terça-feira, abril 06, 2010

Geração do Fone de Ouvido



Já faz algum tempo que estou querendo falar sobre esse assunto. Porém com uma visão diferente, sem termos técnicos. Mais o que tem demais em falar sobre fone de ouvido? Por acaso vocês já pararam para pensar quem foi o inventor dele? Eu procurei em tudo quanto é canto e por incrivel que pareça não encontrei o nome desse cara. Seja quem for o inventor, aposto que ele não iria imaginar que seu invento seria tão usado um dia.

Muitas vezes esse pequeno objeto passa desapercebido, mais o que seria de um musicólatra sem o seu fone de ouvido? É ele quem nos proporciona momentos únicos e tem o poder de nos desligar do mundo ou do momento em que estamos. Você pode usar o fone em uma viagem, no caminho do trabalho ou da escola, no ônibus, no carro, na rua, enfim, onde for permitido e conveniente. Ele nos trouxe uma sensação de liberdade, onde você ouve o que quer, como quer e sem incomodar ninguém.

E quem aqui já não passou por situações digamos desagradáveis. A mais clássica é quando você está no ônibus e senta uma pessoa do seu lado e tenta puxar conversa, se você não está afim de papo, existe uma solução. Nesses momentos o ideal é estar com o seu fone de ouvido, mesmo que o som esteja desligado, isso funciona e faz com que a pessoa nem perturbe você. É infalível, testado e aprovado hein! (risos).

A verdade é que o fone mudou os hábitos das pessoas, hoje em dia é fácil você sair pelas ruas e perceber isso. Seja no celular, mp4, iPOD e etc. Tem sempre alguém com um fone. A tecnologia proporcionou isso e a pessoal comprou a idéia.

Pensando nisso cheguei a uma conclusão um tanto obvia: Somos a Geração do Fone de Ouvido.

Mais daí caímos em outro problema. Quem seria o nosso mentor? Se os maníacos por fone de ouvido pudessem escolher um, quem seria? Eu sugiro o Otto (The Simpsons). Ele é o motorista de ônibus da Escola de Springfield. Para quem não o conhece, ele é fissurado por heavy metal e vive literalmente com seu walkman e o fone de ouvido. Dirige de fone de ouvido e está em todas as ocasiões com ele. Uma vez aconteceu algo inesperado, por algum motivo (que não me lembro), o fone saiu do seu ouvido e com isso ele passou a ouvir o som da natureza e na mesma hora ele estranhou e disse que era chato demais. Foi um momento traumático para ele.

Creio que todo mundo que usa o fone tem alguma história divertida para contar. No meu caso já aconteceu de ficar com o fone mesmo sem ouvir nada, sabe de tanto usar até esqueço que estou com ele. Isso acontece sempre comigo. Outra mania é que eu não consigo mais sair de casa sem meu ipod e o fone. Mesmo que eu não use, preciso estar sempre com ele. Alias isso vem de muito tempo, desde que eu ganhei meu walkman, quando tinha meus 10 anos. Será que preciso ir a um médico?

O fone de ouvido virou um objeto indispensável, principalmente nos momentos de hobby. Existem diversos modelos e marcas (que em uma próxima postagem vou especificar melhor), tem para todos os gostos e bolsos. Claro que quanto mais caro é melhor, principalmente em qualidade. Mas apesar de levar o assunto em tom de brincadeira, temos que ter cuidado, pois o fone usado de maneira errada por causar problemas de audição (acho até estranho eu falando isso). Aparentemente pode até não incomodar agora, mais no futuro você pode ter alguns problemas. Claro que, falar é muito fácil, eu uso fone há muitos anos e digo por experiência própria, é difícil ouvir música no volume baixo, e hoje com os aparelhos e fones cada vez mais potentes, isso acaba sendo um problema. Porém não é só isso, o fone também pode ser um aliado na transmissão de doenças (bactérias e fungos). Por isso vai uma dica simples: Evite compartilhar o seu fone com outras pessoas.

Cuide bem do seu fone, em toda minha vida eu perdi as contas de quantos fones eu comprei, por não cuidar direito. É um objeto muito sensível, principalmente a fiação dele, que se quebrar você corre o risco de ter apenas um lado do seu fone funcionando. Isso é traumático (risos). Ele também costuma dar defeito próximo ao plug-in. Por isso na hora de guardar evite dobrar ou enrolar o fio. Isso com certeza irá prolongar a vida útil dele.

Enfim apesar do texto não ter ficado excelente, acho que consegui passar um pouco da idéia, falar de um objeto muitas vezes esquecido e que na verdade é um grande aliado do amante da boa música.

Em uma próxima oportunidade vou falar especificamente sobre alguns modelos de fone e também dos tocadores de música.

Enquanto isso, aproveite para contar alguma experiência que você passou com seu fone de ouvido.



9 Musicólatras Comentaram:

Emmanuella Conte disse...

