sexta-feira, outubro 26, 2012

Dick Farney

Se há um artista no Brasil que merecia ser mais reconhecido, esse artista é o carioca Farnésio Dutra (1921 – 1987), tido como o primeiro jazzista brasileiro. Claro que com um nome desses jamais poderia tocar jazz (ou qualquer outro tipo de música, convenhamos), daí ter optado por algo mais sonoro, Dick Farney. Era o tempo dos cassinos no Brasil, onde suas apresentações ao vivo viriam a preencher o vazio existente para os apreciadores da música americana.

Coincidindo com a proibição dos cassinos no Brasil, em 1946, Dick Farney foi para os EUA com um contrato para 52 semanas para participação em um programa de rádio na NBC. E não é que deu certo? Logo ganhou dois horários exclusivamente seus na rádio e ainda gravou novidades como Tenderly. Enquanto isso, no Brasil, a gravadora Continental ia lançando a contagotas algumas músicas que ele havia gravado antes de viajar, como Copacabana e Marina.

Apesar de todo seu sucesso por lá, retornou ao Brasil em 1948 sem dar maiores explicações, ou, pelo menos, ninguém levou muito a sério quando ele disse que “não me adaptei à comida” ou “estava com saudades da minha mãe”.

Pianista de primeira qualidade, possuia um toque sutil e foi um grande improvisador. Era também um cantor romântico e sua voz era a sua assinatura. Cantava suave, como se sussurrasse no ouvido da namorada, o que era radicalmente diferente da forma como os demais cantores românticos de então o faziam. Fez parte, sem dúvida, do embrião da Bossa Nova que surgiria alguns anos depois e da qual seria um dos seus grandes intérpretes.

Nas décadas de 60 e 70 excursionou por diversos países e comandou alguns programas de televisão no Brasil, além de ser proprietário de duas boates em São Paulo. Nos seus últimos anos de vida passou a dedicar-se também à pintura.

Dick Farney. Esse nome não pode ser esquecido.



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sexta-feira, janeiro 13, 2012

Quanto a pirataria prejudica a economia?

Pirateei o texto abaixo do Freakonomics (clique aqui para ver o original, caso não aprecie a minha tradução livre). O objetivo do texto, tanto no original quanto aqui no Musicólatras, não é estimular a pirataria nem dizer que a consideramos com algo correto, mas dar uma nova perspectiva à discussão.

Os defensores mais ferrenhos da propriedade intelectual - tais como aqueles por trás da nova lei Stop Online Piracy (SOPA) e Protect IP Act (PIPA) - argumentam que a pirataria on-line é um grande problema que custa à economia dos EUA entre US $ 200 e $ 250 bilhões por ano, e é responsável pela perda de 750.000 empregos americanos.

Estes números parecem realmente trágicos. Uma perda de US $ 250 bilhões por ano representa quase 800 dólares para cada homem, mulher e criança nos Estados Unidos. E 750.000 postos de trabalho é duas vezes o número de pessoas empregadas em toda a indústria cinematográfica em 2010.

A boa notícia é que os números estão errados - como explica Juliano Sanches, do Instituto Cato. Em 2010, o Government Accountability Office divulgou um relatório indicando que estes números "não podem ser fundamentados ou rastreados até uma fonte de dados básica ou metodologia", que é a forma educada do governo falar que "estes números foram compostos a partir do nada."

Mais recentemente, uma estimativa mais modesta - $ 58 bilhões - foi feita pelo Institute for Policy Innovation (IPI). Mas essa estimativa do IPI, já que ambos Sanchez e jornalista de tecnologia Tim Lee apontaram, está repleto de problemas metodológicos, incluindo dupla e tripla contagem, que incham consideravelmente a estimativa de perdas com a pirataria.

