terça-feira, junho 29, 2010

O Conto do Velho Marinheiro

Letras bem elaboradas estão em extinção, pelo menos é o que dá para perceber pelo nível que vivenciamos hoje. Claro que não se pode generalizar, pois ainda existe uma infinidade de bons músicos que prezam por uma letra de qualidade, cada um abordando o tema de sua preferência. Durante a nossa “caminhada musical”, seja ela como músico ou ouvinte, passamos por fases em que a letra não importa muito e por outras onde a letra é essencial. Não que a música instrumental seja ruim, pelo contrário, mais uma música que apresenta uma letra bem elaborada, é fascinante.

Sem mais delongas, hoje vou apresentar uma letra do Iron Maiden, escrita pelo baixista Steve Harris, para no álbum “Powerslave” (1984). A música foi baseada no poema “The Rime of The Ancient Mariner” do escritor inglês Samuel Taylor Coleridge, escrito em 1798 e que marcou o início da Literatura romântica na Inglaterra. Essa música é uma das mais bem elaboradas do Iron Maiden, com exatos 13:39 minutos e se destaca pelo excelente instrumental e claro pela letra.

A obra relata eventos sobrenaturais vivenciados por um marinheiro durante uma longa viagem pelo mar. O marinheiro para um homem a caminho de uma cerimônia de casamento e começa a relatar sua história. A reação do convidado da cerimônia transforma-se de impaciência à fascinação com o desenrolar da história contada pelo marinheiro.

A sua história sobre uma jornada que ele fez a bordo do seu barco. Apesar de tudo ocorrer bem no início, o barco é desviado do seu caminho durante uma tempestade e, direcionando-se ao sul, próximo da Antártica. Um albatroz aparece e guia os tripulantes para fora da Antártica. Apesar da ajuda do pássaro e do carinho que a tripulação agora tinha por ele, o marinheiro atira e mata o animal. Os outros estão irados com o marinheiro, por acharem que o albatroz havia trazido os ventos que os levaram para fora da Antártica. Entretanto, mudaram sua opinião quanto o clima se tornou mais agradável e o nevoeiro se dissipou. O crime despertou a ira dos espíritos sobrenaturais, que então passaram a perseguir o barco "a partir da terra do nevoeiro e da neve". O vento que inicialmente os levou para fora da terra da neve agora os havia levado para águas calmas. Agora eles estavam há dias parados, sem vento, e o estoque de suprimentos estava acabando.

A tripulação muda de idéia novamente, e culpa o marinheiro por sua sede ("água por todos os lados, nem uma gota para beber"). O barco então encontra um barco fantasma pelo caminho. À bordo estão "A Morte" (um esqueleto) e "O Pesadelo da Vida na Morte" (uma mulher pálida tal como morta), ambos jogando dados apostando as almas da tripulação. Eventualmente "A Morte" ganha a vida da tripulação e "A Vida na Morte" ganha a vida do marinheiro, um prêmio que ela considera mais valioso. Seu nome é um indício do destino do marinheiro: uma vida pior que a morte como punição por ter matado o albatroz.

Um a um, toda a tripulação morre, restando apenas o marinheiro, que vê por sete dias e noites a maldição nos olhos dos cadáveres de sua tripulação. Enquanto o marinheiro reza, o albatroz cai de seu ombro. Eis que, possuídos por bons espíritos, os corpos da tripulação levantam-se e guiam o barco para casa novamente, por fim afundando em um redemoinho. O único que não afunda com o barco é o marinheiro, que é avistado por um eremita na terra. Este, com a ajuda de um homem e seu filho, vai ao encontro do marinheiro em um barco. A princípio eles pensam que o marinheiro está morto, mas quando este passa a ajudar a remar o barco, seu filho se diverte com a situação dizendo que o demônio sabe remar. Como pena por ter atirado no albatroz, o marinheiro é forçado a andar pelo mundo para contar sua história, e transmitir sua lição para quem encontrar pelo caminho.

Eu queria postar o poema e a letra na integra para vocês. Só que por ser muito extenso, upei o arquivo PDF do poema para download e coloquei o link da letra/tradução para vocês.

"The Rime Of The Ancient Mariner" (Poema): Clique Aqui p/ Baixar (PDF)

Letra e Tradução da música: Clique Aqui

Segue o vídeo da música "The Rime Of The Ancient Mariner" tocada ao vivo durante a "Somewhere Back in Time World Tour" em 2009.





Fontes: Wikipédia e Scribd

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domingo, junho 27, 2010

The Allman Brothers Band

Olá Musicolatras de todas a partes...

Andei um pouco sem tempo essa semana. Devido uns pequenos imprevistos não tive tempo de preparar um post a altura que o blog merece. Mas para não deixar passar batido essa semana darei uma dica musical, recomendo a todos que escutem e procurem informações sobre a Allman Brothers Band, a qual considero a melhor banda de blues/rock que os Estados Unidos ja produziram. Alguns dos mais importantes guitarristas do gênero ja passaram por essa incrivél banda dentre eles o mestre da guitarra slide Duane Allman.

A Allman Brothers Band foi formada em 1969 pelos irmãos Duane Allman e Gregg Allman. A formação original contava com Dickey Betts, Berry Oakley. Butch Trucks e Jai Johanny "Jaimoe" Johanson. Além dos irmãos Allman é claro!

Muitos anos depois de sua formação a banda continua na ativa com algumas formações diferentes. Hoje em dia destaco a presença do virtuose da guitarra Derek Trucks, um dos melhores guitarristas slide da nova geração. Abaixo segue uma lista com o nome de todos os musicos que ja passaram e deixaram sua marca nessa incrivél banda.




· Gregg Allman

· Butch Trucks

· Jaimoe

· Marc Quinones

· Oteil Burbridge

· Derek Trucks

· Warren Haynes

· Duane Allman

· Berry Oakley

· Dickey Betts

· Lamar Williams

· Chuck Leavell

· David "Rook" Goldflies

· Dan Toler

· Frankie Toler

· Johnny Neel

· Allen Woody

· Jack Pearson

· Jimmy Herring


Video que conta com a formação original da banda, destaque para Duane Allman na guitarra


Essa é a formação atual dos Allman Brothers

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sábado, junho 26, 2010

Blues é jazz?

Amigo Edson, bom dia!

Quando li seu último artigo, gostei muito, pois jazz é o estilo musical que mais gosto.

Porém, não pude deixar de notar um equívoco no primeiro parágrafo e me sinto na obrigação de colaborar, e faço isso por e-mail para que você escolha o uso que dará para essa informação.

O problema é o seguinte: blues e jazz são estilos musicais distintos, assim como jazz e rock. O blues não é uma forma de jazz (nunca foi), na verdade . blues é anterior ao jazz e não o contrário.

O jazz é que tem suas origens no blues. O jazz é uma mistura de vários gêneros, inclusive o blues (além do ragtime, spirituals, work songs, etc) e ele ficou tão distinto do blues que se tornou outro estilo musical.

Concluindo, Robert Johnson, B.B. Kink e etc. não fazem jazz, (a não ser eventualmente). Eles fazem blues e blues não é uma subdivisão do jazz.

Espero ter colaborado.

Abração


Agradeço o comentário acima recebido por e-mail do musicólatra Rodrigo. Realmente me equivoquei ao dizer que o blues é uma forma de jazz, até porque surgiu antes dele. A correção será feita no tal primeiro parágrafo.

