segunda-feira, novembro 29, 2010

7 modos insanos como a Música afeta o corpo (de acordo com a Ciência)

Olá, colegas e amigos musicólatras! Cheguei hoje com a tradução/adaptação de um artigo bastante interessante que vi há um tempo no Cracked.com. Tenho certeza que interessará a todos vocês que não vivem sem música... e nem imaginavam por quê!

Mais do que nos propiciar momentos de prazer e entretenimento, a Música atua no nosso organismo de  maneira muito benéfica, seja estimulando o cérebro ou mesmo ajudando na cura de doenças. Vamos conhecer alguns dos seus incríveis superpoderes?


#7 — Reparando danos cerebrais:

Foi descoberto que pacientes que sofreram algum tipo de lesão do lado esquerdo do cérebro e perderam a capacidade de falar eram capazes, porém, de cantar acompanhando uma música. Foi desenvolvido um tratamento a partir dessa descoberta, chamado de Terapia da Entoação Melódica, em que a pessoa, leigamente falando, "canta até conseguir falar". Acontece o seguinte: a nossa capacidade de falar está associada ao lado esquerdo do cérebro, mas a música vai para o lado direito. Então, a ideia é treinar o cérebro para que ele associe a música à linguagem e, assim, passar a responsabilidade do controle da fala para o lado direito. E mais: se o paciente ouvir músicas que realmente goste, o efeito é bem melhor; já que o prazer produz dopamina, que estimula o cérebro, principalmente nas áreas onde ele sofreu lesão.

#6 — Se livrando de vícios:

Pra quem toca música, a prática é relaxante e distrai o paciente do processo de desabituação de vícios (de álcool ou drogas). Pra quem compõe letras, escrever mantém os impulsos da pessoa controlados e a permite "botar pra fora" as suas emoções negativas. E, pra quem apenas ouve, a música ajuda no estágio de recuperação de uma desintoxicação e, se ouvida frequentemente, pode até diminuir a quantidade de remédios que o paciente precisa. Como isso funciona: a Música afeta diretamente na produção de neurotoxinas no cérebro; de uma maneira similar à que as drogas fazem. Só que as drogas deixam o cérebro lento, porque dão a ele substâncias químicas (como dopamina e noradrenalina) que ele mesmo era forçado a produzir. Quando a pessoa deixa de usar drogas, o seu cérebro não consegue mais produzir essas substâncias como teria que fazer normalmente. Então o hábito de ouvir música força o cérebro a produzi-las novamente. Além disso, ouvir alguns tipos de música também ajuda a diminuir frequências cardíacas, pressão sanguínea e tensão muscular.

#5 — Melhorando o Sistema Imunológico:

Como bem percebemos, ouvir música diminui o nosso nível de estresse, dado que reduz o nível de cortisol no nosso cérebro. E todos sabemos que o estresse afeta o nosso organismo de maneira negativa em várias áreas - coração, pressão sanguínea, músculos etc. Portanto, ouvir música (especialmente jazz, bluegrass e soft rock, que são similares em qualidade) melhora nosso sistema imunológico por diminuir nosso nível de estresse. Com o tempo, o corpo vai associando o ato de ouvir música (principalmente clássica) ao relaxamento, então é nessa hora que o sistema imunológico começa a produzir anticorpos como um doido.


#4 — Prevenindo acessos cerebrais:


Esses efeitos foram notados em pacientes em coma e as causas ainda não conseguiram ser muito bem explicadas; mas foi constatado que uma exposição de tais pacientes a Mozart tocado em piano surtiu efeitos positivos na atividade cerebral em apenas 5 minutos — alguns até instantaneamente. Curiosamente, experiências com outros compositores da música clássica não surtiram efeito: parece que o nosso cérebro nutre uma parcial preferência por Mozart.



#3 — Retornando memórias  perdidas:

Todos já percebemos que certas músicas nos fazem lembrar de momentos passados. Acontece que foi comprovado cientificamente de que isso funciona inclusive com pacientes que sofrem de Alzheimer e até mesmo com os em estado de demência avançada. Tudo isso porque, como já foi dito, ouvir música age em várias áreas do nosso cérebro (onde outras atividades, como a conversação, não chegam); inclusive uma insignificante, chamada hipocampo. É no hipocampo que ficam armazenadas todas aquelas informações passadas de que não precisamos nos lembrar constantemente - o que a Psicologia chama de inconsciente. Quando você ouve uma música que conhece, sentimentos ou sensações associados a ela são retornados pelo hipocampo, e às vezes a memória vem junto.

#2 — Melhorando o raciocínio espacial:

 

E lá vem Mozart de novo. Testes comprovaram que ouvir Mozart com frequência aumenta o QI em uma média de 9 pontos (em alguns casos, até mais)! Novamente, cientistas não conseguem explicar por que ou como.





#1 — Curando pacientes com Parkinson:

Uma paciente que sofria do mal tinha espasmos musculares, problemas de equilíbrio e dificuldade em caminhar. Ela sofria quedas e se machucava o tempo todo. As coisas iam de mal a pior, até que ela descobriu que conseguia se mover com facilidade enquanto estava ouvindo música - o tipo desta determinando a velocidade da sua caminhada. Por que isto acontece: sabe quando você está ouvindo uma música e inconscientemente começa a tamborilar os dedos na mesa ou balançar os pés? É que a área do cérebro responsável por nossos movimentos é tão automática que não precisa dos nossos comandos para funcionar. Assim sendo, a música força o cérebro a fazer o seu papel, mesmo sem que você o comande. Alguns pacientes com Parkinson já recebem um tratamento que consiste em uma terapia de música: sentam em círculo e tocam tambores. Tocar música controla os espasmos musculares e devolvem o equilíbrio a eles.


Caros colegas musicólatras, não estamos errados em superestimar a Música. Façam bom uso dela e vivam bem!



4 Musicólatras Comentaram:

Rafhael Vaz disse...

Já estou baixando umas sinfonias do Mozart!! hahah

Da hora o post!!

qésh burn disse...

interessante. e à quem mais interessa maais sobre o assunto, dois livros essenciais: http://www1.folha.uol.com.br/folha/livrariadafolha/ult10082u731032.shtml


http://www.revistaneurociencias.com.br/edicoes/2009/RN%2017%2003/401%20resenha.pdf


abraços

Edison Junior disse...

Muito legal o post, Manu. Música faz bem e deve ser consumida sem moderação.

A propósito, eu gosto muito de ouvir Mozart, mas não senti melhoras perceptíveis no meu QI...

Emmanuella disse...

Talvez tenha que ouvir MUITO e SÓ isso... Fazer o teste por um mês pra ver se funciona, haha