quarta-feira, novembro 17, 2010

Lucille a guitarra de um Rei

Olá Musicólatras...

Sei que hoje não é o meu dia de postar(rs) mas fiquei tão empolgado com essa serie de materias sobre o rei do blues, B.B. King, que o nosso amigo (e musicolatra) Daniel esta postando que resolvi contribuir com algo sobre B.B. King.

A seguir o proprio B.B. King fala sobre seu equipamento e principalmente sobre sua guitarra. Essa materia esta numa publicação de abril de 2006 da revista Guitar Player (foi realmente um achado!) Espero que gostem.

Senhoras e senhores com vocês um pouco mais de B.B. King

O rei do blues conta: “Quando fiz minha primeira turnê, por volta de 1950, toquei uma das primeiras Fender de corpo sólido. Usei também um pequeno amplificador Gibson que tinha cerca de 30cm de largura e 15cm de profundidade, com um alto-falante de cerca de 20cm.Utilizei esse amp por um bom tempo”

Durante os anos 50, B.B. King usou uma serie de Lucilles – uma Gretsch que foi destruída em um acidente de carro, uma Epiphone que foi roubada, uma Silvertone da Sears Roebuck e uma serie de Semi-acústicas Gibson – antes de se estabelecer com a Gibson ES-335. “Tenho usado esse modelo desde que o vi pela primeira vez, por volta de 1958. Quando achei essa pequena Gibson com braço longo, ela mexeu comigo. É como encontrar sua esposa para sempre. Estou com ela desde então”.

Por volta de 1980, B.B. havia se estabelecido com o modelo Gibson Lucille que ele ainda patrocina. “É uma 335, mas com algumas mudanças” diz King. “Ela tem o corpo fechado, sem aberturas em F, então não produz microfonia. Eu costumava colocar toalhas em minha 335 para cortar o feedback. Já a Lucille, consigo liga-la no máximo. Posso ajustar o cordal (Gibson TP-6) na traseira, e o braço é um pouco mais fino. Há um cabo em Y que me permite dar bypass no estéreo, embora eu geralmente opte pelo circuito estéreo, com ambos os captadores trabalhando.

Com apenas uma rápida mudança da mão, posso ajustar o volume ou mudar o timbre. Para dizer a verdade, nem sei qual captador faz o que. Simplesmente ligo os dois e uso meu ouvido”

“Prefiro o encordoamento Gibson740XL, com .009 na primeira corda. Toco com uma palheta razoavelmente dura. As vezes é difícil conseguir bons amplificadores e, já que quase sempre toco com palhetadas para baixo, não tenho de atacar as cordas com muita força para conseguir o volume que quero”
.

Seu amplificador preferido é o Gibson Lab Series, embora ele tenha ficado conhecido por tocar em lugares com Fender Twin.



2 Musicólatras Comentaram:

Edison Junior disse...

Legal, Thiago, embora as informações sejam técnicas demais para um pobre mortal como eu.
A propósito a própria história que envolve o nome Lucille que ele dava a todas as suas guitarras é muito interessante, apesar de existirem muitas versões.

Daniel disse...

Concordo com o Edison..rs

Muito legal o post, mesmo sendo informações técnicas demais para um pobre mortal. rs..

Abraço