No entanto, e não vai aqui nenhuma desculpa esfarrapada minha, não pude deixar o blues de fora da nossa breve história do jazz, pois ambos os estilos se confundem ao longo do tempo. É difícil achar um jazzista que nunca tenha tocado um blues ou um blueszeiro (é assim que escreve?) que não tenha se aventurado pelo jazz. É difícil achar uma publicação sobre o assunto qua fale apenas de um estilo e não do outro. É difícil achar algum aficcionado de jazz que não goste de blues e vice-versa.

Valeu!

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O pacto

Vejam só que tirinha legal eu achei no blog Tongo! Comics. Tem tudo a ver com alguns de nossos últimos posts.

Tongo Comics - Robert Johnson

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sexta-feira, junho 25, 2010

Uma breve história do jazz – O Blues

I can’t sleep at night
I can’t eat a bite
‘Cause the man I’m loving
He don’t treat me right

(Crazy Blues)

No primeiro capítulo dessa série, falamos sobre como surgiu o blues e como ele contribuiu para o aparecimento do jazz. Os dois estilos seguiram caminhos distintos, porém que se cruzaram muitas e muitas vezes ao longo dos anos. Mas o blues merece um capítulo especial em nossa breve história, pois, além do jazz, o blues pode se orgulhar de ter influenciado também o rock, o country, o soul, o rhythm and blues, o pop e até a música clássica moderna.

Tecnicamente, o blues é definido como uma canção composta por estrofes de doze compassos. Essas estrofes, por sua vez, subdividem-se em três grupos de quatro compassos quaternários. Melodicamente, o segundo desses períodos de quatro compassos é uma repetição ligeiramente transformada do primeiro, e o terceiro uma resposta. Do ponto de vista harmônico, esses três grupos de quatro compassos estão organizados sob a forma de uma cadência simples: quatro compassos sobre a tônica, dois sobre a subdominante mais dois sobre a tônica, e novamente dois sobre a dominante mais dois sobre a tônica.

Eu não entendi nada disso aí em cima, copiei tudo de um livro. Mas não se preocupe se você também não entendeu, o importante não é entender, mesmo porque um monte de músicas afro-americanas nem se enquadra exatamente nessa regra. Além do mais, o blues não se entende, o blues se sente.

Os versos no topo desse tópico (Crazy Blues) foram cantados por Mamie Smith (1883–1946), em 10 de agosto de 1920, e é a mais antiga gravação de blues que soava como os negros cantavam. Houve outras gravações de blues antes dessa, mesmo de Mamie Smith, mas sempre tinha um toque europeu nos arranjos. E o blues é, na sua origem, uma música essencialmente negra. Nascida dos spirituals e outras canções de trabalho cantadas por escravos libertos, suas letras tinham por tema o sofrimento e muitas vezes protestos contra a escravidão.

Bessie Smith (1894-1937) nasceu em Chatannoga e aos 9 anos já cantava nas esquinas por uns trocados. Durante os anos 20, gravou 180 músicas e suas vendas foram astronômicas para a época. A elite novaiorquina estava sendenta de novidades para espantar o tédio e agarrou-se ao jazz e à dança negra. Bessie Smith, que era uma grande marketeira, soube tirar largo proveito disso.

Robert Johnson (1911-1938) é tido por muitos como o maior cantor de blues de todos os tempos. Cantava ao estilo do Mississipi, o chamado Delta Blues, e serviu de influência para outras vertentes do blues. Como o Chicago Blues, por exemplo, cujo maior representante é Muddy Waters (1915-1983). Não é à toa que ambos já tenham sido visitados aqui no Musicólatras. Confiram clicando nos links em seus nomes.

Outro nome que não pode ficar de fora do Chicago Blues, é John Lee Hooker, ao lado de Muddy Waters, os primeiros a eletrificar sua guitarra.


Dizia-se de Billie Holiday (1915-1959) que ela derramava uma gota de sangue em cada canção. Nas palavras do clarinetista Tony Scott: Quando uma cantora canta as palavras “my man’s gone”, fica um sentimento que ele pode ter ido até a esquina comprar um maço de cigarros e voltar logo. Quando Billie canta “my man’s gone”, o homem se foi para sempre – sua voz expressa em três palavras uma perda total e irreversível. E já que mencionamos o blues como música de protesto, ouça Lady Day, como Bilie também era conhecida, cantando Strange Fruit, uma referência aos corpos dos negros enforcados que ficavam pendurados nas árvores, num de seus raros registros em vídeo. Não dá pra ficar impassível.


E não dá pra falar de blues sem falar no homem que durante os anos 50, 60, 70, 80, 90, até os dias de hoje, é para muita gente sinônimo de blues: B.B. King, King of The Blues.

Riley Ben King nasceu em uma plantação de algodão no Mississipi, em 1925. Tinha um bom berço musical, portanto. Diz uma das lendas do jazz, que um belo dia, em 1949, B. B. King tocava em uma casa de danças, quando estourou uma briga entre dois homens que acabou resultando em um grande incêndio. Evacuado o salão, King lembrou-se de que havia deixado sua preciosa guitarra lá dentro. Voltou para buscar a Gibson acústica e escapou por pouco. Soube-se depois que o motivo da briga foi uma mulher chamada Lucille. Daí em diante, batizava todas as suas guitarras de Lucille, que era para lembrar-se de nunca mais repetir tal estupidez.

Lembro-me de ter assisido a um show dele num festival de jazz que houve em São Paulo no final dos anos 70. Já o conhecia de nome e de som, mas nunca o tinha visto ao vivo (lembrem-se, ainda não existia o video-cassete e o youtube era algo inimaginável). O cara arrasou, um tremendo showman, arrebatou a plateia do primeiro ao último acorde.

Caros musicólatras, com vocês, B.B. King!


Gostaria de encerrar esse longo post exemplificando como o blues segue vivo até hoje, ainda que em formato mais moderno. Para tanto, roubo o vídeo do Robert Johnson que o Thiago colocou em outro post:


E o comparo com a também clássica versão da mesma música, por Eric Clapton:

Leia mais em:
Uma breve história do jazz – O início
Uma breve história do jazz – O elo perdido
Uma breve história do jazz – The Trumpet Kings

(*) O primeiro parágrafo foi corrigido por indicação do musicólatra Rodrigo, a quem agradeço.

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quarta-feira, junho 23, 2010

The Upholsterers

Talvez poucos saibam, mas antes de Jack White (White Stripes, Raconteurs, Dead Weather) virar o ícone pop que é hoje, ele tomava o lugar de aprendiz de estofador de mobília em Detroit, sua cidade natal. O amigo de família Brian Muldoon era o responsável pelo aprendizado de Jack e foi o homem que apresentou o punk ao garoto, além de levá-lo a tomar gosto pela música. Confira a entrevista em inglês no The Believer sobre esses anos de aprendizado.

O resultado desse contato foi a banda de pouco tempo de vida The Upholsterers com Jack White na guitarra e vocal e Brian Muldoon na bateria. A banda lançou apenas um single, Apple of My Eye, que veio no LP Makers Of High Grade Suites juntamente com Ain't Superstitious do Willy Dixon e Pain de Jack Star.