Eu sou da geração fone de ouvido com muito orgulho, meu companheiro fiel de caminhada, hahahah

Olha, eu não me lembro de nenhuma situação engraçada enquanto eu estava com meus fones, mas justamente o contrário. Eu estava voltando do curso, é uma caminhada de 5km, e a bateria do meu iPod tinha acabado. Fiquei desesperada em encarar aquele caminho toda "sozinha" e voltei cantando. Não fiquei com vergonha pq geralmente o caminho é deserto, mas passei em frente a um mototaxista que estava esperando alguém e, como estava numa parte muito emocionante da música, não quis parar. Seria uma situação comum, se eu ao menos soubesse cantar... Entendo a cara estranha que ele fez, eu tava empolgada num Streetlight Manifesto, ska super rápido de letras difíceis (e, é, infelizmente eu "canto" os metais também). Enfim, mico.

Edison Junior disse...

Os fones de ouvido começaram a se popularizar no Brasil em meados da década de 80, com o surgimento dos equipamentos portáteis (walkmen). Antes disso, era apenas um complemento dos equipamentos de som de casa e, por isso mesmo, um trambolho que a gente colocava na cabeça. Pelo desconforto, só era usado mesmo quando se estava fazendo alguma gravação ou havia outro barulho indesejado no ambiente.
O que me lembro de engraçado dessa época é que era comum uma pessoa não acostumada ao seu uso responder gritando quando se perguntava alguma coisa para ela:
- E aí, tá gostando da música?
- TÔ!

Rafhael Vaz disse...

Faz um bom tempo que cheguei a pensar a escrever sobre o assunto, mas nunca levei a cabo. Ótimo post!!

Sou sem dúvida desta geração. Meu ipod é praticamente uma extensão do meu corpo, é obrigatório eu sair de casa com ele. E quando percebo que esqueci de recarregar a bateria na parada de ônibus?? Bate uma tristezaaaaaa. uaheuaehuaeh

Bom, mas o que sempre me leva a pensar quando penso na tal "Geração Fone de Ouvido", é que estamos nos tornando cada vez mais anti-sociais, frios...Saimos de casa botamos o fone e não falamos com ninguém, teve época em que eu chegava no meu serviço e tb botava os fones e fazia meu trabalho curtindo o som, odiava ter que parar para atender até o telefone, e já até evitei alguns no onibus pq queria mto ouvir o som, e "não podia parar".

Quanto aos micos já tive vários. Vários já me contaram que ficaram no vácuo ao me chamar, eu não ouvir e não responder por causa do fone. E como o Edison citou, de falar alto:
- Eae cara beleza?
- BELEZA E CONTIGO CARA!!
e fico sem entender pq todo mundo de repente está olhando pra mim balançando a cabeça. AUHUEAeuh

Caracas, quase um livro este meu comentário. Parar por aqui.

Larissa disse...

nossa, eu sou demais da geração fone de ouvido. Caramba, me sinto estranha sem eles... pra todo canto, é com fone de ouvido!
Adorei o blog, adorei o termo Musicólatras anônimos, super me identifiquei!
rs


;*

Daniel disse...

Essa frase é perfeita hein Rafhael: "Meu ipod é praticamente uma extensão do meu corpo". O meu também é, não só ele, mais desde o meu primeiro walkman. O que mudou foi só a tecnologia hahaha.

Edison você por acaso sabe quem foi o inventor do fone? Por que se ele surgiu bem antes do walkman, quem será que criou ele? Eu procurei em todo lugar e nem sinal do nome da pessoa ou da empresa. Achei uma falta de respeito, afinal um inventor desses não pode ficar esquecido assim.

Sobre as histórias que vocês contaram, são todas engraçadas, já passei por isso de falar alto e ver todo mundo me olhando hahaha. Na ultima eu me senti igual o Otto, sai de casa e percebi que meu ipod nao estava querendo ligar, fui o caminho todo ouvindo o barulho do transito, é muito ruim, por isso achei tão engraçado o episódio que o Otto fica sem fone de ouvido...haha.

Alias, vou ver se acho esse episódio.

Abraço

Edison Junior disse...

Vai ser difícil achar o inventor do fone de ouvido, mas deve ter sido logo depois do telefone. Me lembro de ver fotos antiquiquíssimas com telefonistas usando um fone. Provavelmente uma delas se cansou de segurar o telefone e o pendurou na cabeça... :P

Fernando J. Pimenta disse...

O curioso é que eu não uso fones de ouvido, mas me interessei pela postagem. Está muito bem escrita e amigável.

vaniazinha disse...

tmb estava procurando o inventor dos fontes de ouvido (por isso caí no seu blog), foi esse cara aqui..

http://en.wikipedia.org/wiki/Nathaniel_Baldwin

Daniel disse...

Ola

Muito obrigado pela colaboração Vania. Na época que eu escrevi o texto, procurei em livros e na internet sobre quem seria o inventor do fone e não achei nada, muito legal você ter encontrado essa informação, depois vou atualizar o texto.


Abraço
Daniel