos 13 anos tocando para parentes e amigos, com 17 anos assinou um contrato com um selo Island Record, algum tempo depois assinou com uma gravadora maior e assim surgiu o The Frames.

O nome da banda se originou da infância de Glen e seus amigos, que consertavam os quadros de suas bicicletas na casa do vocalista e ela acabou sendo conhecida como Casa dos Quadros (Frames em inglês).

The Frames original conta com o guitarrista Dave Odlum, outro vocalista Noreen O'Donnell, o baixista John Carney, violinista Colm Mac Con Iomaire, e o baterista Paul Brennan, e eles fizeram sua estréia em um festival de música irlandesa em 1991 em Dublin.


Foto do Filme The Commitments onde Hansard é o da direita tocando guitarra.

Após isso, a banda deu um tempo para que Hansard pudesse estrelar um filme de Alan Parker chamado The Commitments em 1992, com a ajuda de Gil Norton que trabalhou com o The Pixies a banda The Frames provou ser muito mais que apenas uma mera promessa com o álbum Another Love Song.

Após a gravação do álbum a banda foi reformulada adiando assim uma turnê pelos EUA, o violinista Mac Con Iomaire ficou doente e o baixista Carney desistiu da banda, sendo substituído por Graham Downey.

Além disso, o outro vocalista Noreen O´Donnell saiu da banda para se dedicar a gravação de seu segundo álbum solo, e outras mudanças seriam feitas em gravações em estúdio ao longo dos anos.

A mudança de selo, transformou sua música em um gênero mais independente, mais folk gravando o álbum For the Birds em minha opinião um dos melhores da banda.

Mais tarde, alguns membros da banda foram chamados para ajudar um projeto paralelo de Glen Hansard chamado the Swell Season.

Sua discografia :
  • 1992 Another Love Song 
  • 1996 Fitzcarraldo 
  • 1999 Dance the Devil
  • 2001 For the Birds 
  • 2002 Breadcrumb Trail [live] 
  • 2003 The Roads Outgrown 
  • 2004 Set List: Live in Dublin 
  • 2005 Burn the Maps
  • 2007 The Cost


Pelo twitter de Glen Hansard há uma notícia de que ele virá ao Brasil em Agosto ou Setembro, em local ainda não definido, por isso é bom esperar contando os reais para quem sabe comemorar com ele os 20 anos de banda !!!!

Marcello Lopes

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quarta-feira, julho 07, 2010

Documentário: We.Music - Como a Web Revoluciona a Música?

 

“Em sua estrutura, as novas mídias são igualitárias. Por meio de um simples processo de conexão, todos podem participar dela (…) As novas mídias têm a tendência a eliminar todos os privilégios de formação, e com isso também o monopólio cultural da inteligência burguesa.” Hans Magnus Enzensberger, 1970


A PIX e a REMIX SOCIAL IDEAS levaram pro Estúdio do Museu da Imagem e do Som uma discussão sobre o futuro da música: o quanto a internet revolucionou a criação, produção, consumo e distribuição da música?

We.Music, produzido e dirigido pela Galeria Experiência e desenvolvido por Pix, Remix Social Ideas e o MIS, é um interessante documentário sobre a transformação no campo da produção, distribuição e consumo musical causada pela revolução digital, mais particularmente a web. Coloca juntas as opiniões de artistas independentes com perfis diferentes sobre os novos paradigmas do mercado musical.  E assim foram juntados 8 artistas com sons totalmente diferentes e, em duplas, eles se trancaram no Estúdio MIS pra criar músicas. No documentário você acompanha todo o processo de co-criação e mashup de estilos diferentes, bem como a opinião de especialistas sobre o futuro da música. As duplas responsáveis pela criação da música foram: Killer on the Dance Floor + Thiago Petit, Database + Holger, Firefriend + Pristine Blusters e Chernobyl + Xis - confiram o resultado final de cada uma das músicas abaixo.

Eu particulamente achei o vídeo demais, bem interessante. Uma coisa é a nossa opinião como consumidores, e outra é a de quem não só consumi como também trabalha no meio (Djs, bandas, Mc's, produtores etc) estando assim mais diretamente ligado às mudanças. E isso acontece de uma forma tão espontânea, descontraída e pessoal que parece até uma conversa de mesa de bar, no sentido de que não há a preocupação do "não vou falar isso por que tem uma câmera filmando", ao menos a impressão é que todos falam o que relamente pensam das gravadoras, da barganha das indústrias, de samplear ou remixar outros artistas....há parte inclusive que membros da banda disordam sobre determinado assunto. Enfim, é um documentário leve, pequeno (tem em torno de 35 minutos) e ótimo para se ver, pensar e discutir, disponibilizado na íntegra logo acima. Vale muito a pena, fica a dica!!


*** Uma palavra muito utilizada no documentário é sample. Como alguns podem não saber o significado, botei abaixo o conceito para o melhor entendimento dos diálogos:

Sampler é um equipamento que consegue armazenar sons (samples) de arquivos wav (os mesmos de um CD) numa memória digital, e reproduzi-los posteriormente um a um ou de forma conjunta se forem grupos, montando uma reprodução solo ou mesmo uma equivalente a uma banda completa.

Este é um dos grandes responsáveis pela revolução da música eletrônica pois através dele e usando ciclos (loops em inglês), pode-se manipular os sons para criar novas e complexas melodias ou efeitos. Como instrumento musical é usado em vários géneros musicais, como o pop, hip-hop, dance music, rock, metal, música experimental e até na MPB.

Logo, samplear é utilizar trechos de registros sonoros antes realizados para montar uma nova composição (geralmente musical). Muito utilizado por exemplo, por djs e mcs.


Abaixo, ouçam as músicas criadas pelas duplas de artistas:



Database + Holger - This is an untitled song




Killer on the Dancefloor + Thiago Pethit - Come Debbie




Chernobyl + Xis - Pra que tuso se nada se leva




Pristine Blusters + Firefriend - So Slow



Conheça mais no site oficial do projeto e baixe as músicas criadas pelos artistas: wemusic.com.br

PIX - mypix.com.br
REMIX - twitter.com/remixingideas
MIS - mis-sp.org.br
YOUPIX - youpix.com.br
GALERIA EXPERIÊNCIA - galeriaexperiencia.com.br

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