Aqui Jack White já mostrava seu talento promissor. O single tem uma pegada blues rock visceral com guitarra e vocal bem característicos do músico. E uma das coisas mais interessantes acerca desse single é que ele virou um raro artigo de colecionador. Na época foram lançados não mais do que 100 cópias, e dentro continha artigos de tapeçaria como apostilas, pedaços de lixa e o cartão comercial e propaganda da Third Man Upholstery, a tapeçaria do Jack White.

No aniversário de 25 anos de profissão de Brian Muldoon, em 2004, eles esconderam 100 cópias de uma gravação inédita dentro das mobílias refeitas por Brian. Nas palavras do Jack: "Nós colocamos 100 cópias em 100 peças aquela ano, e talvez, um dia, elas serão achadas. Essa é uma gravação que ninguém escutou e talvez nunca escutem, mas é uma cápsula do tempo legal."

Hoje o LP é vendido no ebay por 400 a 900 dólares. Mas você pode baixá-lo aqui.

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Choro, o jazz brasileiro?



Olá, Musicólatras!! Primeiramente, venho me desculpar pelo sumiço, afinal, há meses que não faço um post sequer por aqui. Porém, era algo já previsto com a volta às aulas na faculdade, e a tendência é piorar conforme as provas vão sendo marcadas. Mas sempre que eu lembrar de algum assunto que pode ser explorado neste espaço, aos pouquinhos vou fazendo um novo post. E assim, após algumas semanas, finalizei este curto post com um tema que achei interessante, pois é normal muitas vezes repetirmos algo que lemos ou ouvimos, sem saber que aquela informação está errada. Enfim, espero que gostem!!


É comum, ouvirmos ou lermos se referirem ao choro como o “jazz brasileiro”. A comparação é compreensível afinal, ambos os estilos são instrumentais em sua origem, caracterizados pelo virtuosismo e improviso dos participantes, que precisam ter muito estudo e técnica, ou pleno domínio de seu instrumento para a execução musical. Ok, em um primeiro momento está tudo certo, mas não precisamos ir muito a fundo para perceber que a comparação é inapropriada por dois motivos principais:

O primeiro por questões puramente cronológicas, afinal, como pode o choro (ou chorinho) ser o jazz brasileiro se ele surgiu antes do jazz? Isso mesmo, o choro, não como gênero musical mas como forma de tocar, apareceu por volta de 1870 no Rio de Janeiro, ou seja, é um gênero musical com praticamente 140 anos de existência - considerado a primeira música popular urbana típica do Brasil - enquanto o jazz se originou em meados de 1910. O correto (ou mais lógico) então, seria chamar o jazz de “choro estadunidense”.

Outro motivo é a origem diferente de ambos. O jazz provém da cultura negra estadunidense e o choro tem origem européia, mais precisamente da polca, um estilo musical e de dança, de compasso binário, com uma figuração rítmica característica no acompanhamento que se originou na região da Boêmia (Império Austríaco), no início do século XIX, com difusão posterior por toda a Europa e parte da América. Foi interpretada pela primeira vez no Brasil na noite de 3 de julho de 1845 no palco do Teatro São Pedro, no Rio de Janeiro, pelas duplas de atores Felipe e Carolina Cotton e Da Vecchi e Farina. A polca espalhou-se pelos salões de todo o país como uma espécie de febre que explicaria, inclusive, a criação em 1846 de uma Sociedade Constante Polca na côrte carioca. Cultivada por compositores de teatro musicado e amadores componentes de grupos de choro, a polca acabaria por fundir-se com outros gêneros locais de música popular desde a virada dos séculos XIX / XX, para chegar à era dos discos mecânicos. E isso demonstrado pelo levantamento de centenas de gravações, entre 1902 e 1927, de polcas dobrado, galope, fado, fadinho, lundu, tango e, ainda em criações originais tipo polca militar e polca carnavalesca. Foi revivida ainda, após a década de 1930 em composições eventuais sob as firmas de polca-choro, polca-maxixe, polca-baião e até numa curiosa experiência de polca-canção.

Mas, apesar da frase: “choro, o jazz brasileiro” não ser apropriada,  houve, posteriormente, a união dos estilos. União esta, recebida com certo preconceito. Como ocorreu em 1919, quando Pixinguinha formou o conjunto Oito Batutas, sucesso entre a elite carioca, tocando maxixes e choros utilizando instrumentos até então só conhecidos nos subúrbios cariocas. Quando, porém, compôs "Carinhoso" e "Lamentos" (considerados dois dos choros mais famosos) Pixinguinha foi criticado pelo fato das composições terem uma inaceitável influência do jazz. Na verdade, elas eram avançadas demais para a época, além do que, "Carinhoso" na época não foi considerado choro e sim polca. Outro exemplo (mais recente) da união, é realizado até hoje por Severino Araújo, que, em 1944, adaptou choros à linguagem das big bands. Como maestro da Orquestra Tabajara - orquestra que assumiu com apenas 21 anos de idade - Severino Araújo gravou vários choros de sua autoria. Exemplo  que depois foi seguido por outras orquestras e compositores.

Então, para fechar, podemos dizer que o mais apropriado nessa questão, seria chamar a bossa nova como o “jazz brasileiro”, pois, este sim teve influência direta no ritmo estaduniense.


Ouçam abaixo Jacob do Bandolim tocando a clássica "vibrações". Jacob do Bandolim que é considerado um dos maiores tocadores de choro que o Brasil já teve.

Jacob do Bandolim - Vibrações


Abaixo um vídeo bem caseiro, mas bem tocado, de uma banda tocando polca, para os que tiverem a curiosidade de fazer uma comparação.

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sábado, junho 19, 2010

Muddy Waters

Olá Musicólatras de todas as partes...

Continuando com postagens sobre os grandes do blues, hoje vou falar do “Pai” do blues elétrico, para mim uma grande referência musical. É com grande prazer que falarei sobre Muddy Waters



McKinley Morganfield, mais conhecido como “Muddy Waters”, nasceu em 4 de abril de 1915 no Condado de Issaquena, Mississippi. Faleceu em 30 de abril de 1983 - Westmont, Illinois.

Biografia

O apelido de “Muddy Waters” (em português, Águas Lamacentas) ele ganhou devido ao costume de quando criança brincar em um rio. Ele mudaria-se mais tarde para Chicago, Illinois, onde trocou o violão pela guitarra elétrica. Sua popularidade começou a crescer entre os músicos negros, e isso o permitiu passar a se apresentar em clubes de grande movimento. A técnica de Waters é fortemente característica devido a seu uso do slide na guitarra. Suas primeiras gravações pela Chess Records apresentavam Waters na guitarra e nos vocais apoiado por um contrabaixo acústico. Posteriormente, ele adicionaria uma seção rítmica e a gaita de Little Walter, inventando a formação clássica de Chicago blues.




Com sua voz profunda, rica, uma personalidade carismática e o apoio de excelentes músicos, Waters rapidamente tornou-se a figura mais famosa do Chicago Blues. Até mesmo B. B. King referiria-se a ele mais tarde como o "Chefe de Chicago". Suas bandas eram um "quem é quem" dos músicos de Chicago blues: Little Walter, Big Walter Horton, James Cotton, Junior Wells, Willie Dixon, Otis Spann, Pinetop Perkins, Buddy Guy, e daí em diante.
As gravações de Waters do final dos anos 1950 e começo dos 60 foram particularmente suas melhores. Muitas das músicas tocadas por ele tornaram-se sucesso: "I’ve Got My Mojo Working", "Hoochie Coochie Man", "She’s Nineteen Years Old" e "Rolling and Tumbling", grandes clássicos que ganhariam versões de várias bandas dos estilos mais diversos.