Então, qual é o número real? Nós simplesmente não sabemos. E isso nos leva a uma segunda discusão: o problema não são os dados que deram origem às estimativas, mas seus reais efeitos econômicos. Há certamente muitas pessoas que fazem downloads de músicas e filmes sem pagar. É claro que, pelo menos em alguns casos, há a substituição de um produto legítimo por um pirata - por exemplo, uma pessoa que teria comprado um DVD de filme ao invés de baixá-lo de graça. Por outro lado há pessoas que baixam um filme ou música, mas jamais o teriam comprado de forma legal. Isto é especialmente verdadeiro se o consumidor vive em um país relativamente pobre, como a China (e Brasil), e é incapaz de pagar por filmes e música.

Devemos contar esta última categoria de downloads como "vendas perdidas"? Não, se formos honestos.

E há outra questão: mesmo nos casos em que a pirataria na Internet resulta em uma venda perdida, como é que essa venda perdida pode afetar o mercado de trabalho? Enquanto empregos podem ser perdidos na indústria do cinema ou música, eles podem estar sendo criados em outro. O dinheiro que um pirata não gastar com filmes e músicas é quase certo que será gasto em outro lugar. Digamos que seja gasto em skates - o mesmo dólar perdido pela Sony Pictures pode foi ganho pela Alien Workshop, uma empresa que fabrica skates.

Como Mark Twain escreveu uma vez, há três tipos de mentiras: mentiras, malditas mentiras e estatísticas. As estatísticas podem ser particularmente complicadas quando elas são usadas para avaliar os efeitos da pirataria na internet. Ao contrário de roubar um carro, copiar uma música não causa necessariamente uma perda tangível para alguém. Estimar a perda exige pressupostos sobre o que o mundo teria sido se a pirataria nunca tivesse acontecido - e, claro, os mais afetados tendem a assumir sempre o pior cenário.


E você, o que acha disso?

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sexta-feira, dezembro 16, 2011

Tom Zé no Jô

Uma aula de música. E outras coisas.

Bom final de semana!

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quinta-feira, dezembro 15, 2011

Despedida, Feliz Natal e próspero ano novo

Musicólatras,

Estou aqui apenas para me despedir desse espaço que eu tanto gosto, por algum tempo pude compartilhar os meus (estranhos) gostos com vocês,e aprender um pouco com os ritmos e gêneros que fazem a cabeça de vocês.

2012 será um ano de (re)começos, de foco nos estudos, então estou me afastando um pouco da net, fico apenas com o facebook, para que eu possa estudar e assim, colocar meus projetos em ordem.

Fica aqui o meu muito obrigado à todos os que me acompanharam nesse espaço.

Aqui fiz amigos e aprendi muito, então não me arrependo de nada.

Desejo um santo Natal, que não nos esqueçamos de quem faz aniversário no dia 25, e que no ano novo possamos passar em paz, revendo atitudes, criando novos projetos e crescendo com os acertos e erros de 2011.

Abraços e cuidem-se.

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sexta-feira, dezembro 09, 2011

Última palavra em som para carros!

Recebi um e-mail essa semana com uma curiosidade que vale a pena ser reproduzida.

Na década de 50 ainda não havia muitos carros com rádio. Além disso, as opções de emissoras não eram tão grandes quanto as de hoje. Em casa pelo menos tinha-se a opção de colocar um disco na vitrola e ouvir a música que se quisesse. No carro, porém, a única opção era o motor do carro.

Em 1956, um criativo americano chamado Peter Goldmak inventou um modelo do toca-discos para ser utilizado em automóveis! Geralmente ficava embaixo do porta-luvas e tocava apenas compactos simples, o que chamamos em português hoje de single. Na década de 60 alguns desses modelos aportaram no Brasil.

Fico imaginando nas nossas estradas esburacadas como devia portar-se o toca-discos. Devia ser um horror! Sem contar que a cada música tinha-se que trocar ou virar o disco. Quantos acidentes não deve ter causado. E tem gente que reclama que só cabem 200 a 300 músicas em um pequeno mp3 player…

Confira alguns dos modelos vendidos na época.

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