terça-feira, agosto 31, 2010

Vinil, CD e MP3

Olá Musicólatras

Talvez essa seja a maior discussão entre os musicólatras atualmente. Quem reproduz o som em melhor qualidade? O vinil, o CD ou MP3? Na verdade nunca chegaremos a um consenso sobre isso, mais cada um tem a sua importância. O vinil é algo nostálgico, apreciar aquelas capas gigantescas, verdadeiras obras de arte é uma experiência única, o som analógico do vinil proporciona algo diferente de qualquer outra música, isso sem falar do cuidado que você deve ter, para ouvir um bom vinil é preciso fazer um ritual. Depois do vinil vieram as K7, mais que não deixaram nenhuma saudade. O CD chegou para revolucionar, antes com o vinil você não poderia leva-lo e ouvir no seu carro, já com o CD era possível, isso sem falar nas facilidades em gravar, o tratamento que o CD recebe é totalmente digital, consequente o som é bem diferente. Depois o MP3 ficou popular, agora já não existia mais as capas bem produzidas ou os encartes, o MP3 na mais era do que um arquivo de computador. Também tem suas vantagens, você pode levar uma quantidade imensa de arquivos (músicas) em um único aparelho. A qualidade do MP3 é outro problema, há quem ouve em 128kbps e quem prefere em 320kbps, por incrível que pareça, existe uma grande diferença.

O vinil ficou caracterizado por ter um som mais grave e o CD um som com mais definição dos tons agudos. A vida útil do CD é bem menor, já que ele pode oxidar e arranhar, o LP por sua vez se não for bem cuidado também pode arranhar e nesse caso ainda tem o cuidado especial com o toca discos.

Tentei explicar um pouco sobre os três da forma mais simples possível. Tudo isso para dizer que o vinil está ganhando força novamente e que apesar de toda tecnologia e praticidade que o CD e o MP3 nos proporciona, a indústria está apostando na volta do Vinil “bolachão” e uma das responsáveis por isso é a Polysom, no Brasil. É a única fabrica de vinil na américa latina e já esta a todo vapor para atender esse mercado. Os responsáveis por isso, João Augusto e Rafael Ramos, estiveram semana passada no Programa do Jô e falaram bastante sobre o assunto, inclusive sobre essa discussão e demonstração do Vinil, CD e MP3.

E você, consegue notar essa diferença do áudio? Isso influi na sua maneira de ouvir música ou o que vale é a praticidade ?

Segue abaixo a entrevista na integra do “Programa do Jô”.



No aguardo da parte 2. A anterior foi retirada do ar, infelizmente.



10 Musicólatras Comentaram:

Rodrigo Nogueira disse...

Olá Daniel, como musicólatra e colecionador, gostaria de deixar meus pitacos:

1 - Para colecionadores, o vinil trás muito mais atrativos gráficos e visuais, acredito que isso seja praticamente uma unanimidade. O cd oferece menos (salvo edições especiais) e o mp3 não oferece nenhum.
2 - Em termos de qualidade de áudio o vinil e o cd são incomparáveis, pois o processo de gravação dos sons é totalmente diferente, portanto vai do gosto de cada um. Já o mp3, pelo menos com a tecnologia atual, seria possível compará-lo apenas com o CD, e (hoje) a qualidade é bem inferior.
3 - Discordo quando diz que as fitas k7 não deixaram saudades pois era o único modo para muitas pessoas na época de gravar e ter acesso às músicas (os discos eram caros e muitos, difíceis de encontrar). Sem dúvida a qualidade de som era inferior, mas aposto que muitos sentem saudades de suas coleções de k7 que muitas vezes recebiam personalizações e cuidados, além de terem animado muitas festinhas (era o sonho de muita gente ter um gravador duplo deck, rss)
4 - Particularmente prefiro o CD para ouvir música clássica, alguns jazzes (big band) e MPB pois geralmente são compostas de vários instrumentos que necessitam de clareza sonora. Já rock, e música popular em geral, prefiro o "calor" do vinil.
5 - Para o colecionador, o mp3 não é colecionável, só serve para possibilitar o acesso prévio às músicas e seu transporte.