Sua influência foi enorme em muitos gêneros musicais: blues, rhythm and blues, rock, folk, country. Foi Waters quem ajudou Chuck Berry a conseguir seu primeiro contrato.
Suas turnês pela Inglaterra no começo dos anos 1960 marcaram provavelmente a primeira vez que uma banda pesada, amplificada, se apresentou por ali (certo crítico sentiu-se obrigado a sair de um show para escrever sua análise por achar que a banda tocava muito alto). As músicas de Waters inclusive exerceram grande influência nas bandas britânicas. O Rolling Stones tirou seu nome de "Rollin’ Stone", de 1950, mais conhecida como "Catfish Blues". Um dos maiores sucessos do Led Zeppelin, "Whole Lotta Love", foi baseado em "You Need Love", composta por Willie Dixon . Foi Dixon quem compôs algumas das músicas mais conhecidas de Muddy Waters, como "I Just Want to Make Love to You", "Hoochie Coochie Man" e "I’m Ready".
Entre outras canções com as quais Waters tornou-se conhecido estão "Long Distance Call", "Mannish Boy" e o hino do rock/blues "I’ve Got My Mojo Working".


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sexta-feira, junho 18, 2010

Travessia

Caros Musicólatras,

2010-06-03 Três Pontas 02Estive no último feriado na aprazível Três Pontas, interior das Minas Gerais, terra de Milton Nascimento. Por uma triste coincidência, no dia anterior havia falecido o pai do artista, deixando triste boa parte da cidade. O lado bom foi o fato de ouvir suas músicas interpretadas em um barzinho ao lado de onde eu estava hospedado, que me embalaram o sono.

Milton, conhecido também por Bituca, nasceu em 26 de outrubro de 1942, no Rio de Janeiro. Sua mãe, Maria do Carmo Nascimento, era empregada doméstica. Cedo foi adotado pelo casal Lília e Josino Campos, que mudou-se para Três Pontas antes do menino completar dois anos. A mãe adotiva era professora de música e o pai dono de uma rádio. Crescendo nesse ambiente musical, era quase inevitável que ele também enveredasse por esse caminho. Adolescente ainda, mudou-se para Belo Horizonte, onde conheceu Lô e Márcio Borges, Márcio Guedes, Wagner Tiso, Toninho Horta e tantos outros, compondo o chamado Clube da Esquina. Ainda no final dos anos 70, Milton começou a ter suas músicas gravadas por Elis e daí ganhou o mundo.

Não vou me estender em sua biografia ou discografia, que podem ser encontrados em qualquer site de pesquisa, queria apenas deixar minha impressão pessoal.

Milton Nascimento é um artista único. Dono de uma voz fantástica, compôs algumas das músicas mais bonitas que ouvíamos durante os incríveis anos 70. Travessia é meio óbvia, mas mesmo assim é a minha favorita. É quase incantável, se me permitem o neologismo. Além de Milton, poucos se atreveram a isso. Sarah Vaughan foi uma. Elis Regina outra.

Fiquem com duas versões, uma de Milton e a outra de Elis. Não consegui escolher uma só.

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quinta-feira, junho 17, 2010



Olá Musicólatras.

Após um longo inverno, volto a postar por aqui e hoje vou falar de uma cantora que estou ouvindo muito por dois motivos, estou aprendendo francês e por que ela canta muito.

O nome dela é Julie Zenatti, francesa nascida em 81, se tornou cantora logo na infância até ser descoberta alguns anos depois por um produtor que a alçou ao sucesso quando a convidou para fazer parte do musical Notre Dame.


Entre 2000 e 2007 ela acumulou vários singles no top ten francês e europeu como  Si je m'en sors, Le couloir de la vie, Couvre-moi, Je voudrais que tu me consoles, Douce, atingindo com isso a marca de meio milhão de cópias vendidas somente na França, fazendo dela uma cantora de sucesso e prestígio, talvez até no mesmo nível que Lara Fabian, Zazie e Myléne Farmer.

Espero que apreciem.

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sábado, junho 12, 2010

Robert Johnson

Olá musicólatras de todas as partes...

Hoje falarei sobre um dos maiores musicos de blues de todos os tempos, com certeza o bluesman que mudou o rumo técnico da guitarra blues. Nessa postagem (particularmente muito especial para mim) mostrarei todo material que recolhi em pesquisas que fiz sobre Robert Johnson.


Robert Leroy Johnson (8 de Maio, 1911 – 16 de Agosto, 1938). É um dos músicos mais influentes do Mississippi Delta Blues e é uma importante referência para a padronização do consagrado formato de 12 compassos para o Blues. Influenciou grandes artistas durante anos como Muddy Waters, Led Zeppelin, Bob Dylan, The Rolling Stones, Johnny Winter, Jeff Beck, e Eric Clapton, que considerava Johnson "o mais importante cantor de blues que já viveu".

Johnson nasceu em Hazlehurst, Mississippi. Sua data de nascimento oficialmente aceita (1911) provavelmente está errada. Registros existentes (documentos escolares, certidões de casamento e certidão de óbito) sugerem diferentes datas entre 1909 e 1912, embora nenhum contenha a data de 1911.

Robert Johnson gravou apenas 29 músicas em um total de 41 faixas, em duas sessões de gravação em San Antonio, Texas, em Novembro de 1936 e em Dallas, Texas, em Junho de 1937. Treze músicas foram gravadas duas vezes. Suas músicas continuam sendo interpretadas e adaptadas por diversos artistas, como Eric Clapton, The Rolling Stones, The Blues Brothers, Red Hot Chili Peppers e The White Stripes.


Em 1938 durante uma apresentação no bar "Tree Forks" Johnson bebeu whisky envenenado com estricnina, supostamente preparado pelo dono do bar, o qual estava enciumado por Jonhson ter flertado com sua mulher, Sonny Boy Williamson que estava tocando junto com Jonhson, havia alertado-o sobre o whisky, porém este não lhe deu atenção. Johnson se recuperou do envenenamento, mas contraiu pneumonia e morreu 3 dias depois, em 16 de Agosto de 1938, em Greenwood, Mississippi. Há várias versões populares para sua morte: que haveria morrido envenenado pelo whisky, que haveria morrido de sífilis e que havia sido assassinado com arma de fogo. Seu certificado de óbito cita apenas "No Doctor" (Sem Médico) como causa da morte.


Outro mito popular recorrente sugere que Johnson vendeu sua alma ao diabo na encruzilhada das rodovias 61 e 49 em Clarksdale, Mississippi em troca da proeza para tocar guitarra. Este mito foi difundido principalmente por Son House, e ganhou força devido às letras de algumas de suas músicas, como "Crossroads Blues", "Me And The Devil Blues" e "Hellhound On My Trail". O mito também é descrito no filme de 1986 “Crossroads”.

Embora Johnson certamente não tenha inventado o blues, que já vinha sendo gravado 15 anos antes de suas gravações, seu trabalho modificou o estilo de execução, empregando mais técnica, riffs mais elaborados e maior ênfase no uso das cordas graves para criar um ritmo regular. Suas principais influências foram Son House, Leroy Carr, Kokomo Arnold e Peetie Wheatstraw.
Johnson influenciou Elmore James e Muddy Waters, e o blues elétrico de Chicago na década de 1950 foi criado em torno do estilo de Johnson. Há uma linha direta de influência entre a obra de Johnson e o Rock and roll que se tornaria popular no pós-guerra.



