sexta-feira, maio 21, 2010

Uma breve história do jazz – O elo perdido

Jazz - evolução segundo Berendt

É difícil determinar em que momento exato surgiu o jazz como o conhecemos, mas de uma coisa não resta dúvida: o elo perdido é o trompetista King Buddy Bolden (1869-1931). Barbeiro e jornalista, foi líder de uma banda que fazia apresentações na Basin Street, em Storyville, bairro boêmio de New Orleans. Incorporou o swing ao blues e às danças afro-creolas, servindo de inspiração a muitos músicos de jazz. Por volta de 1907 ele enlouqueceu e seu som não foi mais ouvido. E não foi mesmo, porque infelizmente não restou nenhuma gravação sua, mas seu estilo foi tão bem descrito que não pode haver dúvida quanto ao valor de sua contribuição. Tocava o pistom ao estilo dos cantores de blues, imitando-lhes o som da voz.

Quando as brass-bands eram chamadas para tocar em algum lugar, geralmente atacavam de marchas, rags, quadrilhas e outras danças da época. A partir do sucesso de Buddy Bolden, começou-se a tocar mais o blues e outros temas de rua. Uma geração de músicos cresceu sob essa influência. Um deles é Joe King Oliver (1885-1938), que iniciou um novo período, voltado quase que exclusivamente ao blues.

Outra figura importante nessa época, foi o pianista Jelly Roll Morton (1885-1941). De origem creole (mestiço de negro com francês), tocava bem violino, violão e bateria, mas escolheu o piano, considerado um instrumento sofisticado na época. Cedo ele começou a viajar, levando a música de New Orleans para o resto do país. Com seu fabuloso ouvido, incorporou outras influências e estilos, misturou tudo e começou a compor um som muito próximo ao que se começava a chamar de jazz, não apenas adaptando os temas existentes, mas compondo especificamente dentro dessa concepção. Dentre elas estão King Porter Stomp, Blues New Orleans e The Red Hot Pepper, que levava o mesmo nome de seu conjunto (favor não confundir com o Red Hot Chily Peppers). Bom de marketing, ele jurava ser o criador do jazz, do stomp e do swing, dístico esse que ele fazia questão de imprimir em seu cartão de visitas, o que, verdade seja dita, não estava muito longe da realidade.

Leia mais em:
Uma breve história do jazz – O início



2 Musicólatras Comentaram:

Rafhael Vaz disse...

Bacana! Não conhecia estas histórias não.

Abraços!!

Daniel disse...

Outro post excelente Edison.

Não conhecia essa história não. A história do jazz é fascinante, acho que esse é o grande diferencial dele para outros gêneros da música.

E há quem diga que o jazz é o "pai" de todos os outros estilos. Mais lendo essas histórias não tem como dúvidar.

Abraço