Espero ter contribuído.

Abçs!

Edison Junior disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Edison Junior disse...

As fitas K-7 eram legais sim, imbatíveis no quesito pirataria, mas tudo a seu tempo, não fazem sentido hoje.

Quanto à qualidade, não creio ser eu capaz de distinguir num teste cego se o som vem de um MP3 ou de um vinil, mas é inegável a atração que um LP oferece aos olhos:

Coleção de LPs >>>> Coleção de CDs >>>>>>>>>>>>>> Coleção de MP3

Porém, pensando cinicamente, não dá pra deixar de pensar que a indústria do disco tem um grande interesse nesse revival do LP.

P.S. Pena que o link não está funcionando, fiquei curioso em ouvir o teste.

Rafhael Vaz disse...

Já li sobre isso tempo atrás e, pelo o que li, parece que o áudio do Vinil é melhor que o do CD. Isso pq a gravação no vinil é analógica e no cd digital, não captando todo o som original, diferente da gravação analógica, porém, para que o vinil toque assim, é preciso um equipamento mto bom (e caro), além de todo um cuidado. Este gráfico mostra mais ou menos isso que estou falando: http://static.hsw.com.br/gif/question487.gif

Aqui fala mais sobre: http://lazer.hsw.uol.com.br/qualidade-de-gravacao-do-vinil.htm

Sobre o k7, vc se esqueceu que foi a primeira forma de levar pro carro o que realmente queríamos escutar. Vc fazia sua coletânea e tocava no carro, nas festas etc etc.

Ótimo post Daniel!!

Abraços!!

Daniel disse...

Quando digo que o K7 não deixou saudade, foi no sentido da qualidade. O Vinil e o CD tem uma qualidade diferenciada, já o K7 é bem limitado. Entendo a sua importância, principalmente nesse lance de vc poder gravar, levar pro carro, ouvir no walkman (coisa que eu fiz muito).

Eu também não sei diferenciar o som do vinil, CD e MP3. Hoje tenho mais MP3, tenho meu iPOD com mais de mil músicas e levo pr aonde eu quero. Mas eu gostaria muito de poder ter tudo em CD também. Em vinil alguns.

Inclusive vi esses dias na internet um aparelho de tocar vinil que conecta ao USB do PC. No mesmo aparelho tem o vinil, CD e MP3. Muito bom.

Abraço

Emmanuella disse...

Eu ainda quero a minha coleção de vinis, só não tenho porque nosso player não funciona mais. Mas não troco meus CDs por mp3 por nada. Gosto de ENCOSTAR nas coisas, VER a arte de perto, cuidar das minhas coisas. Arquivos de computador se perdem do nada, pegam vírus e morrem e um monte de etcéteras.

Já tive um monte de K7 e elas se destruíam com uma facilidade tão grande que eu realmente não tenho saudade.

Edison Junior disse...

Uma curiosidade, não sei se vocês conhecem, mas já existiu um toca-discos de vinil para automóvel, com os resultados que vocês podem imaginar. Vejam em:

http://autozine.com.br/wp-content/uploads/2010/03/Toca-discos-grande.jpg

Rafhael Vaz disse...

Hahahah, demais Edison!!
Jamais passou pela minha cabeça que isso tivesse, um dia, existido.

Daniel disse...

Que sinistro esse toca disco para carro hahahahahahaha....dessa eu não sabia.

Olha esse toca disco com entrada USB e converte o vinil em mp3..rs

http://www.tocadiscousb.com.br/default.asp?produto=2176156

O preço é bem salgado.

WITOKI disse...

Rafhael Vaz: desculpe, mas o K7 não foi a primeira forma de levar música para o carro. Antes dele houveram toca-discos compactos (que pulavam nos buracos) e o cartucho (se não me engano de 8 pistas, que tinham um som muito melhor que o K7, mas que não eram práticos pois não havia como localizar faixas).