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sexta-feira, junho 11, 2010

A Copa do Mundo 2010 e seus Hinos

copa-2010

A Copa do Mundo começa hoje e todos só falam nisso, mesmo quem normalmente não curte futebol. O Musicólatras, claro, não poderia se omitir, pelo menos no que tange à parte que nos toca: música.

Assim como os Jogos Olímpicos, a Copa tem dentre seus objetivos o congraçamento e a paz entre os povos. A exploração comercial e política do evento tiraram muito desse caráter, mas enquanto assisto gosto de sonhar que ainda é assim. Ou, pelo menos, que não acabou de todo. Acho emocionante ver as festas de abertura e encerramento, quando os atletas das diversas nações se misturam no centro do gramado e se abraçam. Mesmo durante as competições, dá para ver e se emocionar com os atos de fairplay, para usar um termo que a FIFA gosta.

Gosto também, embora seja meio repetitivo, ouvir os hinos nacionais cantados pelos atletas antes dos jogos. É bom para lembrar a eles que estão representando seus respectivos países e não seus patrocinadores.

No entanto, um extraterrestre que de passagem ouvisse em tradução simultânea alguns desses hinos, poderia seriamente duvidar de que se trata de um evento esportivo e pacífico.

A China, anfitriã dos últimos Jogos Olímpicos, por exemplo, tem coisas como: “Com nossa carne e sangue, levantemos uma nova Grande Muralha” e “Desafiando o fogo inimigo, marchemos!”

Mesmo o hoje pacífico Portugal, nosso adversário na aprimeira fase, apregoa com seu hino: “Às armas! Às armas! / Pela pátria a lutar / Contra os canhões marchar, marchar.”

Dos franceses, no famoso “alezenfantdelapatrie”, pode-se pinçar algo no mesmo teor: “Às armas cidadãos! / Formai vossos batalhões! / Marchemos, marchemos! / Que um sangue impuro / Agüe o nosso arado”. Sangue impuro? Humm, isso já deu rolo num país vizinho deles...

O Reino Unido canta: “Ó Deus, nosso Deus, venha / Dispersar seus inimigos / E fazê-los cair. / Confunda sua política, / frustre seus truques fraudulentos”. Um verdadeiro hino antidopping!

Países que lutaram pela sua liberdade contra a Espanha (que curiosamente não tem letra em seu hino), fazem questão de se lembrar disso.

O hino da Argentina, o Daniel pode nos confirmar, diz: “O valente argentino às armas / corre ardendo com brio e valor, / o clarim da guerra, qual trovão, / nos campos do Sul ressonou. / Buenos Aires se opõe à frente / dos povos da ínclita união, / e com braços robustos desgarram / ao ibérico altivo leão.” Diga-se em favor de los hermanos, que as estrofes centrais do hino, donde foi tirado o trecho acima, são dispensadas de serem cantadas em cerimônias oficiais e escolas, mas não foram suprimidas do hino.

Nesse mesmo caminho anti-ibérico, ainda bem que Cuba não estará nos jogos. Imaginem um jogo entre Cuba e Espanha, com os cubanos cantando: “Não temai; os feroses ibéricos / são covardes qual todo tirano / não resistem ao braço cubano; / para sempre seu império caiu. / Cuba livre! Espanha já morreu, / seu poder e seu orgulho aonde foram?” O que devem pensar os espanhóis e hoje ao ouvirem isso?

O do México não faz alusão explícita aos seus antigos tiranos, mas é bem pesado: “Guerra! Guerra sem trégua ao que tente / Da pátria manchar seus brasões / Guerra! Guerra! Os pendões pátrios / Empapados em ondas de sangue / Guerra! Guerra! Nos montes, nos vales, / Os horrorosos canhões troam, / E os ecos sonoros ressoam / Com as vozes de União e Liberdade!” Uau! Empapados em ondas de sangue!

Outro caso interessante é o hino da Itália, que depena a águia austríaca: “São juncos que dobram / As espadas vendidas: / A Águia da Áustria / Já as penas perdeu”.

Aí, você pensa, imagina como deve ser o do Afeganistão! Para minha surpresa, a letra é até maneira: “Esta terra é o Afeganistão / ela é o orgulho de cada afegão / terra de paz, terra de espadas / seus filhos são todos bravos / este é o país de cada povo”. Infelizmente, o país do presidente de nome impronunciável está fora da Copa.

E há os hinos que são carregados de auto-comiseração, como o da Hungria, que também não participará dessa Copa: “Deus, tem piedade do húngaro, / Joguete de desgraças: / guarda-o com teu braço forte, / em seu mar de tormentos. / Ao que tanto tem sofrido, / trazes um ano de bênçãos: / já este povo expiou bem / o passado e o porvir.”

Não podia deixar de fora deste post o da África do Sul, que é muito parecido com o nosso: “Dos nossos céus azuis / Das profundezas dos nossos mares / Sobre as grandes montanhas / Onde os sons se ecoem”.

O que eu gostei mais foi o do Japão. Singelo, quase um hai-kai. A letra completa é: “Possa o reinado do meu senhor, / Prosseguir durante uma geração, / Uma eternidade, / Até que seixos / Surjam das rochas, / Cobertas de musgo verde claro.”

Encerro com a música tema da Copa, cantada pela Shakira. Algo me diz que iremos ficar de saco cheio dessa música, mas pelo menos os musicólatras passantes podem ir treinando para dançar o Waka Waka.

Desculpa aí pelo vídeo, foi mal…


Fonte principal: Wikipédia

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terça-feira, junho 08, 2010

Madeleine Peyroux no Brasil e no "Programa do Jô"

Olá Musicólatras de Plantão.

Bom mesmo sabendo que não é meu dia de postar (risos), não poderia deixar de falar sobre a entrevista da cantora e violonista Madeleine Peyroux no "Programa do Jô" ontem. Madeleine está no Brasil para apresentações entre os dias 08 e 13 de Junho. Na atual turnê, Peyroux divulga seu mais recente álbum, "Bare Bones", lançado no ano passado.

Para quem não conhece, Madeleine nasceu nos EUA e foi criada na França, começou sua carreira aos 15 anos, tocando nas ruas de Paris. É cantora, compositora e violonista. É considerada como uma das maiores vozes do jazz moderno e no meio jazzístico seu jeito de cantar é comparada ao da Billie Holiday. Madeleine vem evoluindo e muito na sua carreira, nos primeiros álbuns seu repertório era baseado muitas vezes em stantards do jazz e blues, era considerada como uma excelente interprete. Isso mudou radicalmente no último álbum “Bare Bones” (2008). Seu trabalho atualmente é baseado na mistura do jazz, blues, música francesa e folk.

Segue abaixo a entrevista.

