domingo, junho 06, 2010

Charlie Christian


Olá Musicólatras de todas as partes....!

Hoje vou falar do primeiro grande gênio da guitarra, na minha opinião imbatível até hoje. Senhoras e senhores, hoje falarei do incrível Charlie Christian, o homem que mudou o rumo da guitarra elétrica, levando o instrumento que antes era puramente rítmico a dividir improvisos na banda do lendário Benny Goodman. Falar de Charlie é uma tarefa um pouco complicada, Christian é um daqueles músicos que só se entende ouvindo, portanto, nessa postagem darei mais atenção aos vídeos, e recomendo a todos os amantes do Jazz que procurem conhecer mais da obra desse gênio das seis cordas que em seu curto tempo de vida levou a guitarra as ultimas conseqüências.


Biografia

Charlie Henry Christian nasceu em Dallas, Texas em 1919 e faleceu em Nova York em 1942. Começou a se dedicar à guitarra em 1937 e dois anos depois já era contratado por Benny Goodman como membro de sua orquestra e solista de seu sexteto.

Participante ativo das jam sessions do Mintons, em Nova York, onde o bebop tomava forma no início da década de 40, morreu tuberculoso aos 22 anos, reconhecido como pioneiro do bebop e considerado o primeiro grande solista de guitarra no jazz.

Charlie Christian emancipou a guitarra, até então instrumento eminentemente rítmico, passando a realizar seus pequenos vôos, ainda longe em potência de som ou criatividade melódico-harmônica, com os instrumentos de sopro.

Primeiro grande guitarrista de jazz, seu sentido de tempo, não centrado exclusivamente na marcação 4/4, mas dotado de uma elasticidade surpreendente para a época. Christian anunciou em suas poucas obras, a crescente complexidade rítmica do jazz moderno, bem como suas notáveis concepções harmônicas e melódicas antecipavam a estética do bebop.








Recomendo a todos a audição de “Solo Flight” Álbum de Benny Goodman que conta com Charlie Christian na guitarra



2 Musicólatras Comentaram:

Edison Junior disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Edison Junior disse...

Muito bom, Thiago! Conheço o trabalho de Benny Goodman, mas nunca havia me atentado ao som do guitarrista. Vou ouvir novamente meus álbuns e prestar mais atenção em Charlie Christian.