Madeleine Peyroux "Programa do Jô" (Parte 1)


Madeleine Peyroux "Programa do Jô" (Parte 2)


Datas de shows confirmadas:

. 08/06/2010 - São Paulo/SP
Teatro Bradesco - Shopping Bourbon São Paulo - Rua Turiassu
Horário: 21h00
Ingressos: R$ 250,00 (camarote), R$ 150,00 (frisa 2º andar), R$ 80,00 (frisa 3º andar), R$ 350,00 (platéia prime), R$ 300,00 (platéia VIP). Valores inteiros.
Classificação etária: 16 anos
Vendas Online: Clique Aqui
Informações: Clique Aqui

. 10/06/2010 - Rio de Janeiro/RJ
Vivo Rio - Av. Infante Dom Henrique, 85
Horário: 21h30
Ingressos: R$ 250,00 (Setor Vip), R$ 90,00 (Setor 3), R$ 100,00 (Setor 2), R$ 150,00 (Setor 1), R$ 200,00 (Frisas), R$ 220,00 (Camarote B), R$ 300,00 (Camarote A).
Classificação etária: 16 anos
Informações: Clique Aqui

. 12/06/2010 - Brasília/DF
Teatro Nacional - Setor Cultural Norte
Informações: 61 3325-6240

. 13/06/2010 - Porto Alegre/RS
Teatro do Bourbon Country - Av. Tulio Rose, 100
Horário: 21h00
Classificação etária: 14 anos
Informações: Clique Aqui

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Iron Maiden: "The Final Frontier"

A data de lançamento do esperado novo álbum do IRON MAIDEN, "The Final Frontier", está confirmada para o dia 16 de agosto (17 de agosto nos EUA). A nova capa, ilustração de Melvyn Grant, foi divulgada no site ironmaiden.com. Para marcar a ocasião, a banda disponibilizou uma faixa do álbum, 'El Dorado' grátis para donwload no site do Iron Maiden .

O vocalista Bruce Dickinson explica: “'El Dorado' é uma prévia do vindouro álbum de estúdio. Como a colocaremos no site da nossa Final Frontier World Tour (que começa em Dallas no dia 9 de junho) gostaríamos de agradecer a todos os nossos fãs e colocá-los no clima de The Final Frontier dando a eles esta faixa da turnê e do álbum.”

A banda se reuniu com o produtor de longa data Kevin “Caveman” Shirley no começo de 2010 no Compass Point Studios, em Nassau, para gravar o álbum, e depois foi a Los Angeles para finalizar as gravações e fazer a mixagem. O Compass Point Studio é velho conhecido da banda, pois foi onde gravaram "Piece Of Mind" (1983), "Powerslave" (1984) e "Somewhere In Time" (1986).

Comenta Bruce: “O estúdio tem a mesma vibração e é exatamente como era em 1983. NADA mudou! Até um abajur quebrado no canto... o mesmo carpete... tudo... É realmente assustador. Mas nos sentimos muito à vontade em um ambiente tão familiar e onde já vivemos tanto e eu acho que isto surtiu efeito na maneira de tocar e na atmosfera do álbum”.

Depois de 30 anos do lançamento de seu álbum auto-entitulado em 1980, "The Final Frontier" será o 15° álbum de estúdio, conquistando a notável média de um novo álbum a cada dois anos durante 30 anos e totalizando mais de 80 milhões de álbuns vendidos neste período.

O tracklist do novo álbum é:

01. Satellite 15.....The Final Frontier (8:40)
02. El Dorado (6:49)
03. Mother Of Mercy (5:20)
04. Coming Home (5:52)
05. The Alchemist (4:29)
06. Isle Of Avalon (9:06)
07. Starblind (7:48)
08. The Talisman (9:03)
09. The Man Who Would Be King (8:28)
10. When The Wild Wind Blows (10:59)
Tempo Total: 76m 35s

A Final Frontier World Tour começa em Dallas em 9 de junho com 25 shows em grandes cidades dos EUA e Canadá, tocando para 350.000 fãs ou mais. Em seguida a tour embarca para a Europa, a partir de Dublin em 30 de julho e toca em alguns dos maiores festivais e estádios, indo finalmente para Valencia, Espanha, em 21 de agosto, e incluindo um show na Transylvania.

Comenta o baixista e fundador Steve Harris: “Estamos muito empolgados sobre esta tour. Acho que os fãs realmente gostarão da nova produção de palco e luzes e também lançaremos uma das novas faixas do álbum, 'El Dorado'. Nossos fãs do Texas serão os primeiros a ouví-la e será interessante ver a sua reação e como funcionará com a multidão nesta noite. Eddie estã um pouco diferente nesta tour, e é possívelmente o mais agressivo até hoje... Não posso falar muito dele pois não quero estragar a surpresa, mas garanto que ele vai apavorar vocês!”

Fonte: Wisplash

Iron Maiden "El Dorado" (Single "The Final Frontier")

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segunda-feira, junho 07, 2010

Os 43 anos do Sargento Pimenta - A capa.

Promessa é dívida, não é? :)


Terminada a gravação do álbum, agora todos precisavam pensar em como seria a capa. Já estava decidido que deveria ser algo inusitado e ousado, como o álbum, também divertido e alegre, mas que se impusesse. Como aquele era um projeto incomum em todos os sentidos e inovava em muitos aspectos, eles também quiseram ser diferentes com a embalagem do disco: não apenas o papel-cartão habitual, mas talvez um algo a mais, brindes extras, qualquer coisa que fizesse as pessoas se interessarem pelo que havia dentro.

(Vejam bem, a essas alturas os Beatles já não vendiam tão bem quanto costumavam, devido à polêmica da declaração de John Lennon que citei no post anterior. Praticamente todo o material de merchandising que vendiam, incluídos os álbuns, eram comprados para ser queimados em praça pública. Então a ideia era fazer as pessoas comprarem o álbum para ouví-lo, por isso o interesse em chamar a atenção.)


Para abrirem a mente para novas ideias a respeito da capa, contrataram uma agência de publicidade de Londres. Como era uma agência nova cheia de gente jovem e empolgada, a ideia inusitada veio logo: já que o álbum é conceitual, ou seja, conta uma história, por que não imprimir uma espécie de livro com as letras das músicas, para que as pessoas possam ler a história enquanto a ouvem? Ideia genial! Assim o Sgt. Pepper's se torna o pioneiro em mais um aspecto que é banal hoje em dia: foi o primeiro álbum da história a incluir um encarte com as letras das músicas.

O esboço da capa ficou por conta de Paul McCartney, que sempre tomava a dianteira nos projetos da banda. Geralmente os outros não gostavam muito dessa autoimposição, mas dessa vez não fizeram objeções, afinal a ideia dele parecia realmente boa: ao invés da costumeira foto dos quatro sozinhos, eles posariam com seus uniformes de banda de marcha em frente a quadros de seus heróis; seria uma foto bem cheia de detalhes e coisas para o público ficar procurando. Chamaram um grupo de artistas plásticos holandeses para ver o que eles poderiam fazer pela arte da parte interna do encarte, e eles inventaram um caos baseado numa típica viagem de ácido: cores espalhafatosas misturadas a paisagens irreais e animais fantásticos. Apesar de bizarro, a banda adorou, mas resolveram consultar seu amigo Robert Fraser, que era um negociante de arte. Ele desaprovou a ideia, disse que era "ruim" e que em pouco tempo seria lembrado como "apenas mais uma capa psicodélica". A ideia teria que ser impactante a fim de marcar pelo significado, não pelo visual.

Por influência dele, chamaram o fotógrafo Michael Cooper e o artista plástico pop Peter Blake. Blake pediu para que eles explicassem que imagem eles gostariam passar com a tal "banda fictícia". Lennon explicou que eles seriam uma espécie de mistura entre banda de marcha e banda militar, e que a foto da capa teria que dar a ideia de que eles acabaram de dar um concerto e que seria legal se tivesse muita gente em volta, representando o público. Inicialmente a foto seria tirada com os quatro em um coreto com seus uniformes e pessoas aleatórias em volta, mas então essa ideia se mesclou com o projeto inicial de Paul, a dos quadros com os heróis: Blake sugeriu que eles usassem, ao invés de pessoas de verdade, fotografias e recortes em tamanho natural, bonecos de cera e coisas do tipo, assim eles poderiam colocar na multidão quem eles quisessem.

Isso foi o suficiente pra ideia ser aprovada de imediato. Agora cabia a eles escolherem quem queriam incluir na multidão. Foi uma lista bem diversificada e incluía gente de todo tipo de meio: George Harrison optou por líderes espirituais indianos, entre eles o Maharishi Mahesh Yogi, que foi guru dos quatro um ano mais tarde. Paul escolheu gente do meio artístico, personalidades da TV, autores. John queria avacalhar a coisa, ainda estava irritado com a repercussão que sua entrevista havia gerado e estava disposto a provocar mais polêmica: sua lista incluía Hitler, o marquês de Sade, Nietzsche, entre outros. Ringo não quis contribuir, disse que "qualquer coisa que eles escolherem, tá bom". Além destes, também incluíram merecidamente Stuart Sutcliffe, que foi o baixista original da banda e morreu anos antes, de repente; e Bob Dylan.

As colagens levaram duas semanas pra ficarem prontas, agora era levar ao estúdio para montar o resto do cenário e fotografar. Os roadies da banda iam atrás do que faltava e os quatro beatles foram atrás das roupas. Escolheram tudo o que acharam de mais chamativo, em cores e tecidos, e com a experiência de John em uniformes militares (por causa do filme do qual havia participado, How I Won The War), criaram os seus. O relógio de flores, que fazia parte do projeto inicial, acabou virando a guitarra que conhecemos na capa atual. As flores não vieram em quantidade e nem em proporção suficientes, e quem acabou montando a guitarra foi o próprio entregador.

Além das fotos da capa e encarte, queriam incluir ainda um brinde. Pensaram em todo o tipo de bugiganga: distintivos de plástico, tatuagens auto-aderentes e pequenas parafernalhas, mas o custo de produção seria altíssimo e não haveria como incluir esse pacote dentro da embalagem do disco de maneira que pudesse ser facilmente manuseado pelo pessoal do estoque da EMI. Então acabaram incluindo no encarte uma folha de cartolina com o distintivo, crachá e bigode postiço para que fossem recortados e armados (nota minha: os encartes da versão do disco em CD também inclui essa folha!).

Mas, apesar da solução mais barata, a produção total dessa capa + encarte saiu uma fortuna para a EMI. Para os outros álbuns, a arte lhes custava entre 25 e 75 libras. Para o Sgt. Pepper's foram gastas nada menos do que 2.800 libras, o que deixou o diretor furioso. E, além disso, a EMI tinha outro aspecto a proteger, além do financeiro: sua reputação. Eles não podiam incluir Hitler na capa de um disco, não poderiam colocar Gandhi com artistas de cinema e simplesmente não podiam usar a imagem de todas aquelas pessoas sem autorização! 

Assim sendo, Paul recebeu em sua casa, dias depois, o projeto com as alterações necessárias, e nele só havia sobrado os quatro, o bumbo com o nome do álbum, as flores e um vasto céu azul. Mas Paul conseguiu contornar a situação e o diretor acabou aceitando a proposta original (sem Hitler e Gandhi, porém) de má vontade e com a autorização das demais pessoas. E mais: se alguma delas quisesse indenização pelo uso da imagem, os quatro processariam a gravadora!

Então vamos à parte divertida, observar a capa e descobrir alguns elementos:

(clique para abrir uma versão maior, para ver os detalhes - sugiro que em uma nova aba!)

► Logo à esquerda (de quem olha) da banda, há 4 bonecos de cera dos próprios Beatles, em sua aparência do início dos anos 60. As estátuas foram emprestadas do museu de cera Madame Tussauds;
► Pelo chão há diversos objetos pessoais deles; algumas imagens em miniatura, um troféu e uma TV, além de vários instrumentos de sopro (que seriam os instrumentos da "banda fictícia");
► Bem no canto direito da foto, abaixo de uma folha de palmeira, há uma boneca da Shirley Temple com uma camiseta dos Rolling Stones;
► Pra quem não conhece o rosto de Stu Sutcliffe, ele aparece na extrema esquerda da foto, em preto e branco; é o terceiro contando de cima pra baixo.

► Quer ver mais? Por este site você confere a capa de maneira interativa, é só passar o mouse por cima da imagem e ela lhe mostrará quem é.

Outras curiosidades:

► A capa ganhou o Grammy na categoria de Melhor Capa e Arte Gráfica em 1968;
► É ainda muito imitada, em tributos e paródias;
► Os seguidores da conspiração Paul is Dead deita e rola com a arte deste álbum. Para eles, tanto a capa quanto as fotos internas e até mesmo a disposição das letras da música são pistas de que Paul realmente estaria morto.


Ufa. Nunca falta assunto sobre esse álbum.

Nota: Minhas fontes de pesquisa estão por toda a internet e na biografia da banda escrita por Bob Spitz. Diferentes versões de certos aspectos existem, mas procurei me basear nas fontes mais confiáveis.

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domingo, junho 06, 2010

Charlie Christian


Olá Musicólatras de todas as partes....!

Hoje vou falar do primeiro grande gênio da guitarra, na minha opinião imbatível até hoje. Senhoras e senhores, hoje falarei do incrível Charlie Christian, o homem que mudou o rumo da guitarra elétrica, levando o instrumento que antes era puramente rítmico a dividir improvisos na banda do lendário Benny Goodman. Falar de Charlie é uma tarefa um pouco complicada, Christian é um daqueles músicos que só se entende ouvindo, portanto, nessa postagem darei mais atenção aos vídeos, e recomendo a todos os amantes do Jazz que procurem conhecer mais da obra desse gênio das seis cordas que em seu curto tempo de vida levou a guitarra as ultimas conseqüências.


Biografia

Charlie Henry Christian nasceu em Dallas, Texas em 1919 e faleceu em Nova York em 1942. Começou a se dedicar à guitarra em 1937 e dois anos depois já era contratado por Benny Goodman como membro de sua orquestra e solista de seu sexteto.

Participante ativo das jam sessions do Mintons, em Nova York, onde o bebop tomava forma no início da década de 40, morreu tuberculoso aos 22 anos, reconhecido como pioneiro do bebop e considerado o primeiro grande solista de guitarra no jazz.

Charlie Christian emancipou a guitarra, até então instrumento eminentemente rítmico, passando a realizar seus pequenos vôos, ainda longe em potência de som ou criatividade melódico-harmônica, com os instrumentos de sopro.

Primeiro grande guitarrista de jazz, seu sentido de tempo, não centrado exclusivamente na marcação 4/4, mas dotado de uma elasticidade surpreendente para a época. Christian anunciou em suas poucas obras, a crescente complexidade rítmica do jazz moderno, bem como suas notáveis concepções harmônicas e melódicas antecipavam a estética do bebop.








Recomendo a todos a audição de “Solo Flight” Álbum de Benny Goodman que conta com Charlie Christian na guitarra

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sexta-feira, junho 04, 2010

Bobby McFerrin

Até os neurocientistas ficaram impressionados com a capacidade de Bobby McFerrin manipular o público.

 

Alguém aí sentiu a falta da Breve História do Jazz? Logo volta!

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terça-feira, junho 01, 2010

Os "Supergrupos"


Não é de hoje que os “supergrupos” chamam à atenção, o termo é usado para definir uma banda formada por músicos consagrados, que tiveram reconhecimento em uma banda ou na carreira solo. É como se fosse uma reunião de amigos, que resolvem se encontrar e mandar um som juntos. Na minha visão a definição de “supergrupos” é basicamente esta.

Ao longo dos anos vários “supergrupos” foram formados e o primeiro registro foi na década de 60, quando Eric Clapton formou o “Cream” juntamente com o baixista Jack Bruce e o baterista Ginger Baker.

A lista de “supergrupos” é extensa. Porém isso não é apenas uma exclusividade do mundo do rock, no cenário do jazz é muito comum encontrar formações que até certo ponto seriam consideradas inimagináveis, como por exemplo o quinteto formado por Charlie Parker, Dizzy Gillespie, Bud Powell, Charles Mingus e Max Roach. Existem outros exemplos que chegaram a ser considerados “supergrupos” mais que marcaram época devido a formação. Hoje ainda é possível prescenciar a reunião de músicos consagrados em um único trabalho.

Para não prolongar muito a postagem, hoje vou citar dois “supergrupos” que estão em evidência no momento: Chickenfoot e Them Crooked Vultures. Certamente você já deve ter ouvido falar.

THEM CROOCKED VULTURES

O trio é formado por nomes consagrados como, John Paul Jones (baixo), eternizado no Led Zeppelin e Dave Grohl (bateria) tocou no Nirvana e atualmente está no Foo Fighters. O guitarrista e vocalista Josh Homme, que completa o trio, integra as bandas Queens of Stone Age e Kyuss. O projeto começou a tomar forma em 2005, quando Dave Grohl teve a idéia de formar uma “superbanda”, mas durante um tempo ficou meio que adormecida e agora em 2009 eles finalmente concretizaram o projeto.

O trio chegou no cenário musical cercado de expectativas e apresentou o seu primeiro trabalho, auto intitulado “Them Crooked Vultures” . O resultado justifica a espera e as expectativas, com um som excepcional, riffs pesados e refrões grudentos, com uma coesão que impressiona e que demonstra o entrosamento e a maturidade musical dos músicos. Tudo soa maravilhosamente bem, tudo encaixado perfeitamente na medida exata. As letras também são destaque, composições com conteúdo – algo que é cada vez mais raro na música atual – porém o trio prezou por isso.

É possível perceber as influências de cada músico, sentir um pouco da sonoridade do Led Zeppellin nas músicas “Scumbag Blues”, "Reptiles" e “Elephants”, o rock do Foo Fighters também é lembrado, principalmente na faixa “Mind Eraser, No Chaser” e por Josh Homme ser vocalista do Queens Of The Stone Age, durante as músicas é notável uma influência, em especial as faixas “Dead End Friends” e “Bandoliers”. Outras músicas que merecem destaque são, "Warsaw Or The First Breath You Take After You Give Up" – que soa um rock psicodélico -, “No One Loves Me & Neither Do I”, “New Fang” , "Caligulove" e “Gunman”.

Them Crooked Vultures - "New Fang"


Them Crooked Vultures - No One Loves Me & Neither Do I (Live at Palladium)



CHICKENFOOT

A exemplo do Them Crooked Vultures que surgiu para o cenário cercado de expectativas e com músicos consagrados, com o Chickenfoot não foi diferente. O nome está longe de ser chamativo ainda mais para uma banda de hard rock. Porém o que chama mesmo a atenção é a formação: Sammy Hagar (vocal) Michael Antohony (Baixo), ambos ex-Van Halen, Joe Satriani (Guitarra) e o Chad Smith (Bateria), ex-Red Hot Chilli Peppers.

O projeto inicialmente surgiu como uma brincadeira e acabou se transformando em banda e conseqüentemente no lançamento do primeiro álbum, “Chickenfoot”. O som é empolgante, com riffs pesados, groove e boas letras. Apesar de soar um som atual, a atmosfera é setentista e o que se vê é o bom e velho rock e algumas pitadas de blues e funk. Destaque para todos os músicos, Sammy Hagar apresenta um vocal equilibrado, com um timbre muito bom e agressivo na hora necessária, por outro lado Joe Satriani dispensa apresentações, um guitarrista consagrado e considerado virtuoso, no Chickenfoot tem um papel decisivo, com riffs pesados e solos bem elaborados, o baixista Michael Antohony não faz por menos, ao mesmo tempo que acompanha a batida clássica do hard rock, ele da o seu toque especial com grooves bem feitos e bem perceptíveis e por fim o baterista Chad Smith que também se sobressai em vários pontos do álbum.

As músicas em sua maioria são empolgantes, o álbum começa com “Avenida Revolution”, um excelente cartão de visita e depois continua com uma sequencia bombástica, “Soap on a Rope”, “Sexy Little Thing” e “Oh Yeah”. Destaque também para “Get it Up”, "Down the Drain", “My Kinda Girl” e a balada “Learning To Fall”.

Chickenfoot "Avenida Revolution" (DVD Live in Montreux)


Chickenfoot "Sexy Little Thing" (DVD Live in Montreux)



Não poderia deixar de falar sobre o Neural Code. Na minha opinião o trio pode ser considerado um "supergrupo".

NEURAL CODE

Formado por Cuca Teixeira (bateria), Kiko Loureiro (guitarra) e Thiago Espirito Santo (baixo), Neural Code apresenta uma eletrizante mistura de instrumental, rock e jazz, criando uma sonoridade contemporânea e brasileira. Na bagagem desses três grandes instrumentistas brasileiros nós encontramos Cuca Teixeira, um baterista de formação jazzística, que já trabalhou com gênios do Jazz como Joe Lovano, Michel Brecker e George Benson e figuras da MPB como Paula Lima, Maria Rita e Marina Lima; Kiko Loureiro, um guitarrista de rock e fusion, mundialmente conhecido por seu virtuosismo e musicalidade, que há 17 anos é o guitarrista da banda Angra; Thiago Espirito Santo, renomado contrabaixista da musica instrumental brasileira contemporânea vem para fechar o trio com seu jeito inconfundível de tocar, tendo atuado ao lado de músicos como Hamilton de Holanda, Yamandú Costa, Toninho Horta e Hermeto Pascoal. Em seu primeiro trabalho o trio apresenta oito composições inéditas concebidas em uma série de encontros informais, criando uma experiência única para todos, pois foi possível desenvolver uma linguagem totalmente nova, extraindo o melhor de cada músico e suas influências contidas no percurso de cada uma das carreiras. Assim nasceu o som do Neural Code, que é nitidamente matemático, musical e brasileiro.

Fonte: Myspce Neural Code

Neural Code "Drenal" (Programa Pontapé Inicial - ESPN Brasil)


Os "supergrupos" continuaram existindo, seja na vida real ou apenas no pensamento das pessoas, afinal quem nunca pensou naquela formação que seria digamos: a perfeita.

E pra você, qual seria o "supergrupo" ideal ?


Confira os "Supergrupos" que foram formados ao longos dos anos: Clique Aqui

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